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Marcelo Teixeira

A liderança do zero ao um: a figura do anti-líder

11 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A criação de algo novo exige um tipo de liderança que não pede aprovação. O anti-líder constrói sistemas enquanto os restantes ainda debate modelos.

O anti-líder não destrói o sistema. Cria o que vem a seguir

Em 2024, quase 80 % das empresas europeias reportaram dificuldades em contratar profissionais qualificados, e as previsões para 2030 indicam uma escassez de cerca de 8 milhões de trabalhadores tecnológicos. Esta escassez não reflete falta de talento, mas falta de sistemas que o desenvolvam e o retenham. A Europa continua a formar profissionais, mas não forma líderes capazes de transformar capacidade técnica em impacto concreto. Sem anti-líderes, a inovação permanece prisioneira da gestão.

A fase do zero ao um é o território mais exigente da criação. É o momento em que ainda não existe estrutura, métricas ou validação. Tudo o que existe é visão e execução. É neste espaço que nasce o verdadeiro progresso, porque é aqui que o risco e a coragem se encontram. O líder tradicional raramente atua neste território. Prefere o conforto do que já funciona. O anti-líder vive exatamente onde não há certezas.

O anti-líder não depende de aprovação institucional. Move-se por convicção e constrói sistemas onde antes só havia ideias. Age com intensidade porque sabe que a ação gera clareza e que a clareza gera tração. Entende que cada decisão tomada cedo encurta o caminho entre imaginação e resultado. A sua força está na persistência e na capacidade de resistir à dúvida prolongada.

O ambiente corporativo raramente acolhe esta energia. A maioria das estruturas foi desenhada para preservar o que existe, não para permitir o que falta. O anti-líder opera dentro dessas fronteiras e muda o sistema a partir de dentro, com ritmo e com foco em resultado. Cria movimento, mobiliza talento e transforma a incerteza em território produtivo.

A liderança que cria o futuro é a que aceita o caos como matéria-prima

Portugal precisa de mais líderes com esta mentalidade. Precisa de fundadores, gestores e decisores que vejam o risco como componente natural do crescimento. A inovação só acontece quando há espaço para falhar depressa, corrigir e avançar. O anti-líder é o agente que torna essa lógica possível. Atua com método, mas também com urgência. Trabalha enquanto o resto ainda escreve relatórios.

A liderança do zero ao um é a arte de criar estrutura a partir do vazio. É um exercício de imaginação pragmática. Cada sistema, cada startup, cada nova política nasce deste impulso. O anti-líder representa o início de todos os ciclos de progresso porque é quem constrói sem esperar condições ideais.

O futuro económico e cultural dos países dependerá da sua capacidade de formar este tipo de líderes. Pessoas que unem disciplina e disrupção. Que entendem que o progresso não é planeado, é provocado. O anti-líder é essa força de provocação que transforma a incerteza em criação e a criação em sistema.

Arquivado em:Opinião

A superstição do futuro: o que 2026 exige de uma liderança sem medo

10 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

No desvanecer do último dia do ano, e na alvorada que se segue, julgamos ter a lucidez necessária para antever o que o futuro nos reserva. É uma espécie de superstição moderna: folheamos relatórios, acompanhamos gráficos, ouvimos especialistas como se fossem oráculos, e fingimos que o futuro se deixa domesticar por planos e previsões. No fundo, procuramos apenas um sentido que nos organize o desconforto. As empresas chamam-lhe estratégia; os líderes, visão; mas, no íntimo, trata-se de um movimento humano muito simples, que passa por tentar transformar incerteza em narrativa. E é precisamente neste ponto que começa a nossa leitura do novo ano.

O artigo New Year Predictions: 5 Tips To Re-frame Doubts About 2026 da Forbes começa com uma constatação que deveria bastar por si: muitas das previsões que fazemos para o ano vindouro não nascem de factos, mas de dúvidas recicladas, reverberações de receios antigos, medos pessoais ou económicos, e ansiedades no presente.

Este ponto ganha particular relevância num contexto como o de hoje: depois de 2025 — ano marcado por incertezas económicas, tensões no mercado laboral e uma sensação coletiva de instabilidade — o pessimismo automático parece querer assentar arraiais nas cabeças, transformando 2026 numa sombra antes mesmo de começar.

Mas se o problema reside nas narrativas internas, nas histórias que contamos a nós próprios, então há margem para intervir. E o que propõem essas «cinco formas de reconfigurar dúvidas» não é autoajuda superficial: é um exercício de distanciamento cognitivo, de realinhamento da percepção com a realidade e de reescrita consciente da própria expectativa.

 

Avanços na taxa de emprego e fragilidades estruturais em Portugal

Vejamos alguns indicadores recentes em Portugal  que ajudam a calibrar a probabilidade real, antes de cedermos à tentação de imaginar o pior. Segundo dados recentes, a taxa de desemprego caiu para cerca de 5,8% no 3.º trimestre de 2025, com a população empregada a atingir 5,33 milhões, o nível mais elevado desde 2011, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em outubro de 2025, a taxa de desemprego fixou-se em 5,9%, o valor mais baixo desde 2022, e a população desempregada estimada foi de aproximadamente 329 mil pessoas. Ainda que o desemprego geral tenha recuado, a subutilização do trabalho — pessoas desempregadas, com emprego a tempo parcial involuntário ou disponíveis para trabalhar — permanece um desafio estrutural: em 2025, esse indicador situou-se em cerca de 10,1%.  Particularmente relevante: a taxa de desemprego jovem continua significativamente acima da média nacional. Segundo dados da principal consultora de recursos humanos em Portugal, a população jovem (15-24 anos) enfrenta uma taxa de desemprego que triplica a média nacional (~19,5% em 2025).

Estes números mostram que, mesmo num cenário de mercado de trabalho relativamente estável, persistem fragilidades e desequilíbrios sobretudo entre os mais jovens, e no que respeita à qualidade e utilidade do emprego.

Ou seja: os receios existem e em muitos casos são justificados. Mas isso não anula a necessidade, antes urgência, de fazer a distinção entre cenários possíveis e histórias internalizadas, entre estatísticas reais e previsões emocionais.

 

Dúvidas internalizadas vs. factos: porque a mente distorce e como ressignificar

O autor do artigo da Forbes sublinha que as dúvidas assumem rapidamente forma de certezas internas, assumidas como verdades, mesmo quando sem base. Frases como «isso vai correr mal», «não me vão contratar», «vai haver despedimentos» começam como pensamentos isolados e transformam-se em narrativas dominantes.

Esse tipo de pensamento automático ativa o chamado «viés para a negatividade». Isto é uma tendência cognitiva universal a focar mais no que pode correr mal do que no que pode dar certo. No momento de definir metas para 2026 — seja pessoal, seja empresarial — isso distorce a percepção de risco e de oportunidade.

Reagir a esse viés exige um método intencional. O artigo sugere que, quando o primeiro pensamento negativo surgir, se o observe com distância, quase como um outsider, avaliando o seu peso real. E, num segundo passo, se conteste com factos: «já ultrapassei situações complicadas», «há oportunidades reais no mercado», «as estatísticas mostram que há emprego», em vez de nos deixarmos dominar pela emoção.

Com os dados recentes de Portugal à mão, esse exercício ganha corpo. Podemos dizer, com alguma segurança: «apesar das fragilidades, o emprego está num dos melhores momentos recentes; há menos desemprego, mas persiste a subutilização e o desemprego jovem, logo, há riscos, mas também há espaço para intervenções estratégicas.»

 

Para quem lidera 2026 é um teste de narrativa coletiva

Se estiver ao leme de uma organização este conflito entre narrativa interna (medo, dúvida) e realidade externa (dados, contexto) assume proporções críticas. A cultura coletiva, a percepção de segurança dos colaboradores, a moeda de confiança e estabilidade, tudo depende de como se constrói a narrativa interna.

Num contexto como o atual, com mercado de trabalho em mutação, remunerações sob pressão, tensões demográficas, desequilíbrios de género e estrutura etária, a resiliência emocional e a clareza de comunicação tornam-se competências nucleares.

O desafio é duplo. Por um lado, reconhecer fragilidades reais. Por outro, resistir ao pessimismo automático como narrativa dominante e apostar numa visão de futuro assente em dados, estratégia, reforço de competências e confiança coletiva.

Aqui, a «edição de narrativa» proposta pelo artigo da Forbes é uma ferramenta de liderança profícua para uma mentalidade que cultive o coletivo, um discurso alinhado com realidade, e esperança sustentada por factos.

 

2026 como oportunidade se escolhermos contar a história certa

O que 2026 vai ser ninguém pode garantir. Mas o que podemos consagrar é a forma como vamos contar 2026 a nós mesmos, à nossa organização, aos nossos colaboradores. Se deixarmos que as dúvidas internalizadas digam o que vai acontecer, a história estará escrita antes de começar.

Mas se usarmos os dados, a consciência, a clareza e o compromisso com a verdade, estar-se-á a construir uma narrativa diferente. Uma narrativa de resiliência, adaptabilidade, oportunidade e responsabilidade.

O futuro  continua por escrever. A escolha de assumir a pena, como narrador, cabe a cada um. Assim,  essa escolha, para os que lideram, é decisiva.

 

Arquivado em:Corporate, Notícias

EVNets: a inteligência artificial que aprende a ser como o cérebro humano

10 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A tecnologia parece desafiar os limites do humano, tentando imitar aquilo que, até agora, era apenas da nossa alçada. A Inteligência Artificial (IA), historicamente projetada para superar capacidades humanas, encontra agora um caminho inverso: olhar para a biologia, para a complexidade do cérebro, e aprender com ela. É neste ponto de intersecção entre ciência e tecnologia que emergem as EVNets — Early Vision Networks, um modelo de IA inspirado nos mecanismos visuais dos primatas, capaz de lidar com distorções e alterações visuais com uma robustez até agora rara em algoritmos de reconhecimento de imagens.

O desafio é familiar: para os humanos, reconhecer um rosto, interpretar uma paisagem ou conduzir até casa é quase instintivo. Para a IA, uma variação mínima de brilho, contraste ou uma distorção subtil pode derrubar horas de processamento e produzir erros fatais. É esta lacuna, entre percepção biológica e capacidade computacional, que investigadores portugueses procuraram reduzir.

Inspirar-se na biologia para avançar na IA

Investigadores do INESC-ID, do Instituto Superior Técnico (IST) e da Fundação Champalimaud, em Lisboa, decidiram não lutar contra a natureza, mas aprender com ela. Lucas Piper, Arlindo L. Oliveira e Tiago Marques desenvolveram as EVNets como uma arquitetura que emula o processamento visual inicial do cérebro dos primatas.

«O reconhecimento de objetos por IA evoluiu muito na última década, impulsionado por pioneiros como Geoffrey Hinton, vencedor do Prémio Nobel da Física de 2024. Mas, apesar do progresso, continuamos a ser muito mais robustos do que os algoritmos», explica Tiago Marques. «Por isso, optámos por construir modelos inspirados pela biologia, combinando conhecimento neurocientífico com redes neuronais convolucionais (CNNs), a espinha dorsal da visão por computador.»

O trabalho parte de experiências anteriores de Tiago no MIT, onde introduziu o VOneBlock, módulo que emula o córtex visual primário (V1) dos primatas. Combinado com um novo Subcortical-Block — inspirado na retina e no núcleo geniculado lateral — as EVNets permitem que o algoritmo lide com distorções visuais de forma semelhante à humana, aumentando substancialmente a robustez e a fiabilidade do sistema.

Mais próximo da nossa forma de ver

O que torna as EVNets particularmente notáveis é que não só melhoram o desempenho técnico em tarefas de visão por computador, como também se aproximam da visão humana em termos de comportamento. Para quantificar esta proximidade, a equipa recorreu ao Brain-Score, ferramenta de benchmarking que avalia o alinhamento de um modelo computacional com o processamento visual dos primatas. Os resultados foram claros: a IA tornou-se mais biológica e, por consequência, mais interpretável.

«A interpretabilidade é crucial», acrescenta Lucas Piper. «À medida que os modelos se tornam mais complexos, queremos conseguir compreender e explicar o seu funcionamento. Quando a IA se aproxima do cérebro humano, começamos já com uma base que permite transparência e interpretação — e isso é essencial para qualquer aplicação crítica.»

IA que devolve respostas sobre nós próprios

O ciclo virtuoso entre neurociência e Inteligência Artificial abre portas que vão muito além da ciência computacional. Modelos como as EVNets permitem não só compreender melhor o cérebro que os inspirou, mas também aplicar esta robustez em contextos médicos.

Na Fundação Champalimaud, Tiago Marques coordena o Digital Surgery Lab, em colaboração com João Santinha e Pedro Gouveia, para estudar se as EVNets podem analisar exames médicos provenientes de equipamentos distintos. Um desafio que tem limitado algoritmos tradicionais. Se a precisão observada em tarefas de visão por computador se traduzir para a imagiologia médica, a IA poderá melhorar diagnósticos e cuidados a doentes de forma significativa.

O percurso das EVNets é um exemplo de como a ciência portuguesa se posiciona na fronteira da investigação mundial: inovadora, rigorosa e capaz de traduzir a complexidade biológica em soluções práticas, abrindo um caminho onde máquinas aprendem não apenas a ver, mas a compreender como nós vemos.

 

Arquivado em:Ciência, Notícias

Revitalizar a filantropia de proximidade: Contribuir lado a lado para o futuro de todos

10 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A filantropia, tantas vezes vista como gesto distante, nasce da presença, da relação e da ligação aos territórios e às suas pessoas. Aproximar quem generosamente doa de quem dessa doação mais pode beneficiar é, verdadeiramente, construir comunidade.

Chamamos-lhe filantropia de proximidade, e queremos afirmá-la como resposta relevante para desafios sociais complexos com aplicação local e de pertinência global. Afirmar uma forma de agir que transcende o “quê” ou o “quanto”, intencionalizando, também, o “como” e o “porquê”. Uma forma de filantropia onde os impactos positivos da doação vão suplantar os importantes resultados dos projetos. Em que não se trata apenas de atingir objetivos, mas sim de, no processo, estabelecer relações e criar confiança junto das pessoas, incrementando regularidade e contributos adicionais para esse círculo virtuoso.

Na promoção e efetividade do conceito de filantropia de proximidade, as fundações comunitárias, baseadas e fortemente relacionadas e enraizadas numa comunidade, podem e devem assumir um papel relevante. Devem, para isso, ser capazes de incorporar e comprometer-se com as pessoas e, com elas, aprender e dialogar. Devem valorizar a diversidade de perspetivas e focar-se nas suas carências, desafios e expetativas, procurando, em conjunto, co-construir as melhores soluções. Devem existir e cumprir a sua missão, enquanto parte da comunidade que cuidam.

Recentemente, num encontro promovido pela ECFI (Iniciativa Europeia de Fundações Comunitárias), pude discutir e trabalhar com líderes de fundações de tipologias muito diversas: com décadas de existência e recém-criadas; baseadas em comunidades de países com severos constrangimentos democráticos ou onde estão há décadas fortemente implementadas e onde são muito reconhecidas; com recursos relativamente limitados e com estruturas de grande dimensão. Pude testemunhar o incrível trabalho que fazem e o quanto se assumem parte das comunidades que protegem e cuidam. Pude igualmente comprovar o quão complexo é trabalhar com comunidades expostas a situações de maior vulnerabilidade, mas como, com persistência e empenho, é possível ultrapassar dificuldades. O quanto, também, contribuem para que estas pessoas (ou grupos) deixem um lugar de meras recetoras de apoios e/ou intervenções para serem parceiras e promotoras de mudança. São histórias de vidas que mudam para melhor. De comunidades que se fortalecem e se tornam mais resilientes.

Vivemos um tempo particularmente exigente, de grandes ameaças, de transformações constantes, de aprofundamento da insatisfação e do ressentimento, de agravamento das desigualdades. Um tempo em que urge retomar o envolvimento e a conexão e que, nesse sentido, beneficia do balanço de ações de filantropia de escala global com ações de proximidade e base comunitária. Co-construir soluções colaborativas, no nosso caso a partir do coração do Ribatejo, que, quem sabe, influenciem políticas públicas e que inspirem outros territórios, da Golegã para o Mundo.

É tempo de, em Portugal, revitalizarmos a filantropia de proximidade, trabalhando lado a lado para o futuro de todos. Este não é um caminho que percorremos sozinhos.  Contamos com o Centro Português das Fundações que valoriza e promove o papel das fundações comunitárias, incentivando uma abordagem colaborativa e territorial que procura aproximar a filantropia do quotidiano das comunidades, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo. Algo que discutimos, também recentemente, num debate sobre o futuro das Fundações Comunitárias em Portugal, a propósito da comemoração do 57.º aniversário da CEBI (30º enquanto Fundação Comunitária), um exemplo para tantas outras que com ela se relacionam e nela se inspiram.

Que saibam que também na Fundação Mendes Gonçalves estamos comprometidos com este desenvolvimento e robustez das Fundações Comunitárias em Portugal e com o seu papel na promoção de territórios mais justos, resilientes e prósperos, com responsabilidade, coragem e convicção. Para um país e um Mundo melhores.

Arquivado em:Opinião

Este é o ano da gestão ativa: saiba como rentabilizar em mercados desalinhados

9 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Com os ciclos económicos fora de compasso, inflação a desalinhar entre blocos e bancos centrais a deslocarem-se em velocidades quase contraditórias, 2026 aproxima-se como um ano em que estar parado significa perder terreno.

O mais recente Outlook 2026 da Schroders, dedicado ao mercado obrigacionista global, com análises de Julien Houdain (Head of Global Unconstrained Fixed Income), Lisa Hornby (Head of US Fixed Income) e Abdallah Guezour (Head of Emerging Market Debt and Commodities), disseca oportunidades, riscos e a nova anatomia de um mercado cada vez mais assimétrico.

Ciclos fora de ritmo e oportunidades para quem se mexe

2025 foi o ano em que as curvas deixaram de falar a mesma língua. As yields comportaram-se como placas tectónicas desalinhadas, a deslizar umas contra as outras,  por geografia, por maturidade, e sobretudo por expectativas que já não cabem na mesma narrativa monetária.

Nada indica que 2026 traga ordem a este coro desafinado. Pelo contrário: o crescimento abranda num país, reacelera noutro, e a inflação continua a escrever capítulos diferentes em cada continente. A Fed e o Banco de Inglaterra aliviam, o BCE mantém-se numa prudência quase meditativa, e o Banco do Japão continua a subir como se estivesse a acordar de um sono muito longo.

O resultado é simples e brutal: só ganha quem estiver desperto e em movimento. A gestão passiva, neste mundo fragmentado, arrisca ficar presa a durações mal alinhadas, regiões com prémios de risco desajustados e janelas de yield que já fecharam quando o investidor lá chega.

Figura 1: Em 2025, verificaram-se movimentos de yield desincronizados por país e maturidade, e espera-se que esta tendência continue em 2026

A economia americana acelera (e pode acelerar demais)

O estímulo fiscal do One Big Beautiful Bill Act, somado a uma política monetária mais suave, começa finalmente a infiltrar-se na economia real. 2026 será o ano em que esse cocktail chega ao sistema sanguíneo por completo.

E aqui nasce o risco. Se o mercado laboral voltar a apertar, ou se a inflação nuclear teimar em não descer, o ciclo americano pode tornar-se demasiado quente, demasiado rápido  e a Fed será forçada a recalibrar.

Depois de um período de clara vantagem para a dívida americana, as primeiras fendas abrem oportunidades fora dos EUA. E com Powell de saída em Maio, proteger-se contra um eventual soluço inflacionista é menos um palpite e mais um ato de prudência.

Na Europa, o estímulo alemão dá algum oxigénio, mas não acende fogos de artifício. A recuperação existe, mas arrasta-se a passo curto, olhar atento à inflação importada, indústria ainda a meio gás. O Reino Unido, por seu lado, tem um caminho mais irregular: orçamento apertado, mercado laboral a perder vapor e um crescimento que teima em ficar aquém da média global. Um ambiente imperfeito, mas fértil para movimentos tácticos nos gilts desde que se entre e saia com precisão cirúrgica.

A exuberância que vem da IA, o alongamento extremo das avaliações em equity, o zumbido constante das tensões geopolíticas, tudo isto devolve às obrigações a sua função original: ser o contrapeso, o porto seguro que ainda gera rendimento real. E para quem continua a acreditar que o ‘dinheiro parado’ é sinónimo de segurança, o aviso é claro: as taxas de caixa já não protegem contra a inflação. O custo da imobilidade volta a ser real.

Crédito: spreads demasiado curtos pedem contenção

O crédito corporativo teve um 2025 brilhante, quase exuberante. Mas os spreads estão agora esticados até ao limite, com o prémio de risco reduzido a um fio. Entrar pesado neste ambiente seria uma temeridade discreta, daquelas que só se percebe meses depois, quando já é tarde.

Oportunidades existirão. Sempre existem. Mas 2026 exige frieza: investigação fundamental séria, análise cirúrgica de balanços e capacidade para enxergar valor onde os outros não olham.

Nos Estados Unidos, os agency MBS continuam a oferecer valor num mercado que aprendeu a conviver com volatilidade. Na Europa, os covered bonds e os quasi-soberanos apresentam pontos de entrada que ainda compensam o risco. Um refúgio disciplinado num mundo onde a exuberância se está a tornar perigosa.

Dívida norte-americana: um ano forte e um 2026 que pode prolongar o ciclo

Ao contrário do pessimismo que dominou parte do mercado no início de 2025, o ano revelou-se surpreendentemente sólido para praticamente todos os sectores do fixed income nos Estados Unidos. Cupões elevados, quedas nas yields do Tesouro e compressão de spreads em crédito e mortgage-backed securities (MBS) criaram um mix raro e favorável, capaz de gerar retornos consistentes mesmo num contexto de incerteza global. O ambiente que sustenta este desempenho mantém-se vivo à entrada de 2026.

Figura 3 – Dinâmica da dívida e yields reais: comparação entre mercados emergentes e desenvolvidos

Uma das principais razões é o crescimento económico moderado, sem sinais de contração brusca. A inflação em trajectória descendente, a aproximar-se do intervalo de conforto definido pela Fed, também contribui para a consolidação da confiança. A par disto, o mercado laboral ajusta-se de forma gradual, evitando choques abruptos. Assim, é, em termos clássicos, um cenário de soft landing, historicamente fértil para anos positivos nas obrigações.

O que sustenta esta perspectiva e riscos que não podem ser ignorados

Alguns fatores estruturais reforçam a tese de continuidade. As tarifas comerciais, temidas por impulsionarem a inflação, tiveram impacto limitado. Também as empresas absorveram parte dos custos através de ganhos de produtividade e margens mais reduzidas.

O estímulo fiscal do One Big Beautiful Bill Act (OBBBA) continua a oferecer almofada à economia. E o consumidor americano mantém-se robusto, apesar da concentração de despesa nos escalões de rendimento mais elevados.

Com yields de partida já elevadas, não há necessidade de assumir riscos excessivos para captar retorno. A chave reside na seleção criteriosa de ativos, priorizando qualidade e sustentabilidade de rendimento.

Sobre os riscos, recentes falências em segmentos menos regulados recordam a importância de transparência e liquidez: sem elas, o mercado perde fundamento. Paralelamente, o ecossistema da inteligência artificial, carregado de capital e altamente interligado, introduz novos riscos sistémicos. Um abalo em qualquer ponto da cadeia pode propagar-se rapidamente, com efeitos em cascata sobre todo o sector tecnológico e financeiro associado.

Ainda assim, sectores consolidados — como agency MBS e obrigações municipais isentas de impostos — permanecem bem posicionados para 2026, oferecendo uma combinação de rendimento atraente e risco controlado.

Dívida dos mercados emergentes: 2026 prepara-se para uma grande rotação

Os mercados emergentes caminham para o terceiro ano consecutivo de desempenho sólido. Não é fruto do acaso, mas resultado de ajustes estruturais consistentes. Nos últimos anos, muitos países conseguiram equilibrar contas externas, consolidar orçamentos e reforçar reservas, o que lhes deu resiliência num mundo marcado por choques comerciais, tensões geopolíticas e volatilidade constante.

Agora, com os investidores globais a reconhecerem estas conquistas, o capital começa a regressar aos emergentes. E o ciclo de realocação ainda está longe de ter atingido o seu auge.

Mais espaço para crescimento e alívio monetário

Com a melhoria das condições de liquidez interna e bancos centrais a ganharem margem para aliviar políticas, 2026 promete acelerar o crescimento nos emergentes. As exportações mantêm-se robustas e a inflação continua contida, em parte graças à deflação exportada pela China, que suaviza pressões em muitas economias.

A China, embora continue a enfrentar fragilidades no sector imobiliário e riscos políticos, mantém-se longe de ser vulnerável. A solidez das reservas, o excedente comercial e o apoio governamental calibrado fornecem uma almofada significativa, capaz de absorver choques e sustentar a estabilidade regional.

O dólar, por outro lado, perdeu impulso. O ciclo de valorização que durou quinze anos rompeu em 2025. Com défices gémeos persistentes, uma moeda cara e juros relativos em declínio, o ambiente favorece ativos fora dos EUA, especialmente dívida emergente em moeda local. Mercados como Brasil, México, África do Sul, Índia e partes da Europa Central destacam-se pelo valor real e pelas oportunidades consistentes.

Figura 3 – Dinâmica da dívida e yields reais: comparação entre mercados emergentes (EM) e desenvolvidos (DM)

Mesmo a dívida emitida em dólares continua a apresentar oportunidades para investidores criteriosos. Embora os spreads estejam comprimidos, existem emissores soberanos e corporativos de high yield selecionados que oferecem retorno atrativo, desde que a análise seja rigorosa e baseada em fundamentos sólidos.

O ano de 2026 será, acima de tudo, um teste à capacidade de navegação dos investidores. Num mercado global de obrigações cada vez mais assimétrico, divergente e sujeito a mudanças rápidas, a gestão ativa passa a ser uma necessidade. Complacência não será recompensada. O sucesso pertencerá a quem interpreta a curva antes do desvio, identifica valor onde o ruído não chega e atua com decisão num cenário em constante mutação.

Arquivado em:Economia, Notícias

O grande scroll: porque os anúncios morrem à primeira vista

9 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A decisão sobre o que ver num feed digital é tomada em milésimos de segundo. Tudo o que se assemelha a publicidade é descartado quase de imediato. A conclusão, sustentada por dois novos estudos científicos, levanta um desafio central para as marcas: como comunicar num ambiente em que a publicidade é, à partida, rejeitada?

Dois estudos internacionais, ambos coassinados por Jörg Henseler, investigador da NOVA Information Management School (NOVA IMS), mostram que o comportamento dos utilizadores nas redes sociais está longe do que o mercado publicitário tradicional imagina. Os dados indicam que a maioria navega num estado de quase piloto automático, com flutuações emocionais mínimas, mesmo quando confrontada com conteúdos patrocinados meticulosamente produzidos. A identificação e consequente rejeição destas publicações acontece de forma rápida, instintiva e quase sempre sem reflexão consciente.

O que nos dizem os estudos

O primeiro estudo, publicado na Frontiers in Neuroscience, pediu a vários participantes que percorressem um feed simulado enquanto sensores registavam, em tempo real, as suas reações fisiológicas. As conclusões foram claras: durante o scroll, a emoção mantém-se estável, quase plana. O aparecimento de anúncios não gerou picos de interesse; apenas uma quebra momentânea do ritmo, imediatamente seguida pelo regresso ao movimento contínuo.

«O que estes estudos mostram é que o utilizador não reage da forma que muitas estratégias de marketing supõem. A decisão de permanecer ou avançar é tomada em frações de segundo — é um reflexo, não um processo consciente — e é aí que grande parte da publicidade perde impacto», explica Henseler.

O segundo estudo, publicado na Frontiers in Psychology, utilizou tecnologia de eye-tracking para observar como os utilizadores interagem com publicações inspiradas no formato do Instagram. O padrão repetiu-se: mais atenção aos conteúdos orgânicos, abandono mais rápido dos patrocinados. O simples aparecimento de elementos como o botão ‘Shop now’ — ou qualquer sinal inequívoco de intenção comercial — bastou para provocar uma saída quase imediata. Quando essa intenção não é evidente no primeiro olhar, o utilizador passa a avaliar a credibilidade da fonte: observa o nome da conta, a fotografia de perfil e o volume de interações antes de decidir se permanece ou continua a deslizar.

«A chave não é ser mais chamativo — é ser menos intrusivo e mais fluido.»

Em conjunto, os dois estudos reforçam que as redes sociais funcionam menos como espaços de atenção prolongada e mais como ambientes de reflexos rápidos, em que o utilizador decide de forma automática e quase sempre defensiva. Assim, a intenção comercial, quando demasiado explícita, transforma-se num gatilho de fuga num feed saturado de alternativas. A questão para as marcas passa por conseguir entrar no fluxo do scroll sem ser expulso à primeira vista. É esse o segredo.

Como sublinha Henseler: «Se a atenção se joga em frações de segundo, as marcas precisam de repensar a forma como entram no feed. Quando um anúncio se apresenta como anúncio à partida, o utilizador afasta-se. Mas quando o conteúdo surge de forma natural, semelhante a uma publicação orgânica, o tempo de atenção aumenta. A chave não é ser mais chamativo — é ser menos intrusivo e mais fluido.»

Jörg Henseler assina os estudos juntamente com Maike Hübner e Julia Thalmann, da Universidade de Ciências Aplicadas de Ruhr West, na Alemanha.

 

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