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Marcelo Teixeira

Bem-Estar nas organizações: o papel da liderança

29 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

 

Falar de bem-estar nas organizações é muito mais do que listar benefícios ou implementar ações isoladas. É, acima de tudo, refletir sobre a forma como cuidamos das pessoas, promovemos a sua saúde mental e física, e construímos ambientes de trabalho que sejam seguros, estimulantes e profundamente humanos. E esse caminho começa, inevitavelmente, com uma liderança consciente, empática e presente. O bem-estar não é um luxo – é um pilar fundamental da sustentabilidade, da cultura e da performance organizacional. Sabemos que líderes emocionalmente equilibrados tomam decisões mais conscientes, inspiram confiança e são mais capazes de apoiar as suas equipas em tempos de transformação. Por isso, reconhecemos o impacto estratégico da liderança no bem-estar, na produtividade e no equilíbrio emocional de todos os colaboradores.

Temos vindo a evoluir para um modelo de liderança mais próximo, atento e aberto ao diálogo. Valoriza-se a escuta ativa e fomenta-se uma cultura onde o feedback é parte integrante da construção de um ambiente mais saudável. Mesmo em modelos híbridos de trabalho, as lideranças procuram estar verdadeiramente presentes, com foco na ligação humana e no respeito pelas individualidades. Liderar é, também, cuidar de si e dos outros. Por isso, as práticas de gestão conscientes são incentivadas, e promovem o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, assim como reforça o nosso compromisso com um local de trabalho saudável, inclusivo e motivador.

Sabemos que colaboradores felizes constroem empresas mais fortes, e que o bem-estar é a base de tudo: da inovação, da colaboração e do sucesso. Porque investir na saúde mental e emocional das equipas não é apenas uma boa prática, é uma decisão inteligente, ética e transformadora.

A produtividade está profundamente ligada à saúde mental e ao bem-estar integral psicológico, financeiro, emocional e social. Quando estes pilares estão em equilíbrio, os resultados refletem-se de forma clara numa maior fidelização, aumento da produtividade e menos reformas antecipadas.

Ainda há um caminho a percorrer no que toca ao bem-estar organizacional, mas também sabemos que o importante é manter uma postura de melhoria contínua, atentos ao que faz sentido para as nossas pessoas e abertos a sugestões. Novas iniciativas poderão surgir, sempre com o propósito de melhorar a experiência, porque quando cuidamos de quem cuida do negócio, construímos juntos um futuro com mais sentido.

Arquivado em:Opinião

Um líder para cada pessoa: a arte da gestão adaptativa

29 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Os modelos de liderança que herdámos do século XX estão fundamentalmente obsoletos. Foram forjados numa era de homogeneidade e co-localização, concebidos para gerir equipas que partilhavam um escritório, um fuso horário e, frequentemente, um contexto cultural semelhante. Essa realidade desintegrou-se. A convergência da digitalização global e do trabalho remoto não apenas mudou o local onde trabalhamos; fragmentou o próprio conceito de um ambiente de trabalho unificado.

O líder de hoje não gere uma equipa num único espaço, mas sim uma rede complexa de indivíduos distribuídos por múltiplas geografias, culturas e realidades pessoais. Neste novo paradigma, a aplicação de um estilo de liderança monolítico — uma abordagem única para todos — não é apenas ineficaz; é uma fonte garantida de atrito, desmotivação e perda de talento.

A insistência em liderar a equipa como uma entidade singular, ignorando a sua diversidade intrínseca, é como tentar navegar numa metrópole moderna com um mapa de uma vila antiga. A ferramenta já não corresponde ao território. Se todas as outras facetas do negócio, do marketing ao desenvolvimento de produto, estão a evoluir para a personalização e a análise de dados, por que razão o nosso modelo de interação humana mais crítico — a liderança — permanece teimosamente padronizado? A resposta a esta dissonância definirá as organizações que irão prosperar e aquelas que se tornarão irrelevantes na nova economia do talento.

De gerir a equipa a liderar o indivíduo

A solução exige uma mudança de perspetiva radical: devemos deixar de gerir “a equipa” para começar a liderar os indivíduos que a compõem. A prática mais eficaz e transformadora na gestão moderna é a capacidade de ser um líder diferente para cada pessoa. Esta filosofia não deve ser confundida com inconsistência ou falta de princípios. Pelo contrário, a visão estratégica, os objetivos de negócio e os padrões de excelência devem ser rochosamente consistentes e comunicados com uma clareza universal a todos. O que deve ser radicalmente flexível é a interface através da qual essa visão é partilhada, os objetivos são perseguidos e a excelência é nutrida.

Tratar todos da mesma forma, sob o pretexto de justiça, é na verdade a negação da verdadeira equidade. A verdadeira justiça na liderança consiste em dar a cada pessoa aquilo de que ela necessita para ter sucesso, reconhecendo que os seus pontos de partida, estilos de comunicação, motivações intrínsecas e contextos culturais são profundamente distintos.

Liderar de forma adaptativa é, portanto, uma capacidade estratégica sofisticada. Requer que o líder opere não como um transmissor a difundir uma única mensagem, mas como um orquestrador que calibra a sua abordagem para extrair o melhor de cada músico, garantindo que, juntos, produzem uma sinfonia harmoniosa em vez de um ruído dissonante.

O Sistema Operativo da Liderança Adaptativa

Esta abordagem sistémica à liderança individualizada assenta num sistema operativo com princípios claros, que permite equilibrar a necessidade de padronização global com a indispensável relevância local e pessoal. O segredo reside em separar de forma disciplinada o “quê” do “como”. O “quê” representa o enquadramento não negociável: a missão da equipa, os objetivos estratégicos, os indicadores de desempenho (KPIs) e os valores éticos. Esta é a âncora que proporciona alinhamento e propósito comum, garantindo que todos remam na mesma direção. O “como”, por outro lado, é o domínio da personalização infinita.

A sua execução depende de três disciplinas centrais. A primeira é o diagnóstico profundo, a prática de ouvir não para responder, mas para compreender verdadeiramente cada indivíduo. Vai além das avaliações de desempenho para explorar as suas preferências de comunicação, a sua relação cultural com a hierarquia e o feedback, e os seus motores de motivação pessoal.

A segunda disciplina é a calibração estratégica, o ato consciente de modular a própria interface de liderança. Para um membro da equipa, uma comunicação direta e assente em dados pode ser a mais eficaz; para outro, uma abordagem mais relacional e contextual pode ser essencial para gerar confiança e compromisso.

Isto não é ser inautêntico; é ser um comunicador fluente em múltiplos “dialetos” interpessoais. Finalmente, a terceira disciplina é a unificação através do propósito. É a arte de conectar constantemente a jornada personalizada de cada indivíduo à missão partilhada e padronizada do coletivo, assegurando que a capacitação individual serve e amplifica o objetivo comum.

O Líder como Arquiteto de Talento

Em última análise, esta evolução redefine o papel do líder na economia do conhecimento. A liderança deixa de ser um ato de comando e controlo para se tornar a prestação de um serviço de elite, altamente personalizado. Numa era em que a tecnologia automatiza o trabalho rotineiro, o valor mais elevado reside na criatividade, no pensamento crítico e na resolução de problemas complexos — capacidades intrinsecamente humanas que florescem apenas sob as condições certas.

A função primordial do líder moderno é, portanto, a de ser um arquiteto dessas condições, criando um ambiente à medida para que cada talento de alto calibre possa atingir o seu potencial máximo. Esta abordagem humanocêntrica não é uma competência “soft” ou um luxo; é a mais dura e afiada vantagem competitiva. Num mercado de talento globalizado e fluido, onde as melhores pessoas têm inúmeras opções, a qualidade da liderança direta é o fator decisivo para a retenção e o desempenho.

A capacidade de adaptar, de conectar e de potenciar cada indivíduo não é apenas uma estratégia de gestão. É a estratégia de negócio fundamental para qualquer organização que aspire a liderar no seu setor. O futuro não pertencerá ao líder que dá mais ordens, mas àquele que melhor se
adapta.

Arquivado em:Opinião

«Chamo-me sobrevivente porque há quem não sobreviva»: a violência digital em Portugal em debate

28 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Partilha não consentida de conteúdos íntimos, ameaças online, burla e assédio: a violência digital deixou de ser um risco distante para se tornar uma ameaça concreta que marca vidas. Inês Marinho, sobrevivente e fundadora da associação #NãoPartilhes, partilhou o peso pessoal desta realidade e lançou um alerta urgente: «A culpa não está na vítima. Mas no criminoso.»

No Portugal Digital Summit, realizado a 22 e 23 de outubro em Lisboa, o painel Violência Digital — Quando o Espaço Virtual se Torna Real reuniu especialistas, investigadores e ativistas para discutir o fenómeno crescente, que afeta não apenas pessoas, mas também a confiança coletiva nas relações digitais. David Dinis, diretor-adjunto do Expresso, foi o moderador da conversa.

Da esquerda para a direita: David Dinis (diretor-adjunto do Expresso), Inês Marinho (presidente e fundadora da Associação #NãoPartilhes), Carolina Soares (gestora da Linha Internet Segura e da Unidade de Cibercrime da APAV), Alves da Cunha (coordenador de Investigação Criminal da Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária) e Adriana Brás (associada principal da Morais Leitão)

O peso da experiência

Inês Marinho partilhou a sua própria experiência de ser alvo de violência digital. A sua presença nas redes sociais, inicialmente focada na defesa dos direitos das mulheres, tornou-a um alvo. Conteúdos íntimos foram partilhados sem o seu consentimento, e a luta para mitigar os danos foi árdua. Mas, em vez de se render, Inês transformou a dor em ação. Criou a associação #NãoPartilhes, que oferece apoio jurídico, emocional e psicológico às vítimas. Além disso,  trabalha para sensibilizar a sociedade e pressionar por mudanças legais.

«Agora ajudamos, damos palestras, consciencializamos e mostramos os recursos que existem. Fazemos também apoio pré-jurídico, emocional e psicológico.»

A sua história é um reflexo de uma realidade que afeta muitas pessoas em Portugal. Em 2024, a Linha Internet Segura da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou 681 processos de atendimento e apoio relacionados com cibercrime e outras formas de violência online. Destas 681 vítimas, 57% eram mulheres, e a maioria tinha mais de 18 anos. Os crimes mais reportados incluíam burla, extorsão, acesso ilegítimo, devassa da vida privada e crimes sexuais contra crianças.

O desafio jurídico e técnico

A advogada Adriana Brás, principal associate na Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, descreveu o outro lado do combate — o que acontece depois da denúncia. Na firma, integra uma equipa chamada defesa digital, criada para responder a pedidos cada vez mais regulares de apoio a vítimas e empresas atacadas.

«Diariamente temos um conjunto de pedidos de pessoas em situações de vulnerabilidade. Seja a nível particular ou em empresas. Os ataques informáticos exigem tomadas de decisão: ‘Pago ou não este tipo de resgate?’», explicou. A maior preocupação, sublinha, é a prova: a sua custódia, a validade, a fronteira jurídica. «Um dos obstáculos inerentes passa desde logo pela jurisdição», acrescentou.

A tecnologia avança depressa; o direito, nem sempre. E é nessa lentidão que muitas vítimas perdem a esperança.

A resposta das autoridades

Do lado da investigação, Alves da Cunha, coordenador da Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária, reconheceu que o fenómeno ultrapassou o território do crime individual: «As redes sociais trouxeram novas formas de movimento destes crimes. Junto dos mais jovens há muita apetência e influência sobre os mesmos.»

Entre os casos mais recentes, destacou as detenções por crimes de discriminação e incitamento ao ódio, incluindo um homem de 30 anos que atacava jornalistas online. «Os crimes têm representado um enorme desafio para a PJ», sublinhou. O combate depende, cada vez mais, da colaboração com plataformas tecnológicas e operadores, para recolha de provas e identificação de autores — um processo que ainda é, muitas vezes, lento e burocrático.

A urgência da ação coletiva

Há vozes que chegam em silêncio — do outro lado de uma linha telefónica, através de uma mensagem, de um pedido quase inaudível de ajuda. Carolina Soares, gestora da Linha Internet Segura e da Unidade de Cibercrime da APAV, chama-lhes ‘os primeiros socorros’. São as vítimas que procuram, muitas vezes pela primeira vez, um gesto humano depois da violência invisível que as atinge.

«Apoiamos vítimas de qualquer tipo de crime. Criámos a unidade que coordeno e, no fundo, o que fazemos é isto. Estamos integrados num consórcio com várias entidades, e a nós cabem duas grandes dimensões: o apoio à vítima e a hotline, o canal de denúncia de conteúdo ilegal» explicou durante o debate.

A maioria das denúncias, conta, envolve conteúdos sexuais de menores, mas também burlas, extorsões e ameaças de partilha de imagens íntimas. «Há de tudo. As vítimas são variadas e diferentes», acrescenta. Os idosos estão entre os mais vulneráveis, muitas vezes enganados por esquemas que exploram fragilidades financeiras e tecnológicas.

Na linha que coordena, a resposta é imediata: garantir segurança emocional e orientação legal nos primeiros minutos. «Somos uma primeira linha. Garantimos, na primeira chamada, os primeiros socorros», descreve.

«Há quem não sobreviva»

A urgência das primeiras chamadas faz ricochete na experiência de Inês Marinho. Também ela começou por pedir ajuda — e percebeu como o silêncio pesa. «Chamo-me sobrevivente precisamente porque há quem não sobreviva. O conteúdo depois de vazado na internet perdura. Nem todas as pessoas conseguem lidar com isso. Tive a sorte de contar com familiares e amigos que nunca me julgaram».

O seu testemunho completa o da técnica da APAV: de um lado, a estrutura institucional que ampara; do outro, a coragem civil que denuncia e transforma.

Assim, num mundo hiperconectado, a violência digital deixou de ser um risco distante para se afirmar como uma ameaça concreta e devastadora. A fronteira entre o que acontece no ecrã e o impacto na vida real já não existe. O painel evidenciou a necessidade urgente de uma ação coordenada entre governo, empresas, sociedade civil e cidadãos para combater a violência digital. Inês Marinho concluiu com um apelo à mudança: «Precisamos de educar, apoiar e responsabilizar». E o caminho é esse.

Linha de apoio à vítima: 116006

Associação #NãoPartilhes

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Trabalhar com a Geração Z: três verdades que os líderes precisam ouvir

28 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Rotulada como ‘mimada’ por uns e ‘irreverente’ por outros, a Geração Z está a virar o jogo: quer ambientes de trabalho mais humanos, flexíveis e colaborativos, onde líderes e equipas crescem lado a lado.

Em 2025, os nascidos entre 1997 e 2012 representam já cerca de um quarto da força de trabalho global. Em Portugal, esta geração está a obrigar as empresas a repensar políticas de viagem, modelos de liderança e formas de comunicação. Querem mais do que um salário: procuram clareza, flexibilidade e um verdadeiro lugar à mesa.

Comunicação consistente e clara

A Geração Z valoriza que se lhe diga o ‘porquê’, não apenas o ‘o quê’. Esta geração prefere discussões orientadas à tarefa, contexto explícito e envolvimento no processo, em vez de instruções genéricas por e-mail. Essa exigência faz sentido: alguns estudos portugueses mostram que os membros da Geração Z valorizam sobretudo valores sociais e contexto de trabalho, antes da retribuição. Nas empresas, especialmente as que lidam com viagens, isso significa explicar políticas de despesas, mostrar a lógica de cada linha de relatório e envolver os jovens na formulação dos processos.

Flexibilidade concreta

A Geração Z olha para a flexibilidade não como benefício extra, mas como condição participativa. Quer gerir horários, optar por trabalho híbrido, e nas viagens corporativas valoriza a possibilidade de dispor de tempo para passear pela cidade e abstrair a mente. Mais importante ainda, gostaria de ter voz ativa sobre se e com que frequência viaja em trabalho.

Um estudo global aponta que, em 2025, a Geração Z constituirá cerca de 27% da força laboral nas economias desenvolvidas. Para os travel managers e gestores, o desafio é ajustar políticas que antes se pensavam rígidas — oferecer alternativas de alojamento ou transporte, permitir dias livres ou espaços para lazer no quadro da viagem — e fazer isso sem perder eficiência ou controlo.

Querem um lugar à mesa

Ser ouvido, participar em decisões, partilhar ideias: a Geração Z teme não ter voz porque é mais jovem. Mas essa exigência não é capricho. É legítima e estratégica. Ao incluir jovens colaboradores nas conversas de nível elevado (sejam políticas de viagem ou análise de despesas), as empresas beneficiam de perspectivas frescas e evitam ficar presas a práticas datadas. Num estudo português, mais de 3 000 estudantes da Geração Z mostraram que dão alta prioridade a valores sociais e relações de trabalho significativas.

O risco de ignorar estas exigências

Empresas que rejeitam ouvir esta geração arriscam-se a maior rotatividade e perda de talento jovem. Num mercado onde o envelhecimento da força de trabalho é cada vez mais evidente, a mudança cultural, portanto, não é apenas geracional: tornou-se verdadeiramente estrutural.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Liderar a nova era da Medicina Sistémica: a boca como portal da saúde

28 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

O futuro da medicina, e da liderança, constrói-se na ligação entre áreas, pessoas e propósitos. O progresso não nasce da competição, mas da colaboração.

Quantas vezes o mercado vos disse “isso não vai resultar”, e ainda assim avançaram? Quantas vezes sentiram que estavam a caminhar à frente do tempo, movidos por uma intuição que a lógica ainda não conseguia explicar?
É assim que começam as verdadeiras transformações: quando alguém tem coragem de fazer diferente antes de ser óbvio.

A medicina dentária está a viver esse momento.
Durante demasiado tempo, foi vista como uma disciplina isolada, uma espécie de ilha clínica, focada em dentes, gengivas e estética. Hoje, a ciência está finalmente a construir pontes.
Percebe-se cada vez mais que a boca é parte integrante de um sistema complexo e que compreender essa ligação é essencial para tratar melhor as pessoas.

Sabemos que a inflamação oral pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, que o bruxismo está ligado à qualidade do sono e ao stress, que desequilíbrios no microbioma oral influenciam a imunidade e o metabolismo.
Assim a boca hoje é vista como uma porta de entrada da saúde e longevidade, um espelho fiel do que se passa no resto do corpo. É um lugar privilegiado de observação e prevenção, onde se podem detetar desequilíbrios antes de causarem doença.

Vivemos numa era muito entusiasmante para a saúde oral. Os avanços tecnológicos, scanners 3D, planeamento digital, inteligência artificial, abriram possibilidades clínicas que há uma década pareceriam ficção científica.
Mas, mais do que deslumbramento técnico, o que me fascina é o seu potencial de ligação: a forma como estas ferramentas nos permitem compreender o corpo de forma integrada e comunicar com mais clareza e empatia.
A verdadeira inovação, acredito, não é apenas científica, é humana.

É esta visão que orienta o trabalho da equipa que lidero: integrar a medicina dentária com áreas como a nutrição, o sono, a medicina sistémica e o bem-estar emocional. Não para reclamar centralidade, mas para participar num diálogo multidisciplinar que beneficia o todo, porque a saúde, tal como o futuro das empresas e do planeta, não se constrói a partir da competição, mas da colaboração.

O verdadeiro progresso nasce quando cada especialidade, cada profissional e cada organização reconhece o seu valor e, ao mesmo tempo, a sua interdependência.
Nós não somos mais importantes do que o resto do sistema médico, mas também não podemos ser postos de parte, porque quando uma peça é excluída, perde o todo: perde a saúde, perde a longevidade, perdemos todos.

O futuro da medicina, e da liderança, será aquele em que voltarmos a agir como um organismo vivo: interligado, cooperante e consciente de que só juntos somos capazes de curar.

Arquivado em:Opinião

Carolina Afonso distinguida como profissional de Marketing Digital e Comunicação do ano

27 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Carolina Afonso foi distinguida com o prémio de Profissional de Marketing Digital e Comunicação na edição de 2025 dos Prémios ACEPI Navegantes XXI – Líderes Digitais. A escolha resultou da votação de um júri composto por 25 profissionais do setor digital, que avaliaram mais de 200 nomeados em dez categorias. A cerimónia decorreu a semana passada, durante o Portugal Digital Summit, em Lisboa.

«Nenhum percurso profissional se faz sozinho, e este prémio é também sobre as pessoas, os projetos e as marcas que acreditaram na importância da transformação digital e da comunicação com propósito», afirmou Carolina Afonso, sublinhando o caráter coletivo da distinção. «Um reconhecimento que partilho com todas as equipas e parceiros com quem tive o privilégio de trabalhar ao longo destes 20 anos. E aos meus alunos que fazem deste um propósito ainda maior», acrescentou.

Atualmente professora universitária no ISEG e diretora global de Inovação e Transformação na Jerónimo Martins, Carolina Afonso é também autora de vários livros na área do digital. Ao longo da última década, tem sido uma das vozes mais consistentes na defesa de uma transformação tecnológica assente em ética, conhecimento e propósito.

Arquivado em:Pessoas

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