• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Diversidade nos ‘boards’ traz vantagens, mas só funciona com inclusão real, alertam especialistas

      Cyberbullying continua a ser desvalorizado em Portugal apesar de 95% o considerarem um problema grave

      Quase 80% das empresas da Europa Ocidental enfrentam atrasos nos pagamentos

      Juliana Aguiar é a nova Business Director da Talenter

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Bruno Sambado: «O áudio prospera porque está dotado da eficiência tecnológica aliado à intimidade humana»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Três livros sobre quem somos e como chegámos aqui

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Diversidade nos ‘boards’ traz vantagens, mas só funciona com inclusão real, alertam especialistas

      Cyberbullying continua a ser desvalorizado em Portugal apesar de 95% o considerarem um problema grave

      Quase 80% das empresas da Europa Ocidental enfrentam atrasos nos pagamentos

      Juliana Aguiar é a nova Business Director da Talenter

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Bruno Sambado: «O áudio prospera porque está dotado da eficiência tecnológica aliado à intimidade humana»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Três livros sobre quem somos e como chegámos aqui

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

União Europeia corta nas embaixadas e prioriza países estratégicos

2 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

A União Europeia propôs reduzir o número de funcionários nas suas embaixadas em várias regiões. O objetivo passa por concentrar esforços em países considerados estratégicos para os interesses do bloco e respetivas delegações. A medida visa ajustar recursos limitados a prioridades geopolíticas, mas levanta preocupações sobre a perda de influência em áreas como África e América Latina.

De acordo com a proposta, Bruxelas pretende reforçar a sua presença diplomática em países do G20, em vizinhos imediatos, candidatos à adesão ao bloco (já são 145), economias emergentes e zonas instáveis que ameaçam os interesses europeus. Essa mudança alinha-se às prioridades políticas e orçamentais.

Exemplo disso é o projeto Global Gateway, uma estratégia europeia para promover ligações inteligentes, limpas e seguras a nível dos setores digital, da energia e dos transportes, reforçando os sistemas de saúde, educativos e de investigação em todo o mundo.

 

Cortes motivados por restrições orçamentais

A iniciativa surge em meio a dificuldades financeiras enfrentadas pelo Serviço de Ação Externa da UE (EEAS), cujo orçamento para 2024 excedeu o valor adjudicado, pressionado pela inflação e pelo aumento dos custos. A redistribuição de recursos implica a redução de presença em mais de 30 países africanos, além de cortes significativos na Ásia e na América Latina.

Embora essa estratégia vise poupar recursos e fortalecer laços com parceiros estratégicos, alguns críticos alertam para os riscos diplomáticos. «Manter uma pequena delegação em locais como o Sudão ou Níger envia uma mensagem errada, especialmente quando os EUA estão menos focados no cenário internacional», comentou um funcionário da UE sob anonimato ao POLITICO. Outro oficial sublinhou que a retirada europeia pode abrir espaço para a influência da China e da Rússia.

 

Impactes humanitários e diplomáticos

A proposta tem implicações profundas. Além de prejudicar compromissos anteriores da UE, como o «pivô para a África» anunciado em 2019 por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, pode levar à demissão de 800 funcionários locais. Pequenos estados membros, que dependem das delegações do bloco para estabelecer contactos internacionais, também seriam afetados.

A medida será discutida em dezembro, sob a liderança de Kaja Kallas, recém nomeada chefe da diplomacia europeia, e da próxima Comissão para a Europa. Peter Stano, porta-voz do EEAS, afirmou publicamente que as decisões estratégicas dependerão das novas diretivas, mas ressaltou que a proposta ainda está em fase inicial.

Enquanto a UE tenta equilibrar as suas ambições globais com os desafios orçamentais, a reforma põe a nu as tensões entre o pragmatismo financeiro e a manutenção da influência europeia num cenário internacional cada vez mais competitivo.

Arquivado em:Economia, Notícias, Política

Palestina: um eco de tragédia e resistência

29 Novembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Desde outubro de 2023, o conflito entre Israel e a Palestina agravou-se para uma das suas fases mais sangrentas. A atual escalada teve início quando o Hamas atacou um festival de música que decorria em Israel. Atualmente, o número de mortos ultrapassa os 22 mil, incluindo milhares de crianças, segundo o site Human Rights Watch.

Hoje, assinala-se o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano e estão marcadas manifestações de apoio em Lisboa, Porto e Coimbra. Pelo resto do mundo também há marchas de solidariedade com aquele território e todas as pessoas que sofrem com a guerra.

Os números são arrebatadores: cerca de 18 mil mortes em Gaza, grande parte civis, e mais de 1.200 em Israel. Crianças estão entre as principais vítimas, realçando a tragédia humanitária do conflito. Israel acusa o Hamas de usar civis como escudos humanos, enquanto grupos de direitos humanitários denunciam a resposta israelita como desproporcional e devastadora para a população civil de Gaza. Os serviços básicos estão à beira do colapso, e no meio dos escombros as mortes não param de aumentar.

Na Assembleia Geral da ONU, em outubro, António Guterres considerou a situação em Gaza um «abismo humanitário». O secretário-geral da organização aprofundou «não haver desculpa para bombardear civis, hospitais ou escolas» e que a violência não criará soluções, «apenas mais sofrimento». A ONU e organizações humanitárias têm trabalhado no terreno sob condições extremas para oferecer assistência aos milhões de deslocados. O cessar-fogo foi reforçado na terça-feira passada, na abertura do Fórum Global da Aliança das Civilizações da ONU (UNAOC), com o secretário-geral a afirmar que «precisamos de paz!».

A falta de paz está a levar a uma erosão da confiança no sistema multilateral, nas sociedades e entre as pessoas.

O Papa Francisco também reiterou a urgência de diálogo e condenou a guerra como uma falha na construção da paz. Este mês, em plena Praça de S. Pedro, no Vaticano, o papa sentenciou a guerra como «uma derrota para a humanidade» e pediu aos líderes para escutarem «o clamor das crianças e dos inocentes». Apesar das pressões, a pacificação da guerra parece distante, já que Israel continua com operações militares visando as infraestruturas do Hamas.

O que se vê hoje não é apenas uma guerra entre exércitos, mas o acumular de décadas de disputas territoriais, religiosas e políticas. É a história de dois povos que não encontram um caminho para a paz, estando presos num ciclo de violência que vai roubando o futuro das novas gerações. É um eco de tragédia, mas acima de tudo de resistência.

 

Sangue, lágrimas e destruição: a sobrevivência de Netanyahu no poder

Benjamin Netanyahu, líder com mais tempo no poder em Israel, denomina-se o “guardião da segurança nacional”, algo que já foi testemunhado pela imprensa israelita. No entanto, a surpresa do ataque inicial do Hamas revelou falhas graves na prontidão militar, minando a sua principal bandeira política. Além disso, as suas alianças com partidos ultranacionalistas e religiosos aprofundam divisões internas e aumentam tensões globais.

Enquanto Netanyahu defende as operações militares como necessárias para “eliminar o Hamas”, a crescente perda de vidas civis em Gaza alimenta acusações internacionais de crimes de guerra. Juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, expediram na semana passada um mandato de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant. Ambos foram acusados de crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza.

Sara Gómez Armas, jornalista da agência noticiosa EFE, dá conta da tensão interna em Israel. Na esfera doméstica, Netanyahu vai enfrentando protestos significativos, tanto de judeus como de árabes israelita. O líder daquele país também é alvo de críticas ferozes da oposição. Acusam-no de instrumentalizar a guerra para se manter no poder, desviando o foco de investigações de corrupção que o cercam há anos.

A situação atual é periclitante para um governo que optou por estratégias de força, muitas vezes à custa de soluções pouco diplomáticas. A história pode lembrar o seu governo não apenas pelos longos anos em que comandou o país, mas pelos custos humanitários e políticos das suas decisões em tempos de crise.

 

Arquivado em:Notícias, Política

Tecelãs da vida, as abelhas geram entre 11 e 15 mil toneladas de mel em Portugal

28 Novembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Tecelãs da vida, as abelhas desempenham um papel fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas e da biodiversidade. Sobre essa dança colorida, já no século IV a.C Aristóteles descrevera as abelhas como animais altamente organizados e políticos, que coletam mel de fontes externas e que vivem em comunidades estruturadas (História dos animais). Hoje, a partir do néctar das flores e das plantas, há desafios pela frente num comércio de toneladas e muitos milhões.

Segundo dados de um relatório da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) são produzidas anualmente em Portugal entre 11 e 15 mil toneladas de mel. Um volume de negócios que ronda os 100 milhões de euros. Mas estas quantidades podem ser condicionadas por diversos fatores.

Por exemplo, no documento da FNAP ficou demonstrado que os anos de 2022 e 2023 foram maus para o setor devido à seca extrema que assolava o país. Para este ano, as previsões são mais animadoras. Numa entrevista concedida em maio ao jornal de Negócios, Paulo Casaca, secretário-geral da FNAP, previu 2024 «um ano bom para a produção de mel a nível nacional».

O mel na União Europeia

No que diz respeito à União Europeia estima-se ser o segundo maior produtor de mel do mundo, apontam dados do Eurostat. Todos os anos, 600 000 apicultores e 17 milhões de colmeias produzem cerca de 250 mil toneladas de mel. No entanto, a produção não satisfaz a procura interna.

Os estados membro da UE compraram 163.700 toneladas de mel a países terceiros no ano passado, num total de 359,3 milhões de euros. Mais de um terço desse mel é adquirido à China. Quanto às exportações, a UE vendeu a mercados externos 24.900 toneladas, num valor de 146 milhões de euros, sendo o Reino Unido o maior destinatário.

Quando comparado com os outros produtores estrangeiros, os apicultores europeus enfrentam custos de produção relativamente elevados. O preço médio do produto exportado também é mais elevado que a média do preço do mel importado. Em 2017, o quilo de mel importado custava em média 2,23 euros. Já o quilo de mel exportado para países terceiros valia em média 5,69 euros. Portugal é o quinto país da UE que mais importa mel e está entre os dez primeiros no que toca à exportação.

Desafios em marcha de um alimento ancestral

A Associação Europeia de Apicultura (EBA) divulgou recentemente um comunicado que dá conta de 50% do mel presente no mercado europeu ser fraudulento. A semana passada, em Espanha, foi detectada uma espécie de vespa ainda mais prejudicial que a asiática, pôde-se ler em vários jornais nacionais. Para ajudar os profissionais da área a combaterem as dificuldades, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) criou um mecanismo com apoios e diretivas para o setor.

O Programa nacional de apoios à apicultura, para o quinquénio 2023-2027, está assente no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), o qual inclui os dois fundos agrícolas da PAC. O Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA) e o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER).

Os horizontes passam pela modernização do setor através da promoção e da partilha de conhecimentos. Consubstancia-se pela inovação e a digitalização na agricultura e nas zonas rurais, fornecendo meios para um avanço tecnológico conjunto e eficaz.

Também alude à contribuição para travar e inverter a perda de biodiversidade. Outro aspeto determinante será o reforço da orientação para o mercado e aumento da competitividade das explorações agrícolas. Por último, o melhoramento da resposta dada pela agricultura às exigências da sociedade no domínio da alimentação e da saúde.

Para a Organização Mundial de Saúde são mais de 70 as propriedades encontradas no mel e que são importantes para o organismo dos seres humanos. Para os consumidores é um néctar ancestral e a cura para algumas maleitas. Para os mais de 12 mil apicultores portugueses é o seu sustento e uma forma de vida.  Além disso, são as abelhas que conectam o céu e a terra, nutrindo a biodiversidade e garantindo a renovação do ciclo vital.

 

Arquivado em:Economia, Notícias, Sustentabilidade

Mais de um terço dos europeus deseja comprar o primeiro automóvel elétrico

27 Novembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Mais de um terço (38%) dos compradores de veículos de luxo considera adquirir o primeiro automóvel elétrico nos próximos 12 meses.

Segundo o estudo “Europe’s High-End Buyers Rethink EV Ownership”, realizado pela Boston Consulting Group (BCG), esta intenção de compra revela uma oportunidade de recuperação de mercado para os fabricantes europeus de veículos elétricos, sobretudo nos segmentos topo de gama, premium plus e de luxo.

Embora as vendas de veículos elétricos premium tenham diminuído de 22% para 19% entre 2022 e 2023, surge uma nova vaga de compradores qualificados, urbanos e jovens. Este público procura cada vez mais conciliar a sustentabilidade, sem recorrer a combustíveis fósseis, encontrando opções no mercado que também se caracterizem pela qualidade de construção e atenção ao detalhe.

Os principais desafios para o setor da indústria automóvel europeia passa por melhorar a experiência de carregamento, alcançar uma autonomia mais duradoura das baterias, e combater a desvalorização e os custos de manutenção dos carros elétricos. A nova onda de compradores de veículos topo de gama valoriza a experiência digital e exige um acompanhamento personalizado das marcas.

 

Estratégias para os fabricantes europeus

A BCG recomenda cinco estratégias para os fabricantes europeus: ajustar produtos às expectativas, educar o público sobre as inovações, facilitar o acesso à marca, apoiar a revenda, e melhorar a experiência pós-venda com serviços personalizados. Atender a esses requisitos pode reforçar a competitividade dos fabricantes europeus no mercado de veículos elétricos de luxo.

O mercado europeu desta gama ainda está em crescimento, mas há margem para os fabricantes aproveitarem a nova vaga de consumidores de topo de gama para se destacarem e ganharem competitividade. Aqueles que conseguirem responder às exigências destes compradores estarão em melhor posição para competir num mercado dinâmico em expansão.

O estudo está disponível na íntegra aqui.

Arquivado em:Economia, Notícias, Sustentabilidade

Agricultores podem ser «heróis» climáticos

26 Novembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Devido a catástrofes, nos últimos 30 anos, perderam-se cerca de 3,6 mil milhões de euros em colheitas e gado. O equivalente a 118 mil milhões de euros por ano. Os agricultores, dos mais prejudicados com os impactes negativos das alterações climáticas, desesperam com a situação e as populações sofrem com a escassez de alimentos. Agora, os que trabalham a terra podem ser heróis.

A causa para isso é o The Baku Harmoniya Climate Initiative for Farmers, uma nova rede de partilha de experiências e de facilitação de financiamento e colaboração na agricultura, nomeadamente através da capacitação das comunidades e das mulheres nas zonas rurais.

Esta foi considerada uma das ‘iniciativas mais interessantes’ da COP29, a reunião global do Clima que teve lugar em Baku, Azerbeijão, e onde os países mais pobres lamentaram as verbas anunciadas para o combate às alterações climáticas. Apesar da indignação de alguns, houve progressos.

 

The Baku Harmoniya Climate Initiative for Farmers: oportunidade única

Dados do World Economic Forum mostram que no período de 2008 a 2018 as perdas agrícolas causadas por acidentes naturais, nos países de baixa e média renda, atingiram cerca de 6,9 biliões de quilocalorias por ano. É o mesmo que faltar comida a 7 milhões de adultos.  Além disso, o crescimento demográfico contrasta com a diminuição de produtos alimentares disponíveis para as populações.

Na Ásia, por exemplo, a produção de arroz cairá 50% até ao final do século, enquanto a sua população se manterá praticamente inalterada. Outros números, retirados do World Economic Forum, mostram que as populações de alguns dos países mais pobres e com maior insegurança alimentar sejam as que mais crescerão até 2050. Na América Latina e nas Caraíbas, por exemplo, a perda foi de 975 calorias por dia, ou seja, 40% da dose diária recomendada para um adulto.

No que diz respeito à agropecuária, o The Baku Harmoniya Climate Initiative for Farmers foi criado com o objetivo de ser uma rede de partilha de experiências, identificando sinergias e lacunas. A sua função também é facilitar o financiamento e promover a colaboração na agricultura, nomeadamente através da capacitação das comunidades e das mulheres nas zonas rurais.

Kaveh Zahedi, Diretor do Gabinete da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) para as Alterações Climáticas, Biodiversidade e Ambiente, descreveu a iniciativa como «uma das mais interessantes a ser lançada na COP29», sendo capaz de representar «uma oportunidade sem paralelo para impulsionar coletivamente soluções climáticas através dos sistemas agroalimentares».

Um dos pontos altos da iniciativa passa por formar agricultores em técnicas sustentáveis, tornando-os em catalisadores de mudança comunitária. Além disso, os olhos estão virados para grupos historicamente excluídos das soluções climáticas. As mulheres, os jovens e os agricultores indígenas, que constituem uma parte significativa da mão de obra agrícola e têm conhecimentos locais inestimáveis, vão ter acesso a programas agrícolas de acordo as suas necessidades. Segundo Zahedi, com a devida ajuda, «agricultores podem ser heróis climáticos». 

Para a sustentabilidade ser alcançada, terão de ser catalisados investimentos de sectores públicos e privados, atraindo os recursos necessários para reforçar os sistemas agroalimentares. Essa ligação entre financiadores, organizações não governamentais, governos locais e organizações internacionais será determinante para encontrar soluções transversais e do interesse de todos.

Fotografia: cop29.az

Arquivado em:Clima, Notícias, Sustentabilidade

Depois das raquetes, Nadal agarra novos projetos e negócios

25 Novembro, 2024 by Marcelo Teixeira

O sangue maiorquino corre-lhe nas veias, mas Rafael Nadal Parera pertence ao mundo. À volta do globo, o espanhol brilhou em 22 Grand Slams, ganhou 92 títulos ATP, e arrecadou 14 troféus em Roland-Garros. Segurou sempre a raquete com adorno e a força das suas pancadas deram-lhe o estatuto de gigante. Pelo caminho, assinou contratos com empresas espalhadas pelo mundo. Cresceram em conjunto e deixaram marcas nas enciclopédias do desporto. Terminou a semana passada, aos 38 anos, a carreira de uma lenda.

Há atletas que mudam a história do desporto. Normalmente, são aqueles que transpiram lágrimas, que deixam a pele em campo e que se superam a eles próprios. Nadal é feito dessa casta. Soube sempre dizer não ao que era devido. Não ao cansaço. Não a desistir. Não à derrota. Com os atributos técnicos aliados ao carisma, seduziu desde cedo patrocinadores.

O caso mais marcante é o da Nike, com quem Nadal assinou o seu primeiro contrato aos 13 anos de idade. A empresa norte-americana vestiu-o durante toda a sua carreira e, em 2018, anunciou a sua última extensão em troca de dez milhões de dólares garantidos.

O reconhecimento da marca é perentório. Na sua última atuação no court, durante a Taça Davis em Málaga, a Nike mudou até o seu emblemático logótipo, o “Swoosh”, pelo símbolo de um touro, figura icónica associada ao tenista.

O rei da terra batida, onde somou o maior número de títulos (63), ajudou os patrocinadores a ganharem visibilidade. Exemplo disso é a fabricante automóvel de origem sul-coreana, KIA, que nomeou Nadal embaixador mundial em 2006 e com quem o espanhol tinha, inicialmente, um contrato até 2025. Durante este período, o preço das ações da Kia também registou uma subida vertiginosa, valorizando-se em mais de 400%. Mais recentemente, Nadal renovou ainda os seus compromissos com várias das maiores empresas espanholas, como é o caso do banco Santander e da Telefónica.

 

O adeus do tenista ao público, na Copa Davis, em Málaga, o seu último torneio. Fonte: Instagram Rafael Nadal

 

O futuro financeiro de Nadal

Rafael Nadal e o grupo hoteleiro Meliá assinaram uma aliança em que acordaram abrir novos hotéis em conjunto. A lenda espanhola também está a investir no setor imobiliário. Inclusivamente, criou uma empresa imobiliária, chamada Palya Invest, com a qual planeia investir mais de 200 milhões de euros na construção de casas de luxo na Costa del Sol.

Nos últimos anos, Nadal tem também estado intimamente ligado ao setor hoteleiro, que é fundamental para a sua carteira de investimentos. É coproprietário da Tatel, uma cadeia de restaurantes de luxo com filiais em Madrid, Ibiza, Miami e Beverly Hills. Por último, existe a Academia Rafa Nadal, um centro educativo e desportivo de renome mundial, inaugurado em 2016.

Rafael Nadal manteve-se no top 10 do ténis mais de 900 semanas consecutivas, disputando no total de 1308 partidas ao longo do percurso desportivo. Canhoto por opção, é destro no dia-a-dia. Lutador nato, homem de família, foi sempre um exemplo de cavalheirismo no court. Nunca partiu uma raquete ao longo de duas décadas.

Além disso, também é craque fora dos campos. Nadal ajudou a população maiorquina aquando das cheias de 2018, tendo sido mais um a limpar lama das ruas. Na despedida emocionada, considerou-se «um sortudo» por ter conseguido perseguir os sonhos. Demonstração clara da humildade de uma lenda que vai deixar saudades.

 

Imagem destaque: Instagram Rafael Nadal

Arquivado em:Desporto, Economia, Notícias

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 174
  • Página 175
  • Página 176
  • Página 177
  • Página 178
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.