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Marcelo Teixeira

Ataques sobem, encriptação desce e o retalho continua a pagar

20 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Mais de metade das empresas de retalho atingidas por ataques de ransomware acaba por pagar o resgate para recuperar dados encriptados. A conclusão é do relatório State of Ransomware in Retail 2025, divulgado pela Sophos, que indica que 58% das organizações afetadas optaram por pagar — a segunda taxa mais elevada dos últimos cinco anos.

O estudo, baseado em respostas de líderes de TI e cibersegurança de 16 países, mostra ainda que quase metade (46%) destes ataques teve origem em falhas de segurança que as empresas desconheciam existir. A falta de visibilidade sobre a própria superfície de ataque continua, assim, a ser um dos problemas mais críticos no setor.

Falhas desconhecidas lideram a origem dos ataques

Segundo o relatório, 46% dos incidentes começaram devido a uma falha de segurança não identificada previamente pelos retalhistas. Outras vulnerabilidades conhecidas, mas não corrigidas, foram exploradas em 30% dos casos. É pelo terceiro ano consecutivo a principal causa técnica.

Apesar das vulnerabilidades, a taxa de encriptação de dados caiu para 48%, o valor mais baixo desde 2020. A Sophos atribui esta melhoria ao facto de mais ataques estarem a ser detetados e travados antes da encriptação.

Ransoms mais altos, pagamentos mais controlados

O pedido de resgate mediano duplicou para 2 milhões de dólares em comparação com o ano anterior. Ainda assim, o pagamento médio efetivo foi de 1 milhão, um aumento de 5%, mas apenas metade do valor exigido pelos atacantes.

Os dados sugerem que os retalhistas estão mais resistentes a aceitar pedidos inflacionados: 59% pagaram menos do que era solicitado e apenas 29% aceitaram pagar exatamente o montante pedido.

Grupos de ransomware continuam ativos no setor

A equipa da Sophos X-Ops identificou perto de 90 grupos de ameaça a atacar empresas de retalho através de ransomware ou extorsão em sites de leaks. Entre os grupos mais ativos estiveram Akira, Cl0p, Qilin, PLAY e Lynx.
Para além do ransomware, o comprometimento de contas foi o segundo incidente mais comum, seguido pelos ataques de comprometimento de email empresarial (BEC).

O impacto nas equipas também é significativo. Quase metade (47%) dos profissionais de TI e cibersegurança relatou aumento de pressão após um ataque com encriptação, e em 26% dos casos houve substituição das equipas de liderança.

A recuperação tornou-se, no entanto, menos dispendiosa: o custo médio de restauração após um ataque caiu 40%, para 1,65 milhões de dólares. O valor mais baixo dos últimos três anos.

Embora a encriptação esteja a diminuir, os atacantes têm ajustado as suas estratégias. O número de ataques exclusivamente de extorsão triplicou, passando de 2% em 2023 para 6% este ano. Ao mesmo tempo, a dependência de cópias de segurança caiu: só 62% dos retalhistas conseguiram restaurar dados a partir de backups, o valor mais baixo em quatro anos.

Recomendações: visibilidade, correções e monitorização contínua

A Sophos recomenda que as empresas reforcem a gestão de risco, investindo em visibilidade da sua superfície de ataque, correção de vulnerabilidades e monitorização 24/7,  especialmente para organizações sem equipas internas robustas.

Entre as práticas consideradas essenciais estão:

  • identificar e corrigir fragilidades técnicas e operacionais;
  • proteger todos os endpoints, incluindo servidores;
  • definir e testar planos de resposta a incidentes;
  • manter cópias de segurança fiáveis e praticar a sua restauração;
  • recorrer a serviços de deteção e resposta geridas (MDR).

Em suma, o setor já percebeu que a questão deixou de ser se virá um ataque, mas quando  e preparar-se é a única forma de não ser apanhado de surpresa.

 

Arquivado em:Notícias

Antes que o silêncio se torne burnout: os sinais que ninguém deve ignorar

19 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A saúde mental no trabalho deixou de ser um luxo para se tornar uma âncora essencial à sobrevivência das organizações. Num mundo onde o esgotamento se alastra como uma névoa invisível, e onde o equilíbrio entre vida profissional e pessoal se desfaz em fios ténues, este episódio do podcast Conversas que Cuidam, produzido pela Fidelidade e pela Líder, mergulha no cerne da questão.

Com a profundidade de uma investigação que une ciência e empatia, as convidadas Rita Figueiredo, psicóloga e gestora de pessoas, e Soraia Jamal, psicóloga e psicoterapeuta, dão voz a duas mentes inquietantes: Teresa Patrício Cotrim, professora associada na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, presidente da Associação Portuguesa de Ergonomia e fundadora do Observatório Português de Fatores Psicossociais Ocupacionais; e o Dr. Vítor Arantes Pinheiro, médico especialista em Medicina do Trabalho, diretor clínico no Grupo Fidelidade e na Siemens Gamesa, com uma carreira tecida de contribuições para a academia e para as sociedades médicas nacionais e internacionais.

É uma conversa que explora os riscos psicossociais como raízes profundas de um mal maior, entrelaçando prevenção, diagnóstico e reintegração num fio condutor de esperança prática.

Ouça aqui o episódio completo:

Conversas que Cuidam | EP7

 

Fatores que tecem o invisível

«Os fatores psicossociais resultam do desenho e da organização do trabalho, do conteúdo das tarefas e da interação entre tudo isso e as características, expectativas e experiências das pessoas», define Teresa Patrício Cotrim, ancorando-se na visão da Organização Internacional do Trabalho que mais a seduz pela sua abrangência holística. Não se trata apenas de perigos latentes, como o stress crónico ou a sobrecarga de tarefas, mas de um espectro mais amplo: esses fatores podem ser veneno ou antídoto, dependendo do olhar de quem os vive.

«Podem ser de risco ou podem ser protetores. O que faz a diferença é a forma como cada pessoa os percebe», prossegue a ergonomista, cujos anos de investigação no Observatório Português de Fatores Psicossociais Ocupacionais a levam a enfatizar o equilíbrio entre o individual e o coletivo. O risco? A probabilidade de que essa exposição se converta em absentismo, presenteísmo – essa presença fantasmagórica no posto de trabalho – ou num burnout que devora equipas inteiras. Mas há, sempre, o outro lado: ambientes onde o apoio floresce e a autonomia respira, gerando não só bem-estar, mas uma produtividade que se alastra como um rio caudaloso.

Antes do grito, como quem descasca uma cebola

Os sinais não chegam com fanfarra. Instalam-se devagar, como sombras ao entardecer.  Vítor Arantes Pinheiro, com o olhar atento de quem navega entre clínicas e conselhos de administração, descreve-os com a precisão de um cirurgião: «Dores de cabeça frequentes, problemas digestivos, insónias, cansaço crónico». Depois, o emocional toma o palco: «Irritabilidade, ansiedade, apatia, desmotivação». E, por fim, o comportamental, que ninguém pode ignorar: «Alguém que nunca chegava atrasado e de repente começa a chegar, que nunca tinha conflitos e agora tem discussões constantes. Isso é um sinal de alerta».

«Muitas vezes o problema no trabalho transborda para casa e vice-versa», confidencia o médico, cuja experiência no Grupo Fidelidade o ensinou que a intervenção precoce é um ato de misericórdia profissional. «Se tivermos sensibilidade para chamar essa pessoa, perceber o que está a acontecer e intervir cedo, evitamos o abismo.» Aqui, a Medicina do Trabalho não é mera vigilância; é uma ponte entre o corpo que fraqueja e o sistema que o esmaga.

Teresa Patrício Cotrim leva-nos mais fundo, para uma perspectiva que não se detém no indivíduo isolado. «Temos de olhar para as várias camadas, como quem descasca uma cebola», ilustra, revelando o mapa invisível de uma organização: o posto de trabalho solitário, a equipa que pulsa em uníssono, o departamento que se entrelaça em dinâmicas subtis, a empresa como um organismo vivo. «Quando o ambiente psicossocial é favorável, as pessoas estão motivadas e produtivas. Quando é desfavorável, surgem absentismo, acidentes, presenteísmo e burnout coletivo.»

Num país onde as sociedades envelhecem e os ventos socioeconómicos sopram impiedosos – da crise de 2009 à ressaca da pandemia –, esta visão sistémica ganha contornos de urgência. «Precisamos de organizações sustentáveis, onde o clima organizacional seja tecelagem de equilíbrio entre fatores de detecção e promotores de saúde», argumenta a professora, recordando que o bem-estar não é um acessório, mas o alicerce de uma competitividade que perdura.

As muralhas que ainda nos separam

Em Portugal, o caminho está pavimentado de boas intenções, mas minado de obstáculos culturais. «Falta uma cultura organizacional de segurança e bem-estar», lamenta Teresa Cotrim, apontando para os silos que isolam departamentos, a colaboração que escasseia, as equipas de saúde e segurança que operam em ilhas. «Temos de integrar tudo: saúde física, mental e social, para combater estereótipos e preconceitos.»

Vítor Arantes ecoa o estigma que ainda paira: «Muitos trabalhadores têm medo de falar, receiam consequências no emprego, mesmo sabendo que as consultas são confidenciais.» E há resistências mais tenazes: chefias que se entrincheiram, líderes e recursos humanos sem ferramentas para detectar o invisível. «É preciso capacitação», urge, recomendando guias como o da DGS sobre vigilância de riscos psicossociais ou a obra em gestação sobre saúde mental no trabalho, que une psiquiatria e medicina ocupacional em exemplos palpáveis.

Portugal, pioneiro na norma mundial de bem-estar organizacional, tem as chaves, mas urge girá-las. «Não há nada mais valioso do que a vida humana», sentencia Teresa Patrício Cotrim, num fecho que ressoa como um lembrete ético.

Porque, no fim das contas, cuidar da saúde mental não é caridade. É o investimento que transforma vulnerabilidades em forças, esgotamentos em equilíbrios, e organizações em comunidades onde as pessoas não só sobrevivem, mas florescem. E nisso, como em tudo, a urgência é agora.

Acompanhe aqui os outros episódios:

«Cuidar não tem de ser um ato solitário»: novo podcast da Fidelidade traz Conversas que Cuidam

«Cuidar é uma maratona»: quando as empresas também são redes de apoio

«Ser diferente tem de ser normal», destaca Inês Neves Caldas

Dormir é perder tempo? As respostas estão neste episódio de ‘Conversas que Cuidam’

O trabalho depois da ausência: como reconstruir o equilíbrio e o lugar

Segurança psicológica é o alicerce invisível das equipas que crescem

Arquivado em:Artigos, Líder Corner

Encontro juntou especialistas para discutir liderança na era dos AI Agents

19 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Num momento em que a Inteligência Artificial redefine modelos económicos, pressiona governos e obriga empresas a repensar a própria noção de trabalho, a pergunta já não é se os líderes devem adaptar-se, mas como o vão fazer. É neste contexto global — de disrupção acelerada e fronteiras cada vez mais ténues entre humano e máquina — que Lisboa recebeu o CONNECT 2025, um encontro que juntou clientes, parceiros e especialistas para pensar o impacto da Inteligência Artificial na liderança e na gestão de talento.

A conduzir a agenda esteve Filipe Santos Seixas, Business Development Director da ISQe, que colocou a fasquia alta logo ao início: pensar a liderança com estratégia, humanidade e foco no impacto. Não apenas no próximo trimestre, mas nos próximos anos.

Filipe Santos Seixas, Business Development Director da ISQe

Liderança híbrida e métricas que mexem no terreno

Um dos momentos mais marcantes veio de Rogério Canhoto, orador convidado, que deixou números difíceis de ignorar: as ferramentas de IA podem tornar equipas 37% mais rápidas e melhorar a qualidade do trabalho em 20%. Um retrato de uma liderança híbrida onde, segundo o próprio, o papel do gestor passa cada vez mais por interpretar, orientar e decidir.

O evento serviu também para levantar o véu sobre o que aí vem em tecnologia de desenvolvimento de talento. Márcio Silva, Operations Director da ISQe, apresentou novas funcionalidades da plataforma Cornerstone, reforçando a capacidade de personalizar estratégias de aprendizagem e de alinhar competências com necessidades reais das empresas.

A aplicação prática veio pela voz de duas clientes: Marta Fortunato (The Navigator Company) e Maria da Fé Silva (Arrow Global). Ambas partilharam experiências que demonstram como as soluções digitais têm acelerado o desenvolvimento de competências e alimentado culturas de aprendizagem contínua. Uma exigência num mercado onde o conhecimento envelhece depressa.

HiPitch e a integração entre aprendizagem e performance

Filipe Santos Seixas apresentou o HiPitch, a solução integrada do ISQe que liga aprendizagem, performance e impacto num único ecossistema. Uma tentativa de resolver o problema clássico das organizações: formar não é suficiente, é preciso medir o efeito da formação.

AI Agents a escalar aprendizagem

O encerramento do evento coube a Javier Anaya, que mostrou como os AI Agents da Cornerstone estão a permitir personalizar experiências de aprendizagem à escala, adaptando conteúdos e trajetórias de desenvolvimento ao ritmo e às necessidades de cada colaborador.

«Na ISQe estamos a moldar o futuro com talento, inovação e tecnologia — mas, acima de tudo, com e para as pessoas», sublinhou Filipe Santos Seixas, resumindo o espírito do encontro.

O CONNECT 2025 acabou por reforçar o papel da ISQe como ator central na transformação digital da aprendizagem e do desenvolvimento de talento, criando espaços onde inovação, estratégia e propósito se encontram e onde o futuro da liderança começa a ser desenhado.

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Fuga de líderes seniores ameaça empresas europeias nos próximos anos

18 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A Europa corporativa está a entrar numa zona de turbulência. Um novo estudo da Page Executive, construído a partir de mais de 4.500 respostas de executivos de vários setores — 1.700 só na Europa — expõe uma tendência que muitos conselhos de administração preferiam ignorar: 61% dos líderes seniores europeus querem mudar de empresa nos próximos cinco anos. É um número que supera a média global em 15 pontos e revela algo mais profundo do que simples rotatividade. Revela desgaste. Impaciência. E vontade real de fugir.

O motor da fuga: frustração acumulada

Os números não deixam margem para interpretações suaves. Oito em cada dez executivos europeus que pensam sair explicam a decisão com uma insatisfação profissional crescente. Sentem que o cargo já não acompanha a ambição, que o impacto encolheu, que a evolução estagnou.

E há outro ponto crucial: três em cada quatro colocam o salário no centro do problema. O pacote salarial já não acompanha a responsabilidade, a pressão e a complexidade que o papel exige hoje. Só 48% dizem estar satisfeitos com a remuneração, menos do que a média global.

Sim, 43% tiveram aumentos na componente variável. Mas isso não chega para acalmar a sensação de que o futuro traz mais carga do que recompensa.

O que muda quando as empresas permitem respirar

Num ambiente de cansaço e pressão, o estudo identifica uma variável que altera tudo: o trabalho híbrido.
Quando os executivos trabalham remotamente pelo menos dois dias por semana, a satisfação dispara 25%. A Europa está à frente da média global: apenas 15% continua sem acesso a modelos flexíveis.

É um dado simples, mas com uma mensagem clara. Liderar não significa estar preso a uma secretária.

O pacote de benefícios revela novos desejos

O estudo vai além da fuga e entra nos desejos de quem lidera.
O carro da empresa continua a dominar a lista de prioridades — 68% valorizam-no, quase 20 pontos acima da média global. A saúde mantém peso (52%), e a participação nos lucros cresce como sinal de alinhamento e confiança (39%).

Os líderes querem benefícios que representem estabilidade. Querem sentir que a empresa aposta neles antes de lhes pedir mais um salto.

O retrato de Portugal: sete setores, sete batalhas pelo talento

O estudo mergulha em profundidade no mercado nacional e expõe uma corrida desigual entre setores, todos à procura do mesmo. Líderes que consigam navegar a incerteza.

 

Consumer & Retail: aceleração total

A transformação digital, a globalização e a pressão por valor sustentável redefinem o setor. As empresas pedem líderes versáteis, rápidos e com mão firme para equipas híbridas.
Salários anuais: 150 mil a 350 mil euros (+ 20–40% variável).

Finance: o CFO assume o volante

Os CFOs aproximam-se do papel de CEO. A leitura rápida de dados, a visão transversal e as competências em IA, ESG e proteção de dados tornam-se essenciais.
Salários anuais: 120 mil a 350 mil euros (+ 20–100% variável).

Healthcare & Life Sciences: liderança na fronteira da inovação

As empresas querem executivos que combinem ciência, tecnologia, regulação e visão comercial. O setor vive uma fusão acelerada entre farma, biotecnologia e deep tech.
Salários anuais: 140 mil a 220 mil euros (+ 30–40% variável).

Human Resources: o coração estratégico das empresas

Os líderes de RH enfrentam um campo minado: IA, cibersegurança, ESG, modelos híbridos e diversidade. A função já não é operacional, mas estratégica.
Salários anuais (CHRO): 120 mil a 300 mil euros (+ 20–30% variável).

Industrial & Manufacturing: o novo músculo da economia

Digitalização, automação e sustentabilidade aceleram o ritmo do setor. Portugal torna-se terreno fértil para uma nova geração de líderes industriais.
Salários anuais: 120 mil a 500 mil euros (+ 20–50% variável).

Legal: a lei entra no centro da estratégia

Os líderes jurídicos acumulam competências que vão da regulação à tecnologia, da gestão de risco à automação.
Salários anuais (Counsel): 100 mil a 160 mil euros (+ 10–20% variável).

Technology: onde a inovação dita quem fica e quem sai

Neste setor, os líderes precisam de combinar velocidade mental, comunicação afiada e visão de futuro. A IA, a automação e as alianças estratégicas já definem o novo ADN das empresas tecnológicas.
Salários anuais (CTO): 90 mil a mais de 200 mil euros (+ 20–30% variável).

A Europa quer mudar e as empresas têm pouco tempo para reagir

O estudo Tendências Salariais 2025 deixa um aviso final. Se as empresas não ouvirem os seus líderes agora, podem perdê-los quando mais precisarem deles. A insatisfação cresce. A ambição acelera. E o mercado não espera. O relatório completo e a ferramenta interativa estão disponíveis aqui.

 

Arquivado em:Corporate, Liderança, Notícias

Coimbra lança plano de literacia e rastreio da diabetes na Guiné-Bissau

18 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A Universidade de Coimbra intensifica o trabalho na Guiné-Bissau com novos projetos que promovem prevenção, diagnóstico e literacia sobre a diabetes. A investigadora Eugénia Carvalho, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC, lidera esta iniciativa e mantém presença no terreno desde 2020.

O percurso começou com o primeiro grande rastreio nacional da doença. A equipa queria perceber se a vacina BCG oferecia algum efeito protetor contra a diabetes. Os resultados, publicados em 2024 e 2025, e a tese de doutoramento de Lilica Sanca revelaram algo maior: milhares de pessoas desconhecem totalmente a doença, confundem-na com infeções e não sabem gerir os tratamentos.

«Para muitos, o rastreio nacional foi a primeira vez em que ouviram falar de diabetes», explica Eugénia Carvalho. Esta constatação levou a equipa a avançar para um plano mais amplo, que não se limita à investigação e envolve saúde, educação, nutrição e comunicação comunitária.

Rastreios para grávidas e ações de literacia avançam no terreno

A investigadora trabalha agora com parceiros guineenses num rastreio destinado a grávidas. O objetivo é simples e urgente: reduzir a mortalidade materno-infantil. A equipa quer avaliar entre 3.500 e 5.000 mulheres e já alcançou as primeiras 500. O Instituto Camões financia o projeto, que também envolve a Associação Bisturi Humanitário.

Em paralelo, a equipa aposta numa frente essencial: a literacia em saúde. Para chegar às comunidades, produz bandas desenhadas em português e crioulo com o artista local Manuel Júlio e cria spots radiofónicos em várias línguas. «A literacia continua a ser um dos maiores desafios, mas é decisiva para mudar comportamentos», sublinha a investigadora.

Além disso, decorre um plano nacional de capacitação em nutrição, coordenado pela ONG HELPO e financiado igualmente pelo Instituto Camões. O programa prolonga-se até dezembro de 2026 e inclui o mapeamento da desnutrição em todo o país. Equipas locais recolhem dados com questionários adaptados do projeto europeu PAS GRAS.

Eugénia Carvalho lembra que muitas organizações na Guiné-Bissau continuam focadas quase exclusivamente em doenças infeciosas, o que deixa as doenças crónicas sem resposta adequada. «A diabetes e a hipertensão crescem rapidamente. Precisamos de uma ação transversal para travar esta tendência.»

No Dia Mundial da Diabetes, a investigadora reforçou a mensagem: só com informação, formação e prevenção continuadas será possível proteger milhares de pessoas e evitar que a doença avance silenciosamente pelo país.

Arquivado em:Ciência, Notícias

Liderança pragmática: fazer o que precisa de ser feito

18 Novembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O progresso não nasce da discussão ad eternum. Vemo-lo, sim, quando alguém decide agir com clareza e sentido de propósito.

“Portugal mede reuniões, enquanto os países que avançam medem entregas.”

Na União Europeia, apenas cerca de 5 % das empresas tecnológicas criadas na última década atingiram escala significativa, enquanto quase 60 % das scaleups globais se encontram fora do continente. Estes números revelam um problema de execução, mais do que de talento. A Europa investe na criação de ideias, programas e relatórios, mas falha em converter essa energia em sistemas de crescimento contínuo. E o mesmo padrão repete-se em Portugal, onde o tempo entre planeamento e entrega continua a ser o maior obstáculo ao progresso económico.

A liderança moderna esgotou-se num exercício de diplomacia interna. O tempo é gasto a gerir sensibilidades, a prolongar decisões e a justificar atrasos. As empresas e as instituições confundem diálogo com progresso e cometem o pecado mortal de acreditar que consenso é sinónimo de eficácia. Erro crasso. A realidade é outra. Cada reunião sem decisão é um custo escondido. Cada plano que fica por executar é um atraso coletivo.

A liderança pragmática nasce da urgência. O líder que a pratica compreende que o tempo é o ativo mais escasso da economia moderna. Sabemos que cada dia perdido em indecisão compromete o impacto do trabalho de uma equipa inteira. A sua função é garantir movimento ao definir prioridades. Essa clareza gera confiança e transforma a execução num hábito e ritmo impostos.

Governar exige uma combinação rara de frieza e empatia. A frieza serve para decidir sob pressão; a empatia garante que a decisão é compreendida. Um líder que domina estas duas dimensões cria uma cultura de ação. O progresso depende de ritmo, e o ritmo nasce da capacidade de decidir mesmo quando o cenário é incerto.

“Decidir é o ato mais solitário da liderança. E também o mais produtivo.”

E o pragmatismo não é insensibilidade. É responsabilidade. Um líder pragmático não age por impulso, age porque compreende o custo da inércia. As decisões rápidas permitem ajustar cedo e aprender depressa. O progresso raramente nasce de grandes saltos; nasce de decisões constantes e cumulativas que empurram o sistema para a frente.

Portugal enfrenta um défice estrutural de execução. O país produz diagnósticos com precisão e relatórios com detalhe, mas demora a transformar intenções em ação. A cultura institucional valoriza o planeamento e esquece a entrega. A economia moderna não recompensa quem planeia, recompensa quem entrega.

A liderança pragmática é a ponte entre análise e impacto. É o mecanismo que converte talento em resultado. O líder que domina este estilo não procura aplausos, procura progresso. O seu objetivo é simples: garantir que cada minuto gasto em planeamento se transforma em algo que muda a realidade.

O futuro das organizações e dos países será definido por quem decide. A execução é o novo poder. E o poder pertence a quem age.

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