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Denise Calado

Shaping Sustainable Business: A importância da liderança na incorporação ESG

23 Maio, 2023 by Denise Calado

Em Portugal, a importância das questões ESG é cada vez mais reconhecida, e as empresas começam a dar prioridade à incorporação destes fatores nas suas estratégias de negócio.

A liderança assume um papel crítico neste processo, compreendendo a importância das questões ESG e reconhecendo o seu potencial impacto na sustentabilidade e no sucesso a longo prazo das empresas. Os líderes empenhados promovem ativamente a adoção de práticas ESG, fomentando uma cultura que enfatiza a sustentabilidade e a conduta empresarial responsável em toda a organização.

Ao envolver ativamente os líderes na tomada de decisões relacionadas com as questões ESG, as organizações podem reforçar o seu compromisso com a gestão ambiental, o bem-estar social e uma governação eficaz. Isto implica promover uma compreensão abrangente das questões ESG e a sua relevância para os objetivos estratégicos da organização.

É importante que os líderes sejam transparentes e responsáveis no que diz respeito às métricas ESG. Isto inclui a comunicação com os stakeholders, a divulgação de relatórios de sustentabilidade, e a participação em iniciativas que promovam a sustentabilidade e a responsabilidade social das empresas.

As atuais estratégias empresariais devem ter em consideração os fatores de inovação e criatividade, combinados com as políticas dos ESG, nos quadros de tomada de decisão.

Esta abordagem pode motivar os trabalhadores a pensar em soluções sustentáveis para os desafios que a empresa enfrenta, o que por sua vez pode conduzir ao desenvolvimento de novos produtos, processos e modelos empresariais que considerem as questões de sustentabilidade.

Além disso, os líderes têm de garantir que os valores e objetivos da empresa estão alinhados com os seus compromissos de sustentabilidade. Por exemplo, Harvard concluiu que as empresas que dão prioridade à sustentabilidade tendem a ter retornos financeiros mais elevados e perfis de risco mais baixos em comparação com as suas homólogas menos sustentáveis.

A liderança sustentável é um conceito que se centra na incorporação da sustentabilidade em todas as áreas de negócio. Esta, é crucial para as empresas que se querem destacar num mercado cada vez mais exigente neste sentido.

No mesmo sentido, é capaz de motivar e inspirar os empregados a agir de formas mais sustentáveis. Podem encorajar a inovação e a criatividade promovendo práticas e soluções sustentáveis. através da comunicação e assumindo responsabilidade pela adoção de good and sustainable business practices.

 

Os 4 Princípios da Liderança Sustentável

Os princípios da liderança sustentável englobam um conjunto de estratégias e abordagens que têm como objetivo promover mudanças positivas e criar empresas sustentáveis, reduzindo simultaneamente o impacto ambiental das operações.

Ter uma mentalidade ecocêntrica, sistémica e de longo prazo:

Os líderes com uma mentalidade ecocêntrica compreendem que os seres humanos são parte integrante do ecossistema global e não estão separados dele.

Estabelecer uma rede de liderança transfronteiriça:

Os líderes em sustentabilidade reconhecem a importância da colaboração e do envolvimento das partes interessadas na promoção de mudanças sustentáveis.

Exercer influência sem autoridade:

Os líderes sustentáveis compreendem que a sua eficácia reside na sua capacidade de influência, em vez de dependerem apenas da autoridade formal.

Trabalhar com a complexidade:

Os desafios da sustentabilidade são muitas vezes complexos e exigem que os líderes naveguem por diversos interesses, prioridades concorrentes e sistemas dinâmicos.

Em última análise, a liderança sustentável é uma vantagem competitiva para as empresas que procuram diferenciar-se no mercado, atrair investidores, e contribuir para um futuro melhor.

 

Arquivado em:Opinião

António Saraiva é o novo Diretor Executivo da Portugal Nuts

23 Maio, 2023 by Denise Calado

António Pimentel Saraiva é o novo Diretor Executivo da Portugal Nuts – Associação de Promoção de Frutos Secos, para o triénio 2023-2025.

Licenciado em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, exerceu funções na Syngenta em Portugal e Espanha, tendo ocupado a função de Diretor de Sustentabilidade para África, Médio Oriente e Turquia nos últimos 4 anos.

Foi Presidente da ANIPLA (Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas) durante oito anos (2001-2009). Entre 2012 e 2018 foi Presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias. Neste período foi também Presidente da direção da Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira.

Trabalhar para uma associação muito jovem que integra produtores e processadores do Centro e do Sul do país está a ser muito estimulante, quer pelo perfil dos seus associados quer pelo crescimento sustentado que estas fileiras de frutos secos têm demonstrado nos últimos anos. E é também muito interessante o dinamismo e capacidade de incorporação de novas tecnologias por parte dos produtores, que procuram melhorar a sua eficiência diariamente. As condições de que o país dispõe e a proximidade a mercados de alto valor, estão a criar oportunidades de negócio para que a amêndoa e a noz de origem portuguesa contribuam para satisfazer a procura dos consumidores nacionais e europeus que valorizam a sustentabilidade. Um setor com estas perspetivas deve ser acarinhado e as suas necessidades devem ser ouvidas pelos decisores para que a competitividade destas culturas não se veja incompreensivelmente ameaçada

António Pimentel Saraiva, Diretor Executivo da Portugal Nuts

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Conheça as empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal

22 Maio, 2023 by Denise Calado

A Microsoft ocupa o primeiro lugar da tabela, seguida pela Delta Cafés, em segundo lugar, e a Hovione, que entra pela primeira vez no top 3. Bosch, OGMA, Siemens,  CUF,  Nestlé,  Volkswagen Group Services e Ikea Portugal concluem o top 10 das empresas mais atrativas.

Este é o ranking das empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal, de acordo com o estudo “Randstad Employer Brand Research 2023“.

No que toca aos setores, a área da saúde destaca-se como a que mais atrai os portugueses para trabalhar, seguindo-se o turismo, desporto e entretenimento e ainda o setor de IT, telecomunicações e consultoria. No entanto, os setores que mais melhoraram face aos últimos anos, foram os de FMCG (Fast Moving Consuming Goods) e indústria alimentar.

A lista completa do top-20 das empresas mais atrativas para trabalhar é a seguinte:

  1. Microsoft
  2. Delta Cafés
  3. Hovione
  4. Bosch
  5. OGMA – indústria aeronáutica de Portugal
  6. Siemens
  7. CUF (Grupo José de Mello Saúde)
  8. Nestlé
  9. Volkswagen Group Services
  10. Ikea Portugal
  11. The Navigator Company
  12. RTP – Rádio e Televisão de Portugal
  13. JOAQUIM CHAVES SAÚDE
  14. Fujitsu Technology Solutions
  15. Farfetch
  16. Banco de Portugal
  17. Corticeira Amorim
  18. Grupo Salvador Caetano
  19. Hospital da Luz
  20. Nokia

Salário e Benefícios permanecem os fatores mais relevantes na procura de emprego

Este ano, e em conformidade com as análises de anos anteriores, o salário e benefícios atrativos são os critérios mais valorizados pelos inquiridos na escolha de um emprego, seguindo-se o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional; um ambiente de trabalho agradável; oportunidades de progressão de carreira e estabilidade profissional.

Inseridos num contexto atual pautado por uma forte competitividade, os resultados da análise  indicam que os colaboradores portugueses estão a dar importância a um conjunto específico de fatores e existe um contraste face ao que os empregadores estão a oferecer.

Os dados revelam que, enquanto o salário atrativo é o primeiro fator para classificar o “empregador perfeito”, o mesmo indicador encontra-se apenas na última posição naquilo que pensam que os empregadores oferecem. A estabilidade relativamente ao trabalho de longo termo e a localização são os principais fatores apontados pelos inquiridos na avaliação do empregador atual. Contudo, a possibilidade de ter o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho é o segundo ponto que os participantes priorizam num empregador.

Os inquiridos revelam também que os benefícios materiais, na escolha de um empregador em detrimento de outro, não são tudo. Por isso, os participantes que pertencem a faixas etárias mais jovens, sobretudo a que se situa entre os 18 e os 24 anos, consideram menos importantes (79%) os benefícios materiais do que os outros grupos etários.

Neste caso, são muito valorizadas as relações com a liderança e/ou colegas. Assim, estes dados referem que a valorização dada aos benefícios não materiais se aproxima cada vez mais da importância atribuída aos benefícios materiais.

 

Este reconhecimento reflete o resultado do investimento em employer branding destas empresas nas suas operações em Portugal e, no atual contexto, é ainda mais relevante, na medida em que lhes confere capacidade para atrair e reter os melhores talentos e contribui para se diferenciarem no mercado. Damos os parabéns a todas estas organizações pela classificação obtida, desejando-lhes os maiores sucessos para o futuro

Raul Neto, CEO da Randstad Portugal

Arquivado em:Notícias

População com formação superior e em idade ativa aumentou mais de 70%, mas desiste de procurar trabalho

22 Maio, 2023 by Denise Calado

Portugal é o segundo país mais envelhecido da União Europeia, com cerca de 52% da população acima dos 45 anos (versus 49% para Europa), e onde a percentagem de desempregados e inativos tem vindo a crescer. O fenómeno de envelhecimento também se verifica na população com formação superior, segmento em que as pessoas em idade laboral (45 e 64 anos), aumentou mais de 72% ultrapassando as 563 000 pessoas, entre 2011 e 2021.

Deste número, cerca de 83 mil, estavam sem trabalho, tendo cerca de 77% optado por sair da população ativa e desistir de procurar trabalho. Os restantes 23% (19 000 pessoas) estão no desemprego, um crescimento de 78% entre 2011 e 2021.

Os primeiros resultados do projeto de empregabilidade sénior da Associação dNovo foram recentemente apresentados, juntamente com a intenção de querer triplicar apoio a profissionais com mais de 50 anos no regresso ao mercado de trabalho até 2025.

Para além do efeito direto nos profissionais apoiados, esta medida tem um impacto direto na economia, nomeadamente pelo aproveitamento de competências seniores nas empresas, colmatando a falta de talento em algumas áreas, e com benefícios para a sociedade.

Empregabilidade sénior qualificada  

No primeiro ano de arranque do projeto de talento e empregabilidade sénior qualificada, a dNovo, uma Associação sem fins lucrativos, contribuiu para que, dos 176 apoiados, cerca de 23% (40 pessoas) regressassem ao mercado de trabalho. A organização pretende acelerar o crescimento do projeto e aumentar o número de profissionais apoiados, bem como de empresas parceiras e mentores.

O objetivo de promover o regresso ao mercado de trabalho de pessoas com mais de 50 anos e com elevada qualificação e experiência profissional, em situação de desemprego, está também aliado à promoção do aproveitamento de competências seniores nas empresas portuguesas. Até 2025, a dNovo pretende triplicar esse número de pessoas apoiadas pela associação.

Para alcançar este objetivo, será imprescindível uma maior participação do tecido empresarial, pelo que a Associação está a desenvolver um novo modelo de envolvimento de empresas, particularmente PMEs.

Neste ano piloto, a dNovo contou com a colaboração de cerca de 80 mentores voluntários, com uma vasta trajetória profissional, que se revelaram uma mais-valia na orientação de carreira e tomada de decisão por parte dos profissionais apoiados.

 

O desemprego sénior qualificado é um fator generalizado de preocupação, não só pelo impacto social que tem nas pessoas afetadas, mas também pelo desperdício de recursos humanos qualificados e de talento desaproveitado. A exclusão deste segmento na atividade laboral representa custos elevadíssimos para o nosso país, um cenário que a dNovo quer ajudar a inverter, valorizando o seu conhecimento e experiências e, ao mesmo tempo, sensibilizando o mercado para o valor destes profissionais

João Castello Branco, Presidente do Conselho de Administração da dNovo

Arquivado em:Notícias, Trabalho

A espuma dos dias como estratégia

22 Maio, 2023 by Denise Calado

Lê-se e não se acredita: a Comissão Permanente da Seca reuniu 13 vezes em seis anos. A seca é um problema sério. Todos sabemos. Por vezes temos vontade de perguntar para onde foi a chuva. Perante este cenário parece legítimo esperar que alguém conhecedor esteja a pensar no problema. Parece não ser o caso. A comissão da seca pode ser muita coisa mas permanente não é com certeza.

Esse é, aliás, o problema permanente do nosso país: discute-se a espuma dos dias como se se tratasse de espuma estratégica. Alteram-se decisões com leviandade, como se essas alterações não tivessem custos. Um governo desfaz o que o anterior fez, como se não houvesse interesse convergente no longo prazo. O curto prazo reina; o longo prazo não conta.

Eis três maneiras de atuar perante problemas como a seca: 1) pensar no poder como uma responsabilidade e não como uma forma de acesso a recursos; 2) ler, por exemplo As Últimas Colheitas, de Philip Lymbery (Vogais) para aprender mais sobre o tema; 3) seguir o exemplo de organizações tão diversas como os All Blacks (“planta árvores que nunca verás crescer”) e da Patagonia (“pensa nas implicações das tuas decisões até à sétima geração”). Esta forma de pensamento transgeracional corresponde à própria definição de sustentabilidade. Pratiquemo-la em vez de nos empanturrarmos com espuma.

 

PS Relativamente ao terceiro ponto, fica o agradecimento os meus alunos do The Lisbon MBA pela inspiração.

 

 

 

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

O Multiverso desmistificado: é real?

22 Maio, 2023 by Denise Calado

Desde filmes como “Doctor Strange: no Multiverso da Loucura” da Marvel e “Everything Everywhere All at Once“, a séries de televisão como “Rick e Morty”, o nosso panorama cultural parece cada vez mais cativado pelo conceito do multiverso.

Esta fascinação estende-se além das suas representações no grande ecrã. Segundo o cosmólogo e físico Sean Carroll, a crescente popularidade do multiverso decorre do seu intrigante intelecto e da sua capacidade de nos ajudar a confrontar versões alternativas de nossas realidades, potencialmente possibilitando uma forma de conforto existencial.

O que é, afinal, o Multiverso?

Enquanto Hollywood apresenta o multiverso como um conjunto de todos os universos possíveis, permitindo que as personagens interajam ou entrem em disputa com os seus alter egos, os físicos têm uma visão mais matizada.

Carroll explica que, ao contrário do que se acredita, os físicos não inventaram o multiverso porque era um conceito “excitante”, mas porque este emergiu como uma conclusão lógica de outras teorias científicas.

Mais em concreto, da Teoria Inflacionária da Cosmologia e a Teoria dos Muitos Mundos da Mecânica Quântica (“The Many-Worlds of Quantum Mechanics”), que antecipam a existência de outros universos.

No entanto, o multiverso na física não é um campo onde “tudo é possível”, acrescenta. Em vez disso, as regras e limitações de cada universo são ditadas por equações científicas precisas. Por exemplo, na teoria dos “Muitos Mundos” da mecânica quântica, cada possível resultado de medição de um sistema quântico torna-se realidade, mas apenas num universo diferente.

Notavelmente, as interpretações do multiverso pela cosmologia e pela mecânica quântica diferem significativamente.

Na cosmologia, diferentes universos poderiam existir a biliões de anos-luz de distância com, potencialmente, diferentes leis da física. Em oposição, a mecânica quântica sugere universos paralelos onde diferentes resultados de experiências quânticas são realizados, existem simultaneamente com o nosso.

Embora a teoria do multiverso tenha provocado controvérsia na comunidade científica, com críticos a alegar que não pode ser observada, testada ou falsificada, Carroll argumenta que a sua força reside em explicar os fenómenos que observamos no nosso universo.

O desafio para os cientistas está em decidir se aceitam a existência de outros universos com base nas explicações convincentes fornecidas pelas teorias atuais, ou se as rejeitam em busca de explicações alternativas.

Enquanto os físicos lutam com as complexidades de múltiplos universos, a cultura popular abraçou o potencial narrativo de um multiverso. A ideia de que as nossas decisões e ações poderiam criar diferentes linhas do tempo ressoa com a nossa curiosidade natural.

Para muitos, o multiverso é uma fonte de imaginação, permitindo-nos fantasiar sobre uma realidade melhor sempre que o nosso mundo não vai de encontro às nossas expectativas; dá-nos a ideia reconfortante de que, em qualquer outro universo, poderíamos ter vidas diferentes.

Apesar dessa fascinação cultural, os cientistas enfatizam a importância de reconhecer a distinção entre as interpretações científicas e filosóficas do multiverso. O multiverso de Hollywood, onde qualquer realidade imaginada pode existir, pode parecer tentador, mas muitas vezes contradiz os princípios científicos fundamentais que orientam as teorias atuais sobre o multiverso.

Ainda assim, a combinação da ciência e filosofia no conceito do multiverso alimenta a nossa imaginação coletiva, permitindo-nos imaginar as infinitas possibilidades de existência. Se essas realidades alternativas são cientificamente plausíveis, filosoficamente satisfatórias ou meramente figuras de narrativa criativa, o multiverso continua a cativar, entreter e a fazer-nos refletir sobre o nosso lugar neste – ou em qualquer outro – universo.

 

Arquivado em:Ciência, Notícias

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