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Marcelo Teixeira

Liderar é um verbo moral: o carácter em tempos difíceis

11 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

As pessoas entram cedo no edifício do ministério, quando os corredores ainda respiram aquela luz cinzenta de começo de dia. O ecrã do elevador pisca números lentos, os passos vibram ao mesmo tempo que as pastas batem nas pernas. Pensa-se, por instinto, que um líder público é apenas aquele que ocupa a poltrona com insígnias e gravata. Mas há mais. Há uma quietude interior, uma convicção discreta, um nervo que dá ritmo mesmo quando o mundo à volta se desmorona.

No artigo da McKinsey que serve de ponto de partida para este texto, esse nervo chama-se carácter. E ao lê-lo, percebe-se que carácter não é uma palavra de marketing corporativo, mas uma chama que tanto ilumina o funcionamento da máquina pública como a pode consumir, se for esquecida.

 

O mundo que o líder público enfrenta

O ambiente em que os líderes públicos operam é uma tempestade constante. No estudo, mais de 800 líderes séniores do sector público de diversas regiões partilharam que quase 80 % esperam que os próximos cinco anos (2025-2030) sejam mais disruptivos do que o passado recente.
Orçamentos apertados, fuga de talento, revolução tecnológica (IA, automação), expectativas dos cidadãos em ascensão e confiança cada vez mais ténue no aparelho estatal. Tudo isso se entrelaça como trepadeiras numa parede antiga.
Mas mesmo sob esse peso, alguns líderes emergem para «fazer», mas também para sobreviver e acima de tudo para transformar. E é aí que o carácter entra como bússola.

 

Carácter como bússola, propósito como motor

Segundo o artigo, definir uma visão clara e um propósito foi apontado por cerca de 70 % como a competência mais importante para a excelência em liderança pública.
Mas algo mais se destacou: quando se pergunta «quem são os líderes que mais me marcaram?», a resposta não é «aquele que fez tal política», mas «aquele que não vacilou nos valores», «aquele que manteve a sua palavra«, «aquele que, quando pressionado, mostrou o conteúdo do seu carácter».
Uma citação forte do estudo: «Leadership is a potent combination of strategy and character. But if you must be without one, be without the strategy.»
Ora, isto significa que, para além de «saber o que fazer» — organizar equipas, recursos, políticas — há que «ser quem se é», ter integridade, coragem moral, persistência quando os holofotes esfriam.

 

Práticas concretas, mas vivas

O estudo identifica seis práticas essenciais para líderes de excelência, ou seja aqueles que conseguem virar navios gigantescos apesar da tempestade. Entre elas:

Definir a direção (‘set the direction’) ― ter visão, traduzi-la em estratégia, mobilizar recursos.

Mobilizar através de líderes (‘mobilize through leaders’) ― formar equipas com confiança, capacitar, dar espaço, assumir accountability.

Navegar no governo (‘navigate the government’) ― entender os tabuleiros, as alavancas políticas, as redes externas.

Gerir a própria eficácia (‘manage personal effectiveness’) ― poucos líderes dão conta de que a batalha não está só lá fora, está dentro: gerir energia, presença, vulnerabilidade.

Mas o que transborda é isto: estas práticas funcionam melhor quando o líder tem consciência de si (‘inside-out’ leadership), sendo capaz de reconhecer a sua fragilidade, ir ao combate sabendo que vai encontrar empecilhos,  que vai errar, que haverá retaliações.

 

Por que importa  e por que falha tanto

Porque o sector público é diferente. Não se trata de fazer dinheiro, mas de servir cidadãos, enfrentar elefantes invisíveis, explorar terras abertas sem mapa claro. No estudo, 68 % disseram que «mudança política» é o factor que mais distingue a liderança no sector público de outras lideranças.
E mesmo quem «sabe» definir direção ou mobilizar equipa sente lacunas em ‘co-criar com stakeholders’ ou ‘gerir recursos externos’. Ou seja: os esforços são enormes, muitos, mas a fragilidade humana emerge. O líder recua, hesita, falha.
Isto importa porque, no fim, o impacto social, como em escolas, saúde, segurança, ambiente,  não espera que o líder tenha um currículo perfeito; espera que o líder seja crível, visível, alguém em quem se possa realmente confiar.

 

O carácter em contextos mais amplos

Para dar ainda mais densidade, encontram-se outras fontes que dialogam com este tema do carácter na liderança.

O The Oxford Character Project no seu relatório ‘Character and Global Leadership’ identificou mais de 1 000 artigos sobre liderança baseada em carácter em países de rendimento baixo e médio.

Um artigo no jornal Financial Times afirmava que, num mundo onde 39 % das competências-chave mudarão até 2030, sendo o «caráter um motor central da confiança»

Esses cruzamentos ajudam a ver que o que a McKinsey chama de ‘carácter’ está inserido num movimento mais amplo: uma exigência de liderança que não esquece a humanidade, o corpo, a alma, o impacto social — e não apenas os KPIs.

 

O que podemos retirar para reflexão

O verdadeiro teste do líder não está apenas no anúncio da visão, no discurso no auditório. Está no momento em que os holofotes se apagam, os recursos falham, o eleitor cobra e a estrutura trava. E aí o carácter aparece ou não.

Construir carácter exige auto-conhecimento, ritual de reflexão, assumir que liderar  é mostrar vulnerabilidade, pedir ajuda, aprender com os erros.

Num país como Portugal, onde o sector público muitas vezes opera entre burocracia, moral coletiva reduzida e recursos escassos, este foco no ‘ser’ do líder torna-se ainda mais relevante.

Finalmente: o carácter não anula a execução. Ter carácter sem entregar resultados é demasiado pouco; ter só execução sem carácter é arriscado. A convergência dos dois é onde mora a excelência.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Portugal arrisca perder crescimento económico se não reinventar formação e reter talento

11 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O futuro da economia portuguesa depende cada vez mais da capacidade de conjugar tecnologia, dados e talento humano, alerta um estudo conjunto da PROFORUM – Associação para o Desenvolvimento da Engenharia – e da consultora Accenture. Segundo o relatório Talent – Point of View, apresentado esta terça-feira no Congresso do 30.º Aniversário da PROFORUM, a transformação digital coloca Portugal perante um desafio crítico: formar, atrair e reter profissionais qualificados.

O estudo estima que 40% das competências nucleares nas empresas vão mudar nos próximos cinco anos, exigindo requalificação de metade dos trabalhadores ativos. Ao mesmo tempo, 43% dos profissionais admite estar disposto a mudar de empregador, agravando o problema da rotatividade e ameaçando a estabilidade do mercado de trabalho.

António Martins da Costa, Presidente da PROFORUM, alerta que «Portugal vive um momento de viragem. Temos à nossa frente projetos estruturais que podem redefinir o modelo de desenvolvimento do país, mas essa oportunidade só será concretizada se investirmos nas pessoas que os podem tornar realidade. A engenharia é o coração do progresso nacional e um motor de inovação e produtividade. O défice de competências e a falta de engenheiros podem comprometer o crescimento do país.»

O relatório sublinha ainda que a maioria das empresas investe três vezes mais em tecnologia do que em pessoas, embora o maior obstáculo à transformação continue a ser humano. Organizações que conseguem integrar pessoas e IA de forma eficiente são 90% mais eficazes na criação de impacto empresarial, segundo o estudo.

Formação alinhada com o mercado

O estudo destaca que a formação em engenharia e tecnologia é crucial para garantir a competitividade. Dois terços da geração Z sentem-se mal preparados pelas universidades para os desafios do mercado, revela a análise. Funções tradicionais, como análise e monitorização de ativos, estão a ser substituídas por áreas estratégicas como manutenção preditiva, planeamento e domínio de ferramentas de inteligência artificial.

A PROFORUM defende uma ação coordenada entre Governo, universidades e empresas, com o objetivo de alinhar a oferta formativa com as necessidades reais da economia. «É fundamental criar condições para atrair e reter talento. Precisamos de inspirar os jovens a escolher a engenharia e as ciências aplicadas como caminhos de futuro. Isso exige visão, cooperação e políticas que valorizem o capital humano», reforça António Martins da Costa.

O estudo aponta também para o potencial das tecnologias emergentes: modelos de linguagem como o GPT-4 poderão transformar até 40% das horas de trabalho, automatizando tarefas e exigindo novas competências. Ao mesmo tempo, estima-se a criação de 97 milhões de novos empregos em áreas digitais e tecnológicas, mostrando que o futuro pertence a quem aposta na aprendizagem contínua.

O alerta para a economia nacional

Portugal enfrenta atualmente um momento de investimento intenso, com grandes projetos como o Novo Aeroporto de Lisboa, a Terceira Travessia do Tejo e a Linha de Alta Velocidade. O relatório adverte, porém, que sem uma estratégia sólida para formar e reter talento qualificado, o país arrisca comprometer o crescimento económico e perder vantagem competitiva.

O estudo Talent – Point of View resulta da parceria entre a Accenture e a PROFORUM e analisa tendências, desafios e recomendações para o mercado de talento, com especial foco nos setores da engenharia e tecnologia, integrando dados internacionais e perspectivas estratégicas para o desenvolvimento nacional.

Arquivado em:Economia, Notícias

Maria Teresa Lillo Sanz é a nova CFO da Nestlé Portugal

11 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Maria Teresa (Maite) Lillo Sanz foi nomeada Chief Financial Officer da Nestlé Portugal, assumindo a liderança das finanças da multinacional suíça no país. A executiva, de dupla nacionalidade espanhola e suíça, traz quase 20 anos de experiência internacional na empresa, tendo ocupado cargos estratégicos em diversos mercados da Europa, Sudeste Asiático e Oceânia.

Antes de chegar a Portugal, Maite Lillo foi Head of Finance & Control na Nestlé Polónia e CEE Operations Co-Pilot (Europa Central e de Leste), funções que lhe permitiram apoiar o crescimento dos mercados regionais e liderar a transformação digital das equipas financeiras.

Maite iniciou a sua carreira na Nestlé em 2006, no Nestlé Group Audit, na Suíça, e passou por várias áreas de controlo financeiro e integração de negócios. Entre 2012 e 2015, foi Global Business Controller & Finance Integration Manager na Wyeth Nutrition, seguindo-se uma experiência como CFO e Operations na Galderma Switzerland (2015‑2018), onde participou na reestruturação do negócio e no reforço da disciplina financeira.

Em 2018, tornou-se Regional Audit Manager, contribuindo para o estabelecimento de centros regionais no Sudeste Asiático e Oceânia, com foco na digitalização das equipas. Desde 2021, liderou a área de Finance & Control na Polónia e a função de CEE Operations Co-Pilot, apoiando os mercados a alcançar resultados excecionais.

Sobre a nova função, Maite Lillo afirma:

«É com grande entusiasmo que assumo a função de Chief Finance Officer na Nestlé Portugal. Ao longo das minhas duas décadas de experiência na Nestlé, tive a oportunidade de aprender e crescer em diversas funções e em vários países, e estou ansiosa para aplicar todo o conhecimento adquirido neste novo desafio. Juntos, continuaremos a fortalecer a disciplina financeira, acelerar a transformação digital e criar valor sustentável para consumidores, clientes e parceiros.»

A executiva conta com mais de 20 anos de experiência em liderança de crescimento empresarial, transformação e operações em mais de 50 países. Ao longo da sua carreira, integrou e liderou equipas multidisciplinares na Europa (Alemanha, Suíça, Países Baixos, Polónia e agora Portugal), Sudeste Asiático e Oceânia. Fora do trabalho, Maite é apaixonada por viagens, natureza e novas experiências, combinando dedicação profissional com espírito de aventura.

A nomeação de Maite Lillo surge após a promoção de Sílvia Balcells a Head of Nestlé IBS Finance na Suíça (Integrated Business Services), responsável pela integração das equipas de co-piloting financeiras a nível global e pelo alinhamento com os objetivos estratégicos de IBS, reforçando a excelência operacional do grupo.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

A nova economia portuguesa quer deixar o mundo melhor do que o encontrou

10 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Há ideias que nascem de uma fadiga silenciosa de ver o mundo a repetir-se quando podia simplesmente fazer melhor. Outras nascem de uma vontade mais funda: a de reconstruir o que foi gasto, de devolver vitalidade ao que parecia irreversível. O Boutique Acceleration Program pertence a essa segunda espécie de ideias: as que não se contentam em ‘sustentar’, mas procuram regenerar.

O programa junta academia, empresas e investidores num mesmo propósito: acelerar uma nova geração de negócios que não medem apenas lucros, mas também o impacto que deixam no território, nas comunidades e no planeta. À conversa com a Líder Magazine, Bárbara Leão de Carvalho, Cofundadora da Boutique, e Joana Castro e Costa, Diretora Executiva do centro Nova SBE Leadership for Impact, explicam como a regeneração se tornou mais do que uma tendência. É, na verdade,  um novo paradigma para pensar o crescimento, a liderança e o futuro da economia portuguesa.

O vosso programa fala em regeneração em vez de sustentabilidade. O que significa, na prática, dar esse salto de conceito?

Bárbara Leão de Carvalho (BLC): Significa olhar o mundo a partir de um ângulo biocêntrico — colocar a vida no centro de todas as decisões e agir a partir desse princípio. A sustentabilidade, na sua lógica tradicional, é antropocêntrica. Significa que coloca o ser humano no centro e procura atingir o ‘net zero’, reduzindo danos e evitando ‘piorar’ o que já existe.

A regeneração propõe uma visão mais ampla e viva do mundo. Parte da ideia de que tudo funciona como um sistema capaz de se renovar, fortalecer e gerar abundância para todos, incluindo os sistemas económicos.

É uma lógica de coevolução, onde o negócio deixa de ser apenas um agente que evita impactos negativos e passa a ser motor de revitalização de ecossistemas, comunidades e culturas.

Na prática, dar esse salto de conceito significa olhar para cada projeto como parte de um sistema maior e perguntar: como é que esta iniciativa pode deixar o ecossistema de um determinado lugar melhor do que estava antes?

Bárbara Leão de Carvalho é co-fundadora da Boutique. Ecologista de coração, cofundou várias organizações ambientais e acumula mais de 15 anos de experiência em regeneração e investimento de impacto. Doutorada em consumo consciente, tornou-se coach e mentora de centenas de projetos de inovação social. Dedica a sua vida à transformação do ecossistema regenerativo nacional e dá voz ao mundo através do seu trabalho teórico e prático. Atualmente, enquanto gestora do primeiro fundo de impacto liderado por mulheres em Portugal, Bárbara faz a ponte entre os mundos da Ecologia Profunda, do Marketing e do Investimento de Impacto.

 

O Boutique Acceleration Program junta academia, empresas e investidores. Como é que essa convergência pode acelerar uma mudança real no mercado português?

Joana Castro e Costa (JCC): Desde a criação do Nova SBE Leadership for Impact, em 2017, temos comprovado nos nossos projetos o poder de reunir diferentes mundos à volta da mesma mesa. Quando a academia — enquanto ator neutro — se junta a empresas, entidades públicas, organizações da economia social e cidadãos, surgem redes que geram movimentos de mudança mais sólidos e duradouros. Essa colaboração cria modelos mais criativos, muitas vezes híbridos, e dá origem a formas novas de nos organizarmos para o impacto.

O efeito é visível em vários níveis: transforma os ecossistemas das organizações, produtos e serviços, mas também a forma como se encaram os investimentos de responsabilidade social e os investimentos de negócio. Criou-se um círculo virtuoso. A academia informa a prática, oferecendo ferramentas e enquadramento teórico, e a prática devolve à academia novos problemas e soluções a estudar e compreender.

Em paralelo, notamos uma aproximação crescente entre gestão e impacto. É cada vez mais comum ver líderes do setor privado a colaborar com o setor público e social, num intercâmbio que enriquece todos os lados e redefine o papel da liderança no século XXI.

Joana Castro e Costa é Diretora Executiva do Centro de Conhecimento Nova SBE Leadership for Impact em Portugal, parceiro da Boutique. Fellow da League of Intrapreneurs e membro de diversas redes influentes internacionais, a Joana foi reconhecida como uma das 5 “Líderes Empreendedoras Femininas do Ano” no ensino superior pelos Triple E Awards 2023. Dedica-se a conectar a academia com a sociedade, promovendo o intraempreendedorismo para o impacto, mudança sistémica e a regeneração como uma nova abordagem à sustentabilidade.

Os participantes recebem apoio em áreas como medição de impacto e governança. Que ferramentas concretas levam consigo no final do programa?

BLC: Ao longo do programa, cada projeto desenvolve a sua própria Theory of Change, alinhando-se com métricas internacionais de impacto como o IRIS+ e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Aprende também a comunicar resultados de forma clara e estruturada a investidores e parceiros, traduzindo o impacto em valor tangível.

Na vertente de gestão, as equipas trabalham em mapas de tesouraria, indicadores financeiros e modelos de negócio preparados para diálogo com potenciais investidores. Já na governança, exploram modelos legais adequados a empresas de impacto e aplicam ferramentas de decisão mais transparentes e inclusivas.

No final, cada participante leva consigo muito mais do que conhecimento teórico. Leva um kit completo de ferramentas para gerir, medir e comunicar impacto de forma sólida e credível.

A apresentação final a investidores é um momento-chave. O que diferencia um projeto regenerativo aos olhos de quem financia?

JCC: A regeneração é um caminho e um processo. Para o investidor, um projeto regenerativo é aquele que procura gerar mais vida e mais valor, inspirando-se na natureza e na forma como ela cria equilíbrio e abundância. Esses projetos partem da convicção de que a colaboração, e não a competição, produz resultados mais duradouros e benéficos. Não só para a sociedade, mas também para quem investe.

São negócios que atribuem valor ao lugar onde operam e refletem sobre como esse território pode servir o entorno local e um contexto mais amplo. Em vez de extrair, procuram alavancar o potencial do local como elemento diferenciador na criação de produtos e serviços.

Um exemplo claro é o da Oceans and Flow, que apresentou no Faial um projeto de turismo regenerativo pensado para criar valor não apenas para a ilha, mas para todo o arquipélago dos Açores.

A plataforma digital Boutique promete dar visibilidade e criar ligações. Que oportunidades pode abrir para uma pequena empresa que, até aqui, tinha pouca voz?

BLC: Uma das maiores barreiras para as empresas regenerativas é a visibilidade. Fazem muito no terreno, mas permanecem invisíveis para investidores, parceiros e, por vezes, até para os próprios clientes. A Boutique surge precisamente para quebrar esse isolamento: será uma montra digital onde os projetos podem ser encontrados, avaliados e ligados a potenciais financiadores e redes internacionais.

Mas a plataforma vai além da vitrine. É um espaço vivo de conexão, onde podem nascer colaborações entre empresas que antes não se conheciam, abrir-se portas para investidores de impacto interessados em Portugal e até surgir convites para integrar cadeias de valor globais.

Assim, para uma pequena empresa, isso pode significar muito mais do que ganhar visibilidade. Pode ser a passagem de um trabalho solitário para a pertença a um ecossistema que multiplica o seu alcance e o seu propósito.

Há parceiros de peso — bancos, consultoras, institutos internacionais. Que papel têm estas instituições?

JCC: Estes parceiros são, antes de mais, um sinal claro de aposta na inovação. Assim, ao associarem-se à Boutique, estão a dizer  às organizações e ao próprio país que o caminho da regeneração é o futuro. Mostram-se disponíveis para apoiar, de formas diversas, quem trabalha apaixonadamente para criar produtos e serviços com um objetivo simples e poderoso: injetar mais vida nos ecossistemas onde atuam.

Alguns contribuem com financiamento, outros com mentoria, contactos estratégicos ou apoio direto à equipa organizadora. Todos, à sua maneira, ajudaram a dar energia e confiança a um projeto que cresceu depressa e com consistência. Estes 9 meses passaram a correr e estamos muito orgulhosos do resultado final que vimos em setembro nos pitches e que ficarão em breve disponíveis online para que mais parceiros e investidores se associem.

Este programa é financiado pelo PRR e pela União Europeia. Portugal pode tornar-se referência em negócios regenerativos?

BLC: Portugal tem algo de raro no seu ADN: uma ligação profunda ao território, comunidades resilientes e uma tradição de inovação social que ganhou estrutura e escala através da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social. Há mais de uma década que esse trabalho tem ajudado a construir massa crítica e a abrir oportunidades para organizações e ecossistemas de impacto.

Agora, com o apoio do PRR e da União Europeia, esse caminho ganha nova força.

Ao associar estas qualidades a um programa de apoio estruturado, estamos a criar condições para que o país seja visto como um verdadeiro laboratório vivo de soluções regenerativas.

A ambição é clara: posicionar Portugal como referência internacional em novas formas de fazer negócio — mais abundantes, mais inclusivas e mais ligadas ao território — e, com isso, atrair investimento estrangeiro interessado em inovação com impacto positivo.

Que mudanças concretas esperam ver nas empresas que completam o programa?

JCC: Já se começam a sentir mudanças concretas nas organizações que passaram pelo programa. Nota-se na forma como contam a sua história, na estratégia de go-to-market, nos materiais de comunicação e nas reuniões de follow-up com investidores — tanto os que estiveram presentes em setembro como outros que entretanto se interessaram.

Um exemplo é o Mezze, que já conseguiu investimento de um fundo e prepara-se para replicar o restaurante em mais duas localizações. E este é apenas o início: nos próximos meses, esperamos anunciar novos casos de investimento entre as doze organizações que integraram esta primeira edição.

Regeneração fala de ambiente, mas também de impacto social. Como equilibram essas dimensões?

JCC: A regeneração é, antes de tudo, um ato de criação de vida. E não podemos separar a nossa natureza social do ambiente que habitamos. Mais do que encontrar um equilíbrio entre dimensões, há hoje uma consciência crescente das interdependências entre o que, na linguagem da gestão, se designa por triple bottom line: o financeiro, o social e o ambiental.

Na regeneração, falamos precisamente disso. Da intenção criar vida em todas as escalas, reconhecendo que projetos e negócios existem dentro desse campo partilhado, onde o humano e a natureza se confundem. Ou, como resume a provocação final: Are we human, or are we nature?

Qual é a visão a longo prazo — imaginam o programa como rampa de lançamento para uma nova geração de empresas portuguesas?

BLC: Exatamente: o programa é mais do que uma aceleração, é uma incubadora de uma nova mentalidade empresarial. A nossa visão é que, dentro de alguns anos, as empresas que passaram pela Boutique sejam reconhecidas como casos de referência. Tanto pelo impacto positivo que geram, como pela sua capacidade de competir em mercados globais.

Queremos que sejam essas empresas a inspirar uma nova geração de empreendedores em Portugal, mostrando que é possível aliar a viabilidade económica à regeneração social e ambiental, e provar que o crescimento pode, também, devolver vida ao que o rodeia.

O que é que mais vos surpreendeu nas candidaturas recebidas?

BLC: Tem sido fascinante observar a diversidade das organizações que se aproximaram. Claro que há candidaturas em áreas mais ‘clássicas’, como a agricultura ou o turismo regenerativo. Mas também surgem propostas em setores inesperados, como tecnologia, novos materiais ou serviços financeiros, muitas delas a nascer de raiz ou a reinventar-se com lógicas regenerativas.

É surpreendente e profundamente inspirador perceber que a regeneração deixou de ser um tema restrito ao setor ambiental para se tornar um movimento transversal a toda a economia. Está a infiltrar-se em espaços que, até há pouco tempo, nem usavam essa linguagem. E isso diz muito sobre o rumo que o futuro quer tomar.

Se tivessem de convencer um empreendedor hesitante a candidatar-se, o que diriam?

JCC: Não existe outra aceleradora que trabalhe de forma tão personalizada o potencial de cada organização. Permite, por exemplo, que saiam com um pitch deck, uma apresentação detalhada para investidores e um plano de negócios pronto a investir. Nesse sentido, recebemos, com enorme alegria, os comentários dos participantes que descreveram a experiência como inigualável, muito diferente de outros programas em que já tinham estado. Também os investidores nos felicitaram pela qualidade dos pitches e pelo espírito de grupo que se sentiu na sala.

Arquivado em:Entrevistas, Leading Tech

Equipas elegem a empatia como traço essencial da liderança moderna

10 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Num tempo em que as empresas se reinventam para responder a novos equilíbrios entre produtividade e bem-estar, a liderança está a mudar de rosto — e de tom. De acordo com a análise ‘Novos Líderes para Novos Tempos’, da Claire Joster People First (empresa do Grupo Eurofirms especializada em executive search), a empatia é hoje a qualidade mais valorizada pelas equipas nos cargos de chefia, com um peso de 66,6%.

Logo a seguir surgem a comunicação (65,6%) e o reconhecimento do trabalho realizado (65,2%), dois fatores que traduzem a importância de uma gestão mais próxima, capaz de escutar e valorizar as pessoas. A promoção do trabalho remoto, valorizada por 63% dos inquiridos, confirma uma tendência estrutural: o equilíbrio entre vida pessoal e profissional deixou de ser um luxo e tornou-se parte integrante do sucesso organizacional.

A análise, baseada em dados internos da empresa e envolvendo mais de mil participantes, revela ainda que os colaboradores esperam das suas lideranças mais do que visão estratégica. Entre os aspetos mais apreciados destacam-se o desenvolvimento profissional, a gestão operacional, o compromisso com a empresa e o employer branding. Já entre as competências menos reconhecidas figuram o planeamento de tarefas e gestão de tempo das equipas, o empoderamento dos colaboradores e a crítica construtiva — três pontos que mostram que a autoridade, sem escuta ativa, está em perda de influência.

Do lado dos líderes, o retrato também está a mudar. A flexibilidade surge como o aspeto mais valorizado no local de trabalho para 39% dos gestores, refletindo um novo modelo de liderança que se quer mais adaptável, humana e transversal. Ainda assim, o salário mantém-se como fator determinante (52%) na escolha de um local de trabalho, seguido pelas oportunidades de crescimento profissional e pela qualidade dos projetos (ambas com cerca de 30%). O top 5 fecha com a possibilidade de evolução e aprendizagem contínua, valorizada por 29% dos inquiridos. «Vivemos um período de profunda transformação no mercado de trabalho, que é cada vez mais dinâmico e competitivo», sublinha Sílvia Coelho, National Leader em Portugal da Claire Joster. «Os líderes estão também a redefinir as suas prioridades, e a flexibilidade laboral já deixou de ser encarada como um benefício: é uma necessidade para equilibrar o bem-estar pessoal e profissional.»

A responsável reforça ainda a importância de compreender o que as equipas procuram: «Querem líderes mais atentos, mais próximos e mais empáticos. São estas as qualidades que verdadeiramente movem as organizações — e que se alinham com os pilares da Claire Joster People First, cuja atuação assenta em fortes valores de humanismo.»

Mais do que um estudo sobre gestão, o relatório traça o retrato de uma mudança cultural: liderar deixou de ser mandar — é, cada vez mais, saber ouvir e criar espaço para o outro.

Arquivado em:Corporate, Notícias

Arte, Identidade e Revolução – Augusto Santos Silva

7 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O 25 de Abril de 1974 desencadeou um processo revolucionário, que se concluiu, dois anos depois, com a vitória do modelo de democracia pluralista e forte dimensão social consagrado na Constituição. Esta revolução democrática acabou com o ciclo colonial, recentrou Portugal na Europa e abriu caminho a uma profunda transformação em todos os domínios, da demografia aos padrões de comportamento. Obrigou os portugueses a repensarem‑se como comunidade, respondendo à pergunta: quem somos nós, quem queremos ser?

 

Carimbo da Tinta da China

Arquivado em:Livros e Revistas

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