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Marcelo Teixeira

Portugal em protesto: o pacote do Governo e a resposta dos trabalhadores

15 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Ruas cheias de tambores, bandeiras e cartazes, protestos e cânticos. Portugal viveu na quinta-feira passada confrontos simbólicos entre um Governo que quer flexibilizar o Código do Trabalho e uma sociedade que não aceita perder direitos conquistados. A proposta do pacote laboral ‘Trabalho XXI’ — com mudanças em contratos a termo, banco de horas, negociação coletiva e serviços mínimos — transformou-se num ponto de rutura que expôs, a céu aberto, a fratura entre quem trabalha e quem decide.

Dezenas de milhares de trabalhadores, pequenos empresários, membros da cultura, entre outros, marcharam do Rossio até à Assembleia da República, mas também saíram às ruas no Porto ou em Braga, unindo-se em protesto contra a iniciativa do Governo. De um lado, o Executivo defende que as reformas são necessárias para modernizar o mercado de trabalho; do outro, sindicatos como a CGTP-IN e a UGT denunciam o que consideram um ataque aos direitos laborais. A greve geral e as manifestações refletem, assim, uma batalha em que cada passo legislativo é contestado nas ruas, criando um impasse político que exige mais diálogo do que confronto.

O que traz o pacote ‘Trabalho XXI’

O anteprojeto apresentado pelo Executivo promete «flexibilizar» a legislação para elevar a «competitividade» e «valorizar o mérito», segundo o próprio Governo. No texto em circulação — debatido em Concertação Social — estão previstas medidas que alteram as regras sobre a duração dos contratos a termo, alargam possibilidades de contratação temporária, introduzem mecanismos mais permissivos para despedimentos, e reforçam a figura do banco de horas individual. Entre outras propostas controversas, inclui-se a possibilidade de reduzir direitos de parentalidade e medidas que sindicatos dizem que vão fragilizar a contratação coletiva e limitar a ação sindical. O Executivo diz que as normas estão «em construção» e que o documento serve de base para negociação. Já os sindicatos afirmam que o anteprojeto já desenha um retrocesso inaceitável.

Por que os sindicatos reagiram com tanta força

A crispação sindical tem duas raízes. Primeiro, o conteúdo: a UGT e a CGTP identificam no pacote riscos concretos de precarização, como o aumento da precariedade jovem, alargamento dos contratos a termo, e a introdução de instrumentos que deslocam poder decisório para as empresas em matérias antes reguladas coletivamente. Segundo, a forma: muitos dirigentes acusam o Governo de ter incluído no anteprojeto alterações que não constavam do programa eleitoral e de o ter apresentado num quadro de negociação que só começou depois da divulgação pública, o que alimentou desconfiança e mobilização. A CGTP, que já convocou múltiplas jornadas de luta, e a UGT, que também se envolveu na convocatória da paralisação de 11 de dezembro, apelaram à mobilização por entenderem que está em causa o núcleo dos direitos laborais.

 

Quem lidera o conflito e o que dizem os protagonistas

Do lado sindical, as vozes mais visíveis são as dos secretários-gerais: Tiago Oliveira (CGTP-IN) tem sido contundente ao falar de «ataque» aos direitos dos trabalhadores e não exclui «todas as formas de luta», incluindo greve geral prolongada se o Governo não recuar. A UGT, sob a liderança de Mário Mourão, acabou por aceitar o convite para a paralisação conjunta, numa decisão que realçou a amplitude da contestação.

Do lado do Governo, o primeiro-ministro Luís Montenegro e a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, tentam combinar firmeza política com disponibilidade para negociar. Montenegro defende que a reforma é necessária para modernizar um mercado de trabalho que considera «rígido» e diz não perceber as razões da greve. Por sua vez, a ministra tem procurado garantir que muitos pontos estarão sujeitos a aperfeiçoamento em sede de concertação social, ainda que tenha classificado a marcação da greve como «extemporânea». Contudo, o tom do Governo colide com a leitura sindical de perda de direitos.

 

O mapa das reivindicações: pontos fraturantes

Há pelo menos quatro matérias que funcionam como linhas de rutura entre Governo e sindicatos: o banco de horas individual é uma delas, levando os sindicatos temerem a desregulação dos horários e a transferência unilateral de gestão do tempo de trabalho para as empresas. Outro aspeto é a contratação coletiva, conjunto de propostas que, segundo críticos, permitem que convenções sejam substituídas por acordos menos favoráveis e concedem às empresas maior poder de escolha sobre convenções aplicáveis.  Não menos importante são os despedimentos e precarização, vistos como facilitação de despedimentos e extensão de contratos a termo incentivando à rotatividade e à perda de estabilidade.

Por fim, o direito à greve e serviços mínimos. O anteprojeto amplia setores com serviços mínimos «automáticos», o que sindicatos interpretam como restrição substancial ao direito de greve.

A paralisação marcada para 11 de dezembro agregou dezenas de sindicatos do setor público e privado e levou milhares de pessoas às ruas em Lisboa, Porto e outras cidades. Um movimento que a própria UGT e a CGTP qualificaram como de «grande adesão», evocando a última greve geral conjunta de 2013 como referência. O impacto prático foi variado: serviços públicos com piquetes, fábricas com produção interrompida, transportes condicionados e manifestações que bloquearam artérias urbanas. Para muitos portugueses, o momento é também simbólico: reacendeu memórias da troika e do conflito social profundo que então se viveu. Segundo dados da CGTP, dos 5,5 milhões de trabalhadores ativos, 3 milhões fizeram greve.

 

O que o país corre o risco de perder e o que se pode ganhar com diálogo

Há custos económicos claros (produção parada, horários e serviços afetados, calculam-se perdas de 793 milhões de euros para a economia portuguesa) e custos políticos/emocionais (erosão da confiança entre atores sociais). Mas existe outro risco: a erosão da própria capacidade de renovação institucional se o confronto se transformar em derrota unilateral de uma das partes. A democracia e a competitividade não prosperam em cenários de beligerância permanente, e prosperam, pois, quando existe negociação sólida e garantias para todas as partes.

Por isso, a saída mais prudente passa por diálogo informado, transparência nas medidas e compromissos concretos: o Governo pode propor salvaguardas legais (limites claros ao banco de horas individual, garantias de manutenção de cláusulas essenciais nas convenções), enquanto os sindicatos podem aceitar mecanismos de modernização acompanhados de contrapartidas (investimento em formação, incentivos à contratação sem precarização, reforço da fiscalização laboral). A solução exige flexibilidade de ambos os lados  e a capacidade política de transformar o conflito em reforma legítima e socialmente justa.

 

A política não se substitui à negociação

O pacote ‘Trabalho XXI’ colocou Portugal na encruzilhada de alterar regras laborais consideradas desajustadas e o risco de produzir um retrocesso nos direitos conquistados. A greve geral e as manifestações mostram que a sociedade não aceita mudanças percebidas como unilaterais. Se o país quer modernizar o mercado de trabalho sem deixar ninguém pelo caminho, é urgente que Governo e sindicatos saiam da retórica das «posições irreconciliáveis» e entrem numa negociação onde cada concessão esteja ancorada em garantias tangíveis. Só aí se evitará que a reforma se transforme num fator de fratura social em vez de um passo credível rumo a um mercado de trabalho cada vez mais igualitário e competitivo.

 

 

Arquivado em:Notícias, Política

Lídia Jorge vence Prémio Pessoa 2025 e reforça legado literário e cívico

15 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A escritora Lídia Jorge foi distinguida, na última semana, com o Prémio Pessoa 2025, reforçando o estatuto de figura maior da literatura portuguesa contemporânea. O anúncio foi feito no Palácio de Seteais, em Sintra, pelo presidente do júri, Francisco Pedro Balsemão, que sublinhou o papel decisivo da autora na interpretação crítica da sociedade portuguesa e na renovação da ficção nacional.

Com 79 anos, natural de Boliqueime, Lídia Jorge torna-se na sétima mulher a receber o prémio, atribuído anualmente a personalidades de destaque na vida artística, científica ou literária do país. A distinção foi acompanhada de um reconhecimento adicional que marcou a mesma semana: a atribuição do Doutoramento Honoris Causa em Literatura pela Universidade dos Açores, consolidando o impacto académico e cultural da sua obra.

O júri destacou a «escrita criativa e diversificada» da autora, bem como a sua capacidade para «nomear e interpretar os grandes desafios da contemporaneidade», num percurso que atravessa mais de quatro décadas. Desde O Dia dos Prodígios (1980), obra fundadora da literatura pós-Revolução, Lídia Jorge tem construído uma narrativa profunda sobre memória, democracia, desigualdades e identidade, um trabalho que tem igualmente alimentado o debate público.

Um discurso marcado pela firmeza cívica

A autora tem mantido, ao longo de 2025, um registo público firme e marcante. Em declarações após receber o prémio, afirmou que a distinção é também «para as mulheres que não se calam», projetando o tom de vários discursos recentes em que sublinha a importância de uma cidadania ativa e da defesa do pluralismo democrático.

A sua intervenção mais comentada deste ano ocorreu no Dia de Portugal, onde defendeu a necessidade de revisitar criticamente a história, valorizar a diversidade e reforçar a responsabilidade cívica. Ideias que ajudam a enquadrar o reconhecimento agora recebido.

Uma obra que ultrapassa fronteiras

Com obras adaptadas ao teatro, televisão e cinema, Lídia Jorge tem sido distinguida com os principais prémios literários nacionais e internacionais. Entre eles, destaca-se o Prémio Médicis Estrangeiro em 2023, atribuído pela primeira vez a um autor de língua portuguesa, pelo romance Misericórdia, que seria mais tarde multipremiado.

Amplamente traduzida e publicada no estrangeiro, a autora soma ainda distinções como o Prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e o Prémio FIL de Literaturas em Línguas Românicas.

A atribuição do Prémio Pessoa 2025 surge, assim, como confirmação do lugar central de Lídia Jorge na cultura portuguesa. Uma autora cuja obra continua a interpretar, desafiar e iluminar o país.

Fotografia: Sophie Bassouls

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Notícias

Natal online: como proteger-se das burlas e ataques digitais

15 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A época festiva aproxima-se com luzes, descontos relâmpago e carrinhos virtuais cheios. Por outro lado, há também um risco crescente: o das burlas digitais que exploram a pressa e a distração. A Mastercard divulgou novos resultados do seu estudo global sobre segurança digital, realizado com a Harris Poll, e alerta que os consumidores europeus estão mais expostos do que acreditam e, em muitos casos, continuam a facilitar a vida aos criminosos.

O inquérito abrange 13 mercados internacionais, incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha. Depois de, em outubro, ter mostrado que a cibersegurança é uma preocupação cada vez mais presente no quotidiano europeu, a nova vaga de dados revela como essa inquietação se intensifica, mas nem sempre se traduz em comportamento seguro.

Europeus compram em sites duvidosos… sabendo que são duvidosos

Durante a época festiva, 72% dos consumidores europeus compram em websites desconhecidos, mas menos de metade faz uma pesquisa rigorosa antes de pagar.

As práticas dividem-se assim:

  • 12% não fazem qualquer verificação;
  • 12% fazem apenas uma verificação mínima;
  • 23% procuram informação moderada;
  • 25% fazem pesquisa extensiva;
  • 28% evitam totalmente lojas não familiares.

O resultado é previsível: preços demasiado baixos (51%), erros ortográficos (51%) e sites com aspeto pouco profissional (45%) continuam a ser os principais sinais de alarme. Mesmo assim, muitos consumidores avançam.

Cuidados? Metade mantém os mesmos hábitos e alguns tornam-se até menos prudentes

A pressão para encontrar o «presente perfeito», somada às promoções de última hora, leva a comportamentos contraditórios:

  • 31% dizem ser mais cuidadosos nesta fase;
  • 57% mantêm exatamente os mesmos hábitos;
  • 12% admitem tornar-se menos cautelosos.

E isso traduz-se em comportamentos arriscados: 14% estão mais dispostos a experimentar websites desconhecidos e 11% compram através de Wi-Fi público, mesmo sabendo que é perigoso. Cerca de 37% não alteram quaisquer hábitos de segurança.

A experiência confirma o risco: 14% dizem que as encomendas nunca chegaram; 10% receberam produtos contrafeitos; 8% foram cobrados indevidamente; 8% tiveram dados de pagamento comprometidos.

Ainda assim, 64% afirmam nunca ter tido incidentes. Um indicador que pode revelar excesso de confiança.

O cenário global: preocupação cresce, sensação de controlo diminui

Os resultados de outubro já tinham traçado a tendência: 72% dos europeus estão mais preocupados com a cibersegurança do que há dois anos, e 66% consideram mais difícil proteger os seus dados digitais do que garantir a segurança da própria casa.

Mais de metade (53%) pensa no tema semanalmente e 49% discutiram cibersegurança com familiares no último mês. A explosão de conteúdos gerados por IA — vozes sintéticas, imagens falsas, vídeos manipulados — está a acentuar o sentimento de vulnerabilidade.

Michele Centemero, EVP Services Europe da Mastercard, resume o alerta: «A segurança digital molda cada vez mais a forma como vivemos, fazemos compras e interagimos online. Construir confiança é uma responsabilidade partilhada: empresas, instituições financeiras e cidadãos têm todos um papel a desempenhar para tornar a vida digital mais segura.»

A empresa tem vindo a reforçar o investimento no setor: mais de 10,6 mil milhões de dólares em inovação de cibersegurança desde 2018, incluindo a recente aquisição da Recorded Future, considerada a maior empresa de inteligência de ameaças do mundo.

No centro da estratégia está o European Cyber Resilience Centre (ECRC), que articula entidades públicas e privadas para detetar, analisar e responder a ameaças. O esforço mostra resultados: a Mastercard diz ter impedido 50 mil milhões de dólares em fraude nos últimos três anos e analisa 32 milhões de eventos de risco por dia.

Como proteger compras e dados neste Natal: as 7 regras de ouro da Mastercard

A empresa deixa um conjunto de medidas práticas para garantir compras online mais seguras: Usar palavras-passe fortes e únicas (idealmente com gestor de passwords). Ativar autenticação de dois fatores sempre que possível. Comprar apenas em websites seguros, com “https://” e cadeado. Desconfiar de preços irreais — são o método preferido dos burlões. Partilhar apenas os dados indispensáveis, beneficiando da tokenização. Monitorizar contas em tempo real, ativando alertas de transações. Desconfiar de conteúdos gerados por IA, especialmente pedidos urgentes de pagamento.

Num Natal cada vez mais digital, os dados reforçam a contradição do consumidor europeu que quer conveniência, rapidez e promoções, mas continua a subestimar riscos que estão a aumentar e a sofisticar-se.

A Mastercard lembra que a cibersegurança é um novo hábito social e uma alfabetização essencial para a próxima década. E, como mostra o estudo, há ainda muito por fazer para que compras seguras sejam a regra e não a exceção.

Arquivado em:Cibersegurança, Notícias

2026: O ano em que a indústria torna a IA verdadeiramente parte da liderança operacional

15 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

2025 marcou um ponto de viragem para a indústria e para o quotidiano em geral. Depois do entusiasmo inicial em torno da inteligência artificial (IA), chegámos finalmente à fase da inevitabilide: a IA deixou de ser um projeto-piloto e passou a integrar decisões do dia a dia. O resultado está a ser claro, maior agilidade, precisão operacional e cadeias de abastecimento mais eficientes num cenário ainda marcado pela incerteza, cabe-nos interpretar os resultados e tomar decisões.

Hoje, falar de organizações e operações industriais sem falar de dados é praticamente impossível. As organizações que mais espaço têm para evoluir são aquelas que reconheceram que a qualidade e governação dos seus dados é tão estratégica quanto qualquer investimento em ativos, sejam pessoas, imobiliário ou maquinaria. Quando os dados são fiáveis, atualizados e acessíveis, a IA consegue cumprir aquilo que promete, prever rupturas, ajustar planos de produção de forma autónoma e antecipar falhas antes de estas terem impacto real no negócio. Esse foi, talvez, um dos maiores avanços tecnológicos do ano, a capacidade de transformar informação dispersa em decisões rápidas e bem fundamentadas em segundos.

Mas esta evolução só foi possível graças a outro movimento silencioso, a integração entre sistemas: IoT, robótica, automação inteligente e analytics começaram finalmente a trabalhar em conjunto, criando operações mais autónomas e resilientes. Os casos práticos em que sensores dialogam com robots, que por sua vez enviam informação para plataforma analiticas que serão alvo de uma análise da IA permitem, sem intervenção humana, identificar riscos operacionais, oportunidades de optimização e melhor planeamento. A digitalização organizacional e a utlização do IA deixou de ser um objetivo tecnológico para se tornar um imperativo competitivo.

Ainda assim, esta nova era também traz desafios importantes pois assentando nos dados e informação, a má qualidade dos dados é um risco real, capaz de comprometer decisões críticas. O investimento na digitalização tem que ser acompanhado pela capacitação das equipas (literacia digital) para garantir que o valor gerado é realmente compreendido.

É precisamente nesta base que se constroem as tendências para 2026. O próximo ano será marcado por uma inteligência artificial ainda mais integrada nas decisões diárias, em organizações cada vez mais adaptativas e capazes de se reorganizar em tempo real. A capacidade de combinar dados, tecnologia e pessoas para tomar decisões de forma mais eficiente e ágil em modelos híbridos homem-máquina, onde a máquina/tecnologia não substitui o talento humano, mas sim o amplifica.

Se a revolução industrial perdurou durante cerca de 100 anos, a era da internet e da world wide web (www) pouco mais de 30, chegou o momento da IA como elemento estrutural na liderança e estratégia das organizações.

Arquivado em:Opinião

Costa Rica em sete minutos: a nação que trocou fardas por cadernos

11 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A Costa Rica é um país que fez uma escolha que, noutros lugares, pareceria uma imprudência ou um milagre: aboliu o exército e continuou de pé. Numa América Central marcada por ditaduras, guerrilhas e fronteiras sempre inquietas, este pedaço de terra verde, rodeado por dois mares e costurado por vulcões, escreveu em 1949 que não teria forças armadas. E, como quem risca um vício velho, manteve-se fiel à palavra.

No Global Soft Power Index 2025, a Costa Rica surge no 71.º lugar, uma posição discreta no mapa das potências, mas reveladora de algo maior: um país pequeno que projeta influência através da diplomacia, da sustentabilidade e de uma reputação internacional construída sem exércitos nem bravatas.

No Democracy Index 2024, elaborado pela Economist Intelligence Unit, a Costa Rica alcança 8,29 pontos em 10, integrando o grupo das Full Democracies, em 18º lugar. É uma das democracias mais estáveis e consistentes do continente americano, com classificações particularmente altas em liberdades civis (9,71/10) e pluralismo eleitoral (9,58/10).

Assim, todos os presidentes — de direita, de centro, de esquerda e dos que caminham entre isto tudo — repetiram a mesma ideia: a segurança constrói-se com escolas, tribunais e florestas, não com generais. Esta convicção tornou-se estilo de vida, bandeira, argumento diplomático e até produto turístico. Mas, acima de tudo, tornou-se identidade.

Este é o 17º artigo da rubrica da Líder, O Estado de uma Nação em Sete Minutos.

 

Cultura 

A Costa Rica tem uma maneira de estar no tempo que parece vir de uma sabedoria anterior à modernidade. Talvez por isso a expressão «pura vida» funcione como um feitiço simples, repetido em restaurantes, nas ruas de San José, nas praias de Tamarindo e nos trilhos húmidos de Monteverde. «Pura vida» é cumprimento, despedida, estado de espírito, filosofia barata e profunda ao mesmo tempo. É como se alguém pegasse nas melhores coisas da vida e as reduzisse a duas palavras  e funcionasse.

No campo literário, o país não tem a monumentalidade de um México ou Argentina, mas tem escritores que transformaram o quotidiano em metáfora continental: Carmen Lyra, Yolanda Oreamuno, Carlos Luis Fallas. Histórias de trabalhadores, de infância difícil, de desigualdade e de esperança. Uma literatura que observa sem pressa, como um pássaro num ramo.

A música do país também é feita de cumplicidade com a terra: o calipso afro-caribenho de Limón, o bolero tropical que sai das rádios velhas, o rock suave dos bairros urbanos. E, claro, o silêncio das reservas naturais, que muitas vezes diz mais sobre a Costa Rica do que qualquer compasso musical.

A cultura costarriquenha é feita, sobretudo, de uma reverência profunda pela natureza. Até parece que o país inteiro vive dentro de um parque natural e não é totalmente exagero: mais de 25% do território é área protegida. Um luxo ecológico numa era em que o planeta perde árvores como quem perde minutos.

Política 

A abolição do exército em 1949 não foi um gesto romântico: foi uma resposta pragmática ao trauma de uma guerra civil curta mas sangrenta. O número está inscrito no ADN nacional: cerca de 3 mil mortos num país então com menos de 900 mil habitantes. E o general vencedor, José Figueres Ferrer, fez o impensável: dissolveu as forças armadas e colocou as armas dentro de um cofre simbólico. Depois mandou abrir escolas.

Desde então, a política costarriquenha vive deste pacto: o poder civil acima das armas, a democracia acima da tentação autoritária. A Costa Rica tornou-se uma das democracias mais estáveis do continente americano, com eleições regulares, alternância real de poder e liberdade de imprensa relativamente forte.

Mas não é um paraíso sem rachaduras. O país enfrenta uma onda crescente de criminalidade, alimentada pelo narcotráfico que atravessa a América Central como uma ferida aberta. As taxas de homicídio subiram em anos recentes, levando os governos a reforçar a polícia e as políticas de prevenção social.

Há aqui um paradoxo que só um país sem exército conhece: a Costa Rica tem de responder a problemas muito reais sem ceder à tentação de militarizar. E, até agora, mantém a promessa.

A política interna vive também de debates intensos sobre desigualdade, dívida pública, reformas fiscais e ambiente. A democracia é sólida, mas exigente, como todas as que se apoiam mais em cidadãos do que em generais.

Economia 

A Costa Rica não é rica, mas também não é pobre. Está naquele limiar incómodo e aspiracional chamado ‘país de rendimento médio-alto’. O PIB cresce a um ritmo estável, a inflação é controlada, e a economia tem um portfólio surpreendentemente diverso. Dados recentes do Banco Mundial apontam para um PIB de cerca de 81,85 mil milhões de euros — valor de 2024.

Primeiro, há o turismo, e não é o turismo de resorts anónimos, mas o turismo ecológico que se tornou uma marca global. Pessoas do mundo inteiro viaja para ver quetzais, tartarugas, florestas místicas, praias virgens. A natureza é produto, símbolo e estratégia.

Depois, há o café, elegante, aromático, que rivaliza com colombianos e etíopes em concursos internacionais. O café moldou o território, as elites e parte da história económica. Hoje, é símbolo mais do que sustento, mas continua a ser orgulho nacional.

Há ainda uma surpresa para quem pensa a Costa Rica como país exclusivamente agrário: o sector tecnológico. Empresas internacionais de dispositivos médicos, microchips e serviços globais instalaram-se em parques tecnológicos nas últimas décadas. A aposta na educação — facilitada por não ter exército — criou mão-de-obra competitiva e bilíngue.

Contudo, o país carrega uma sombra que não desaparece: a dívida pública. É alta, exige reformas e gera debates acesos. A desigualdade também persiste, com zonas rurais que ainda não beneficiam da mesma mobilidade social que as cidades.

Sociedade 

A sociedade costarriquenha vive entre duas geografias: a geografia real — montanhas, parques, vulcões — e a geografia simbólica — a paz como fundação, a educação como ritmo, a democracia como prova do seu labor.

A esperança média de vida é uma das maiores da América Latina. O sistema de saúde pública é robusto, embora pressionado. A educação básica é quase universal, e a taxa de alfabetização ultrapassa os 97%.

Mas as ruas contam outras histórias. O crime organizado tenta infiltrar-se. As desigualdades urbanas crescem. Os jovens procuram oportunidades fora. San José vive na tensão de um país verde idealizado e o país real, onde carros, prédios e problemas se amontoam.

A Costa Rica tem-se destacado na América Latina pelo reconhecimento dos direitos da comunidade LGBTQ+. Desde 2020, o país legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, consolidando a igualdade civil de casais homoafetivos. Segundo relatórios internacionais de direitos humanos, a Costa Rica figura entre os países da região com legislação mais progressista em matéria de igualdade de género e orientação sexual.

 

Conclusão

Esta nação é, no fundo, um laboratório moral. Um país que decidiu testar a hipótese mais arriscada de todas: a de que se pode viver sem medo de invasões, sem desfiles militares, sem generais a criarem sombra, e concentrar tudo no que realmente constrói sociedades — educação, saúde, ambiente, justiça.

Não é perfeita, não é simples, não é linear. Tem crime, pobreza relativa, tensão fiscal, desigualdades e fronteiras vulneráveis. Tem, sobretudo, problemas do século XXI. Mas também tem uma convicção profunda, quase teimosa, de que paz é escolha. Não milagre. Não acaso. Escolha.

E essa decisão moldou tudo: a política, a economia, os gestos quotidianos, o modo como o povo olha o futuro e os fantasmas do passado. Assim é o retrato de uma nação que prefere o lápis à farda, a palavra às medalhas, a mão estendida ao punho fechado.

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Museu do Caramulo lança plataforma digital dedicada à história das marcas portuguesas

11 Dezembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O Museu do Caramulo apresentou esta semana o Museu das Marcas, Artes Gráficas e Publicidade, um novo projecto totalmente digital que reúne a memória visual e material das marcas que acompanharam várias gerações de portugueses. A plataforma, interativa e de acesso livre, quer afirmar-se como referência nacional na preservação da história do consumo, do design e das artes gráficas.

O novo museu nasce com uma missão clara: conservar e divulgar o património gráfico e publicitário ligado a marcas nacionais e internacionais que operam ou operaram em Portugal. O acervo digital, já com milhares de peças, inclui embalagens, cartazes, rótulos, protótipos, anúncios e objetos de design industrial, muitos deles associados ao quotidiano doméstico e comercial do século XX. A ideia é oferecer uma viagem no tempo que una nostalgia e conhecimento, permitindo aos mais jovens perceber como se vivia, consumia e comunicava antes da era digital.

A colecção está em permanente expansão e é trabalhada por uma equipa multidisciplinar responsável pela digitalização, fotografia e catalogação de cada peça. O processo conta ainda com o apoio técnico da Google, através do Art Camera Loaner Program, o que permite captar imagens em altíssima resolução. Parte do conteúdo passa também a integrar o Google Arts & Culture, reforçando o alcance internacional do projecto.

Para garantir rigor histórico, o Museu das Marcas apoia-se num Conselho Consultivo composto por curadores e historiadores. A investigação é complementada por materiais cedidos pelas próprias empresas participantes, numa lógica de colaboração contínua entre o museu e o tecido empresarial.

O lançamento representa, segundo a direção do Museu do Caramulo, «um contributo inovador para a preservação da memória colectiva». Num universo onde publicidade e embalagens são, por natureza, efémeras, o novo museu transforma-as em documentos acessíveis a todos — permitindo estudar a evolução do consumo, do design e da comunicação visual em Portugal.

A criação do museu surge também da dimensão já atingida pela colecção associada às marcas e às artes gráficas. «Era um projecto desejado e, diríamos mesmo, inevitável», sublinha a instituição.

No arranque, o Museu das Marcas conta com sete Parceiros Fundadores: EDP, Central de Cervejas e Bebidas, Olá, El Corte Inglés, Fidelidade, Olegário Fernandes e Netsonda — empresas que ajudaram a dar o impulso inicial ao projecto, reconhecendo o seu valor patrimonial e cultural.

O Museu das Marcas, Artes Gráficas e Publicidades pode ser acedido através do link www.museudasmarcas.pt

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