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Marcelo Teixeira

«Um líder que se permite ser vulnerável quebra a barreira da infalibilidade», considera Tiago Santos

5 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Portugal continua a pedir aos seus líderes de RH que falem de propósito, enquanto 43% deles passa a semana a preencher tabelas e mais de metade ainda trata a IA como uma nota de rodapé. Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR, conhece o paradoxo: liderar tornou-se gerir ruído organizado. «Ninguém rende onde não é respeitado», lembra. A IA pode devolver tempo, mas não substitui coragem moral. E sem líderes que assumam falhas, pratiquem valores e arrisquem autenticidade, nenhuma ferramenta salvará equipas cansadas de ouvir aquilo que as empresas não vivem.

Com isso, é pragmático: «A cultura não se escreve, pratica-se ao vivo», na forma como se responde a um email incómodo, na reunião de segunda-feira em que ninguém quer estar ou na capacidade de admitir que o plano perfeito morreu no primeiro contacto com a realidade. Ignorar isto tem custo. Equipas que desligam antes de sair, chefias que lideram a medo e empresas que confundem dashboards com visão.

Segundo Tiago Santos, dados internos da Sesame HR confirmam: processos simples e lideranças presentes reduzem o tempo gasto em tarefas administrativas em 32% e aumentam o engagement em 18%. «Não é magia, é método», diz. A tecnologia ajuda, mas só funciona quando os líderes decidem, falam a verdade e substituem promessas por práticas consistentes.

 

Quando se fala em atrair talento, parece haver uma corrida pelo melhor dos melhores. Mas o que é que faz alguém querer ficar, mais do que apenas entrar?

Para as empresas conseguirem fidelizar o melhor talento precisam de ter em conta as necessidades reais das pessoas e adaptar o pacote de benefícios. Hoje, os profissionais procuram mais do que apenas um salário competitivo: querem benefícios que priorizem o seu bem-estar, que promovam o seu desenvolvimento e que concedam flexibilidade. De acordo com um questionário que realizámos sobre as principais tendências de RH para o próximo ano, verificamos precisamente esta realidade. Além do salário, 94% das empresas consideram que o seguro de saúde é um dos principais benefícios para atrair e fidelizar talento. Segue-se o acesso a formação (73%), o teletrabalho ou modelo de trabalho híbrido (72%) e a flexibilidade de horário (70%).

Ao ouvirem as necessidades reais das pessoas e ao adaptarem seu pacote de benefícios, as empresas conseguem verdadeiramente fidelizar as equipas e garantir que são mais produtivas e felizes no trabalho.

 

Quase 60% dos líderes quer reforçar o propósito e a liderança. O que é, para si, um líder com propósito? Alguém que guia, que escuta ou que apenas resiste?

Acredito que aquilo que realmente distingue um líder é a capacidade de saber ouvir e de tomar decisões que priorizem as necessidades das pessoas que lidera. Em convívio, ouvimos e confrontamo-nos com as suas opiniões e realidades, e isso ajuda a saber gerir os diferentes perfis com os quais nos cruzamos. No meu caso, tendo uma experiência não só em Portugal, mas também fora do país, sinto que o contacto com profissionais de diferentes visões, hábitos, culturas e locais me ajudou a tornar-me num líder mais completo e empático.

Além disso, um líder com propósito é também aquele que acredita na missão e nos valores da sua empresa, guiando as suas pessoas para irem ao encontro desses princípios. É muito importante trabalharmos num local onde nos sentimos bem e respeitados, e que sentimos que contribui para algo maior. Este alinhamento é essencial para termos ainda mais propósito e conseguirmos, todos os dias, fazer a diferença.

 

O estudo também mostra que mais de metade dos líderes dedica boa parte da semana a tarefas administrativas. É o preço da gestão moderna ou o sintoma de que a liderança se tornou refém da rotina?

Hoje, em Portugal, os líderes de recursos humanos perdem ainda bastante tempo com tarefas administrativas. E é perante este desafio que a tecnologia pode ser uma boa solução. De facto, com a necessidade de gerir pessoas de forma cada vez mais ágil, os líderes que apostarem na integração de ferramentas mais inteligentes poderão poupar tempo valioso para tarefas de maior valor. Na Sesame HR, por exemplo, dispomos de uma plataforma e funcionalidades que permitem aos líderes focar-se nas tarefas mais relevantes, concedendo à tecnologia as ações mais repetitivas e que podem ser automatizadas.

 

A IA chega com o estatuto de salvadora dos Recursos Humanos. Mas diga-me — já houve alguma vez uma máquina que prometesse libertar o homem do trabalho sem lhe roubar um pedaço da alma pelo caminho?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a IA não vem substituir os humanos, mas libertar-lhes tempo para realizarem ações de muito mais valor. Se, por um lado, as tarefas mais repetitivas e automáticas podem ser realizadas por uma máquina, a capacidade de ouvir as pessoas, de as compreender e de tomar decisões que as coloquem em primeiro lugar continuam a ser competências exclusivamente humanas.

Acredito que a IA não nos vai tornar menos humanos, mas sim dar-nos a oportunidade de nos focarmos no que realmente importa e enaltecer aquilo que verdadeiramente nos distingue: a empatia, a criatividade, a comunicação e a capacidade de resolver problemas.

 

Se a IA começasse a entrevistar candidatos, acha que ela contrataria um ser humano como nós, com as nossas dúvidas e teimosias?

Tal como o ser humano, também a IA tem imperfeições. De facto, também ela pode ter bias, pelo que é fundamental assegurar que nunca age nem decide totalmente sozinha.

Embora a IA possa ajudar em fases do processo como a filtragem de currículos, por exemplo, etapas como as entrevistas continuarão a ser essenciais e conduzidas por humanos. É, ainda, importante referir que, neste processo, esta ferramenta pode também ser útil para ajudar a reduzir preconceitos inconscientes no recrutamento.

Assim, cabe-nos aceitar esta realidade, identificar o potencial e apostar naquilo que realmente importa, de forma a tirar o melhor proveito desta sinergia entre o humano e a máquina.

 

O financiamento do BBVA Spark é um salto de escala. Quais são as vossas perspetivas?

Para a Sesame HR este financiamento representa um passo muito importante para a expansão internacional, bem como para a consolidação da nossa operação e reforço da aposta global em soluções baseadas em IA. Temos vindo, através das nossas soluções, a permitir automatizar tarefas, melhorar a eficiência dos processos internos das empresas e oferecer uma melhor experiência aos líderes de RH, que têm agora mais tempo para se dedicar ao que realmente importa: o bem-estar das suas equipas.

 

Mas crescer depressa implica também saber para onde se está a crescer. Como se mantém a coerência cultural quando o sucesso acelera?

O crescimento acelerado representa um desafio para a manutenção da cultura de uma empresa, mas não é insuperável. A coerência cultural é mantida através de três pilares: comunicação, liderança e processos.

Em primeiro lugar, a comunicação dos valores e da missão da empresa deve ser constante e transversal a todos os níveis, especialmente à medida que novas pessoas se juntam à equipa. Não basta ter os valores afixados; é preciso que sejam vividos e discutidos no dia a dia.

Depois, a liderança é o principal vetor da cultura. Os líderes em crescimento devem ser os guardiões e os modelos desses valores. A cultura é o que os líderes fazem e toleram. Por isso, a forma como os líderes gerem as equipas, tomam decisões e resolvem conflitos deve estar sempre alinhada com a cultura definida.

Finalmente, é crucial integrar os valores culturais nos processos de RH, desde o recrutamento (contratar por fit cultural, não apenas por competências técnicas) até à avaliação de desempenho e reconhecimento. Quando a cultura é um critério formal e medido, ela permanece coerente mesmo com o aumento rápido do número de colaboradores.

 

Há uma linha ténue entre cultura e marketing. Como é que se protege a alma de uma empresa num tempo em que até o propósito tem campanha própria?

A proteção da ‘alma’ de uma empresa reside na autenticidade e na prática consistente.

A cultura não é o que a empresa diz ser (o marketing), mas sim o que ela faz (a realidade).

A linha torna-se ténue quando o propósito é usado apenas como uma ferramenta externa de branding ou recrutamento. Para proteger a alma da empresa, é fundamental garantir que o propósito e os valores são internos e vividos. Se o propósito é apenas uma campanha, desmorona-se rapidamente. Se é a bússola que guia as decisões estratégicas, as políticas de RH e a interação diária das equipas, então é autêntico.

 

A oferta de benefícios é vasta — saúde, flexibilidade, formação — mas a ligação emocional às empresas parece mais frágil do que nunca. O que é que falha entre o contrato e o coração?

Num momento em que é cada vez mais desafiante atrair talento e, acima de tudo, fidelizá-lo, o mais importante é saber ouvir as necessidades reais das pessoas e adaptar os benefícios. Ao compreender exatamente aquilo que as pessoas precisam, os líderes devem ser capazes de ajustar aquilo que oferecem.

Se um colaborador tem filhos, oferecer seguro de saúde para a família ou o acesso a creches, por exemplo, pode ser uma boa estratégia para garantir o seu bem-estar e da família.

Na verdade, quando as pessoas sabem que são ouvidas e que as suas necessidades são priorizadas, tornam-se mais ligadas à organização, reduzindo a probabilidade de saírem.

Em Portugal, fala-se muito de produtividade e pouco de pertença. É possível construir uma cultura forte num país onde o trabalho ainda é, para muitos, apenas sobrevivência?

Acredito que algo que qualquer empresa deve compreender – independentemente do setor – é que as suas equipas só são produtivas se se sentirem bem no trabalho. Por esse motivo, o sucesso para criar uma cultura forte, onde as pessoas sentem que pertencem, passa por ouvir e priorizar as pessoas.

A produtividade é uma consequência direta de equipas felizes, e se as empresas procuram produtividade e sucesso a longo prazo, devem entender que isso só se alcança ao colocar as pessoas em primeiro lugar.

E se tivesse de descrever o líder de 2026, não como ideal, mas como humano — que virtudes o salvariam e que falhas o tornariam, afinal, digno de confiança?

O líder de 2026 tem de ser humano, imperfeito, e é essa imperfeição que o torna digno de confiança. As virtudes que o salvariam seriam a humildade e a empatia. A humildade para reconhecer que não detém todas as respostas, especialmente num mundo de mudanças constantes, e a empatia para compreender as necessidades reais das suas equipas. A curiosidade também seria vital, impulsionando-o a aprender e a adaptar-se e priorizar o seu bem-estar sobre métricas de produtividade frias.

Quanto às falhas que o tornariam digno de confiança, seria a vulnerabilidade e a capacidade de errar e admitir o erro. Um líder que se permite ser vulnerável, que partilha as suas dúvidas e que admite publicamente um erro, quebra a barreira da infalibilidade. Isso cria um ambiente de segurança psicológica, incentivando a equipa a arriscar, a inovar e a ser, também ela, mais autêntica e transparente. No fundo, o líder não é um herói, mas sim um facilitador, que lidera com transparência e que valoriza a humanidade da sua equipa, incluindo a sua própria.

Arquivado em:Entrevistas, Leadership

O clube das 25 empresas cabo-verdianas que se destacaram no último ano

5 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Num país arquipelágico onde a economia depende de equilíbrios de logística interilhas, turismo, pequenas indústrias e um tecido empresarial dominado por PME, as empresas cabo-verdianas têm vindo a assumir, nos últimos anos, um papel cada vez mais central na modernização do país. A digitalização acelerada pós-pandemia, a exigência crescente de transparência financeira e a pressão para melhorar a competitividade têm levado muitas organizações a profissionalizar a gestão, investir em qualificação e adotar práticas alinhadas com padrões internacionais.

Foi neste ambiente que, na semana passada, vinte e cinco empresas nacionais receberam o Selo Empresa Excelência 2024, atribuição promovida pela BTOC Cabo Verde. A segunda edição da distinção registou um aumento expressivo de interesse: 150 inscrições e cerca de 50 candidaturas validadas, espelhando a vontade crescente das empresas cabo-verdianas em ver reconhecida a sua qualidade de gestão e desempenho financeiro.

O selo, que exige critérios rigorosos — como lucros positivos, autonomia financeira mínima, EBITDA consistente e contas auditadas — posiciona-se como uma certificação independente que valida boas práticas empresariais e reforça a confiança do mercado.

Governo destaca selo como «instrumento económico»

O governo, representado pelo Secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes, sublinhou o impacto estratégico da distinção:
«Este prémio não é apenas simbólico. É um instrumento de qualificação do nosso tecido empresarial, um selo de confiança para a banca e para os investidores, e um motor de transformação económica que incentiva a transparência e a inovação», afirmou.

Entre as empresas distinguidas pela segunda vez consecutiva estão Aquaservice, EMEP, Inktoner, SESIS, Medispharma, Farmácia Jovem (Mindelo), Salss, Guia de Serviços e Khym Negoce.

A lista de estreantes inclui CV Interilhas, Caboplast, ETE Logística, Freexauto, Grupnor, Impofrut, Incentea CV, Inforsal, Isatour, Logis CV, Morabitur, Navex CV, Óptica da Praia, PraiaTur, Trial e Tuacar.

«Resultado de anos de trabalho»: empresas reagem ao reconhecimento

Apesar da diversidade de setores e dimensões, o sentimento entre as premiadas foi transversal: todas destacaram o selo como consolidação de anos de empenho, organização e melhoria contínua.

Aquaservice, distinguida pela segunda vez, vê no prémio a confirmação da sua estratégia de crescimento sustentado. O diretor-geral, Nuno Justino, reforça que cumprir indicadores de desempenho rigorosos «mostra que a empresa é sustentável, gera bons resultados e opera com solidez económico-financeira». A empresa prepara já a estratégia 2026–2030, com foco na expansão e na melhoria dos sistemas de dessalinização fornecidos às ilhas.

CV Interilhas, premiada pela primeira vez, encara o selo como o reconhecimento de um ciclo de cinco anos de trabalho. A empresa, responsável pelo transporte marítimo interilhas, tem-se afirmado como peça central da coesão territorial cabo-verdiana. Só em 2024 transportou mais de meio milhão de passageiros, um aumento de 17% face ao ano anterior, segundo dados públicos.

Para Fernando Braz de Oliveira, do Grupo ETE, que detém a CV Interilhas, o prémio é «um reconhecimento justo para uma equipa de 300 colaboradores cabo-verdianos que trabalham 365 dias por ano em prol da mobilidade nacional». Destacou ainda a importância de auditorias independentes como garantia de confiança e transparência.

Com 25 anos de atividade, a Óptica da Praia recebeu o selo pela primeira vez e celebra o prémio como «o coroar de um percurso sólido». A representante da empresa, Joana Seixas Nunes, sublinhou que o crescimento tem sido «sereno, não rápido, mas consistente», assente em marcas europeias de qualidade, lentes certificadas e formação contínua. A empresa, presente em Santiago, Sal, São Vicente e Fogo, ambiciona agora expandir-se às restantes ilhas.

A FreeXAuto, com nove anos de presença no mercado, também integra o grupo de estreantes. Para Maryelsa Macedo, o prémio é «um estímulo para continuar a investir em boas práticas internas e no bem-estar da equipa», com planos de expansão para o Sal, São Vicente e Boa Vista.

Protocolo reforça impacto prático do selo

Durante a cerimónia, foi ainda assinado um protocolo entre a BTOC e a Pró-Garante, denominado ‘Garantias Pré-Aprovadas para Empresas Excelência 2024’. O acordo permitirá que empresas distinguidas tenham acesso facilitado a crédito, uma vez que os critérios da Pró-Garante coincidem com os exigidos para o selo.

A presidente do conselho de administração da Pró-Garante, Antónia Cardoso, sublinhou que o protocolo funciona como «mais uma garantia e incentivo às empresas para aderirem ao selo», reforçando a utilidade da distinção como ferramenta de acesso ao investimento.

Uma distinção com impacto no tecido económico

À medida que Cabo Verde procura consolidar uma economia mais robusta, competitiva e digital, iniciativas como o Selo Empresa Excelência ganham relevância prática. Por agora, e com orgulho para os premiados, a mensagem é clara: transparência, rigor e boas práticas dão prémios e boas hipóteses de prosperar.

Arquivado em:África, Cabo Verde, Notícias

Portugueses vivem cada vez mais online: jovens já passam mais de três horas por dia nas redes sociais

4 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Os portugueses estão cada vez mais conectados. A percentagem de pessoas que passa mais de uma hora por dia nas redes sociais subiu este ano para 57%, mais quatro pontos percentuais do que em 2024. O crescimento é particularmente acentuado entre os jovens adultos: um em cada quatro, entre os 18 e os 34 anos, já ultrapassa as três horas diárias nestas plataformas.

Os dados são do estudo Consumer Sentiment Survey 2025, da Boston Consulting Group (BCG), que traça o retrato de um consumidor cada vez mais digital, mais dependente do telemóvel e mais seletivo no que compra, mas também mais exigente com conveniência e poupança.

Redes sociais: mais tempo, mais intensidade

As redes sociais continuam a ocupar um espaço central no quotidiano digital dos portugueses. De acordo com números da Datareportal, o WhatsApp permanece líder, com uma taxa de penetração de 90% entre utilizadores de internet. No tempo total gasto por mês, porém, o destaque vai para o TikTok (29 horas) e para o YouTube (23 horas).

Na frequência de utilização, o WhatsApp volta a dominar, com 538 acessos mensais por utilizador, seguido do Instagram (391) e do TikTok (290). Sinal claro de que as redes deixaram de ser um momento e passaram a ser uma rotina.

«A vida digital dos portugueses não é apenas mais intensa, é também mais diversificada», afirma Clara Albuquerque, Managing Director e Partner da BCG Lisboa. «As redes sociais ganharam um peso sem precedentes, sobretudo entre os jovens. Mas a transformação vai além disso: o e-commerce e os serviços financeiros digitais consolidaram-se, enquanto subscrições e programas de fidelização já fazem parte do dia a dia. O consumidor está sempre ligado — mas também mais seletivo.»

 

Banca digital cresce, sobretudo no telemóvel

O uso de serviços financeiros digitais aumentou significativamente. O destaque vai para a carteira digital (mobile wallet), que cresceu 8 pontos percentuais e já chega a 37% dos utilizadores e a 46% dos jovens entre os 18 e os 34 anos.

Outros serviços continuam a expandir-se: 90% usam a app móvel do banco (+2 pp.); 83% utilizam o MB Way (+1 pp.); 77% acedem ao website do banco (-2 pp.)

Aplicações financeiras alternativas, como Revolut ou Wise, já estão presentes em 58% dos telemóveis, embora nem sempre com uso regular: apenas 14% as utilizam diariamente.

A tendência confirma o que o setor já sente há anos: o telemóvel tornou-se o centro das operações financeiras, e o dinheiro físico perde cada vez mais terreno.

Fidelização e subscrições: novas rotinas do consumo

A maioria dos portugueses (85%) já aderiu a pelo menos um programa de fidelização. Os mais populares continuam a ser: Supermercados (93%); Combustíveis (69%); Restaurantes (37%)

Num contexto económico ainda exigente, estes programas tornaram-se ferramentas essenciais para gerir o orçamento e acumular benefícios. As subscrições digitais também fazem parte do dia a dia: 66% dos inquiridos têm pelo menos um serviço ativo e um terço utiliza-o todos os dias.

Comércio eletrónico estabiliza, mas continua dominante

Comprar online já é regra para 95% dos consumidores portugueses (+1 pp.). E 30% admitem ter gasto mais em e-commerce este ano.

As razões continuam a ser consistentes: comparar preços, obter descontos e conveniência. As categorias mais compradas mantêm-se: Viagens; Vestuário; Tecnologia

No extremo oposto, há setores que resistem ao online: decoração e mobiliário, brinquedos e jogos e artigos de luxo são os menos adquiridos na internet.

A fotografia de Portugal

A fotografia de 2025 é clara: Portugal está cada vez mais digital, mais exigente e mais dependente de conveniência. Entre redes sociais que ocupam horas do dia, carteiras digitais que substituem notas e moedas, e um comércio eletrónico que já é rotina, os consumidores portugueses movem-se num ecossistema onde rapidez, simplicidade e poupança comandam as escolhas. Se a transformação digital já era uma tendência, os dados mostram que passou a ser um hábito enraizado, diário e, para grande parte da população, praticamente inevitável.

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

IA já influencia compras de quase metade dos consumidores portugueses

4 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A Inteligência Artificial (IA) já pesa nas escolhas de compra de 45% dos consumidores portugueses, indica um novo estudo da Escolha do Consumidor. O levantamento projeta tendências futuras e examina como a tecnologia, a sustentabilidade e a economia circular estão a transformar os hábitos de consumo no país.

A maioria dos inquiridos (53%) afirma que pretende consumir menos nos próximos anos, ainda que apenas em algumas categorias. Uma fatia de 21% admite querer reduzir o consumo de forma significativa, revelando uma mudança mais profunda nos padrões de compra. Outros 21% permanecem indecisos e 5% dizem que vão manter ou aumentar o consumo.

IA entra no consumo muitas vezes sem ser percebida

A influência da Inteligência Artificial nas decisões de compra já é sentida por quase metade dos portugueses. Um em cada quatro consumidores (25%) reconhece ter sido influenciado uma ou duas vezes por recomendações baseadas em IA, e 20% afirma que isso acontece com frequência.

Há, contudo, um lado invisível nesta tendência: 27% dos entrevistados não sabe dizer se já foi influenciado. Um sinal de como a tecnologia se integra de forma subtil nos processos de recomendação. Já 28% garante nunca ter sido impactado pela IA.

A tecnologia é vista como facilitadora: 32% consideram que a IA reduz o esforço de pesquisa, tornando o processo mais rápido e eficiente. Para 25%, ajuda a descobrir novos produtos. E 19% destacam a personalização como o maior benefício.

Ainda assim, persistem reservas: 14% não nota qualquer diferença com a introdução da IA e 10% afirmam que a tecnologia complica o processo ou não inspira confiança.

Sustentabilidade importa desde que não seja mais cara

A responsabilidade ambiental é valorizada, mas com limites. 52% dos consumidores preferem marcas sustentáveis apenas quando os preços são competitivos. Para 25%, o compromisso genuíno com práticas sustentáveis é decisivo. Outros 18% são indiferentes ao tema e 5% não o consideram relevante na escolha.

O consumo em segunda mão mantém-se minoritário: 43% nunca compram produtos usados. Entre os que aderem, a moda domina (24%), seguida pela tecnologia (17%), brinquedos (3%) e outras categorias (13%).

 

Economia circular cresce, mas falta divulgação

Sistemas de devolução e recompra começam a ganhar tração: 14% dos inquiridos já os usaram várias vezes e 20% experimentaram uma ou duas vezes. Há, no entanto, uma barreira de conhecimento: 29% conhecem estes sistemas, mas nunca os utilizaram, e 30% nem sequer os conhecem.

Apenas 7% dizem não ter interesse nestas iniciativas. Um número reduzido que aponta para forte potencial de crescimento, à medida que aumenta a sensibilização para práticas de consumo sustentável.

O estudo conclui que o consumidor português avança para um modelo mais consciente, onde tecnologia e sustentabilidade ganham peso, mas onde o preço continua a ser decisivo e a adoção prática ainda está em fase de maturação.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Os cérebros que faltam às empresas já estão a redesenhar o trabalho

3 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Existem temas que surgem devagar, quase silenciosos, até ao dia em que deixam de ser evitáveis. A neurodiversidade é um deles. Não se trata de mais um capítulo no manual de recursos humanos, nem de uma tendência simpática para preencher relatórios de sustentabilidade. É uma mudança estrutural na forma como olhamos para talento, inovação e liderança. E as empresas que não perceberem isto a tempo arriscam-se a perder uma das maiores fontes de criatividade e resiliência disponíveis no mercado.

Um estudo recente da Gi Group Holding voltou a colocar o tema no centro da discussão: organizações que adaptam políticas e espaços de trabalho à neurodiversidade registam níveis superiores de inovação, engagement e retenção de talento.

Pode parecer um detalhe, mais umas salas silenciosas, umas entrevistas menos formais, uns ajustamentos sensoriais. Mas a verdade é outra: estamos a falar de modelos de trabalho capazes de acomodar uma parte significativa da população. A Gallup estima que entre 10% e 20% da população mundial é neurodivergente, um número que dificilmente pode ser ignorado em qualquer estratégia séria de talento.

E se a prevalência é esta, o impacto nas empresas deveria ser ainda maior. A Organização Mundial da Saúde calcula que os transtornos do espectro do autismo afetam cerca de 1 em cada 100 pessoas.

Mas a realidade é que grande parte deste talento continua invisível. Seja nos currículos, nos processos de recrutamento, nos open spaces, no discurso das lideranças. Inexistente nas estatísticas internas porque muitas pessoas preferem não revelar as suas condições para evitar estigma, comentários ou limitações de progressão.

O paradoxo é evidente: nunca se falou tanto de inovação, mas continuamos a excluir (ou a subaproveitar) precisamente os profissionais que, por estrutura cognitiva, podem estar mais predispostos a pensar de forma original, rigorosa, não convencional.

O que ganham as empresas ao incluir este talento?

Não se trata de retórica. Há dados muito concretos. A Ordem dos Psicólogos Portugueses concluiu que equipas que incluem pessoas neurodivergentes podem alcançar até 30% mais produtividade do que equipas compostas apenas por perfis neurotípicos.

Para além da produtividade, há ganhos sustentados em inovação, criatividade e capacidade de resolução de problemas. Várias empresas internacionais — da Microsoft à SAP — têm partilhado publicamente que programas de recrutamento direcionados para profissionais no espectro do autismo resultaram em melhorias mensuráveis ao nível da qualidade de código, eficiência operacional e redução de erros.

E não são apenas as grandes tecnológicas. A inclusão cognitiva está a chegar à indústria, às finanças, ao retalho e à saúde. O denominador comum é sempre o mesmo: quando o ambiente é adaptado, as pessoas entregam melhor. Quando não é, o talento perde-se mais por falta de condições do por incapacidade e incompetência.

O que tem de mudar dentro das empresas

O relatório da Gi Group Holding é claro ao identificar cinco linhas de ação que, mais do que práticas isoladas, representam uma mudança de cultura:

Reconfigurar espaços de trabalho. Não se trata de luxo, mas de necessidade. Iluminação regulável, zonas de silêncio, áreas de recuperação sensorial reduzem sobrecarga e aumentam foco. Flexibilizar horários, processos e formatos. A produtividade não acontece à mesma hora para todas as pessoas e isso é válido para qualquer colaborador, neurodivergente ou não. Formar líderes. Sem liderança informada, não existe inclusão possível. É preciso ensinar gestores a reconhecer sinais, adaptar comunicação e perceber que nem tudo se resolve com reuniões sucessivas ou feedback imediato. Reformular recrutamento. Processos de entrevista convencionais funcionam como filtros enviesados. Entrevistas por competências práticas, roteiros claros e menos improviso revelam talento onde antes só se via «falta de jeito social». Integrar a neurodiversidade na estratégia global de talento. É uma mudança de paradigma. Se não for transversal, dissolver-se-á em boas intenções.

Rita Mexia, responsável pelas áreas de DE&I da Gi Group Holding, resume esta necessidade sem hesitação: «A neurodiversidade não deve ser vista como um desafio, mas como uma oportunidade para inovar na forma como colaboramos e gerimos equipas.»

O futuro do trabalho vai ser mais diverso, quer as empresas queiram ou não

A ascensão da neurodiversidade  é uma inevitabilidade económica, imposta pela própria lógica da inovação. Num mercado saturado, competitivo e carente de talento, as organizações que continuarem a olhar apenas para modelos tradicionais de desempenho vão ficar para trás.

O talento vem em muitas formas. Algumas mais ruidosas, outras mais silenciosas, algumas mais rápidas, outras mais metódicas. O que separa uma empresa mediana de uma empresa visionária não é a quantidade de talento que encontra, mas a capacidade de o reconhecer quando ele não aparece da forma esperada.

A verdadeira liderança, aquela que constrói futuro, começa precisamente na coragem de questionar o que sempre se fez, no compromisso com métodos mais humanos e eficazes, e na clareza de que nenhum negócio pode ser realmente inovador se não for capaz de acolher mentes que pensam de forma diferente.

Arquivado em:Diversidade e Inclusão, Notícias

Feito em Portugal: o rótulo que continua a mandar no carrinho de compras

3 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Comprar português já é uma prática instalada, emocional, económica e cultural. Segundo um novo estudo da Escolha do Consumidor, 92% dos portugueses consome frequentemente produtos nacionais. Só uma minoria residual, menos de 1%, admite fazê-lo raramente. O retrato é claro: a origem continua a pesar no carrinho de compras.

A percepção geral sobre os produtos portugueses mantém-se francamente positiva. Mais de 95% dos inquiridos reconhece qualidade nos artigos nacionais e acredita que estes contribuem de forma relevante para a economia do país. Quase oito em cada dez (77%) consideram ainda que os produtos portugueses são mais sustentáveis do que os importados, um dado que reforça o peso da proximidade nas escolhas.

 

Alimentação e Bebidas domina o consumo nacional (87%)

Quando se olha para os setores, a tendência é inequívoca: Alimentação e Bebidas surge no topo, com 87% dos consumidores a comprarem regularmente produtos portugueses nesta categoria. Talvez seja o território onde o ‘made in’ sempre teve mais tração.

Depois surgem o Vestuário e Calçado (51%) e o Mobiliário e Decoração (45%). Já áreas como Higiene e Cosmética (28%) e Tecnologia e Eletrónica (14%) ficam muito atrás, um reflexo simultâneo da menor oferta nacional e do fraco reconhecimento de marcas portuguesas nestes segmentos.

Qualidade, confiança e economia local: o triângulo que suporta o ‘Made in Portugal’

Os motivos que levam os consumidores a optar pelo nacional também foram mapeados. A qualidade lidera com 69% das respostas. Logo depois aparecem a confiança nas marcas portuguesas e o apoio à economia local, ambos com 58%.

A identidade e o orgulho nacional surgem com 37%, enquanto um preço competitivo é assinalado por 35%,  um número que, ainda assim, contrasta com o principal problema apontado mais à frente.

Questões de sustentabilidade (30%) e simples disponibilidade no ponto de venda (21%) são fatores menos referidos, mas continuam presentes.

 

O entrave principal? O preço 

Apesar do entusiasmo, o estudo revela a fricção mais previsível: 63% dos consumidores considera o preço a maior barreira ao consumo de produtos nacionais.

Depois surgem a falta de variedade ou de disponibilidade nos pontos de venda (29%), o desconhecimento da marca (25%) e um design considerado menos apelativo (8%). Apenas 4% admite preferir marcas internacionais por princípio.

Quando se pergunta o que poderia aumentar o consumo nacional, os inquiridos são pragmáticos: redução do preço (64%); melhor comunicação da origem portuguesa (43%); maior variedade de produtos (42%); melhor presença nos pontos de venda (40%); mais publicidade e promoção (36%).

Há ainda espaço para evoluir na qualidade (18%), no design (17%) e na sustentabilidade (12%), mas sempre como fatores secundários face ao impacto do preço.

 

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

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