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Denise Calado

Emails e reuniões em excesso estão a matar a criatividades dos colaboradores

22 Maio, 2023 by Denise Calado

Já ouviu falar na dívida digital? Pois fique a saber que também ela está em alta. O elevado fluxo de dados, emails, reuniões e notificações está a afetar o negócio e a criatividade das equipas. Durante a semana de trabalho, o utilizador mais intensivo de tecnologias gasta, em média, dois dias úteis a gerir caixas de entrada e reuniões.

Não há tempo e energia para desempenhar o trabalho e a falta de novas ideias aliada a uma corrente de obrigações digitais põem em risco a inovação das organizações. A solução parece estar do lado da Inteligência Artificial (IA).

O estudo “Work Trend Index – Will AI Fix Work?”, contou com a participação de cerca de 31 mil pessoas, em 31 países, e analisou biliões de sinais de produtividade na ferramenta Microsoft 365 e tendências laborais no LinkedIn.

O estudo, elaborado pela Microsoft, revela três insights urgentes para os líderes que procuram compreender e adotar a IA de forma responsável na sua organização.

1. Dívida digital está a colocar em risco a inovação

Neste estudo, cerca de 64% dos inquiridos afirmam ter dificuldades em ter tempo e energia para desempenhar o seu trabalho – sendo que têm 3,5 vezes mais probabilidades de também terem dificuldades com o pensamento estratégico. Os líderes afirmam já estar a sentir estes efeitos, e 60% diz que a falta de ideias inovadoras nas suas equipas é uma preocupação.

Quando analisada a forma como as pessoas despendem o tempo, é evidente o custo da falta de concentração, a procura de informação e o volume de comunicações. A maioria (68%) afirma não ter tempo suficiente para se concentrar sem interrupções, enquanto outros se debatem com o tempo gasto na procura de informações.

Numa análise nas aplicações do Microsoft 365, o colaborador médio passa 57% do tempo a comunicar (reuniões, emails e chat) e 43% a criar (documentos, folhas de cálculo e apresentações). Os utilizadores mais intensos passam mais de 8 horas por semana a enviar emails e mais 7,5 horas em reuniões – ou seja, mais de dois dias úteis a gerir a caixa de entrada e a ter reuniões.

2. Aliança entre a IA e os colaboradores

Apesar de quase 50% afirmar a preocupação de que a IA vá substituir os seus empregos, 70% delegaria o máximo de trabalho possível à IA para diminuir a carga de trabalho. Entre os possíveis cenários de utilização, 3 em cada 4 pessoas afirmam que se sentiriam confortáveis em utilizar a IA para tarefas administrativas (76%), trabalho analítico (79%) e criativo (73%). Inclusivamente, para ajudar a encontrar as informações e respostas de que necessitam (86%), resumir reuniões e pontos de ação (80%) e planear o dia (77%).

Os inquiridos também acreditam que a IA pode aumentar a criatividade, sendo que, quanto mais compreendem, mais percebem as vantagens. A maioria (87%) dos trabalhadores em funções criativas, que estão extremamente familiarizados com a IA, afirmam que se sentiriam confortáveis em utilizar esta ferramenta para os aspetos criativos do seu trabalho.

3. Todos os colaboradores devem saber trabalhar com a IA

Trabalhar com a IA – utilizando a linguagem natural – será tão inerente à forma de trabalhar como a Internet e o PC. A maioria (82%9 dos líderes inquiridos afirmam que os seus colaboradores vão precisar de novas habilitações para estarem preparados para o crescimento da IA.

Para reforçar, existem 33 vezes mais publicações no LinkedIn a mencionar tópicos como IA generativa e GPT do que há um ano e, em março de 2023, a proporção de anúncios de emprego nos EUA no LinkedIn que mencionam GPT já aumentou 79% em relação ao ano anterior.

Esta nova geração de IA irá permitir eliminar as tarefas morosas e impulsionar a criatividade. Existe uma enorme oportunidade para as ferramentas impulsionadas por IA ajudarem a aliviar a dívida digital, a desenvolver novas habilitações e a capacitar os colaboradores

Satya Nadella, chairman e CEO da Microsoft

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Imobiliário: conheça as quatro tendências que redefinem os espaços

22 Maio, 2023 by Denise Calado

Flexibilidade, bem-estar, sustentabilidade e tecnologia são fatores cada vez mais valorizados na forma de viver, trabalhar e consumir. Atualmente, são procuradas casas com espaços mais amplos, áreas exteriores e ambientes que fomentem um sentido de comunidade, qualidade no ambiente de trabalho, cada vez mais híbrido e digital, e estabelecimentos que apostem em produtos locais e sustentáveis no momento de comprar.

Estas são parte das conclusões do relatório “Live, Work & Shop”, da consultora imobiliária CBRE, resultado de um inquérito realizado a cerca de 20 mil consumidores, entre baby boomers e geração Z, para saber de que forma as pessoas vivem, trabalham e fazem compras.

Habitação: qualidade de vida, localização e sustentabilidade são fatores-chave

De acordo com o estudo, elaborado pela área de People Insights, existe uma procura por espaços maiores, com áreas exteriores, ambientes que fomentem um sentido de comunidade e bem-estar. Fatores como a qualidade de vida, localização e sustentabilidade são agora fatores chave na procura de habitação. Um terço dos consumidores inquiridos a nível global pretende mudar de casa nos próximos dois anos.

Trabalho: localização do escritório, qualidade do espaço de trabalho e modelo híbrido

Após as mudanças na forma de trabalhar provocadas pela pandemia, o regresso ao escritório continua a sentir-se. Os trabalhadores passaram a ter em conta fatores como a flexibilidade, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal/familiar, o desenvolvimento profissional e a qualidade do ambiente de trabalho como fatores de escolha e decisão. Na Europa, 38% dos inquiridos dizem ter regressado ao escritório a tempo inteiro e 90% dos trabalhadores referem querer continuar a passar tempo no local de trabalho, o que demonstra a necessidade de as empresas manterem a aposta nos escritórios.

Consumo: preferência por produtos locais, apoio comunitário e consumo responsável

Apesar do aumento do comércio eletrónico, o retalho tradicional foi identificado como o método de compra preferido pelos consumidores em sete das dez categorias do inquérito. Os consumidores valorizam a experiência de compra em loja e o produto é crucial.

 

As pessoas devem estar no centro de todas as decisões imobiliárias. Conhecer o seu comportamento em aspetos tão importantes como de que forma vivem, trabalham e fazem compras é fundamental para redefinir estes espaços e conceber um produto adaptado às suas necessidades. As ciências comportamentais estão a desempenhar um papel cada vez mais importante no setor imobiliário, cooperando para a sua transformação e contribuindo com informações muito relevantes para os ocupantes e investidores

Tatiana Abreu, Diretora da People Insights CBRE Ibéria

 

Arquivado em:Notícias

Líderes em apuros

22 Maio, 2023 by Denise Calado

Provavelmente todos nós já tivemos oportunidade de trabalhar com pessoas que manifestamente não são líderes e quando muito serão maus chefes e sentimos na pele o que acontece quando temos incompetentes funcionais nesta área.

Olhando para a nossa envolvente, com especial atenção para os políticos que estão mais expostos, claramente vemos o quanto há a fazer na área da Liderança. Quase que ficamos com a sensação de estarmos à beira de um ataque de nervos e vemos a reação que as pessoas têm quando a liderança é incompetente.

Sinais de péssima liderança que vamos notando e que descredibilizam a função de liderança:

– impunidade assumida por quem tem poder e que acha que não tem de dar exemplo

– apropriação dos cargos para uso próprio servindo-se deles em vez de os servir

– corrupção aceite como uma “normalidade”, às vezes quase a roçar a lógica de se dar valor ao  “espertismo degradante”

– desinteresse pelo que acontece com as situações que estão a acontecer, como que se não tivessem nada a ver comigo

– desmotivação nos detentores dos cargos e que a passam para as equipas

– falta de humanidade e consideração pelas pessoas, focados excessivamente nos resultados e numa lógica egoísta da função de liderar.

Já em vários fóruns tenho deixado a sugestão de que devemos garantir que alguém que vai para um cargo de liderança deve ter tido previamente formação técnica para a função, específica no setor e no tipo de organização e equipa, bem como formação comportamental.

A formação comportamental é rara e é talvez a mais importante porque constitui uma das bases para a desmotivação das pessoas numa equipa e hoje há muito que se pode fazer e bem combinando a formação em liderança com o Coaching que acompanhe o Líder.

Há muitas pessoas em cargos de liderança de equipas “com bom coração” e “esforçados” mas falta-lhes o conhecimento para desempenharem bem essa função.

Não faz sentido que algo tão importante e com um impacto tão profundo nas empresas seja menosprezado e assim gerando um ambiente de baixa performance e baixa qualidade.

A ser assim e para ajudar fica aqui o meu contributo de uma check-list que pode ajudar-te a identificares oportunidades de melhoria na função de liderança, como um raio-x que te ajuda a detetar o nível de competência para essa função tão importante, sem dramas e numa lógica positiva e de melhoria contínua:

– melhora o teu nível de relacionamento com as tuas pessoas para que elas gostem de ti e tu delas

– desenvolve as tuas capacidades de imaginar cenários e projetar ou desenvolver os sonhos das tuas pessoas e usa essa capacidade na tua comunicação com as equipas

– garante que os teus problemas pessoais não vertam para a equipa e assim não os sobrecarregas para além dos desafios que eles já têm de suportar, hoje em dia num ambiente emocional complexo e com grande desafios até em casa

– toma a dianteira e lidera a resolução dos problemas, acompanhando quem no terreno está a resolvê-los e assim garantindo o teu envolvimento e manifestação de interesse

– não te acomodes mas pelo contrário assume a “insatisfação positiva”, ou seja, dá valor ao que conseguem mas espera mais e melhor

– não tenhas medo de partilhar o teu conhecimento. Assim garantes que, após te tornares importante, não corres o risco de, sendo imprescindível, nunca mais progredires na carreira, apenas pelo facto de não haver alternativa a ti mesmo. Partilha e trabalha a redundância

– trabalha a tua organização pessoal e a tua capacidade de gerires o teu tempo e avança com determinação para usares a tecnologia. Usa uma agenda eletrónica

– em vez de trabalhares em vagas, com a filosofia do “segurem-me que agora vai ser”, planeia o que têm de fazer e traz confiança e previsibilidade ao trabalho das equipas, estimulando o planeamento

– arrisca e acredita em quem merece a tua confiança e retira as pessoas tóxicas da equipa

– estimula a participação e o espírito de equipa entre as pessoas dando feedback e aproveitando as ideias incríveis e o talento que há com toda a certeza na tua equipa

– não sejas do tipo “sempre se fez assim”. Inova e sê o primeiro e mais importante provocador da tua equipa.

 

Vais ser um melhor líder, com toda a certeza.

Arquivado em:Opinião

Seis projetos portugueses entre os finalistas dos Prémios New European Bauhaus

22 Maio, 2023 by Denise Calado

Seis projetos portugueses estão entre os 61 finalistas dos prémios da New European Bauhaus (NEB), a iniciativa criativa e interdisciplinar que liga o Pacto Ecológico Europeu aos espaços e experiências de vida. Os Prémios NEB pretendem celebrar iniciativas exemplares que liguem sustentabilidade, estética e inclusão.

No ano passado, o REPLAY, único projeto português entre os finalistas saiu vencedor, com um prémio de 30 mil euros. O público pode apoiar quatro dos projetos nacionais através das votações, que decorrem até 24 de maio.

Projetos Finalistas

Os projetos nacionais finalistas, selecionados de entre mais de 1400 candidaturas são: Reabilitar Troço a Troço (RTT), Programa Atlantis, Casas e Lugares do Sentir – Craft Lab, Science in Migrant Communities, Uma Casa na Montanha é um Chapéu e Worldfield House for the Worldfield in Rophenklempenow.

Serão atribuídos, no total, 15 prémios NEB: 12 são selecionados por um júri (um por cada uma das quatro categorias a concurso em cada uma das três vertentes do prémio) e três são selecionados através de uma votação pública (um por vertente). Cada pessoa só pode votar uma vez, podendo selecionar até três projetos por vertente.

Os finalistas nacionais foram reconhecidos nas vertentes A – New European Bauhaus Champions e C – New European Bauhaus Education Champions e os vencedores poderão receber um prémio monetário de 30 mil euros cada.

Conheça aqui um pouco melhor cada projeto:

VertenteCategoriaProjeto
 New European Bauhaus ChampionsRestabelecer uma relação com a naturezaReabilitar Troço a Troço” (RTT), desenvolvido pela Equipa Multidisciplinar de Ação para a Sustentabilidade (EMAS), do Município de Santarém. Trata-se de um projeto de capacitação para a inovação na gestão sustentável da água, concebido para aproximar as pessoas dos recursos hídricos, através de soluções baseadas na natureza que por sua vez fomentem o sentimento de pertença ao território e priorizem as políticas de conservação dos ecossistemas ribeirinhos a nível local.
New European Bauhaus Education ChampionsRestabelecer uma relação com a naturezaPrograma Atlantis, implementado em Sesimbra e liderado pela Oceans and Flow – Aquatic Movement Culture. Trata-se de um Programa de Literacia do Oceano e tem como objetivo despertar e enraizar a responsabilidade ambiental e promover a proteção dos oceanos a nível local, de modo a criar uma rede de cidadãos ativos e guardiões do oceano.
Reconquistar um Sentimento de PertençaO projeto Casas e Lugares do Sentir – Craft Lab, criado pelo Município do Fundão num protocolo com a UNESCO, através da rede de Casas e Lugares do Sentir e do Fab Lab Aldeias do Xisto. Pretende fomentar a utilização das tecnologias de fabricação digital e dos processos do design como ferramentas de apoio e valorização da produção artesanal e ainda estimular, conservar e preservar o território e o seu património material e imaterial, num território rico em tradições que quer aproximar gerações e empoderar pessoas para viveram em territórios rurais.

 

Science in Migrant Communities, projeto transfronteiriço, entre Portugal e Bélgica, sediado em Portugal, promovido e implementado pela Native Scientists, uma organização não lucrativa fundada por duas cientistas portuguesas. Este projeto envolve comunidades migrantes carenciadas em toda a Europa em diálogos significativos sobre ciência. A iniciativa reúne estudantes e cientistas da mesma comunidade migrante por meio de oficinas práticas e multidisciplinares que se baseiam na cultura e nos laços comunitários dos participantes para promover a literacia científica e o multilinguismo, bem como um sentimento de pertença comum.
Priorizar os lugares e as pessoas que mais precisamA house is a mountain is a hat, promovido pela Trienal de Arquitetura de Lisboa, é um livro infantil acessível, tátil e de fácil leitura, sobre a arquitetura que explora “a casa” nas suas múltiplas dimensões. Apresenta conceitos sobre o ambiente construído e o poder da arquitetura: sobre como esta pode ser criada, utilizada e transformada de forma consciente, em harmonia com o planeta. Está disponível em bibliotecas e livrarias e pode ser lido por crianças cegas ou com visão reduzida.
Necessidade de um ecossistema industrial baseado no ciclo de vida e no longo-prazoWorldfield “Weltacker” Rothenklempenow, é um projeto transfronteiriço, entre a Alemanha e Portugal, sendo o parceiro a nível nacional o Jardim do Mira. Trata-se do ponto de partida para uma exposição ao ar livre que apresenta as interligações entre a alimentação, a agricultura e o solo. A recém-inaugurada “Worldfield House” é uma construção multifuncional feita de bolas de palha, madeira e barro e tem por objetivo ampliar o âmbito educacional do projeto.

 

 

Faça a sua votação aqui

 

Arquivado em:Inovação, Notícias

O Árabe do Futuro. Ser Jovem no Médio-Oriente (1992-1994)

19 Maio, 2023 by Denise Calado

Este quinto volume da série, internacionalmente reconhecida, O Árabe do Futuro cobre os anos 1992-1994. Este livro conta a história verdadeira de um adolescente (Riad Sattouf) que já não é loiro, da sua família franco-síria e de um fantasma.

De origem franco-síria, Riad Sattouf nasceu em Paris em 1978. Passa a sua infância na Argélia, na Líbia e na Síria, onde recebe uma educação muçulmana. Regressa a França com 12 anos de idade, prosseguindo os seus estudos primeiro em Cap Fréhel e mais tarde em Rennes, onde cursa a Escola de Belas-Artes.

É atualmente um autor de BD de grande sucesso. É igualmente um (re)conhecido cineasta, tendo realizado Les Beaux Gosses, galardoado com um César para o Melhor Primeiro Filme em 2010, e Jacky au Royaume des Filles, que estreou em França nos inícios de 2014.

Arquivado em:Livros e Revistas

Rumo ao desconhecido: planeta prestes a ultrapassar o limite de 1,5 graus Celsius

19 Maio, 2023 by Denise Calado

Até 2027, o aquecimento global deve alcançar patamares nunca antes registados. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) soou o alarme esta semana, revelando que há 66% de probabilidade de se ultrapassar, nos próximos anos, a meta de aquecimento global de 1.5 graus Celsius.

Este cenário é causado não só pelas emissões diárias de CO2, mas também pela ocorrência do fenómeno natural El Niño, que provoca o aumento de temperaturas e a alternância de seca e chuvas fortes em diferentes partes do globo.

“Prevê-se que nos próximos meses se desenvolva um El Niño mais quente, que se combinará com as alterações climáticas induzidas pelo Homem, que farão subir as temperaturas globais para territórios desconhecidos”, alertou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Acrescentou ainda: “Isto terá repercussões em grande escala para a saúde, a segurança alimentar, a gestão da água e o ambiente. Temos de estar preparados”.

O Acordo de Paris, estabelecido em 2015, definiu os 1.5ºC como o limite global para o aquecimento atmosférico, com quase todos os países do mundo a assinar o compromisso de evitar que se chegasse a esse valor.

No entanto, segundo o especialista em clima Leon Hermanson, o risco de o ultrapassar, mesmo que temporariamente, tem vindo a aumentar desde então.

Ultrapassar o limite de 1.5ºC nas próximas décadas intensificará ainda mais os efeitos do aquecimento global

“Este relatório não significa que vamos ultrapassar permanentemente o nível de 1.5°C especificado no Acordo de Paris, que se refere ao aquecimento a longo prazo, durante muitos anos. No entanto, a OMM está a fazer soar o alarme de que iremos ultrapassar o nível de 1.5º C numa base temporária e com uma frequência crescente”, afirmou o secretário-geral da OMM.

Os cientistas do clima da OMM estimam que nos próximos anos o planeta poderá enfrentar picos de temperatura até 1.8 graus superiores à média do período 1850-1900, utilizado como referência por ser anterior à emissão de gases com efeito de estufa provenientes de atividades humanas e industriais.

A situação torna-se ainda mais crítica quando consideramos a região do Ártico, que está a aquecer muito mais rapidamente do que o restante do planeta. Esse fenómeno parece estar a ter um impacto nos sistemas climáticos globais, incluindo a Jet Stream, que tem causado disrupções climáticas em todo o hemisfério norte nos últimos anos.

O planeta está a entrar em território desconhecido. A ultrapassagem do limite de 1.5ºC representa uma aceleração notável dos impactos humanos no clima global e, se ignorada, pode levar a consequências catastróficas e irreversíveis. A ação imediata e decisiva para limitar as emissões de gases de efeito estufa é necessária para impedir este futuro sombrio.

“Em conclusão, não conseguimos limitar o aquecimento até agora e continuamos a avançar na direção errada”, remata Petteri Taalas.

 

Arquivado em:Clima, Notícias

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