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Leonor Wicke

Lisboa e Porto concentram 82% das vagas tech em Portugal

21 Abril, 2026 by Leonor Wicke

A região de Lisboa concentra 51,72% das vagas tecnológicas, representando, sozinha, mais de metade de todo o mercado nacional. O Porto surge em segundo lugar com 30,44%, mas com uma diferença significativa de mais de 20 pontos percentuais.

Juntas, estas duas regiões representam cerca de 82% das oportunidades de emprego no setor tecnológico em Portugal, evidenciando um forte desequilíbrio territorial.

Restantes distritos têm peso residual

Depois de Lisboa e Porto, o número de vagas reduz-se drasticamente:

  • Braga: 6,53%
  • Aveiro: 4,64%
  • Coimbra: 4,41%
  • Setúbal: 1,29%

Os restantes distritos apresentam valores residuais:

  • Évora: 0,27%
  • Faro: 0,26%
  • Açores: 0,24%
  • Madeira: 0,23%

Distritos como Guarda, Leiria, Vila Real, Castelo Branco, Santarém, Viseu, Viana do Castelo e Bragança representam, em conjunto, apenas 0,77% das vagas tech.

Interior e regiões autónomas praticamente fora do mapa tecnológico

Os dados mostram que:

  • O Alentejo e Algarve somam apenas 0,60% das vagas;
  • Açores e Madeira juntos representam 0,47%;
  • Distritos como Portalegre e Beja têm presença praticamente inexistente no setor.

Este cenário reforça a ideia de que o desenvolvimento tecnológico continua altamente concentrado nos grandes centros urbanos.

Descentralização ainda longe de acontecer

Apesar do discurso crescente em torno da descentralização, hubs tecnológicos no interior e trabalho remoto, os dados indicam que a realidade permanece praticamente inalterada.

Na prática, as empresas continuam a contratar maioritariamente em Lisboa e no Porto, deixando o resto do território com uma presença residual no setor tecnológico.

Mercado tech continua dependente dos grandes centros

A análise evidencia um desafio estrutural para a economia portuguesa: a dificuldade em distribuir oportunidades tecnológicas de forma mais equilibrada pelo território.

Num contexto em que o setor tech é cada vez mais determinante para o crescimento económico, esta concentração levanta questões sobre:

  • Coesão territorial;
  • Atração de talento;
  • Desenvolvimento regional.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Diretor da NOVA IMS distinguido com prémio internacional

20 Abril, 2026 by Leonor Wicke

Este prémio internacional reconhece lideranças com impacto transformador no ensino e posiciona a NOVA IMS – a única escola em Portugal dedicada exclusivamente à ciência de dados, inteligência artificial (IA) e gestão da informação – como uma referência no futuro da educação.

«Este reconhecimento reflete a visão que temos vindo a construir na NOVA IMS para o futuro da educação: uma abordagem integrada, onde pedagogia, tecnologia, learning analytics e ambientes de aprendizagem se articulam de forma coerente para criar uma experiência de aprendizagem inovadora e preparada para os desafios do futuro», destaca Miguel de Castro Neto.

Esta visão está materializada pelo lançamento na NOVA IMS da estratégia EDGE – Educational Design for a Global Experience. Esta estratégia, agora reconhecida com o ITL Award 2026, foi pensada para responder aos desafios do futuro do ensino, sendo um modelo transversal a toda a escola que procura articular inovação pedagógica, espaços de aprendizagem e inteligência institucional, em resposta a um contexto cada vez mais
marcado pelos dados e pela inteligência artificial.

O primeiro pilar, centrado na inovação pedagógica, traduz-se na integração responsável da inteligência artificial generativa nos processos de ensino e aprendizagem. Neste âmbito, a NOVA IMS tem vindo a desenvolver novas abordagens, como modelos de flipped classroom apoiados por IA e chatbots personalizados, bem como iniciativas de capacitação interna, como os NOVA Learning Challenges in AI and Productivity, que envolvem estudantes, docentes e staff na utilização prática, ética e orientada para o valor da IA em contexto académico e profissional. O objetivo passa por tornar a literacia digital e a preparação para um mundo moldado por ferramentas inteligentes numa competência partilhada por toda a comunidade.

O segundo pilar, dedicado aos espaços de aprendizagem, reflete a ambição de transformar o campus numa verdadeira infraestrutura pedagógica. Um dos exemplos mais emblemáticos é a Bridge Room, um ambiente imersivo de aprendizagem híbrida que integra estudantes presenciais e remotos numa experiência letiva única, promovendo interação em tempo real, trabalho colaborativo e participação ativa. A esta aposta somase a expansão da rede de NOVA Analytics Labs, espaços onde investigação, inovação e aprendizagem se cruzam, envolvendo os estudantes em projetos aplicados e desafios do mundo real.

O terceiro pilar, focado em learning analytics, concretiza-se no BrainU, a componente analítica do EDGE e ecossistema de inteligência institucional da NOVA IMS. Desenvolvido para apoiar a lógica de «integrar, analisar e agir», o BrainU reúne informação académica, operacional e estratégica para apoiar diferentes áreas da instituição. Ao permitir monitorização em tempo real, identificação precoce de riscos e apoio à tomada de decisão, o BrainU tem contribuído para uma governação mais informada e capaz de responder atempadamente. Esta abordagem foi já reconhecida com o prémio Best Education Project nos Portugal Digital Awards 2024, promovidos pela IDC Portugal.

A candidatura agora distinguida destaca ainda uma opção estratégica relevante: o desenvolvimento deste ecossistema in-house, com base no conhecimento instalado na própria NOVA IMS nas áreas de data science e business intelligence. Esta aposta tem permitido assegurar maior adequação às necessidades da Escola, rapidez na iteração, reforço de competências internas e maior autonomia institucional no processo de transformação digital.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Os líderes da Europa

20 Abril, 2026 by Leonor Wicke

A lição para a Europa dos anos Orbán é simples: a EU não pode ser chantageada e traída como foi. Se quer ser respeitada não se pode dar a tamanho desrespeito como ver o MNE húngaro passar informação ao seu homólogo russo. Como notou Teresa de Sousa no Público, «Como é que a União Europeia e os seus estados-membros permitiram este estado de coisas durante tanto tempo?»

No outro extremo, alguns cidadãos descobriram um novo grande homem: Pedro Sánchez. No Público, chegou a ser compado a Churchill. É evidentemente fácil estar de acordo com muitas posições recentes do primeiro-ministro espanhol. Trump e Netanyahu, descritos num artigo da Foreign Affairs como cleptocratas, são alvos justos e fáceis e Sánchez beneficia de fazer o que os seus colegas europeus não fazem por calculismo. A política precisa de valores e o PM espanhol tem-se publicitado como um homem de valores.

Mas esta liderança baseada em valores tem algo que se lhe diga. A sua entourage, nomeadamente a sua esposa e o chamado “bando do Peugeot” têm estado envolvidos em alegados casos de corrupção. Todos são inocentes até prova em contrário, mas não é certo que, como em Trump, esta hiperatidade internacional não tenha por fito diminuir a atenção para o que se passa no plano nacional. Creio ser mais prudente qualificar alguém como um Churchill só depois de se conhecer a história toda. Até lá vamos com calma.

Arquivado em:Opinião

«Sucesso não é ganhar um campeonato da Europa. É o dia a dia». Tomás Appleton explica o que faz um atleta de topo

20 Abril, 2026 by Leonor Wicke

O desporto em Portugal está a ganhar relevância, mas continua a exigir resiliência, consistência e apoio estrutural para que os jovens consigam transformar talento em carreira. Mas o que é determinante para que os desportistas sigam o seu sonho?

Tomás Appleton e Duba Barradas exploraram este tema com base em conquistas e histórias pessoais na conversa Viver o Desporto: Sonho, Suor e Futuro. O momento aconteceu no âmbito da conferência Leadership NEXT GEN, na NOVA SBE, no dia 16 de abril, com moderação de Leonor Wicke, Coordenadora Editorial da Líder.

 

Veja o momento completo aqui:

Tomás Appleton, Duba Barradas, Leonor Wicke – Viver o deporto: sonho, suor e futuro

«O râguebi moldou-me enquanto pessoa»

Appleton confessou que nunca teve grandes expectativas em relação à carreira, mas que tudo começou aos seis anos de idade. «Comecei muito cedo, por causa do meu irmão, e depois as coisas foram acontecendo», recordou.

Hoje, diz, não consegue imaginar os seus dias sem râguebi. Para o atleta, os valores e os princípios fazem parte do ADN da modalidade. Além de jogador, é dentista e médico, mas acredita que a resiliência que o define nasceu precisamente no desporto que pratica.

O râguebi moldou-me enquanto pessoa, enquanto homem. A forma como lido com a frustração, com as pessoas, com a equipa. Muito disso vem do desporto.

Do bairro à elite mundial: «Quis ser diferente»

Já Duba Barradas encontrou no muay thai um caminho inesperado. Cresceu no bairro da Cruz Vermelha, em Cascais, num contexto onde o futebol era o desporto preferido, mas foi na luta que se destacou. «No meu bairro jogava-se muito futebol e eu era dos piores», disse, entre risos.

O atleta acredita que o desporto foi determinante para mudar o seu percurso de vida e fintar os «caminhos errados» que o ambiente da sua juventude poderia ter-lhe apresentado. «Os desportos de combate ajudaram-me a tirar o melhor de mim e a transformar completamente o meu rumo.» Foi sob essa premissa que fundou o Cascais Fight Center, um projeto de reinserção social e prevenção de comportamentos de risco através dos desportos de combate.

Apesar de nunca ter imaginado que poderia viver do desporto, sempre teve uma ambição clara: «Nunca pensei que seria campeão, mas quis sempre ser diferente e marcar pela diferença.» E no seu caminho conquistou o mundial em 2012 e vários europeus. Mas acrescentou que esse caminho não se fez sozinho: «As pessoas que tenho à volta ajudam-me imenso».

Descobri na luta o meu caminho e tive a sorte de encontrar o mestre certo.

O momento contou com a participação de Pedro Coelho e Francisca Varela, alunos do Cascais Fight Center, que fizeram uma breve demonstração de combate em palco.

Talento não chega. «O sucesso é o dia a dia»

Para ambos, o talento é importante, mas está longe de ser suficiente. Appleton defende mesmo uma visão pragmática do sucesso: «O talento está lá, mas o mais importante é o que fazemos com ele. Sucesso não é ganhar um campeonato da Europa isoladamente. Sucesso é o dia a dia, é vir treinar às sete da manhã, é controlar todos os fatores da nossa vida», explicou.

Duba reforçou a mesma ideia, vendo a consistência como o ingrediente essencial para atingir o topo. «O mais importante é ser persistente, ser teimoso, desbravar caminho. O talento faz diferença, mas o trabalho diário é o que marca o percurso.»

Há mais oportunidades no desporto em Portugal, mas ainda insuficientes

Questionados sobre o contexto atual, ambos concordaram que existem hoje mais oportunidades para os jovens. «Acho que o desporto é cada vez mais visto como um pilar fundamental da sociedade», afirmou Appleton. Ainda assim, deixou um alerta: «Há um longo caminho a percorrer. Não sei se Portugal está preparado para tanto profissionalismo desportivo.»

Duba apontou também para uma evolução significativa, sobretudo em modalidades menos tradicionais. «Quando comecei, quase ninguém sabia o que era muay thai. Hoje toda a gente conhece», disse. Destacou ainda o papel das autarquias, sobretudo em Cascais: «Aqui, ninguém fica sem treinar por falta de condições. Isso faz toda a diferença.»

 

Novas gerações têm mais talento, mas menos paciência

Outro ponto convergente foi a análise às novas gerações. Ambos reconheceram que os jovens são hoje mais preparados, mas enfrentam novos desafios. Appleton tem notado uma evolução técnica. «São miúdos muito mais competentes, com performances mais altas.» No entanto, alertou para a impaciência, sublinhando que «há dificuldade em acreditar num processo a longo prazo. Querem resultados imediatos.»

Duba não deixou de parte o impacto da tecnologia. «Há muito mais distrações, mais oferta. O desporto tem de ser visto também como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal.»

Família, escolas e Estado: uma responsabilidade partilhada

Para os dois atletas, o desenvolvimento desportivo não depende de um único fator. A responsabilidade deve ser geral – «das famílias, das escolas, das autarquias e do Estado», como referiu Duba. «O desporto ajuda a educar. A competição ensina-nos a lidar com a derrota, com a frustração, com a vida.»

Appleton reforçou o papel da família no seu percurso: «Os meus pais perderam muitos fins de semana para eu jogar râguebi. Hoje dizem que foi a melhor decisão que tomaram.» Ainda assim, apontou desafios estruturais: «Há muitos atletas que acabam por abandonar porque não conseguem conciliar estudos, trabalho e alta competição. É preciso mais apoio.»

«Não desistam»: o conselho final para os jovens atletas

Persistência foi a tónica da conclusão do debate. Duba resumiu: «Sejam persistentes. Vejam o desporto como algo importante. Só vos fará bem.»

Appleton reforçou a ideia com método. «Definam os vossos objetivos cedo e não desistam. Não desistam, não desistam, não desistam.» E deixou um alerta realista: «Há dias horríveis. Mas fazem parte. É isso que vos leva aos dias bons, às vitórias, aos momentos em que provam que todos estavam errados.»

O momento findou com o lançamento de três bolas de râguebi assinadas por Tomás Appleton, que foram arremessadas pelos três intervenientes do debate para a audiência de jovens.

Tenha acesso à galeria de imagens do evento aqui.

Todos os momentos da Leadership Next Gen estão disponíveis na Líder TV e no canal 560 da NOS.

Arquivado em:Desporto, Liderança, Notícias

Liderar com propósito

20 Abril, 2026 by Leonor Wicke

O propósito importa porque todos procuramos viver uma vida com sentido. É essa a nossa condição humana. O nosso propósito, seja o que for, contribui para explicar quem somos e porque fazemos o que fazemos. As nossas organizações podem usá-lo para se melhorarem, pensando como melhor servir aqueles para quem existem.

A chegada da inteligência artificial (IA) vem acentuar a importância de humanizar aquilo que os humanos fazem: relacionamentos e criatividade. A criação de organizações com propósito passará por aqui: pela criação de organizações mais humanistas. Mas importa não entender o propósito como panaceia. Muitas vezes, fica a sensação de que as declarações sobre o propósito não passam de proclamações vagas sem uma convicção genuína. Aí, o propósito pode gerar cinismo e não envolvimento. Por isso o propósito deve funcionar como um ‘verdadeiro norte’ organizacional, como lhe chamou o autor, com experiência executiva, Bill George.

Para seguir o norte, as organizações não devem esquecer a lição de Frederick Herzberg. A partir dos anos 1950 este autor distinguiu fatores motivacionais, nos quais se poderia incluir o propósito, e higiénicos, como as políticas, salários, relações. Para construir uma casa com propósito importa combinar sonho e realidade. É desta combinação que nascem as organizações admiráveis.

Em tempos de inteligência artificial, preservar o coração humano das organizações passa pela capacidade de combinar realismo e idealismo, propósito e pragmatismo. O que remete, como tantas vezes me acontece, para James March e a sua ideia de que um bom líder é poeta e canalizador. Não uma coisa ou outra, mas ambas. Sem esta dupla orientação o propósito tenderá a ser uma fonte de despropósito.

 

Este artigo foi publicado na edição nº 33 da revista Líder, cujo tema é ‘Condição Humana’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Revista nº 33 Primavera/Verão 2026

20 Abril, 2026 by Leonor Wicke

Lynda Gratton, professora de Gestão na London Business School, fundadora da HSM Advisory e uma referência global no estudo da longevidade e do futuro do trabalho, é a protagonista da Grande Entrevista.  Quando há dez publicou o livro The 100-Year Life: Living and Working in an Age of Longevity  já havia compreendido como uma vida de 100 anos tem sobretudo a ver com o trabalho, tanto quanto o facto de sermos humanos, com um corpo, coração e mãos para fazer o que mais gostamos 

‘No Terreno dos Humanos, onde cabe a Tecnologia?’ é o título da Grande Reportagem desta edição. Em Portugal, 28,9% dos empregos correm risco de desaparecer com a automação, mas encadernadores, pescadores, médicos e engenheiros mantêm-se no terreno. Entre tradição e inovação, a pergunta é: até onde pode a máquina entrar? 

Condição Humana – Vivemos uma mudança profunda, uma transformação do que significa ser humano no trabalho, na liderança e na sociedade. A primeira edição do ano da Revista Líder marca o início de um novo ciclo: o tempo em que a tecnologia impera, mas o foco está nas pessoas. O tema recentra-se no humano como força de inovação  – empatia, equilíbrio emocional, propósito e performance são os pilares de um desempenho sustentável. As carreiras tornam-se mais longas e as organizações tornar-se-ão núcleos de experimentação e reinvenção. As lideranças evoluem de uma lógica de controlo para a colaboração, comunicação direta e agilidade, ao eliminar níveis de gestão burocrática, dando primazia aos valores humanos.  

Como ser um líder inspirador num mundo em constante reconfiguração? Qual o talento que as empresas estão a perder? Quais os benefícios das equipas intergeracionais e diversas? Viver com propósito tem sido consistentemente apontado como um indicador de um envelhecimento saudável. Executar um trabalho, com gosto e empenho, por muito simples que seja, pode ser visto com ter uma vida com propósito? Como encontrar um equilíbrio? Como criar novas profissões em busca de um sentido? A tecnologia vem para servir o Homem, para deixá-lo fazer o ‘melhor’, e o que mais gosta, e entregar o ‘pesado’ para as máquinas. Perante a nova revolução industrial, o tempo é agora para viver esta fascinante e incessante Condição Humana.  

Maria José Tonelli, Professora titular na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas onde dirige o Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas, abre o tema de capa com o artigo ‘Longevidade e Seus Desafios’, seguindo-se ‘The New Map Of Life – Uma nova Era para a longevidade’, por Mónica Chaves, CEO Brandkey & Hub Consulting Idade Maior. 

«A Maturidade não Deve Significar Retirada» é o testemunho de Conceição Zagalo, Presidente do Conselho de Administração e do Conselho Executivo da Fundação LIGA e Diogo Almeida Alves, o único português membro do Longevity Economy Taskforce do World Economic Forum GS Community escreve sobre ‘A Economia da Longevidade e o Legado Organizacional’. 

Após a implementação e a experiência da Semana de Quatro Dias de Trabalho levada a cabo por cerca de 40 empresas em Portugal, Pedro Gomes, Professor Catedrático em Economia em Birkbeck (Universidade de Londres), autor de Sexta-Feira é o Novo Sábado, e co-cordenador do projeto-piloto de Flexibilização laboral na Administração Regional Autónoma dos Açores escreve ‘O Amor ao Trabalho’. Filipa Castanheira, Professora Catedrática na Nova School of Business and Economics, UNL, fala-nos sobre o tecnostress em  ‘A Tecnologia que prometeu Liberdade também ensinou a nunca Sair do Trabalho’. 

A relação entre a tecnologia e a Arte e a forma como um artista utiliza outras ferramentas de trabalho, fez a Líder estar à conversa com a artista Fernanda Fragateiro «Um artista está sempre a trabalhar. Só quando desaparece o desejo, pode parar.» e o ator Virgílio Castelo  «A vida nunca será fácil». E ainda bem. 

«A condição humana define-se pela capacidade de pertença e pela dignidade que o trabalho confere.», assim escreve Filipa Pinto Coelho, Presidente da Direção e CEO da VilacomVida / JOYEUX Portugal no artigo ‘A Condição Humana ao Balcão – Onde o trabalho transforma o olhar’. A história e origem do conceito do ikigai, ligado à cultura de Okinawa, um arquipélago no sul do Japão, e que reúne na sua génese um equilíbrio entre paixão, vocação, missão e profissão, foi o mote para o artigo ‘Cansado de fazer sem sentir? Encontrar o ikigai é a resposta’ e a Banda Desenhada ‘Quem Manda Aqui’. 

O uso da IA Generativa nas salas de aula e em ambiente escolar, levou Ludmila Nunes, Psicóloga Cognitiva, a partilhar a sua visão no artigo ‘Educação na Era da Inteligência Artificial’, seguindo-se ‘Quando a Sustentabilidade é Condição para a Continuidade das Marcas, da Economia e da Vida’, por Joana Spencer, Gestora de Stakeholders do BCSD Portugal.  

O tema de capa encerra com o desafio lançado ao grupo de conselheiros da Líder: ‘Se pudesse escrever ao CEO do Futuro, o que não deixaria por dizer?’. Após a avaliação de um júri aos textos, não identificados, são publicadas as três cartas que reuniram um conjunto de ponderação dos critérios de avaliação mais elevado: Elsa Carvalho, Senior director WTW (Willis Towers Watson), Susana Coerver, Strategy, Transformation & Board Advisory e Joana Garoupa, Marketing Advisor, CEO Garoupa INC. 

A edição de primavera/verão conta ainda com dois dossiers especiais. O primeiro, Leading People tem como tema “Benefícios e Compensações/Neuroleadership e Inteligência Emocional” e Leadding Tech “Tecnologia, Ética e Inovação: o Triângulo do futuro”. 

Líder é a revista da Tema Central. É uma publicação, com duas edições por ano, de ensaio, crítica, investigação e reflexão, que aborda todas as áreas da liderança.  

Compre aqui a edição nº 33 da revista Líder.  

Subscreva aqui a revista Líder.  

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