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Marcelo Teixeira

Portuguesa distinguida como Melhor Jovem Agricultora da Europa

3 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Os portugueses continuam a dar cartas lá fora. Joana Vacas Freixa, 38 anos, foi distinguida a semana passada com o prémio Melhor Jovem Agricultora da Europa na categoria Desenvolvimento das Zonas Rurais, durante a 11.ª edição do Congresso Europeu de Jovens Agricultores, realizado no Parlamento Europeu.

A iniciativa, organizada pela Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), em parceria com o Partido Popular Europeu e a ASAJA de Espanha, contou com a presença do presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, e do eurodeputado Paulo Nascimento Cabral. A distinção reconhece o impacto da exploração agrícola de Joana Freixa no desenvolvimento rural, na sustentabilidade e na modernização de práticas agrícolas. A jovem agricultora recebe ainda um prémio pecuário de cinco mil euros.

Natural de Alcácer do Sal e representante da quarta geração de uma família de agricultores, Joana Freixa tem formação em Gestão de Empresas pela NOVA SBE, onde concluiu a licenciatura e o mestrado. Durante mais de 15 anos dividiu-se entre a consultoria empresarial e a agricultura, mantendo presença ativa na gestão da exploração familiar. Produz cereais e arroz e gere montado de sobro de forma sustentável. Em 2024 relançou a criação de gado ovino, com uma aposta clara na valorização da raça merino preto, autóctone da região.

Esta não é a primeira distinção da produtora. Já tinha sido eleita Jovem Agricultora do Ano na Feira Nacional de Agricultura de 2025, no âmbito do Concurso Nacional de Jovens Agricultores promovido pela CAP.

O Congresso Europeu de Jovens Agricultores, que decorreu esta quarta-feira, tem ganho peso como plataforma de debate e projeção do papel estratégico das novas gerações no futuro da agricultura europeia. A 11.ª edição registou números recorde: 540 jovens agricultores marcaram presença no Parlamento Europeu e mais de mil participantes acompanharam os trabalhos online.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

As mulheres chegam ao comando e o país sobe no ranking europeu

2 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Portugal vive uma das transformações mais rápidas da Europa na representação feminina em cargos de topo. O impacto das quotas impostas em 2017 tornou-se evidente: em oito anos, a presença de mulheres nos conselhos de administração das empresas cotadas disparou de 15,5% para 36,6%, uma subida de 136%. É mais do que duplicar, e coloca o país entre os que mais avançaram no continente. Os dados são do Innovators Forum’25 – powered by Sonae, que na semana passada reuniu mais de 500 participantes no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, num encontro dedicado ao papel da diversidade na competitividade empresarial.

Uma escalada rara na Europa

O ritmo de crescimento português é o quinto mais acelerado entre os 30 países analisados. Apenas a Roménia, Grécia, Malta e Irlanda avançaram mais depressa. A subida nacional é também muito superior à média dos países da União Europeia, que não ultrapassa os 44%. Este salto permitiu a Portugal ganhar terreno no ranking europeu: passou do 20.º para o 15.º lugar na lista dos países com maior presença feminina em conselhos de administração das cotadas.

Ainda assim, Portugal continua aquém dos líderes europeus. França mantém a dianteira, com 46,9% de mulheres nestes órgãos, seguida da Islândia, Itália, Dinamarca e Reino Unido, todos acima de 44%. A distância mostra que a evolução portuguesa foi robusta, mas o fosso histórico ainda não está totalmente colmatado.

O verdadeiro desafio está na gestão executiva

Se os conselhos de administração mostram progresso acelerado, as funções executivas, onde se tomam decisões operacionais e estratégicas, continuam a ser o terreno mais difícil de conquistar. Ainda assim, houve evolução. A presença feminina nas equipas executivas das cotadas cresceu 112% desde 2017, passando de 8,2% para 17,4%. É o quarto maior aumento entre os países europeus, apenas atrás da Áustria, Irlanda e Alemanha.

Mas os números absolutos revelam outra realidade: Portugal continua entre os sete países com menor peso de mulheres em funções executivas. Fica abaixo da média da União Europeia (23,7%) e só ultrapassa Polónia, Eslováquia, Chéquia, Áustria, Bulgária e Luxemburgo. No extremo oposto, Reino Unido, Noruega, Islândia, França e Suécia registam valores acima dos 30%, demonstrando que a paridade em cargos de decisão ainda é um objetivo distante para a maioria das empresas portuguesas.

Quotas: efeito visível, impacto estrutural ainda em construção

A evolução portuguesa não se explica apenas pela imposição das quotas. Segundo os organizadores do Innovators Forum’25, há uma mudança cultural em curso dentro das empresas, que começam a reconhecer que equipas mais diversas tomam decisões mais amplas, mais eficazes e mais alinhadas com o mercado.

Mas o mesmo estudo evidencia que, apesar das melhorias, o país continua preso a um padrão estrutural: mulheres chegam mais facilmente aos conselhos de administração, onde se discutem políticas e direções gerais, do que às equipas executivas que gerem o dia a dia do negócio. É aí que permanece o maior desequilíbrio e é também aí que reside o maior desafio para a próxima década.

Innovators Forum’25: diversidade como motor de competitividade

O encontro desta edição procurou lançar luz sobre essa mudança necessária. A sessão de abertura ficou a cargo de Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, que reforçou a importância de assumir a Diversidade, Equidade e Inclusão como prioridade estratégica para qualquer organização que queira manter-se competitiva. A mensagem é clara: criatividade, inovação e performance dependem de equipas plurais e representativas.

O evento contou ainda com duas vozes de referência internacional. Oana Iordachescu, especialista europeia em talento inclusivo, conduziu uma intervenção centrada na cultura e na liderança que as empresas precisam de construir para acelerar a mudança. Já Sundiatu Dixon-Fyle, uma das figuras mundiais mais influentes em crescimento inclusivo, partilhou uma visão abrangente sobre o impacto concreto das políticas de DE&I nos resultados das organizações.

O programa incluiu vários painéis com especialistas nacionais e internacionais, que discutiram evidências científicas, metodologias e casos práticos de implementação de medidas de diversidade no tecido empresarial.

Uma década que mudou o rosto do poder  mas não o suficiente

Os últimos oito anos deixaram marcas visíveis na composição do poder empresarial em Portugal. A presença feminina cresceu a um ritmo que poucos previam e o país deixou de estar entre os lanternas-vermelhas da Europa. Mas a distância entre administração não executiva e gestão executiva continua a ser o ‘ponto cego’ da transformação.

O Innovators Forum’25 lança por isso um desafio claro às empresas: acelerar a mudança, consolidar o progresso e promover talento feminino para posições de decisão real. O evento é aberto ao público e transmitido online, mediante registo em innovatorsforum.pt.

É um momento de balanço, mas também um aviso: a diversidade avançou  e agora falta garantir que chega onde sempre deveria ter estado.

 

 

Arquivado em:Igualdade, Notícias

Portugal em modo defesa: poder de compra cai mais do que no resto do mundo

2 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Metade dos portugueses afirma ter perdido poder de compra no último ano, um valor que supera a média global (43%) e reforça o impacto da inflação na vida quotidiana. As conclusões constam do estudo Purchasing Power 2025, divulgado pela Havas Media Network, que expõe um consumidor nacional mais prudente, mais conservador e cada vez mais focado no essencial.

A inflação surge como o principal obstáculo ao poder de compra para 84% dos inquiridos, e está a redesenhar prioridades. O ‘trio sagrado’, alimentação, habitação e saúde, tornou-se intocável. 69% dos portugueses recusam cortar gastos nessas áreas, um comportamento mais rígido do que o observado noutros mercados analisados.

Cortar na compra antes de recorrer a crédito

Numa altura em que muitos países assistem a um aumento no uso de crédito ao consumo, Portugal destaca-se pelo movimento inverso. Apenas um em cada dez consumidores recorre a financiamento, um valor muito abaixo da tendência global (quase dois em cada dez).

Perante a necessidade de ajustar o orçamento, 46% dos portugueses dizem procurar alternativas mais baratas, nomeadamente promoções. Mas logo a seguir surge um dado que diferencia o país. Três em cada dez preferem abdicar totalmente da compra. A nível global, apenas 21% optam por essa via, sugerindo uma postura menos drástica do que a portuguesa.

Quando a compra avança, o preço é escrutinado ao detalhe. A comparação entre lojas, marcas e plataformas online domina o processo, acompanhada por uma atenção apertada à qualidade dos materiais. Para o consumidor nacional, a relação preço-qualidade deixou de ser um ideal e tornou-se um critério inegociável.

Um consumidor rápido no essencial e metódico no resto

O estudo traça o retrato de um consumidor ‘duplo’, ágil nas decisões sobre produtos de uso diário, mas extremamente cauteloso quando o valor é elevado. Em artigos essenciais, como alimentos, os portugueses estão muito atentos ao preço; já nas despesas não essenciais, como subscrições digitais, essa vigilância é mais relaxada.

As viagens ilustram bem esta diferença. Em Portugal, 41% dos consumidores dizem demorar uma semana ou mais para tomar uma decisão, enquanto globalmente apenas 12% assumem esse nível de ponderação.

A experiência pessoal pesa fortemente na definição de um ‘preço justo’: 55% dos portugueses baseiam-se no histórico com a marca ou produto, face aos 41% da média internacional.

Também persiste a necessidade de validação física. Sessenta por cento preferem lojas físicas para poder experimentar produtos e receber assistência direta. Um indicador da persistente importância do contacto humano no processo de compra.

Marcas próprias consolidam liderança

As marcas próprias assumem um papel central neste novo paradigma. O estudo aponta Portugal como um dos países onde estas marcas mais crescem e conquistam consumidores. A adesão é particularmente forte nos produtos domésticos (55% versus 32% globalmente) e nos alimentos congelados (50% versus 32%).

A confiança é elevada: quase nove em cada dez portugueses (89%) consideram que as marcas próprias têm qualidade equivalente à das marcas tradicionais, superando a percepção registada noutros mercados.

Prudência como novo normal

O Purchasing Power 2025 conclui que o consumidor português entrou num ciclo de maior racionalidade económica. É desconfiado perante soluções financeiras complexas, sensível a variações de preço e centrado no essencial. Esta combinação pressiona o retalho a oferecer mais transparência e valor real, e desafia decisores políticos e instituições a responder a um país onde a inflação não só apertou o orçamento, como alterou profundamente a forma de consumir.

 

Arquivado em:Economia, Notícias

Viver Como Um Marxista – Andrew Pendakis

28 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Com o aumento das desigualdades e das injustiças, há cada vez mais pessoas a sentirem-se atraídas pela teoria marxista, mas têm dificuldade em imaginar como esta pode ser transposta para uma vida quotidiana permeada por normas e práticas sociais capitalistas. Muitas vezes, intuitivamente, concordam com a crítica de Marx ao capitalismo, mas não sabem como fazer a ponte entre o seu sentimento de insatisfação com o presente e uma solução revolucionária que pode parecer indefinidamente remota e adiada.

 

Chancela da Edições70

Arquivado em:Livros e Revistas

«A morte dá votos. O governador sobe na popularidade em cima de cadáveres», explica Rafael Alcadipani

28 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O Brasil vive da ternura e da brutalidade na mesma respiração: a doçura solar de Jorge Amado a conviver com o funk suado das ruas onde Tim Maia jurava que «vale tudo». Hoje, porém, sobra mais a pancada do que o abraço. A morte espalha-se pelas cidades com a naturalidade de um refrão velho, a polícia dispara a cumprir um ritual, e os cadáveres empilham-se com a frieza de uma estatística. Para Rafael Alcadipani, um dos maiores especialistas em estudos organizacionais, o país cedeu à violência como método e habituou-se ao sangue como se fosse parte da paisagem.

Em 2024, cerca de 6.243 pessoas morreram em intervenções policiais no Brasil. Em vários estados, mais de metade das mortes violentas registadas vieram da ação da polícia. E, nos estados onde há dados raciais disponíveis, a esmagadora maioria das vítimas é negra. Num tempo em que o medo virou política pública e o crime atravessa oceanos para tocar Portugal, resta perguntar: o que é um país que já não se espanta com os seus mortos?

Rafael Alcadipani é Professor Titular da Fundação Getulio Vargas – Escola de Administração de Empresas de São Paulo

Comecemos pelo essencial, professor. Quando a morte em massa se repete, o que é que isso nos revela? Falha institucional, política deliberada ou uma sociedade que já naturalizou o sangue?

Acho que são as três coisas. No Brasil, estas operações policiais violentas não são novas. Acontecem há muitos anos. E mostram que, hoje, a vida tem pouco valor no país. Há uma raiz histórica de brutalidade: a colonização, a escravidão que deixou marcas profundas e originou uma população que nunca foi realmente incluída. O brasileiro é visto como alegre, cordial, mas é também extremamente violento. Os números estão aí: somos um dos países com mais homicídios do mundo.

Ao mesmo tempo, há uma ultradireita que acredita que matar resolve a segurança pública. Se isso fosse verdade, o Brasil já seria o país mais seguro do mundo.

Sobre o Rio de Janeiro: trata-se de um território onde o Estado parece incapaz de entrar. A violência policial é inevitável?

O Rio tem uma especificidade: há zonas totalmente dominadas pelo crime. Para fazer uma operação ali, precisa de um aparato enorme. Não é como prender uma pessoa numa freguesia portuguesa. Mas isso não justifica tudo. A questão essencial é: qual é a estratégia antes e depois da operação? O Comando Vermelho saiu enfraquecido? Ou estes criminosos serão rapidamente substituídos? Sem estratégia, só perpetuamos o problema.

O medo é o cimento que une o poder e o povo? É hoje o principal instrumento político da segurança pública?

O medo é hoje o principal instrumento político da segurança pública no Brasil, em Portugal e no mundo. Em contextos de insegurança, aparecem sempre soluções mágicas. No Brasil é a extrema-direita, em Portugal o Chega. As pessoas têm medo real: do roubo do telemóvel, do assalto, do quotidiano. Quem aparece com discursos fáceis ganha apoio.

Sim. Em Portugal cresce a narrativa que liga imigração à criminalidade. Há evidência científica que sustente essa correlação?


Atribuir crime ao estrangeiro é fácil, mas simplista. O que existe é marginalização: quando o imigrante não está inserido, é mais provável cair no crime. Falta política pública. Mas há também um lado de hipocrisia: durante séculos, foram os europeus que atravessaram o oceano e entraram nos nossos países. Beneficiaram-se da nossa economia, da escravatura, de tudo.

E há outro ponto: muita economia depende de estrangeiros. Tire todos os imigrantes da economia portuguesa e veja o que acontece.

O crime do dia-a-dia pode envolver pessoas que não são naturais do país, mas isso tem mais a ver com marginalização do que com nacionalidade. Enquanto isso, o crime do colarinho branco, muito mais danoso, raramente envolve imigrantes.

Falou de políticas públicas. O Brasil, com mais gente na universidade, caminha para menos violência?

Sim, mas não só por isso. Há três fatores: Migração do crime para o digital. O criminoso percebe que o golpe de WhatsApp rende mais e tem menos risco. Assim, o crime está a tornar-se menos violento. Inserção social. O Brasil retirou muita gente da pobreza, embora ainda insuficiente. E envelhecimento da população. Pessoas mais velhas cometem menos crimes. É um fator decisivo.

E esta violência não fica dentro das fronteiras. O PCC está hoje em articulação com máfias europeias, até com entrada forte em Portugal, certo?


Sim. O PCC já está na Europa. Liga-se à máfia italiana, opera nos portos europeus e tem forte interesse em Portugal, tanto por causa dos portos como da lavagem de dinheiro. É um problema real, crescente e delicado.

Falta articulação com o Brasil?

Sim. A articulação é muito limitada e restrita à Polícia Federal, não às polícias estaduais. Além disso, há um problema sério de remuneração em Portugal.

Policias mal pagos são vulneráveis à corrupção, e o PCC tem muito dinheiro. É urgente vigiar negócios, compras, fluxos financeiros. Se o PCC se infiltra nas estruturas do Estado, é difícil removê-lo.

É possível reformar as polícias sem abandonar a ideia do inimigo interno?

É muito difícil. A reforma policial é um debate antigo e ainda não conseguimos implementá-la.

A polícia tem de ser o último recurso. Antes dela, importam a educação, políticas sociais, organização do espaço urbano.

Hoje, muito do crime digital está a ser combatido pelas empresas porque a polícia não tem estrutura. A polícia do futuro terá de ser outra coisa.

Mas, sobretudo, precisamos de atuar antes: quando o jovem dá sinais de evasão escolar, ausência da figura paterna, famílias desestruturadas. Esperar que o problema chegue à polícia é esperar tarde demais.

Em Portugal já foi discutido juntar GNR e PSP. Seria eficaz?

Polícias maiores são mais difíceis de controlar. O problema central aqui parece-me ser mais a articulação entre a PSP e a PJ. O crime grande nasce nos sinais do crime pequeno. A troca de informação é crítica. A unificação é um processo complexo e pode não trazer os benefícios esperados.

E no Brasil?

No Brasil, a fragmentação entre polícia militar e polícia civil causa enormes perdas de informação. Talvez uma polícia estadual unificada pudesse ser benéfica, desde que se resolva a questão do controlo.

Depois de estudar poder e violência tantos anos, ainda acredita numa polícia mais democrática?

Acredito, sim. Há muita gente boa na polícia, muita gente séria e comprometida com direitos humanos. O problema é que a política instrumentaliza a polícia. Repare: estas grandes operações no Rio acontecem sempre perto de eleições. A morte dá votos. O governador sobe na popularidade em cima de cadáveres.

Quem vigia isso?

O Ministério Público. Mas poderia haver mais instituições a fiscalizar, como em Portugal. A vigilância democrática é fundamental.

Arquivado em:Entrevistas

Encontro juntou mais de 100 mulheres para discutir o futuro

28 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A diversidade e as competências para o futuro em tempos de Inteligência Artificial (IA) estiveram no centro do encontro anual do programa de empreendedorismo feminino ´BORA Mulheres, da Coca-Cola. Mais de 100 mulheres, de vários setores da sociedade, juntaram-se numa semana marcada pelo Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino e num mês com forte simbolismo para a Igualdade de Género.

O evento contou com uma mesa-redonda moderada pela jornalista Fernanda Freitas, que reuniu Berta Galvão (People & Strategy Advisor e membro da Comissão Executiva da Confederação Empresarial da CPLP), Carlos Fonseca (Diretor de Serviços da Direção de Qualificação do IEFP), Paula Sampaio (Gestora de Operações e Desenvolvimento de Negócios na Data CoLAB) e Rita Tomé Duarte (professora e formadora em Inteligência Artificial, Marketing e Comunicação).

 

Soft skills: a base que a tecnologia não substitui

Durante o debate, os oradores defenderam que os soft skills — empatia, humanidade, pensamento crítico, comunicação — são hoje mais importantes do que nunca. Sem eles, a tecnologia não funciona.

«Saber colocar boas questões quando estamos a trabalhar com a IA é essencial e isso exige pensamento crítico perante a informação que recebemos», afirmou Berta Galvão.

A mesma ideia foi reforçada por Paula Sampaio: «A literacia é muito mais do que saber usar a IA. Passa por uma capacidade crítica, saber fazer as perguntas certas. Trata-se de uma capacidade humana».

Vieses, exclusão e a urgência da diversidade

A diversidade na IA tornou-se um dos temas centrais. Rita Tomé Duarte alertou: «Tudo o que são minorias são cada vez mais descartáveis em termos de dados».

A oradora deu o exemplo de uma aplicação de deteção de malignidade de sinais na pele que inclui apenas dados sobre pessoas caucasianas, deixando de fora o resto da população. «A nossa sociedade é bastante heterogénea e os dados devem refletir essa realidade. Os vieses levam a respostas erradas em assuntos de grande seriedade.»

Paula Sampaio reforçou: «É muito importante haver diversidade também nas equipas, porque ajuda a mitigar os vieses que levam a erros. A diversidade permite ainda que se juntem diferentes visões, o que é benéfico para a tomada de decisão».

A diversidade implica também acesso global à tecnologia. Para Berta Galvão, «é importante o hemisfério Norte olhar para os países do Sul e perceber como estes podem ter acesso às tecnologias».

Carlos Fonseca destacou a velocidade da transformação: «A informática do futuro é quântica. Neste sentido, a capacidade de desaprender é muito importante.»

 

O impacto crescente do ´BORA Mulheres

Na abertura, Elena Anton, program manager e impulsionadora do programa, recordou as 2500 mulheres que o ´BORA Mulheres já impactou ao longo de sete edições.

Elena Anton sublinhou ainda que 2025 marcou um salto com a criação da nova Academia ´BORA Mulheres. A primeira formação — o curso certificado e gratuito IA na Prática — reuniu mais de 1200 participantes, tornando-se a maior iniciativa do género em Portugal dirigida exclusivamente a mulheres.

Formação, almoço inclusivo e fotografia documental

O evento integrou uma formação interativa sobre competências e liderança humanas em tempos de IA, conduzida por Rita Duarte, onde as participantes foram desafiadas a definir um plano de ação concreto.

Seguiu-se um almoço preparado pela We Cheffes, negócio de catering inclusivo nascido na 5.ª edição do programa.

As participantes puderam ainda visitar a exposição Mulheres do Mundo, da fotógrafa documental Tânia Neves, finalista do ´BORA Mulheres 2024 com o projeto Unusual Voyages. A mostra reúne retratos que celebram criatividade, resiliência e diversidade feminina em várias culturas.

 

O futuro já em preparação

Com o patrocínio da Coca-Cola Europacific Partners e implementação do Impact Hub Lisbon, o ´BORA Mulheres consolidou-se como um dos maiores programas de empreendedorismo feminino do país. A próxima edição será lançada em fevereiro de 2026.

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