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«O cartão reforça a nossa missão: ninguém fica sem resposta quando precisa de cuidados» (António Saraiva)

«O cartão reforça a nossa missão: ninguém fica sem resposta quando precisa de cuidados» (António Saraiva)

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7 Janeiro, 2026 | 7 minutos de leitura

A Cruz Vermelha Portuguesa apresentou no final de 2025 um novo cartão de saúde «ajustado às necessidades reais das famílias», nomeadamente as que vivem em territórios onde o acesso a cuidados continua a ser desigual. Nas palavras de António Saraiva, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, na cerimónia de apresentação, no Palácio da Rocha do […]

A Cruz Vermelha Portuguesa apresentou no final de 2025 um novo cartão de saúde «ajustado às necessidades reais das famílias», nomeadamente as que vivem em territórios onde o acesso a cuidados continua a ser desigual. Nas palavras de António Saraiva, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, na cerimónia de apresentação, no Palácio da Rocha do Conde D’Óbidos, em Lisboa, esta é «uma porta aberta à saúde» em que «ninguém fica para trás».  

A iniciativa assenta num esquema de adesão individual ou empresarial, baseado no pagamento por consultas e exames a um preço reduzido. O Cartão Saúde CVP está disponível a partir de 4,85€, por mês, e divide-se em três modalidades: cartão universal, para cuidados acessíveis, cartão empresas, para as organizações que queiram oferecer cuidados de saúde aos trabalhadores, e cartão de saúde humanidade, que permitem a empresas ou particulares oferecer um ano de cuidados a quem mais precisa. Uma parte do valor da adesão contribui para os programas sociais e humanitários da Cruz Vermelha Portuguesa.  

O lançamento do cartão contou com a presença da Comissão de Honra do Cartão Saúde CVP, onde se inclui Maria de Belém Roseira, Rosa Mota, Armindo Monteiro, José Bento, Miguel Ribeiro Ferreira, João Silveira, Nazim Ahmad, José Germano de Sousa, Isabel Miguéns e Leonor Chastre. 

A propósito desta apresentação, a Líder esteve em conversa com António Saraiva, que explicou o modelo de funcionamento do cartão, a nova assistente virtual Erika, para além das perspetivas para o ano que agora começa. 

 

Maria de Belém, António Saraiva e Manuela Filipe

A Cruz Vermelha Portuguesa apresenta o cartão saúde como um ‘instrumento de inclusão’. Quais as vantagens e a diferenciação desta solução face a outras alternativas? 

 

O cartão saúde CVP é um instrumento de inclusão, porque facilita o acesso a cuidados de saúde de qualidade a preços verdadeiramente acessíveis. A sua principal vantagem é combinar simplicidade, economia e confiança, oferecendo consultas, exames e serviços médicos com condições preferenciais e acesso a uma ampla rede nacional de parceiros nas áreas da saúde e do bem-estar. Além disso, diferencia-se por incluir planos adicionais (saúde mental, oral e da mulher) e por ter também uma modalidade humanitária, que permite oferecer o cartão a quem mais precisa. É esta dimensão social, que alia benefício individual a impacto comunitário, que distingue o cartão saúde CVP de outras soluções existentes. 

 

Referiu que o cartão está “ajustado às necessidades reais das famílias”, sobretudo em territórios com acesso desigual a cuidados. Como garantem que estas regiões conseguem beneficiar da rede de parceiros privados? 

 

Garantimos essa cobertura, porque o cartão saúde CVP assenta numa rede nacional de parceiros, que inclui prestadores distribuídos por todo o país, permitindo acesso a condições preferenciais mesmo fora dos grandes centros urbanos. Além disso, trabalhamos continuamente para alargar essa rede, priorizando territórios onde o acesso é mais difícil. E, como instituição com presença nacional através das nossas delegações, conseguimos complementar a oferta privada com serviços de proximidade, assegurando que as famílias em regiões mais isoladas não ficam excluídas deste benefício. 

 

 

Uma parte do valor das adesões reverte para programas sociais e humanitários da CVP. Qual o impacto e de que forma será esse contributo canalizado? 

Uma parte do valor das adesões é diretamente canalizada para os nossos programas sociais e humanitários, reforçando a capacidade da Cruz Vermelha Portuguesa de apoiar quem mais precisa. Este contributo permite-nos chegar a mais pessoas nas áreas da saúde, bem-estar, apoio social e emergências, dando continuidade ao trabalho que, só em 2024, apoiou mais de 109 mil pessoas. Cada adesão ao cartão saúde CVP transforma-se, assim, numa ajuda concreta: financia respostas de proximidade, projetos comunitários e ações que promovem dignidade e proteção às populações mais vulneráveis. 

 

Rosa Mota, Miguel Ribeiro Ferreira e Pedro Morais Soares.

 

O Cartão Saúde CVP surge num período em que o SNS enfrenta críticas e dificuldades. O cartão pretende complementar ou apresenta-se como uma alternativa? 

O cartão saúde CVP não pretende substituir o Serviço Nacional de Saúde. O SNS é pilar fundamental do nosso país e deve ser protegido. O que fazemos, enquanto instituição humanitária, é oferecer uma solução complementar, simples e acessível, que ajuda as famílias a ultrapassar dificuldades pontuais de acesso, sobretudo em momentos de maior pressão sobre o sistema público. O cartão reforça a nossa missão: estar ao lado das pessoas e assegurar que ninguém fica sem resposta quando precisa de cuidados. 

 

Foi também apresentada a assistente virtual Erika. Qual será o seu papel? 

A Erika foi criada com um propósito muito claro: aproximar a Cruz Vermelha Portuguesa das pessoas, facilitando o acesso à informação e promovendo uma maior literacia em saúde. Esta ferramenta foi desenvolvida para ser simples, intuitiva e inclusiva, permitindo que qualquer utilizador (mesmo os que sejam menos familiarizados com tecnologia) consiga esclarecer dúvidas, compreender melhor os seus direitos e benefícios e navegar de forma segura pelo universo do cartão saúde CVP. A Erika não substitui o contacto humano, que continuará sempre a ser central para nós. Mas complementa-o, garantindo respostas rápidas, claras e acessíveis a qualquer hora do dia.  

 

Em 2024, a CVP apoiou mais de 100 mil pessoas nas respostas de saúde. Como pode este cartão contribuir para ampliar esse apoio? 

Este número reflete bem a confiança que as comunidades depositam em nós e a importância crescente do nosso papel no acesso a cuidados de saúde. O cartão saúde CVP nasce precisamente para ampliar este impacto. Este cartão permite-nos chegar a quem, muitas vezes, hesita em procurar cuidados de saúde por questões económicas ou por não terem facilidade em encontrar as respostas de que precisam. A modalidade humanitária, que possibilita que particulares ou empresas ofereçam o cartão a quem mais precisa, reforça ainda mais este alcance. A nossa meta é clara, aumentar significativamente o número de pessoas que conseguimos apoiar, democratizando o acesso à saúde e reduzindo desigualdades. Queremos que o cartão saúde se torne uma porta de entrada para cuidados essenciais, prevenção e bem-estar. 

 

Quais são as prioridades estratégicas da Cruz Vermelha Portuguesa para 2026? 

As prioridades estratégicas da Cruz Vermelha Portuguesa para 2026 passam por reforçar a saúde comunitária, consolidar as respostas sociais dirigidas às pessoas e famílias mais vulneráveis e aumentar a nossa capacidade de atuação humanitária perante emergências e crises. O lançamento do cartão saúde CVP enquadra-se exatamente nesta visão: é uma ferramenta que facilita o acesso a cuidados de saúde de forma simples e económica, enquanto contribui para a sustentabilidade das nossas ações sociais e humanitárias. Ao aproximar cuidados e gerar mais meios para apoiar quem mais precisa, o cartão saúde torna-se um pilar importante da estratégia da instituição para os próximos anos. 

Rita Rugeroni Saldanha,
Diretora de Conteúdos

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