• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

A ascensão serena de Catherine Connolly, a nova voz da Irlanda

17 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Na manhã em que Catherine Connolly tomou posse, Dublin acordou com aquela luz baça que parece sempre hesitar entre o cinzento e o dourado. Havia grupos de turistas a caminhar como se nada fosse, estudantes a correr para as aulas, e depois havia ela, esta mulher de 68 anos, vinda da costa oeste, da chuva persistente de Galway, a erguer-se no Castelo de Dublin como se estivesse a devolver à paisagem qualquer coisa que há muito lhe faltava.

Connolly foi eleita com mais de 63% dos votos, e há números que não precisam de explicação: falam por si. Este resultado não caiu do céu, cresceu de um país consciente dos desafios do mundo, atento às políticas que já não conseguem escutar o batimento dos que vivem à margem, dos que trabalham duas vezes mais para ter metade do que tinham. E ela surge, de cabelos brancos e passo tranquilo, a prometer uma presidência «para todos», com a serenidade de quem sabe que a neutralidade irlandesa vai longe e atravessa o tempo. É pois uma herança emocional. Uma herança de todos.

As raízes que não se cansam de chamar

Connolly nasceu em Galway, numa família que falava gaélico. Quem a ouve percebe logo que carrega ali qualquer coisa que resiste ao desgaste dos anos.  Não é folclore, é identidade. Psicóloga clínica, depois advogada, mais tarde deputada independente: não fez carreira a subir degraus. Fê-la a abrir portas que estavam fechadas para muita gente.

As causas que defende não são slogans, mas fios que ela própria puxa com paciência: direitos humanos, igualdade, habitação, justiça social, proteção de quem vive sem voz. A sua visão socialista não tem o ruído de certas esquerdas fatigadas, alberga antes o rigor de quem estudou pessoas antes de estudar políticas. E o seu pacifismo não soa ingénuo. Soa ao peso da história irlandesa.

É por isso que fala da NATO com desconfiança, da militarização europeia com cautela. O país sabe o que custa uma guerra, mesmo quando já só vive dela nos livros. E quando Connolly fala da reunificação da ilha, fá-lo como quem observa um rio que sempre correu num só sentido, apesar das curvas impostas.

Um país cansado de portas invisíveis

A Irlanda vive este momento como quem olha para um espelho que ora devolve orgulho, ora devolve exaustão. O país cresceu, modernizou-se, atraiu empresas tecnológicas e turistas, mas uma parte crescente da sua juventude perdeu o direito de dormir descansada. Quase 70% dos jovens de 25 anos ainda moram com os pais, muitas vezes por razões financeiras.

A habitação tornou-se uma miragem para quem quer voar: as rendas dispararam mais de 90% desde 2012, segundo dados oficiais, e muitos jovens sentem que a sua única escolha é dividir quartos ou permanecer na casa familiar.

A eleição de Connolly chegou nesse quadro: um grito baixo, mas firme. A esquerda, fragmentada tantas vezes, uniu-se numa voz de convicções longas e passos curtos. Talvez por isso tenha tanta força.

Um cargo que pesa mais pelo que simboliza do que pelo que decide

A presidência irlandesa é uma cadeira que não manda. É um ofício cerimonial, quase litúrgico, onde o poder é feito de gestos, não de decretos. Connolly sabe isso. Não vai reorganizar orçamentos, nem vetar o que não gosta, nem determinar a política externa do país. Mas pode dificultar silêncios, pode dar nome aos esquecidos, pode tornar visível o que muitos preferiam deixar em segundo plano.

O desafio não é pequeno: transformar o pouco poder formal numa força ética que não se deixe engolir pela cortesia típica das instituições. Há quem tema as suas posições sobre política externa, quem veja nelas um atrito possível com aliados, quem a olhe com desconfiança por falar da Palestina sem rodar as palavras primeiro num filtro diplomático. Mas ela não parece preocupada com isso. A verdade tem-lhe sido companhia demasiado antiga para a abandonar agora.

O país que ela encontra e aquilo que promete devolver

Catherine Connolly entrou na Presidência  e não veio com promessas detalhadas ou mapas de ação. Veio com olhares, silêncio, atenção. Falou de vozes apagadas, de aldeias esquecidas, de janelas sujas de histórias. E, no mesmo fôlego, lembrou que o cargo não é só cerimónia: é poder de atenção, é moral, é luz.

A crise climática apareceu entre linhas, pois a Irlanda, disse, respira por ela, e as decisões do presente marcam a respiração das próximas gerações. Abordou a justiça social, a dignidade no trabalho, de territórios que precisam ser cuidados como se estivessem vivos. Nenhuma pressa, nenhuma encenação. Apenas convicção.  A Irlanda que recebe não é perfeita, não é inteira. Mas pode começar a recompor-se, uma fenda de cada vez.

O retrato no fim do dia

Catherine Connolly não é uma figura luminosa no sentido tradicional. Não tem a grandiloquência dos políticos que se fotografam ao lado de bandeiras. O seu brilho é outro: vem da austeridade, do chão rugoso de Galway, da língua que aprendeu em criança, do estudo das dores alheias, da recusa em tratar a política como espetáculo.

Representa uma Irlanda que não quer ser apenas moderna, quer ser justa. Uma Irlanda que percebe que crescer não basta se deixar metade do país para trás. Uma Irlanda que, apesar das contradições, continua a procurar uma forma de ser inteira.

E talvez seja essa a força dela: não chega com promessas impossíveis. Chega com uma delicada ferocidade, como quem limpa o pó de um móvel antigo para descobrir que afinal ainda tem brilho. Uma mulher que, no centro da cerimónia, parecia trazer consigo a brisa húmida do Atlântico e a vontade, discreta mas firme, de que a República ainda pode ser para todos.

Fotografia: October 25, 2025. REUTERS/Clodagh

Arquivado em:Liderança, Notícias

Cronologia completa dos debates presidenciais: 28 encontros na TV

17 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

As eleições presidenciais de Portugal para 2026 terão uma verdadeira maratona de debates: 28 frente a frente entre oito dos principais candidatos, organizados pelos canais RTP, SIC e TVI, todos em horário nobre (21h).

Calendário de debates

DataCandidatos envolvidosCanal
17 NovAndré Ventura vs. António José SeguroTVI
18 NovLuís Marques Mendes vs. António FilipeSIC
20 NovHenrique Gouveia e Melo vs. João Cotrim de FigueiredoRTP
23 NovCatarina Martins vs. Henrique Gouveia e MeloSIC
24 NovJoão Cotrim de Figueiredo vs. Jorge PintoRTP
25 NovLuís Marques Mendes vs. André VenturaSIC
26 NovJorge Pinto vs. Henrique Gouveia e MeloTVI
27 NovAntónio José Seguro vs. João Cotrim de FigueiredoRTP
28 NovAndré Ventura vs. Catarina MartinsTVI
29 NovLuís Marques Mendes vs. Jorge PintoRTP
30 NovJoão Cotrim de Figueiredo vs. António FilipeSIC
1 DezAntónio José Seguro vs. Jorge PintoRTP
2 DezAntónio Filipe vs. Henrique Gouveia e MeloTVI
3 DezAntónio José Seguro vs. Luís Marques MendesRTP
4 DezCatarina Martins vs. João Cotrim de FigueiredoTVi
6 DezAntónio José Seguro vs. Catarina MartinsSIC
7 DezJoão Cotrim de Figueiredo vs. Luís Marques MendesTVI
8 DezAntónio Filipe vs. Jorge PintoRTP
9 DezHenrique Gouveia e Melo vs. António José SeguroSIC
10 DezCatarina Martins vs. António FilipeRTP
11 DezAndré Ventura vs. Jorge PintoSIC
12 DezLuís Marques Mendes vs. Catarina MartinsRTP
13 DezAndré Ventura vs. António FilipeRTP
15 DezHenrique Gouveia e Melo vs. André VenturaRTP
19 DezJoão Cotrim de Figueiredo vs. André VenturaSIC
20 DezAntónio José Seguro vs. António FilipeTVI
21 DezCatarina Martins vs. Jorge PintoRTP
22 DezHenrique Gouveia e Melo vs. Luís Marques MendesTVI

Contexto e detalhes importantes

  • Os 28 debates foram acordados entre os três canais de sinal aberto para garantir visibilidade máxima.

  • A RTP vai transmitir 12, a SIC 8 e a TVI outros 8, todos em horário nobre (21h).

  • O primeiro debate realiza-se no dia 17 de novembro (TVI) entre André Ventura e António José Seguro, e o ciclo termina a 22 de dezembro, com o confronto entre Gouveia e Melo e Marques Mendes.

  • Há polémica: canais como a RTP, SIC e TVI exigiram exclusividade dos candidatos para os debates, o que gerou crítica quanto ao pluralismo.

  • O almirante Gouveia e Melo recusou a condição de exclusividade, declarando que não poderia comprometer-se a não participar em outros debates, segundo fontes citadas pelo DN.

Por que acompanhar estes debates?

Este ciclo extensivo de debates oferece aos eleitores uma oportunidade rara: ver os candidatos frente a frente mais de uma dúzia de vezes, discutir temas variados e avaliar não só ideias, mas estilo, empatia e preparação. Numa campanha marcada por oito concorrentes principais e um espaço televisivo privilegiado, cada debate pode ser decisivo

Arquivado em:Notícias, Política

Mulheres lideram um terço das explorações agrícolas em Portugal 

17 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Portugal continua a destacar-se no mapa agrícola europeu graças a uma força tantas vezes invisível, mas decisiva: as mulheres. Num país onde a agricultura continua a ser espinha dorsal de muitas comunidades, mais de um terço das explorações — 33,3% — são hoje geridas por mulheres, uma proporção que coloca Portugal acima da média europeia e revela uma presença firme, histórica e persistente no coração do mundo rural. São elas que seguram terrenos, tradições e futuros, garantindo que a agricultura portuguesa se reinventa sem perder o pulso à terra.

Para impulsionar ainda mais esta tendência, a Corteva Agriscience e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) lançaram hoje a 6.ª edição do Programa TalentA, uma iniciativa que apoia projetos inovadores liderados por mulheres no setor agroalimentar.

Candidaturas abertas até 15 de janeiro

O TalentA, criado em 2019, já apoiou mais de 1.500 mulheres em vários países. Em Portugal, distinguiu projetos que combinaram tradição, sustentabilidade e inovação. A nova edição mantém o foco no reforço da liderança feminina no mundo rural, oferecendo:

  • 5.000 euros para a vencedora desenvolver o seu negócio;

  • Formação especializada e visibilidade pública;

  • Apoio profissional às duas finalistas.

As candidaturas decorrem entre 6 de novembro de 2025 e 15 de janeiro de 2026, através do site programatalenta.pt, onde as participantes podem consultar o regulamento, preparar a documentação necessária e submeter o formulário online.

Desafios persistem, mas a mudança está em marcha

Quase metade da população rural portuguesa é composta por mulheres, muitas delas diretamente envolvidas na agricultura. Apesar disso, continuam a enfrentar obstáculos no acesso ao financiamento, à formação e ao reconhecimento. O TalentA surge como resposta a essas desigualdades, reforçando competências e criando novas oportunidades.

As vencedoras serão anunciadas em fevereiro pela Corteva Agriscience e pela CAP.

Um programa com impacto internacional

Além de Portugal, o TalentA está presente em países como Espanha, Roménia, Chile ou México, tendo já sido apresentado como caso de sucesso no Parlamento Europeu. A iniciativa destaca-se por promover o papel das mulheres rurais na inovação, na digitalização e no desenvolvimento sustentável.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Líderes do gesto: como a Língua Gestual Portuguesa inspira empresas e inovações

14 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

As mãos falam antes da voz. E quando falam comunicam, lideram, desafiam e iluminam. A história da Língua Gestual Portuguesa (LGP) é também a história de resistência e génio humano. Desde Jacob Rodrigues Pereira, no século XVIII, que adaptou o alfabeto manual para ensinar surdos em França, até ao reconhecimento oficial da LGP em Portugal em 1997, a língua gestual tem sido um instrumento de inclusão, criatividade e empoderamento.

Amanhã, no Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa, surge a oportunidade de refletir sobre a importância cultural e social da LGP, e também sobre como empresas em Portugal e no mundo estão a transformar este conhecimento em inovação e liderança inclusiva. Um gesto traduz-se em serviço, confiança e experiência do cliente, e as organizações que o percebem estão a liderar um caminho de diferenciação e responsabilidade.

Um pouco sobre a história da língua gestual

As línguas gestuais existem há séculos como meios naturais de comunicação entre surdos. No século XVIII, figuras como Abbé de l’Épée (1712–1789) em França começaram a sistematizar a educação de surdos, criando métodos de ensino baseados em sinais e alfabeto manual. Jacob Rodrigues Pereira (1715–1780), português nascido em Peniche, foi pioneiro na adaptação do alfabeto manual para ensinar surdos em também em terras francófonas, sendo considerado um precursor da educação moderna para quem vive com esta condição.

Nos Estados Unidos, no início do século XX, havia um movimento crescente de tentativa de substituir línguas gestuais por oralismo nas escolas, ou seja, ensinar surdos apenas a falar e ler lábios. Foi nesse contexto que George Veditz (1861–1937), então presidente da National Association of the Deaf, filmou em 1913 Preservation of the Sign Language, defendendo que a ASL deveria ser preservada como língua viva e completa, antes que políticas educacionais a eliminassem. Posteriormente, William C. Stokoe Jr. (1919–2000), na Universidade Gallaudet, demonstrou cientificamente que a ASL tinha gramática, sintaxe e estrutura próprias, validando-a como língua natural. Lottie Louise Riekehof (1920–2020) abriu caminho à profissão de intérprete nos EUA, criando normas e formação profissional, consolidando a tradução gestual como carreira reconhecida.

Em Portugal, a Língua Gestual Portuguesa (LGP) só foi reconhecida constitucionalmente em 1997, garantindo direitos a educação, trabalho e participação social para pessoas surdas. Desde então, projetos culturais como o coro inclusivo ‘Mãos que Cantam’ (2010, Universidade Católica Portuguesa) têm mostrado que a LGP é também expressão artística, emoção e criatividade, ampliando a visibilidade das comunidades surdas.

Empresas portuguesas a liderar com inclusão

Várias organizações portuguesas estão a integrar a Língua Gestual Portuguesa (LGP) nos seus serviços, mostrando que inclusão e inovação podem caminhar lado a lado. Estas iniciativas têm impacto direto na experiência do cliente, mas também na cultura interna das empresas, reforçando valores de acessibilidade e responsabilidade social.

Vodafone Portugal – A Vodafone deu um passo pioneiro ao disponibilizar atendimento em LGP via vídeo-chamada, permitindo que clientes surdos acedam a serviços de forma direta, intuitiva e empática. Esta abordagem implica formação contínua dos colaboradores e adaptação de processos, mostrando que a inclusão pode ser integrada de forma eficiente no dia a dia da empresa. A iniciativa fortalece a ligação com os clientes surdos e evidencia um compromisso com uma comunicação acessível a todos.

CTT – Correios de Portugal – Os CTT implementaram um serviço nacional de vídeo-interpretação em parceria com a Serviin, garantindo que clientes surdos possam obter informações e realizar operações sem barreiras. A escala nacional desta iniciativa, presente em praticamente todas as regiões de Portugal, demonstra que acessibilidade é uma estratégia de serviço capaz de transformar a experiência do utilizador. Ao colocar a LGP no centro do atendimento, os CTT reforçam a inclusão como um valor corporativo estruturante.

Fundação MEO – Lojas com Sentido – A Fundação MEO expandiu a acessibilidade em 160 lojas com atendimento personalizado em LGP, combinando tecnologia e formação especializada de colaboradores. Esta iniciativa permite que cada cliente surdo seja atendido com autonomia e dignidade, sem barreiras comunicacionais. A estratégia evidencia como o investimento em formação e tecnologia traduz-se em benefícios tangíveis: maior satisfação do cliente, fidelização e fortalecimento da imagem institucional da empresa.

Serviin – A Serviin é a parceira estratégica destas iniciativas, fornecendo serviços de vídeo-interpretação em LGP para empresas portuguesas. A sua atuação permite que organizações integrem a língua gestual sem necessidade de internalizar todos os recursos, combinando flexibilidade, escalabilidade e profissionalismo. A existência de empresas como a Serviin demonstra que a acessibilidade é também um mercado e uma oportunidade de inovação, criando valor para todos os intervenientes.

Exemplos internacionais

A acessibilidade em língua gestual não é apenas uma prioridade em Portugal. No estrangeiro, grandes empresas também têm integrado de forma sistemática a língua gestual nas suas operações, combinando inclusão, inovação e experiência do cliente.

Microsoft – Sign Language Studio – A Microsoft criou o Sign Language Studio, uma iniciativa que combina formação e integração de intérpretes em eventos e produtos da empresa. Esta plataforma permite que conferências, lançamentos e interações digitais sejam totalmente acessíveis a utilizadores surdos, sem comprometer a experiência nem a fluidez do evento. Mais do que cumprir normas de acessibilidade, a Microsoft aposta na normalização da presença de intérpretes, reconhecendo que a inclusão deve ser parte integrante do design de produtos e serviços.

Starbucks – Signing Stores (EUA) – Nos Estados Unidos, a Starbucks foi pioneira com as Signing Stores, lojas geridas por funcionários surdos e com atendimento totalmente em American Sign Language (ASL). Esta iniciativa vai além da acessibilidade: transforma a experiência do cliente, promove a visibilidade das comunidades surdas e inspira uma cultura corporativa mais inclusiva e empática. Além disso, demonstra que a inclusão é também uma estratégia de diferenciação e inovação, mostrando que a experiência do cliente e a responsabilidade social podem caminhar juntas.

Como implementar LGP na sua empresa

Avaliar necessidade – Antes de qualquer ação, é crucial mapear as áreas de contacto com o cliente que mais beneficiariam da interpretação em LGP: lojas físicas, call centers, eventos ou plataformas digitais. Cada gesto traduz-se em clareza, confiança e experiência de excelência. É uma intervenção estratégica, não simbólica.

Escolher parceiro ou formar equipas internas – A empresa pode optar por serviços externos, como a Serviin, garantindo flexibilidade e profissionalismo, ou investir na formação de intérpretes certificados internos. Em ambos os casos, a inclusão passa a ser parte da operação diária e não apenas um adereço corporativo.

Comunicar à comunidade – Tornar visíveis os serviços inclusivos é fundamental. Informar clientes surdos sobre atendimento em LGP, sinalizar lojas acessíveis ou disponibilizar vídeos explicativos demonstra que a organização valoriza cada utilizador e reconhece a diversidade como vantagem competitiva.

Medir impacto – A avaliação do impacto transforma a inclusão em resultados tangíveis: satisfação, retenção e lealdade do cliente surdo, valorização da marca, desenvolvimento de competências internas e fortalecimento de uma cultura corporativa empática. Mais do que métricas, cada gesto torna-se uma oportunidade de reforçar a liderança inclusiva.

Benefícios tangíveis e culturais – Empresas que incorporam a LGP ganham reputação, mas também resultados concretos: maior fidelidade dos clientes, valorização em responsabilidade social, fortalecimento da cultura interna e formação de profissionais certificados. Um gesto que inclui é um gesto que transforma.

A liderança que se vê nas mãos

A LGP demonstra que liderança não pode ser medida apenas em vendas ou quotas, mas em capacidade de ouvir, ver e incluir. Do pioneirismo de Jacob Rodrigues Pereira à implementação tecnológica das empresas portuguesas, a mensagem é clara: gesto é poder, e inclusão é liderança.

Num mundo cada vez mais automatizado, em que algoritmos e ecrãs dominam a comunicação, a língua gestual recorda-nos o essencial: o humano deve estar no centro da máquina, e a verdadeira inovação é aquela que não deixa ninguém para trás.

Arquivado em:Notícias, Responsabilidade Social

86% dos portugueses procuram alimentação saudável e estão dispostos a pagar mais por isso

14 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Os portugueses estão cada vez mais atentos ao que colocam no prato e dispostos a investir em refeições equilibradas. De acordo com o Barómetro FOOD 2025, promovido pelo Grupo Edenred com o apoio da Direção-Geral da Saúde e da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, 86% dos inquiridos afirmam que procuram uma alimentação mais saudável, e a saúde é a principal motivação para 97% deles.

Logo a seguir surgem a diversidade de sabores (82%) e as preocupações ambientais e com o bem-estar animal (63%).

Mas a boa vontade esbarra, muitas vezes, na fatura do supermercado. Cerca de metade dos portugueses gasta mais de 30% do seu orçamento em alimentação, e perante o aumento dos preços, 91% admitem cortar nas idas a restaurantes. Do outro lado do balcão, 41% dos estabelecimentos confirmam que perderam clientes no último ano.

Empresas desafiadas a promover hábitos mais saudáveis

Num contexto de maior pressão económica, as empresas surgem como aliadas decisivas na promoção de uma alimentação equilibrada. 63% dos portugueses consideram importante que o seu local de trabalho incentive práticas alimentares saudáveis e sustentáveis.

Aqui, o cartão de refeição ganha protagonismo: 60% dos inquiridos reconhecem que esta ferramenta melhora o orçamento disponível para alimentação, e 34% admitem que passaram a comer melhor graças ao cartão. Se o valor duplicasse, três em cada quatro trabalhadores (75%) dizem que fariam escolhas alimentares mais equilibradas.

Os vales sociais, recorda o estudo, aumentam o poder de compra, apoiam os restaurantes e estimulam a economia local, revelando-se um instrumento com impacto social direto.

Aceitação do cartão e oferta saudável ganham peso nos restaurantes

Num mercado em retração, a aceitação do cartão de refeição tornou-se um argumento competitivo. 64% dos consumidores dizem que a aceitação do cartão influencia a escolha do restaurante, e 73% dos estabelecimentos confirmam que essa política lhes traz mais clientes.

A tendência pela alimentação saudável também já chegou às ementas: 74% dos portugueses consideram este fator determinante na escolha do restaurante para almoçar, e 59% dos estabelecimentos notam um aumento claro da procura por opções equilibradas. Metade observa ainda um crescimento no interesse por produtos locais (51%) e refeições vegan (46%).

Para a maioria dos restaurantes, oferecer uma refeição ‘saudável’ significa usar mais vegetais (92%), garantir produtos frescos (84%) e até divulgar informação nutricional nos menus (43%).

Desperdício alimentar: uma preocupação comum

A consciência ambiental também se reflete à mesa. Quase todos os inquiridos (99%) manifestam preocupação com o desperdício alimentar, e 86% querem saber que restaurantes adotam medidas concretas para o combater.

Entre as iniciativas mais valorizadas estão a possibilidade de levar sobras (70%), a oferta de porções ajustadas (51%) e a reutilização de ingredientes (34%).

Do lado dos restaurantes, a adesão é expressiva: 89% afirmam já ter medidas contra o desperdício, 61% fornecem recipientes para sobras e 45% reutilizam ingredientes.

Um prato de futuro

O Barómetro FOOD 2025 mostra um país que valoriza mais a saúde e a sustentabilidade, mas que ainda luta com o peso do custo de vida. Com o desejo de comer melhor e a necessidade de gastar menos, o papel das empresas, dos vales sociais e dos próprios restaurantes será cada vez mais determinante para equilibrar a balança do orçamento e da consciência.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

José Sócrates – Ascensão – João Miguel Tavares

13 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Este livro acompanha a ascensão de José Sócrates desde a sua infância na Covilhã até ao ano de 2005, quando venceu as eleições com maioria absoluta, já rodeado de várias suspeitas. Ele pretende mostrar porque é que Sócrates é um político diferente dos outros. Explicar como é que um político com o seu perfil conseguiu atingir o topo do poder em Portugal. E assinalar as razões para que tantos tenham vivido tão distraídos durante tanto tempo.

 

Da Dom Quixote.

Arquivado em:Livros e Revistas

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 71
  • Página 72
  • Página 73
  • Página 74
  • Página 75
  • Interim pages omitted …
  • Página 178
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.