• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Diversidade nos ‘boards’ traz vantagens, mas só funciona com inclusão real, alertam especialistas

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Diversidade nos ‘boards’ traz vantagens, mas só funciona com inclusão real, alertam especialistas

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

Líderes que o cinema nunca deixou (ou deixará) morrer

5 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Do coliseu romano às torres de Manhattan, o cinema ensinou-nos que liderar é mais do que mandar. É resistir, inspirar e, às vezes, cair de pé. Há líderes que nasceram de votos e outros que nasceram de guião. Alguns nascem da literatura e Hollywood sempre os tratou como mitos vivos — homens e mulheres capazes de mover exércitos, redigir leis morais ou desafiar impérios com um só olhar. Neste Dia Mundial do Cinema, revisitamos sete filmes com lideranças que sobreviveram à película e à época. Ícones que nos entregam lições de coragem, poder e vulnerabilidade.

 

Nelson Mandela — Invictus (2009)

O poder não se mede pelo medo que impõe, mas pela esperança que inspira. Em Invictus, Clint Eastwood filma Mandela (Morgan Freeman) nos primeiros anos de presidência, diante de uma África do Sul devastada pelo apartheid. Mandela percebe que não basta governar e que é preciso unir. Escolhe o rugby — o desporto dos brancos — como terreno simbólico para curar o país. O filme mostra o líder que transforma estratégia em empatia, e empatia em ação política. A lição é simples e luminosa: liderar é compreender antes de convencer.

Ben Bradlee e Katharine Graham — The Post (2017)

Steven Spielberg transforma o jornalismo em épico moral. Katharine Graham (Meryl Streep) é uma mulher a lutar por autoridade num mundo de homens, e Ben Bradlee (Tom Hanks) o editor que prefere enfrentar o poder a corromper o ofício. Quando o Washington Post decide publicar documentos secretos do governo norte-americano — os Pentagon Papers — arrisca a sua sobrevivência para defender um princípio: o direito à verdade. A liderança aqui é dupla: a coragem de decidir, e a coragem de sustentar a decisão. O filme é um tributo à lucidez cívica do jornalismo e uma demonstração que liderar é também resistir ao silêncio.

Atticus Finch — To Kill a Mockingbird (1962)

Gregory Peck dá corpo a um dos heróis mais serenos da história do cinema num filme adaptado do romance premiado com o Nobel da literatura de Harper Lee. Atticus Finch é advogado numa pequena cidade do sul dos EUA, onde o racismo é lei não escrita. Defende um homem negro acusado injustamente, sabendo que a derrota é inevitável. Mas a sua luta é outra: educar os filhos para ver o mundo sem ódio. O filme é uma carta de amor à decência, e Finch o seu mensageiro. Ele ensina que o poder mais forte é o da consciência e não precisa de aplausos.

King George VI — The King’s Speech (2010)

A voz é uma arma. E quando falha, o poder fica nu. Colin Firth encarna o rei que teme falar ao seu povo, até perceber que a autoridade sem comunicação é apenas fachada. Com a ajuda do excêntrico terapeuta Lionel Logue, descobre o valor da vulnerabilidade e transforma a hesitação em elo com o público. Tom Hooper filma um homem que aprende a comandar com humanidade, não com pompa. Liderar é falar mesmo quando a voz treme.

Erin Brockovich — Erin Brockovich (2000)

Soderbergh oferece-nos a mais improvável das líderes. Erin (Julia Roberts) é mãe solteira, sem estudos, que descobre que uma multinacional está a envenenar a água de uma pequena cidade. Com obstinação e instinto, transforma-se na consciência moral do sistema. A sua força é a da indignação informada, o impulso de não se calar. Erin prova que o carisma também pode ser suado e imperfeito. Liderar é persistir quando ninguém aposta em ti.

Maximus Decimus Meridius — Gladiator (2000)

Ridley Scott constrói uma tragédia clássica em pleno império romano. Maximus (Russell Crowe) é general traído por um imperador cobarde e lançado à escravidão. Mas mesmo nas arenas, continua a inspirar os homens à sua volta — não pelo título, mas pela dignidade. Gladiator é o retrato da liderança que sobrevive ao poder, e não o contrário. «O que fazemos na vida ecoa na eternidade» — a frase tornou-se lema de gerações. A autoridade de Maximus não é hierárquica, é moral.

Miranda Priestly — The Devil Wears Prada (2006)

Meryl Streep faz da perfeição uma forma de terror. Miranda Priestly é diretora de uma revista de moda e símbolo do poder que exige — e destrói — excelência. A sua liderança é fria, mas eficaz: um estudo sobre controlo e vulnerabilidade. David Frankel constrói, por trás da comédia, um retrato amargo do sucesso feminino num mundo que o cobra com juros. Miranda é a líder que impõe respeito sem pedir amor. E talvez por isso, continue a ser a mais realista de todas.

Quando o cinema nos ensina a mandar e a seguir

Estes sete filmes partilham pouco em aparência, mas tudo na essência. Alguns dos líderes comandam exércitos, outros tribunais ou redações. Uns levantam bandeiras, outros olhares. Mas todos enfrentam o mesmo dilema: como liderar sem perder a alma.

O cinema é o espelho onde a liderança ganha cor e peso, onde o erro se torna lição e a vulnerabilidade força. No ecrã, percebemos que liderar é expor-se, é estar à frente, sozinho, com o mundo inteiro à espera do próximo passo. E talvez seja por isso que, no fim, ainda procuramos em Maximus, Atticus ou Erin algo que os manuais de gestão nunca ensinarão: a coragem de continuar, mesmo depois de cair.

 

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Notícias

O trabalho depois da ausência: como reconstruir o equilíbrio e o lugar

5 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Há regressos que exigem mais do que coragem: pedem tempo, empatia e escuta. Voltar ao trabalho depois de uma ausência longa — por motivos de saúde, maternidade, esgotamento ou decisão pessoal — é sempre um exercício de readaptação. E, como explica Liliana Dias, Managing Partner da Bound Intelligent Health Capital, convidada do novo episódio de Conversas que Cuidam, podcast da Fidelidade,  «o regresso ao trabalho é, muitas vezes, um recomeço, uma reconstrução de identidade profissional».

Além disso, realça «que durante muito tempo, associávamos a ausência apenas à doença física ou mental. Hoje, sabemos que os motivos podem ser muitos — desde o apoio à família até uma pausa voluntária. A questão é como acolhemos quem regressa». Com mais de duas décadas de experiência em Psicologia da Saúde Ocupacional e Recursos Humanos, a especialista defende que a forma como uma organização reintegra um colaborador «é um espelho da sua maturidade emocional e da qualidade das suas lideranças».

Conduzido por Rita Figueiredo, psicóloga e gestora de pessoas, e Soraia Jamal, psicóloga e psicoterapeuta, estas ‘Conversas que Cuidam’ vão combinar perspetivas individuais e organizacionais para promover resiliência, inclusão e qualidade de vida.

 

Ouça aqui o episódio completo:

Conversas que Cuidam | EP5

O peso invisível do regresso

Liliana explica que quem regressa carrega sempre uma certa ansiedade: «Há receio de não estar à altura, de não caber mais no mesmo lugar, de não conseguir fazer o que fazia antes. É um processo natural.»

Mesmo nas ausências vividas com alegria, como uma licença de maternidade ou um sabático, há conflito. «Por vezes a pessoa quer regressar, mas ainda não se sente emocionalmente preparada. É preciso reconhecer isso, dar-lhe espaço e não exigir pressa. A pessoa que regressa não é a mesma que saiu, e o contexto também já mudou. As equipas evoluem, os processos mudam, o ritmo é outro. Por isso, reintegrar alguém não é apenas abrir-lhe a porta — é preparar o espaço para o acolher, conclui»

O papel decisivo das chefias e das equipas

Nessa dinâmica, a psicóloga reforçou a ideia de que o sucesso de uma reintegração depende tanto do gestor como do grupo. «A equipa tem um duplo papel», explica. «Há uma integração na tarefa, que é sobretudo responsabilidade do manager, e há uma integração relacional, que é responsabilidade de todos.»

Assim, o líder deve redesenhar a função — o chamado job design — e ajustar as responsabilidades para que o regresso seja gradual e sustentável. «É preciso perceber o que mudou, o que já está a ser feito por outros, e o que faz sentido manter. Isso exige diálogo, planeamento e alguma humildade.» Mas a reintegração não se esgota nas tarefas. «Tem de se preparar também o lado humano: alinhar a equipa, evitar ressentimentos e desconstruir curiosidades que invadem a privacidade», alerta.

Essa proximidade, diz, tem de ser cautelosa e humana. «As perguntas sobre a ausência — o que aconteceu, porquê, como correu — podem ser intrusivas. O importante não é saber o motivo da ausência, é perceber o que a pessoa precisa agora. Que tipo de suporte, de flexibilidade, de formação. É isso que faz a diferença.»

Com essa fórmula, as equipas devem manter o foco no presente: nas funções, nas competências, no que pode ser ajustado. «Não é a curiosidade que ajuda, é a disponibilidade para apoiar. Às vezes, o melhor cuidado é dar espaço.»

Redesenhar para cuidar

Reintegrar um colaborador é, para Liliana, um ato de gestão e de humanidade. «Há uma tendência para tratar o regresso como uma questão emocional, mas falta muitas vezes o apoio prático — ajustar horários, rever processos, redistribuir tarefas. O redesenho do trabalho é tão importante quanto o acolhimento emocional», afirma.

Essa redefinição não é um fardo adicional, é parte essencial da liderança moderna. «Muitos gestores acham que é mais trabalho, mas na verdade é o seu trabalho. O ritmo e a pressão atuais exigem que repensemos continuamente o que fazemos e como fazemos».

Liliana partilha um exemplo real: um colaborador em burnout, que regressou após um pico de stress. «O líder teve o cuidado de não o expor de imediato às mesmas situações que o haviam levado à exaustão. Falou com ele, ajustou o ritmo, manteve a confiança. Isso é liderança: proteger sem despromover.»

Preparar o regresso antes do regresso

Outra ideia central é que o processo deve começar antes do dia do retorno. «O erro mais comum é o regresso ser inesperado — a pessoa volta e ninguém estava preparado. Às vezes nem há espaço físico pronto, nem equipamentos. Isso é destrutivo.» Segundo Liliana, o ideal é manter um elo de ligação durante a ausência, um contacto leve mas humano. «Pode ser um colega, não tem de ser o manager.

O importante é que a pessoa se sinta ligada, acompanhada, sem que isso seja intrusivo. As equipas que o fazem têm regressos muito mais tranquilos.»

No final, Liliana deixa uma mensagem de esperança — e de ação. «Quem regressa deve encarar esse momento como uma oportunidade de mudança e crescimento.

Estar fora dá-nos uma perspetiva única. Quando voltamos, podemos fazer pequenas mudanças que transformam a forma como trabalhamos e vivemos.» E conclui: «Qualquer ausência traz algo de novo — desde que haja coragem para ter as conversas difíceis. É nelas que está o verdadeiro progresso.»

 

Acompanhe aqui os outros episódios:

«Cuidar não tem de ser um ato solitário»: novo podcast da Fidelidade traz Conversas que Cuidam

«Cuidar é uma maratona»: quando as empresas também são redes de apoio

«Ser diferente tem de ser normal», destaca Inês Neves Caldas

Dormir é perder tempo? As respostas estão neste episódio de ‘Conversas que Cuidam’

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Por que é que a IA se engana tanto?

5 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Com o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2023, o nosso contacto com a Inteligência Artificial (IA) passou para outro nível. Para muitos de nós, o uso deste tipo de ferramentas tornou-se um hábito diário. Por exemplo, um estudo recente, realizado conjuntamente por professores da AESE Business School e do Instituto Superior Técnico, revelou que 70% dos gestores nacionais utilizam a IA Generativa (isto é, o ChatGPT ou aplicações semelhantes) várias vezes por semana, no seu contexto profissional.

Por esta razão, já há muito percebemos que a IA se engana bastante. E podemos questionar-nos: como é possível que algo que parece saber tanto sobre tantos temas diferentes e complexos, cometa, ao mesmo tempo, erros grosseiros e infantis? A resposta a esta interrogação pode ajudar-nos a usar a IA Generativa com maior eficácia.

Em primeiro lugar, a IA não tem qualquer noção sobre a verdade do que está a dizer. É como uma pessoa que decorou um texto, do qual não compreende o significado de uma só palavra. Efetivamente, a IA Generativa “leu” um acervo gigantesco de informação (páginas da Internet, livros, etc.) e aprendeu a completar frases de acordo com esse material.

Para dar um exemplo hipotético (ou talvez não tanto), imaginemos que metade das páginas da Internet do mundo inteiro dizem que o melhor jogador de futebol é o Cristiano Ronaldo. E que a outra metade diz essa distinção deve ser dada ao Lionel Messi. Desta forma (e simplificando), se perguntarmos várias vezes ao ChatGPT quem é o melhor jogador de futebol de mundo, responderá metade das vezes “Ronaldo” e a outra metade “Messi”. Em suma, o ChatGPT responde de acordo com a distribuição estatística da informação a que teve acesso, não de acordo com a informação que é, de facto, verdadeira.

Por outro lado, a AI Generativa é como um cérebro cuja memória ficou parada no tempo. O ChatGPT (tal como as outras aplicações semelhantes) vai tendo cérebros sucessivamente mais elaborados: são os chamados modelos, nos quais se sintetiza e estrutura a informação a que tiveram acesso. Ora, todos esses modelos partilham uma mesma característica: só conhecem a informação que estava disponível à data da sua criação. Se um modelo é criado, digamos, no final de 2024, nada do que aconteceu em 2025 é do seu conhecimento.

Este problema, que nas primeiras versões do ChatGPT era muito significativo, está agora mitigado, porque estas aplicação já fazem pesquisas na Internet, mediante as quais obtêm informação mais atualizada. Contudo, ainda continua a ser motivo de erros. Uma sugestão prática: ao fazer uma pergunta, procure perceber se a aplicação começa a usar a Internet ou recorre apenas ao seu conhecimento estático. Isso pode fazer toda a diferença.

Há mais razões para os erros da IA, mas hoje ficamos por estas duas. Tendo-as em mente, podemos tirar mais partido da IA Generativa.

Arquivado em:Opinião

Líder Coach – Catarina Quintela e Margarida Pedrosa

4 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Perante a incerteza, aceleração tecnológica e complexidade do mundo dos negócios, a liderança assume uma forte relevância nas organizações, implicando muito mais do que apenas competências técnicas: exige propósito, autenticidade, coragem e capacidade de inspirar.

Chancela da PACTOR.

Arquivado em:Livros e Revistas

Bicesse: O Caminho da Paz. Na voz dos seus protagonistas – Sónia Neto

4 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Bicesse: O Caminho da Paz. Na voz dos seus protagonistas, de Sónia Neto, partilha as experiências daqueles que abriram o caminho da paz em Angola. Pela primeira vez, 22 testemunhos de angolanos e portugueses revelam a memória e o conhecimento de quem viveu as difíceis negociações dos históricos Acordos de Bicesse, assinados a 31 de maio de 1991.

Ao recordar um marco histórico nas relações internacionais e na diplomacia contemporânea, este livro assegura que a experiência dos que ousaram negociar em tempos de guerra fica registada para as gerações futuras.

Um documento único que dá a conhecer em maior profundidade o processo de um esforço negocial – os actores, a estratégia, os detalhes e as adversidades – permitindo compreender o legado de um momento que mudou para sempre a história de Angola.

Da Guerra e Paz

Arquivado em:Livros e Revistas

Os CEOs portugueses ainda têm medo da exposição digital

4 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Mais de metade dos líderes empresariais em Portugal permanece invisível no espaço digital. O alerta vem do CEO Monitor Portugal 2025, um estudo da consultora LLYC, que analisou a presença de 68 líderes das maiores empresas nacionais não financeiras. O diagnóstico é claro: há perfis bem arrumados, mas pouca voz; há LinkedIns otimizados, mas quase nenhuma interação. No país que se quer inovador, a liderança digital ainda caminha como quem carrega séculos às costas — pesada de tradição, lenta na coragem de se mostrar.

Poucos líderes têm ‘impacto digital’

O relatório revela que apenas 16 dos 68 CEOs avaliados atingem o nível considerado de ‘impacto digital’. Isto é: publicam regularmente, têm rede ativa e um discurso coerente com a identidade da empresa. A maioria limita-se à presença formal — um perfil corporativo, fotografia profissional e resumo biográfico — mas sem qualquer estratégia de comunicação.

A média nacional é desequilibrada: Portugal pontua alto em ‘otimização’ (quase todos os líderes têm perfis completos), mas baixo em atividade e influência. Como refere o estudo, «a presença digital em Portugal tende a ser estática, institucional e sem narrativa pessoal», o que diminui o alcance e a relevância da comunicação de liderança.

Os líderes que dão a cara

No topo da lista, Javier González Pareja, presidente da Bosch Group Espanha e Portugal, lidera o ranking com 85 pontos. Publica em duas línguas, mistura informação empresarial com reflexões sobre sustentabilidade e inovação, e mantém uma cadência regular. Segue-se Sofia Tenreiro, CEO da Siemens Portugal, com 81 pontos, destacando-se pela clareza e constância das mensagens. O pódio fecha com António Pires de Lima, da Brisa, com 70 pontos, cuja comunicação é centrada em mobilidade e estratégia empresarial.

Entre os dez primeiros figuram ainda Thomas Besson (Volkswagen Autoeuropa), Ana Figueiredo (Altice), Henrique Mota Mota (Samsung), João Bento (CTT) e Filipa Appleton (Auchan). O estudo evidencia que o setor industrial e tecnológico lidera a maturidade digital, enquanto energia, retalho e transportes ainda enfrentam resistência à exposição pública.

O medo de errar e o peso da cultura corporativa

A LLYC não se limita a medir métricas. O relatório procura compreender porque é que tantos líderes continuam afastados da esfera digital. A resposta, em grande parte, é cultural. Portugal ainda é um país de lideranças discretas, onde a comunicação externa é vista com desconfiança. Muitos executivos temem o erro, o julgamento ou a polémica — esquecendo que o silêncio também comunica.

Em contraste, noutros mercados europeus, os CEOs tornaram-se vozes públicas com impacto social. Em Espanha, por exemplo, o relatório mostra que 68% dos líderes empresariais comunicam ativamente, e na América Latina essa percentagem ultrapassa os 70%.

Em Portugal, o número é menos de 25%. O resultado é um défice de influência, tanto para as marcas como para os próprios líderes. Como refere a LLYC, «a ausência digital pode ser lida como distanciamento, e o distanciamento como falta de liderança».

De gestores a comunicadores

O relatório identifica uma mudança de paradigma: já não basta gerir negócios. É preciso começar a liderar conversas. Os CEOs de maior impacto são os que se tornaram narradores: contam o propósito da empresa, partilham bastidores, reconhecem desafios e falam com autenticidade. A chamada Social Leadership — liderança social — é hoje parte integrante do posicionamento de uma marca.

A LLYC sublinha que «a nova liderança digital não se constrói com estética, mas com presença, coerência e empatia». As publicações com melhor desempenho são as que têm voz pessoal e tom humano, onde o líder se mostra vulnerável, fala de equipas, de valores e até de fracassos. A análise é contundente: «O que distingue um perfil de impacto de um perfil apenas bem estruturado é a capacidade de combinar informação otimizada com atividade constante e diferenciadora.»

Dez mandamentos da liderança digital

No final, o estudo sintetiza o novo código da presença digital em dez princípios — um verdadeiro manual de sobrevivência para líderes que ainda hesitam:

Liderar com autenticidade — mostrar-se como pessoa, não apenas como cargo.

Ser vulnerável — reconhecer falhas e aprendizagens.

Manter coerência entre discurso e ação.

Humanizar a comunicação.

Apostar em formatos próximos — vídeo, áudio, texto pessoal.

Ser constante, não perfeito.

Construir comunidade, não audiência.

Gerar diálogo, não monólogo.

Partilhar conhecimento, não apenas resultados.

Defender causas, não só marcas.

São mandamentos simples, mas exigentes. E o relatório é claro: quem não fala, deixa de contar.

O poder e o risco de estar presente

Há um dado curioso no relatório: os líderes mais influentes digitalmente são também os que apresentam maior grau de confiança interna nas suas empresas. A comunicação autêntica reforça o compromisso dos colaboradores e atrai talento. Mas o inverso também é verdadeiro: o silêncio dos líderes amplia a distância com as equipas e com a sociedade.

Num tempo em que a reputação é frágil e o escrutínio é permanente, a ausência digital  é uma forma de desistência simbólica.
Os CEOs portugueses, diz a LLYC, enfrentam agora a necessidade de aprender a expor-se com inteligência, e de compreender que o impacto público já não é opcional. O poder mudou de lugar: está em quem fala, não em quem se esconde.

Arquivado em:Liderança, Notícias

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 75
  • Página 76
  • Página 77
  • Página 78
  • Página 79
  • Interim pages omitted …
  • Página 178
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.