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Marcelo Teixeira

Cegid nomeia Carmen Cerdan como Diretora de Recursos Humanos para a região ILA

24 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

A Cegid, líder europeia em soluções de gestão empresarial na cloud para as áreas financeira, de recursos humanos, contabilidade, retalho e empreendedorismo, anunciou a nomeação de Carmen Cerdan como nova Diretora de Recursos Humanos para a região da Ibéria, América Latina e África (ILA).

O objetivo é reforçar a integração de equipas e consolidar a cultura corporativa num momento de forte crescimento e internacionalização da empresa.

Esta nomeação enquadra-se na estratégia da Cegid de consolidar a sua liderança no software de gestão empresarial em cloud, onde a função de Recursos Humanos assume um papel central na integração cultural, na atração de talento e na transformação digital interna.

Com mais de duas décadas de experiência na área de RH, Carmen Cerdan desenvolveu a sua carreira em organizações em crescimento acelerado, tanto de forma orgânica como através de processos de fusões e aquisições (M&A). É especialista em digitalização, gestão da mudança e cultura corporativa, tendo liderado projetos de inovação e desenvolvimento de talento em contextos multiculturais.

«Estamos perante uma grande oportunidade de transformar a diversidade da nossa equipa numa força comum», sublinha Carmen Cerdan. «O meu objetivo é construir uma função de Recursos Humanos que acompanhe o negócio, impulsione os nossos colaboradores e reforce a posição da Cegid no mercado.»

Antes de integrar a Cegid, Carmen Cerdan exerceu cargos de responsabilidade na Ria Money Transfer, onde liderou a expansão da empresa na Europa, África, Médio Oriente e, posteriormente, na Ásia e Oceânia. Mais tarde, assumiu a liderança global de Recursos Humanos, incluindo a região das Américas, conduzindo um profundo processo de transformação organizacional. Posteriormente, no grupo britânico VSI, especializado em dobragem e pós-produção de imagem e som, focou-se na integração de equipas em mais de 20 países e na harmonização de processos de RH num ambiente altamente multicultural.

Com esta nomeação, a Cegid reforça o seu compromisso com o talento, a inovação e a diversidade como pilares estratégicos do seu crescimento internacional.

Rita Cadillon, Diretora de Recursos Humanos da Cegid para Portugal e África, passará a reportar diretamente a Carmen Cerdan, continuando responsável por estes mercados.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

O talento tornou-se luxo: quem o tem, ganha mais e lidera o futuro

23 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

O mercado de trabalho português entra em 2026 com uma força paradoxal: cresce e transforma-se ao mesmo tempo que luta contra a sua própria escassez. As empresas competem por talento, o digital já não é apenas tendência — é estrutura — e o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho tornou-se uma exigência mais poderosa do que o salário. A inteligência artificial deixou de ser ficção e passou a ser critério de seleção. O novo retrato traçado pela Michael Page mostra um país a reorganizar-se nos caminhos da inovação e no baloiço da prudência, com salários que sobem devagar e responsabilidades que aumentam depressa.

Setor financeiro e dividendos

No setor financeiro, a revolução é discreta, mas profunda. O banking procura perfis de risco, compliance e controlo interno capazes de lidar com um sistema mais regulado e vigilante. Analistas de dados e gestores digitais são agora peças centrais nas instituições, que valorizam menos o brilho comercial e mais a precisão técnica.

Nas áreas de corporate finance e auditoria, a pressão aumenta: é preciso entender tanto de algoritmos como de balanços. Um Head of Finance pode ganhar entre 95 e 140 mil euros anuais, enquanto um Chief Financial Officer atinge facilmente os 160 mil euros. O setor recompensa a visão estratégica, mas penaliza a inércia.

No banking puro, o Head of Marketing ronda os 50 a 55 mil euros anuais, e o Corporate Finance Manager chega aos 84 mil — valores que mostram um mercado sólido, mas que já não cresce por impulso, e sim por especialização.

Engenheiros para fábricas mais limpas

Na engenharia e indústria, o movimento é de reconstrução. A aposta nas energias renováveis e na digitalização industrial está a reanimar o setor, mas a falta de técnicos especializados ameaça travar o ritmo. As fábricas estão mais limpas, mais inteligentes e mais vazias de gente — uma ironia tecnológica que se repete um pouco por toda a Europa.

Os Operations Directors, agora entre os perfis mais valorizados, podem receber entre 70 e 92 mil euros anuais, e os Engineering Managers ultrapassam os 80 mil. A competitividade salarial é clara, mas a escassez de engenheiros, técnicos e gestores intermédios tornou-se um gargalo. As empresas procuram talento e muitas vezes não o encontram — um sinal de que a reindustrialização portuguesa é mais um desafio humano do que tecnológico.

Tecnologia omnipresente

A tecnologia continua a ser o coração do novo mercado. A procura por especialistas em inteligência artificial, cibersegurança, cloud computing e gestão de dados é explosiva, e Portugal mantém o seu lugar como hub europeu de outsourcing digital.

O CTO é o novo gestor de pessoas e o CIO, o guardião da confiança. Os salários acompanham o peso estratégico: um Chief Technology Officer pode ganhar até 140 mil euros anuais, um Chief Information Officer cerca de 120 mil, e um Data Architect ronda os 90 mil.

Nos centros de serviços partilhados, que continuam a crescer em Lisboa e no Porto, a fluência em línguas e a agilidade intercultural são o novo ouro branco. Um Head of Shared Services Centre pode atingir 160 mil euros anuais, consolidando o país como base operacional global de empresas tecnológicas e financeiras.

Retalho, consumo e hospitalidade

No retalho e consumo, o cliente voltou a ser o centro, mas agora visto por um ecrã. As empresas apostam em experiências híbridas — parte loja, parte algoritmo — e em equipas de e-commerce capazes de gerir dados e emoções ao mesmo tempo.

O marketing abandona o glamour e torna-se ciência: importa medir, interpretar, prever. Perfis híbridos, com domínio de IA e ética digital, são os mais procurados. O diretor de e-commerce é hoje o herdeiro natural do antigo diretor comercial e pode atingir 110 mil euros anuais.

o setor da hospitalidade, a reinvenção é mais delicada. Depois do turismo explosivo e da pandemia, o futuro escreve-se entre tecnologia e empatia. A experiência do hóspede é medida por sensores e sentimentos, e as cadeias procuram gestores que saibam fazer coexistir robôs e sorrisos. Um diretor de hotel chega aos 100 a 105 mil euros anuais, e um Executive Chef ronda os 95 mil — mas o verdadeiro desafio é humano: reter equipas num setor ainda fatigado e mal pago nos escalões de base.

Os tribunais, as pessoas e as ciências da vida

O setor jurídico e fiscal ajusta-se à nova geração de advogados que exige flexibilidade e propósito. O salário continua competitivo — entre 60 e 84 mil euros para advogados seniores —, mas o discurso mudou: fala-se em equilíbrio, compliance e ESG. As áreas mais quentes são a fiscalidade internacional, a proteção de dados e a sustentabilidade.

Nos recursos humanos, a metamorfose é cultural. Deixaram de ser um departamento e tornaram-se bússola. O bem-estar, o work-life balance e a flexibilidade não são mais benefícios: são estratégias de retenção. O diretor de RH é hoje um gestor de cultura e pode ultrapassar 120 mil euros anuais nas grandes empresas.

Por fim, a saúde e as ciências da vida consolidam-se como um dos pilares mais dinâmicos da economia portuguesa. A digitalização dos processos clínicos e o envelhecimento da população mantêm o setor em expansão. Business Unit Managers e Market Access Managers são os mais disputados, com remunerações que chegam aos 150 mil euros anuais. A medicina é agora também uma indústria, e o futuro da saúde escreve-se com algoritmos e empatia.

No fundo, as empresas lutam por perfis híbridos, os salários disparam no topo e o equilíbrio de vida, em 2026, vai ser a nova moeda do trabalho.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

IA e Cibersegurança: a colaboração estratégica para um futuro ágil e seguro

23 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Na paisagem empresarial contemporânea, a questão já não é se as empresas se devem adaptar à transformação digital, mas como o estão a fazer. Escalabilidade, personalização e eficiência são imperativos estratégicos dos líderes de amanhã e, no cerne desta revolução, a Inteligência Artificial (IA) é a força motriz. Contudo, é preciso notar que a sua implementação mais eficaz não reside na simples substituição, mas sim numa colaboração inteligente: a IA e o talento humano a trabalharem em conjunto para exponenciar resultados. 

Nas empresas que acredito serem as líderes do futuro, esta não é uma visão longínqua; é a realidade operacional presente, conduzida por uma estratégia focada em criar equipas híbridas, associando aos humanos vários colegas virtuais, cooperando em equipa. As soluções de automação e análise de dados em larga escala libertam especialistas de tarefas repetitivas, permitindo que se foquem onde a sua contribuição é insubstituível: nas interações que exigem inteligência emocional, empatia e criatividade. A IA automatiza e otimiza, mas a sensibilidade humana decide e cria a verdadeira ligação, atuando como supervisora em todo o ciclo. 

A experiência operacional dá uma perspetiva única. Estou, por isso, convencido que as empresas que operam e vivem a tecnologia no seu dia a dia estão mais bem posicionadas para prestar consultoria, implementar sistemas de IA e sustentarem um ciclo de permanente treino e evolução dos modelos, combinando conhecimento prático do terreno com a capacidade de customizar e adaptar a tecnologia aos desafios reais do negócio, focando os recursos nos casos de uso de real viabilidade e potencial. 

Naturalmente, este caminho para a inovação – que deve ser sempre destino – exige uma base de confiança inatacável. A cibersegurança e a ética deixaram de ser preocupações técnicas para se tornarem num pilar estratégico. À medida que a IA ganha autonomia, torna-se crucial garantir controlo rigoroso sobre os algoritmos e mitigar proactivamente os riscos de segurança e de negócio. Temos num robusto portfolio de soluções de cibersegurança e prevenção de fraudes o necessário para essa supervisão, permitindo que os clientes inovem com a tranquilidade de que os seus dados e operações estão protegidos. 

Liderar na era digital exige este equilíbrio preciso. O futuro à frente – como preconiza a TP através da sua estratégia Future Forward – exige às empresas que integrem a IA como um parceiro colaborativo, transformando o seu conhecimento operacional em vantagem competitiva e construindo esse futuro sobre uma base de cibersegurança e confiança. Serão essas as empresas de sucesso. 

Arquivado em:Opinião

Entre o véu e a liberdade

23 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Um Estado que obriga a mostrar o rosto é tão opressor quanto aquele que obriga a escondê-lo.

Há temas que não cabem num decreto. Cabem apenas na consciência. Em Portugal, discute-se agora a proibição da burca. Fala-se de segurança, de emancipação, de modernidade. Fala-se de libertar a mulher, de proteger igualdade, de defender a identidade europeia. Mas, no meio de tantos argumentos, talvez nos tenhamos esquecido de fazer a pergunta essencial: o que é, afinal, a liberdade?

As religiões sempre foram espelho das contradições humanas. Criaram hospitais e travaram guerras, construíram templos e ergueram fogueiras. Durante séculos, a mulher foi símbolo de pureza e de pecado, musa e propriedade, milagre e ameaça.

O cristianismo confinou-a ao recato, o islamismo cobriu-lhe o corpo, o judaísmo fez dela guardiã da casa, o hinduísmo transformou-a em deusa e serva ao mesmo tempo.

As religiões evoluíram, umas mais depressa do que outras. Umas libertaram, outras ainda prendem. Mas todas, de uma forma ou de outra, tentaram definir o que a mulher deve ser.

E agora é a democracia que tenta fazer o mesmo. Em nome da liberdade, decide o que é aceitável. Em nome da igualdade, impõe novas formas de obediência. Aquilo que as religiões não proíbem, o Estado começa a proibir. E, sob o pretexto de proteger, o poder volta a regular o corpo feminino, como se ele fosse território público.

A mulher que é forçada a cobrir-se vive uma injustiça. Mas a mulher que é proibida de o fazer vive outra. A diferença é subtil, mas vital. Num caso, é o fanatismo que dita as regras; no outro, é a própria democracia que se torna fanática de si mesma.

Talvez George Orwell tivesse previsto isto quando escreveu que a linguagem é o primeiro instrumento do controlo. As palavras mudam. Liberdade passa a significar obediência. Igualdade passa a significar uniformidade. A democracia, convencida da sua virtude, começa a decidir o que é fé, o que é respeito, o que é civilizado. E assim, a mesma estrutura que outrora combatia a imposição da Igreja passa a
impor a sua própria doutrina laica.

O problema nunca foi o véu. O problema é o medo do diferente.

Temos dificuldade em aceitar o que não compreendemos, e então preferimos eliminar o desconforto através da lei. Mas a verdadeira liberdade não é confortável, é complexa. E exige maturidade para admitir que nem todas as escolhas com que discordamos são erradas.

Em vez de proibir, talvez devêssemos exigir mais. Sanções, sim, mas para os Estados e religiões que negam educação, que mutilam meninas, que casam crianças, que prendem mulheres por quererem conduzir. Esses são os verdadeiros inimigos da liberdade, e não a mulher que escolhe cobrir o rosto por fé ou tradição.

O que está em causa não é o tecido que tapa o rosto. É o olhar que o julga. E se a democracia começa a legislar sobre aquilo que as pessoas vestem, acreditam ou amam, talvez ela própria já esteja a tornar-se naquilo que sempre prometeu combater.

A igualdade não é fazer de todos o mesmo molde. É permitir que cada uma escolha o seu caminho, sem medo de ser diferente. A mulher que decide mostrar o rosto e a mulher que decide escondê-lo exercem o mesmo direito: o de serem donas de si próprias.

A liberdade não precisa de ser bonita, precisa de ser verdadeira. Um Estado que obriga a mostrar o rosto é tão opressor quanto aquele que obriga a escondê-lo.

Entre ambos, o que se perde é o essencial: a dignidade da escolha.

Arquivado em:Opinião

Orçamento do Estado 2026: Juventudes partidárias exigem respostas do Governo

22 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Quatro palavras que pesam o futuro: educação, saúde, emprego e habitação. Foi à volta delas que as juventudes partidárias se sentaram, em Lisboa, para discutir o que esperam ver no Orçamento do Estado de 2026. Um debate promovido pela Merck Portugal e pelo Conselho Nacional da Juventude, onde se ouviu uma geração que já não pede — exige — ser parte da decisão.

As juventudes partidárias reuniram-se no Técnico Innovation Center, em Lisboa, para apresentar propostas concretas que possam ser refletidas no documento.

A sessão, integrada no Projeto Future, iniciativa europeia que pretende aproximar os jovens dos decisores políticos, juntou representantes de todos os quadrantes com assento parlamentar: João Pedro Louro (JSD), Sofia Pereira (JS), Madalena Cordeiro (Chega), Jorge Miguel Teixeira (Iniciativa Liberal), Catarina Marinho (Juventude Popular), André Tenente (Livre), Guilherme Almeida (Juventude Comunista Portuguesa) e Iara Sobral (Bloco de Esquerda).

Educação e habitação no centro das preocupações

O debate começou na educação, mas rapidamente se cruzou com a habitação estudantil — um problema que continua a limitar o acesso ao ensino superior. João Pedro Louro (JSD) defendeu que o aumento de 4,5% do investimento público deve ser canalizado para alargar a rede pré-escolar e reforçar parcerias com o setor social e privado, promovendo igualdade de oportunidades.

Madalena Cordeiro (Chega) considerou o investimento «insuficiente», propondo propinas faseadas, à semelhança do modelo britânico. Sofia Pereira (JS) respondeu que «as propinas e a falta de alojamento digno continuam a ser barreiras reais», apelando ao alargamento das bolsas e ao cumprimento da lei que prevê o complemento de alojamento para a classe média.

À esquerda, Bloco, Livre e JCP convergiram na defesa da abolição das propinas e de um maior investimento na escola pública, denunciando a «desresponsabilização do Estado» no ensino superior. O PSD contrapôs que «o maior entrave não é a propina, mas a falta de camas disponíveis», apontando para a construção de mais de duas mil novas unidades ao abrigo do Plano Nacional de Alojamento no Ensino Superior (PNAES). Mas André Tenente (Livre) desmentiu a narrativa, sublinhando que «o investimento desceu de 202 para 150 milhões de euros».

Saúde: entre a gestão e a valorização dos profissionais

Na saúde, as divergências foram profundas. João Pedro Louro (JSD) sustentou que «o problema não é a falta de dinheiro, mas de gestão», defendendo métricas de desempenho e maior autonomia para as unidades de saúde familiares. Sofia Pereira (JS) respondeu de forma contundente: «o Governo tem sido incompetente e irresponsável», recordando «a sucessão de demissões na direção executiva do SNS» e “a fuga de profissionais por falta de valorização das carreiras».

O Chega propôs uma integração mais ampla entre o setor público e o privado, permitindo reembolso estatal a quem recorra a clínicas privadas quando o SNS não tem capacidade de resposta.

A Iniciativa Liberal foi mais longe, defendendo um modelo bismarckiano, em que «o dinheiro segue o utente» e cada cidadão escolhe o hospital onde é tratado.

A resposta veio da esquerda: Guilherme Almeida (JCP) acusou a direita de querer «transformar a saúde num negócio», enquanto André Tenente (Livre) afirmou que «a liberdade de escolha que a direita apregoa é apenas para quem tem dinheiro», lembrando que «os hospitais privados tratam os doentes saudáveis e enviam os casos complexos para o SNS».

Catarina Marinho (JP) destacou a necessidade de reforçar o apoio à maternidade e ao pós-parto, e Iara Sobral (Bloco) pediu mais investimento em saúde mental, defendendo psicólogos em todas as escolas.

Emprego juvenil e o desafio da estabilidade

O tema do emprego juvenil encerrou o debate, com um raro consenso: a precariedade é o inimigo comum. Sofia Pereira (JS) criticou o fim da cumulatividade entre o IRS Jovem e a devolução de propinas, afirmando que «o Estado retira rendimento às novas gerações em vez de lhes dar oportunidades». João Pedro Louro (JSD) contrapôs que é preciso apostar na inovação e na tecnologia para criar empregos qualificados e fixar talento em Portugal.

Chega e Iniciativa Liberal defenderam maior liberdade contratual e fiscal, enquanto Bloco, Livre e JCP insistiram que sem aumento de salários não há futuro nem travão à emigração jovem.

Uma geração que exige ser ouvida

No encerramento, o presidente do Conselho Nacional da Juventude, André Cardoso, sintetizou o espírito do encontro: «Os jovens não querem apenas ser ouvidos, querem ser parte ativa na construção das soluções.»

Sublinhou ainda a necessidade de que o Orçamento do Estado para 2026 reflita as prioridades da geração que mais sente os efeitos das desigualdades e da precariedade.

Apesar das diferenças ideológicas, o debate deixou uma mensagem inequívoca: a geração que vem não quer assistir — quer participar.

E foi Pedro Moura, diretor-geral da Merck Portugal, quem deixou a frase que melhor resumiu o tom do encontro e o eco de uma urgência comum: «Portugal precisa de ouvir os jovens e agir com base nas suas aspirações, porque o futuro da Europa depende das decisões que tomarmos hoje.»

Arquivado em:Notícias, Política

«Ser diferente tem de ser normal», destaca Inês Neves Caldas

22 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

A neurodiversidade é uma riqueza para as organizações e pode ser vista como uma forma de resiliência cognitiva, defende o podcast ‘Conversas que Cuidam’, da Fidelidade. No terceiro episódio, especialistas discutem como ambientes de trabalho inclusivos podem potenciar o talento e reduzir barreiras sociais e profissionais enfrentadas por pessoas neurodivergentes.

A conversa contou com Inês Neves Caldas, médica psiquiatra e psicoterapeuta, e Patrícia Teixeira de Abreu, coach e fundadora do projeto ProBono Dislexia Day by Day. Ambas destacaram a importância de reconhecer que o cérebro funciona de formas diferentes e que estas diferenças podem gerar valor nas equipas.

«Inexistem apenas formas ‘normais’ de pensar. A neurodiversidade celebra potenciais e resiliência, em vez de défices e limitações», sublinha Inês Caldas. A psiquiatra explica que a história humana mostra vantagens evolutivas em diferentes formas de atenção, atenção ao detalhe ou procura de novidade — capacidades que hoje podem ser vistas como talentos únicos, mas que muitas vezes são mal compreendidas nos contextos estruturados de escola e trabalho.

Conduzido por Rita Figueiredo, psicóloga e gestora de pessoas, e Soraia Jamal, psicóloga e psicoterapeuta, estas ‘Conversas que Cuidam’ vão combinar perspetivas individuais e organizacionais para promover resiliência, inclusão e qualidade de vida.

 

Ouça aqui o episódio completo:

Conversas que Cuidam | EP3

Barreiras ainda persistentes

Patrícia Teixeira de Abreu reforçou que o estigma e a falta de compreensão ainda são barreiras significativas: «Há pessoas que sentem pressão para mascarar características naturais, o que afeta autoestima e integração. Pequenas adaptações podem fazer uma grande diferença.»

Entre as medidas simples, destacam-se ambientes de trabalho menos barulhentos, espaços tranquilos, auriculares anti-ruído, mais flexibilidade no teletrabalho e feedback frequente. «Criar um ambiente de segurança onde as pessoas possam tirar a máscara é um alívio e permite que o talento emerja», afirma Inês Caldas.

 

Do projeto escolar ao contexto empresarial

O projeto de Patrícia, iniciado para apoiar a filha com dislexia e défice de atenção, expandiu-se para escolas e agora para empresas. O objetivo é normalizar a diferença e valorizar as competências que estas crianças e adultos trazem: criatividade, inovação, capacidade analítica e atenção ao detalhe.

«Em Portugal, estudos apontam para cerca de 5,4 crianças por turma com dislexia. Isto mostra que a diferença é mais comum do que imaginamos e deve ser aceite e compreendida», explica Patrícia.

No contexto empresarial, cerca de 20% das pessoas são neurodivergentes, muitas das quais já trabalham nas organizações. Adaptar práticas de gestão, preparar líderes e criar awareness dentro das equipas é essencial para que estas pessoas possam contribuir plenamente. «Quando criamos espaço para que alguém partilhe a sua realidade, podemos estruturar melhor o trabalho e aumentar a produtividade de forma significativa», acrescentou.

 

Um trabalho coletivo

O episódio reforça que a inclusão é responsabilidade de todos, líderes e equipas, e não apenas das políticas de diversidade: «Ir testando novas soluções, criar um espaço seguro e iterar constantemente são estratégias que beneficiam toda a equipa», afirma Inês.

A importância de valorizar as diferenças é sublinhada por metáforas que ilustram a força da diversidade: «Se todas as peças forem iguais, não há puzzle. Quando são diferentes, a imagem só se completa», destaca Patrícia.

Assim, «há um mundo de oportunidades que podem potenciar os pontos fortes». Além disso, Inês Caldas fez questão de relembrar: «ser diferente tem de ser normal». Patrícia reforçou: «O valor de alguém não depende da vida. É fundamental encontrar contextos que valorizem cada pessoa e não deixá-la sozinha nesse caminho.»

O episódio é um convite a cuidar, incluir e dar voz a todas as formas de ser e pensar, construindo organizações e uma sociedade mais humanas, criativas e resilientes.

 

Acompanhe aqui os outros episódios:

«Cuidar não tem de ser um ato solitário»: novo podcast da Fidelidade traz Conversas que Cuidam

«Cuidar é uma maratona»: quando as empresas também são redes de apoio

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