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Marcelo Teixeira

Universidade de Évora dá passo estratégico para atrair empreendedores globais

16 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

A Universidade de Évora firmou uma parceria com a World Talents, plataforma que conecta empreendedores e empresas a universidades e startups. Este acordo, parte do programa Global Talent Portugal, tem o objetivo de atrair investimento, lançar novos projetos e dinamizar a economia regional.

 

Um ecossistema de oportunidades

O Global Talent Portugal é reconhecido por criar pontes entre empreendedores, investidores e instituições académicas em Portugal. Através do programa, as universidades ganham acesso a financiamento adicional, promovendo redes globais de contatos e oportunidades únicas para impulsionar a investigação e inovação.

Empreendedores e empresas, por sua vez, beneficiam do know-how e das infraestruturas das universidades, enquanto contribuem para o fortalecimento do ecossistema da região com capital, expertise e desenvolvimento de projetos.

 

Impacte local e global

Paulo Quaresma, vice-reitor da Universidade de Évora, destaca o impacte transformador da parceria: «Esta colaboração é um passo estratégico para posicionar Évora como um polo de empreendedorismo e inovação. Pretendemos reforçar a transferência de conhecimento para a sociedade e atrair investimentos que beneficiem a região».

Desde a sua fundação em 2021, a World Talents tem liderado iniciativas no ecossistema universitário português, com resultados expressivos. Parcerias já estabelecidas com instituições como as Universidades de Coimbra, Algarve e o Politécnico de Setúbal culminaram na atração de cerca de 80 empreendedores e empresas para Portugal, gerando um investimento acumulado de 2,8 milhões de euros.

 

Um futuro promissor

Com esta aliança, a Universidade de Évora reforça o seu compromisso com o progresso e a inovação, colocando-se no radar de investidores e empreendedores globais. A parceria promete dinamizar não apenas a academia, mas também a economia regional, consolidando Évora como um centro estratégico de talento e empreendedorismo.

 

Fotografia: www.uevora.pt

Arquivado em:Educação, Inovação, Notícias

Líderes B2B: a força necessária para transformar desafios em oportunidades em 2025

13 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

O ano de 2025 será marcado por um ambiente de vendas B2B dinâmico, onde os líderes precisarão de equilibrar inovação e pragmatismo. A Forrester aponta que as empresas que aprenderam com os acontecimentos de 2024 terão mais chances de transformar tendências emergentes em resultados concretos. Aqui está o mapa do caminho para o sucesso no próximo ano.

 

Transformar IA em vantagem competitiva

A IA generativa brilhou em 2024, mas 2025 exigirá ainda mais maturidade no uso dessa tecnologia. Metade dos líderes que investiram na ferramenta esperam retorno financeiro até três anos de aplicação, mas a Forrester alerta que a falta de paciência pode ser prejudicial. Para vencer, os líderes terão de adotar determinados passos e mecanismos de forma a atingirem vantagem competitiva.

Por exemplo, é fundamental priorizar casos de uso diferenciados, escolhendo aplicações de IA que aproveitem dados exclusivos da organização, tal como a personalização avançada para clientes. Equilibrar o ROI a curto e longo prazo, construindo um roadmap que permita retornos rápidos, reinvestindo os resultados em projetos maiores. Outra forma de alcançar os objetivos é através da capacitação das equipas. Combinar competências tecnológicas e humanas, formando equipas habilitadas de interpretar os dados e extrair o valor real da tecnologia.

 

A nova geração de compradores e os seus influenciadores

As gerações Millennial e Z estão a remodelar o processo de decisão no B2B. Em 2025, mais de 50% dos compradores incluirão 10 ou mais influenciadores externos em decisões de compra. A pesquisa mostra que 30% desses compradores já utilizam esses canais. Nesse sentido, será determinante investir em presença digital. Redes sociais, que já figuram entre os três principais mediadores preferidos, devem ser exploradas com estratégias bem definidas.

Uma das possibilidades passa pela ampliação do compromisso externo. Das opções, recorrer a campanhas e iniciativas que atinjam esses influenciadores, integrando o marketing a eventos e a comunidades digitais, pode traduzir-se em bons resultados. Outro meio de os alcançar é no aproveitamento dos canais de comunicação, garantindo clareza, autenticidade e personalização nas interações com esses públicos.

 

Transformação estrutural: hora de agir

Apenas 12% dos líderes de marketing acreditam que as suas equipas têm a estrutura ideal para atingir metas de receita.  Além disso, somente 7% se sentem confiantes nas competências atuais dos seus grupos de trabalho. Mudanças organizacionais tímidas, como troca de funções ou reestruturações rápidas, dificilmente surtirão efeito.

Para melhorar estas dinâmicas é necessário consertar processos de receita. Com o auxílio da automatização das tarefas mais repetitivas, alinhando marketing, vendas e operações, as empresas podem alcançar benefícios concretos. Privilegiar um planeamento baseado no cliente, adotando abordagens centradas nas verdadeiras necessidades do mesmo, é um passo a considerar. Outro, passa por investir em treinos técnicos e analíticos para integrar humanos e IA nas operações diárias.

 

O crescimento do digital: compras milionárias e self-service

A revolução digital no B2B continuará em 2025. Enquanto em 2024 52% das compras acima de um milhão de eruos foram feitas por representantes de vendas, a Forrester prevê que no futuro mais de 50% dessas transações ocorrerão via canais digitais, como marketplaces ou sites self-service.

Portanto, redefinir o papel dos vendedores, funcionando como guias estratégicos, para ajudarem os clientes a deslindarem opções complexas, pode melhorar a eficácia das vendas. Investir em sites intuitivos e plataformas robustas será também decisivo para atender às expectativas de compradores digitais.

 

O declínio do PLG: repensando estratégias

O crescimento orientado por produto (PLG) cairá de 25% para menos de 20% das prioridades das empresas em 2025. A instabilidade económica e a pressão por resultados rápidos tem afastado líderes de estratégias de longo prazo, mesmo quando o PLG comprovou reduzir custos de aquisição e aumentar receitas. Ainda assim, avaliar benefícios em perspectiva, reestruturar equipas e usar IA como complemento pode significar num aumento da rentabilidade desta estratégia.

 

Liderando o futuro com propósito

2025 não será apenas um ano de sobrevivência, mas de redefinição do sucesso. Líderes que priorizarem estratégias baseadas em dados, capacitação de equipas e encontrarem equilíbrio entre curto e longo prazo estarão melhor posicionados para dominar o mercado.

A mensagem da Forrester é clara: o futuro pertence aos que têm coragem de planear, agir e adaptar. As decisões de hoje moldarão não apenas o próximo ano, mas o B2B da próxima década.

Arquivado em:Liderança, Notícias, Tecnologia, Trabalho

Além da imagem: obras de arte que desafiaram o valor e redefiniram o mercado

12 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Uma simples banana colada na parede com fita adesiva transformou-se num dos ícones mais debatidos no mundo da arte contemporânea. A obra «Comedian», criada pelo italiano Maurizio Cattelan, foi vendida recentemente por uns surpreendentes 5,9 milhões de euros num leilão da Sotheby’s. O comprador? Justin Sun, um empresário chinês do setor das criptomoedas, que prometeu consumi-la. Assim o fez.

Apesar de ingerir o alimento, o empresário levou para casa o rolo de fita adesiva e um certificado de autenticidade. Assim como os NFTs, o que está em jogo é a ideia por trás da obra, e não o objeto em si. 

Embora quem compre seja motivo de interesse, quem produz a obra desperta mais curiosidade. Cattelan, famoso pelo seu humor áspero e provocativo, apresentou «Comedian» pela primeira vez na feira Art Basel Miami Beach, em 2019.

A peça, composta por uma banana comum e fita adesiva, já havia sido vendida por valores entre 105 mil e 143 mil euros. Numa entrevista ao The Art Newspaper, em 2021, o artista italiano explicou que a obra passa uma mensagem subtil sobre o valor atribuído à arte em mercados de alta velocidade e consumismo desenfreado.

 

De Warhol a bananas de 6 milhões

A banana já tinha sido um símbolo poderoso na arte antes da irreverência de Cattelan. Andy Warhol, lenda da pop art, imortalizou a fruta, em 1967, na capa do álbum de estreia da banda de rock The Velvet Underground & Nico.  Além do americano,  o artista alemão Thomas Baumgärtel cristalizou-a como emblema das instituições artísticas, pintando-a em mais de 4.000 fachadas.

O legado da banana na arte vai além do consumo, tocando em temas como sexualidade, exotismo e até política. Na Polónia comunista, Natalia LL provocou debates com vídeos de modelos comendo bananas de forma sensual, enquanto o fruto era um luxo raro, devido à pobreza que assolava o país.

Com a crise climática a ameaçar as plantações, talvez a extravagância de uma banana milionária se torne, um dia, mais real do que artística. Afinal, na arte e na vida, por vezes, uma banana pode ser muito mais do que uma fruta. Leia em baixo cinco obras de arte que causaram polémica e eternizaram o debate sobre o que pode, ou não, ser arte.

 

Fountain (1917) de Marcel Duchamp

Marcel Duchamp desafiou as noções tradicionais sobre arte com a obra ‘Fountain’ (1917). Ao apresentar um urinol vulgar, colocado de forma invertida,  Duchamp questionou a definição de arte e as fronteiras da criatividade. A peça foi rejeitada pela Society of Independent Artists, evidenciando o conflito entre a arte de vanguarda e a aceitação mainstream. Ao utilizar objetos readymade como o urinol, o francês transformou itens do quotidiano em arte mordaz, gerando debates sobre a intenção artística e o valor dessa expressão.

‘Fountain’ permanece um marco na história da arte, influenciando práticas contemporâneas de expansão dos limites do que pode ou não ser considerado arte. Nesse sentido, redefine o papel do artista e a sua dimensão. A ousada declaração de Duchamp com essa obra continua a desafiar tanto espectadores quanto críticos, consolidando-a como uma peça central na remodelação do panorama da arte moderna.

 

Zone de Sensibilité Picturale Immatérielle (1959) de Yves Klein

A obra ‘Zone de Sensibilité Picturale Immatérielle’ (1959), de Yves Klein desafiou a arte tradicional ao vender “espaços imateriais” por ouro real. No fundo, trata-se de converter a arte numa ideia, ao invés de ser materializada.  O comprador recebia um certificado de autenticidade, e em algumas performances, o ouro era lançado no rio, simbolizando a efemeridade da arte.

Com transações recentes estimadas em milhões de dólares, a obra continua a provocar debates sobre o valor de mercado e a relação entre a experiência do espectador e a arte conceitual. Klein foi pioneiro ao redefinir o valor da arte no mercado, enfatizando o conceito sobre a materialidade.

 

Mountain and Sea (1962) de Agnes Martin

‘Mountain and Sea’ (1962) de Agnes Martin foi polémica pelo seu estilo minimalista e abstrato.  Os padrões artísticos da época foram desafiados, pelo foco na simplicidade e senso de tranquilidade, em detrimento de formas visuais reconhecíveis.

A obra foi criticada por ser considerada excessivamente simples. Com o tempo passou a ser reconhecida pela sua profundidade emocional e espiritual, representando uma nova forma de pensar a arte. A pintora canadiana foi pioneira ao usar o minimalismo para criar uma experiência contemplativa, sem priorizar formas, gerando controvérsia sobre a técnica e a expressão artística.

 

Rabbit (1986) de Jeff Koons

A escultura Rabbit, de Jeff Koons, que foi vendida por cerca de 82 milhões de euros em 2019, é uma das obras de arte mais caras de um artista ainda vivo. É feita de aço inoxidável e projetada para se parecer com um coelho em formato de balão. A peça mistura arte pop com uma reflexão sobre o consumo e a cultura popular.

O preço recorde marca um momento significativo no mercado de arte, refletindo a crescente valorização de obras contemporâneas que desafiam as convenções tradicionais. O valor altíssimo gerou controvérsias, já que a peça foi criticada por alguns como um exemplo de “kitsch” ou arte comercial sem profundidade. Para muitos não passa de mais uma estratégia de marketing e comercial. No entanto, outros veem nela uma reflexão sobre o capitalismo, transformando itens do quotidiano em arte de alto valor.

 

Fresh Air (2011) de James Franco

James Franco não se fica pelo cinema, e em 2011 apresentou ‘Fresh Air’, um tipo de arte que integra o projeto The Museum of Non-Visible Art. Rompendo as expectativas tradicionais da arte, é, na verdade, uma peça completamente invisível. A ideia passar por transmitir que o valor da arte não reside em sua materialidade, mas na concepção e no conceito por trás dela.

Vendida por 9500 euros, a obra exemplifica o crescente movimento da arte conceitual, onde a experiência e o pensamento se tornam mais importantes do que o objeto físico em si. O comprador, ao adquirir, não recebe uma obra tangível, mas a ideia de que adquiriu um espaço de ‘ar fresco’.  Esse tipo de obra provoca reflexões sobre o papel da percepção e da valorização na arte contemporânea.

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Economia, Notícias

Raízes no passado, olhos no futuro: jovens portugueses insistem em emigrar

11 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

A procura por melhores oportunidades profissionais e o descontentamento com o cenário político, fiscal e social estão a levar quase um terço dos portugueses (32%) a considerar a emigração, revela o estudo Consumer Sentiment Survey 2024, da Boston Consulting Group (BCG).

Os motivos apontados pelos inquiridos são claros: 37% desejam melhores perspectivas de carreira e 36% mostram insatisfação com a realidade nacional. O perfil mais propenso a caminhar lá fora são jovens entre os 18 e 24 anos (64%) e profissionais com formação universitária (34%), enquanto apenas 17% das pessoas entre 55 e 64 anos ponderam sair.

Quando os jovens partem, difícil é fazê-los regressar. No país que abandonam, encontram uma economia estagnada e um mercado de trabalho que não reconhece o seu valor. Apesar das iniciativas do Governo para os manter, a verdadeira questão permanece: o que seria necessário para convencer esta geração a ficar?

 

Condições de trabalho, autonomia e renumeração

Carolina Lobo, 26 anos, vive na Dinamarca, onde trabalha como International Commercial Graduate no Carlsberg Group. Com uma licenciatura em Gestão de Marketing pelo ISCTE e um mestrado em Innovation and Business Development pela SDU, Carolina partiu inicialmente para estudar e, mais tarde, estabeleceu-se profissionalmente. A jovem portuguesa destaca as «condições de trabalho, autonomia e remuneração» como fatores decisivos para permanecer no estrangeiro.

Manuel Luiz, Managing Director da BCG, reforça a mesma ideia: «o desfasamento entre as ambições dos mais jovens e qualificados e o que o mercado nacional oferece é um dos principais fatores por trás deste fenómeno». Além disso, elementos como flexibilidade, autonomia e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional são crescentemente valorizados e, muitas vezes, ausentes no ambiente laboral em Portugal.

João Félix, 26 anos, é Team Leader de Customer Relations para Portugal e Itália na Rituals Cosmetics. Vive em Roterdão, nos Países Baixos, há quatro anos. Com um mestrado em Economia obtido na mesma cidade, João considera o «equilíbrio entre vida pessoal/profissional e a ausência de uma hierarquia rígida, como fulcrais na construção de relações mais equitativas com os colegas».

O estudo da BCG destaca que, a seguir à remuneração, os atributos mais valorizados no trabalho são a flexibilidade de horário e a autonomia (24%).  Segue-se o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (23%). Apesar disso, em Portugal  73% dos inquiridos trabalham exclusivamente de forma presencial, um modelo que já não corresponde às preferências de grande parte da população, já que apenas 25% ainda prefere este formato.

 

Regressos em suspenso e um «futuro sombrio» para os jovens portugueses

Sobre regressar a Portugal, Carolina admite ser uma decisão difícil. «As condições de trabalho que tenho aqui seriam difíceis de encontrar em Portugal. Salários baixos, chefias desrespeitosas e pouca autonomia são problemas que ainda ouço de amigos que ficaram em Portugal».

Apesar disso, a distância da família, o clima frio e a falta de produtos portugueses, como pastéis de nata, são desafios . «É difícil acompanhar os amigos à distância, especialmente em momentos importantes, como casamentos ou o nascimento de filhos», lamentou Carolina. Raízes no passado, mas com olhos no futuro.

Embora adore a vida no estrangeiro, João Félix consideraria voltar a Portugal. Caso surgissem oportunidades profissionais e económicas que lhe garantissem a mesma qualidade de vida que tem atualmente, regressaria a casa.

Já sobre o futuro dos jovens em Portugal, João considera-o sombrio. Esclarece que a falta de valorização das qualificações e a escassez de oportunidades no país são fatores decisivos para a emigração. «Numa Europa globalizada, é cada vez mais fácil emigrar, e sem estímulos reais, os jovens não veem futuro em Portugal», concluiu. 

Com base em respostas de 1.000 inquiridos, o estudo da BCG sublinha a urgência de adaptação por parte das empresas nacionais. Salários competitivos já não são suficientes; oferecer flexibilidade, inclusão e um ambiente de trabalho saudável tornou-se fundamental para atrair e reter talento. Caso contrário, a fuga de profissionais qualificados poderá tornar-se uma realidade cada vez mais evidente no futuro próximo.

Arquivado em:Notícias, Sociedade, Trabalho

Empresas apostam na IA e colhem retornos surpreendentes

11 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

A Inteligência Artificial (IA) generativa está a transformar os negócios. Segundo o estudo da IDC The Business Opportunity of AI, encomendado pela Microsoft, 75% das empresas a nível mundial já utilizam esta tecnologia, um salto significativo em relação aos 55% registados em 2023.

E há boas razões para esta adesão: cada euro investido em IA generativa rende, em média, 3,5 euros. Nas empresas mais maduras e preparadas para a tecnologia, este valor pode subir para impressionantes 9,7 euros. Setores como o financeiro, os media, telecomunicações e saúde lideram no que toca ao retorno de investimento (ROI).

A adoção de IA também está mais ágil. As empresas para implementarem soluções de IA levam em média oito meses, e começam a colher benefícios ao fim de 13. O futuro? Ferramentas personalizadas que vão além das soluções padrão, ajustando-se às necessidades específicas de cada organização.

A vice-presidente da IDC, Ritu Jyoti, acredita «estarmos numa nova era de agentes de IA capazes de executar processos complexos e revolucionar o mundo digital».  Estima-se que, até 2030, a IA impulsione 3,5% do PIB global, gerando um impacte económico de 18,7 mil milhões de euros.

A produtividade é o principal benefício da IA para 33% das empresas, atingindo 36% na Europa Ocidental, segundo o estudo da IDC. Cerca de 92% das organizações usam IA para otimizar processos, e 43% relatam que estes casos oferecem o maior ROI.

 

Desafios e soluções

Contudo, há desafios. A falta de competências internas é assinalada por 30% das empresas, enquanto 26% dizem não ter trabalhadores preparados para lidar com a IA. Para colmatar estas lacunas, a Microsoft lidera projetos de capacitação, como o AI Innovation Factory, em Lisboa, e iniciativas de formação como o AI Skills 4 All.

A pesquisa ouviu mais de 4.000 líderes empresariais e reforça que a IA não só melhora a produtividade, como também tem impacte direto na relação com clientes, inovação e gestão de custos.

O futuro da IA é promissor, mas o sucesso dependerá de pessoas qualificadas e de estratégias responsáveis para transformar a tecnologia em resultados concretos.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia, Trabalho

No coração da Síria: o caminho incerto para a paz e os Direitos Humanos

10 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Após a invasão de forças rebeldes islamitas, Bashar Al-Assad, Presidente da Síria, abandonou o país e o governo caiu. Depois de enfrentarem um regime autoritário, os sírios deparam-se agora com um clima de incerteza e caminham num terreno fértil para divisões.

Apesar disso, para o dia Internacional dos Direitos Humanos, o alto comissário das Nações Unidas nessa função, Volker Turk, realçou a «oportunidade única para o país construir um futuro baseado em liberdade e justiça».

 

Um palácio nas mãos dos rebeldes e as reações pelo mundo

Às mãos da Organização de Libertação do Levante (OLL ou Hayat Tahrir al Sham ou HTS, em árabe), e com o apoio da Turquia, foram precisos 11 dias para os rebeldes tomarem Damasco após uma ofensiva quase sem resistência na capital.

Após 24 anos no poder, a estátua de Bashar Al-Assad foi derrubada na cidade de Tartus e o palácio presidencial invadido a oeste da capital, provocando o fim da dinastia do clã Assad, 54 anos depois. O deposto presidente fugiu do país, antes da tomada dos rebeldes, no domingo, asilando-se em Moscovo, segundo fontes oficiais russas avançadas por vários órgãos de comunicação ocidentais.

Numa declaração escrita, o secretário-geral das Nações Unidas António Guterres congratulou-se com o fim do «regime ditatorial» da Síria e considerou tratar-se de uma «oportunidade histórica para construir um futuro estável e pacífico».

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, publicou no X que «esta mudança histórica na região oferece oportunidades», mas advertiu que «não é isenta de riscos». Joe Biden, presidente dos Estados Unidos da América, destacou, na Casa Branca, a queda de Assad como um «ato fundamental de justiça».

 

O calvário de um povo afastado dos Direitos Humanos

As violações dos direitos humanos na Síria têm sido amplamente documentadas por organizações como a Human Rights Watch (HRW) e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. A situação do conflito sírio é marcada por ataques a civis, tanto da parte de forças governamentais como de grupos da oposição.

Alguns relatórios apontam o uso de armas químicas, bombardeios de áreas densamente povoadas e ataques contra infraestruturas essenciais, como hospitais e escolas.

Surgem também relatos de tortura e detenções arbitrárias. Determinados centros de detenção administrados pelo governo sírio foram descritos como locais de tortura sistemática, consequentes de detenções arbitrárias e execuções extrajudiciais.

Os grupos da oposição armados também foram acusados de abusos, incluindo prisões arbitrárias de ativistas e críticos em áreas sob o seu controlo. Para piorar o cenário já dantesco, estima-se terem ocorrido recrutamentos de crianças soldado para a linha da frente com finalidades militares. 

Esses abusos têm sido denunciados como violações graves que requerem responsabilização internacional. Relatórios detalhados estão disponíveis em plataformas como a Human Rights Watch e o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

 

Uma tragédia com números de holocausto

A guerra civil na Síria, que dura há 13 anos, resultou no maior número de refugiados desde a II guerra mundial. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, são 12,2 milhões de pessoas que foram deslocadas das suas casas, para longe das suas raízes. Deste total, cerca de 7,2 milhões permanecem dentro do território sírio, enquanto mais de 5 milhões vivem em países vizinhos, como a Turquia, Jordânia, Líbano e Iraque.

O impacte humano é devastador. Desde o início do conflito, cerca de 500.000 pessoas perderam as suas vidas. Além disso, eventos recentes, como os terramotos que atingiram a região em fevereiro de 2023, agravaram ainda mais a crise humanitária.

As condições sociais também são alarmantes. Mais de 90% da população vive abaixo da linha da pobreza, e cerca de 12,9 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar severa. A infraestrutura do país está gravemente danificada, incluindo hospitais e serviços de saúde essenciais. Como resultado, o acesso a cuidados médicos, medicamentos e profissionais de saúde é extremamente limitado, exacerbando a vulnerabilidade da população.

Essa situação reflete o impacto cumulativo de anos de guerra, deslocamentos forçados e desastres naturais, exigindo uma resposta humanitária internacional robusta e coordenada para atender às necessidades urgentes da população síria.

Arquivado em:Notícias, Política

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