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Marcelo Teixeira

«Queremos ser o palco onde diferentes culturas e competências se cruzam», realça Martim de Botton

6 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

O LACS é mais do que um espaço de trabalho — é um ecossistema vivo, onde diferentes culturas, sectores e formas de pensar se encontram. Com localizações em Lisboa, Cascais e Porto, acolhe hoje mais de 300 empresas e uma comunidade de 3.500 membros, unidos pela partilha de ideias, criatividade e ambição.

Desde que Martim de Botton assumiu a liderança em 2022, o LACS tem vindo a abrir as portas a novos sectores de actividade, apostando na criação de ambientes inspiradores e emocionalmente positivos. Porque hoje, atrair e manter talento é também uma questão de bem-estar, pertença e diversidade.

Espaço LACS em Lisboa

 

Portugal está a emergir como um destino de eleição para talento estrangeiro. Na sua opinião, quais são os elementos culturais e sociais únicos do nosso país que mais atraem equipas multiculturais e lhes permitem prosperar?

Portugal tem uma combinação rara: clima ameno, segurança, uma boa relação custo-qualidade de vida e uma cultura de bem-estar enraizada. Mas talvez o mais atrativo para equipas multiculturais seja a hospitalidade natural dos portugueses. Existe uma abertura genuína ao outro, uma capacidade de adaptação e convivência que facilita a integração.

Lisboa e Porto, em particular, tornaram-se cidades globais, onde se fala inglês (e por vezes outras línguas) com naturalidade ou em tentativa atenciosa e onde diferentes nacionalidades já fazem parte da paisagem. Isso cria um contexto informal, mas altamente estimulante para quem chega de fora. E a prova dessa atratividade está à vista: cada vez mais figuras internacionais escolhem Portugal como destino permanente. É mais um sinal de que o país já não é apenas um destino turístico, mas o local ideal para quem pretende equilibrar a sua vida pessoal com a profissional.

 

 

Como é que o LACS se diferencia de outros espaços de coworking na promoção de uma comunidade verdadeiramente internacional? Pode partilhar algum exemplo concreto de como esta diversidade cultural gerou sinergias inesperadas?

O LACS, nos seus edifícios, junta multinacionais, PMEs, startups e freelancers num só espaço, o que gera uma comunidade naturalmente diversa, tanto em áreas de atuação como em culturas. Podemos ter um tatuador a trabalhar no mesmo edifício que um contabilista ou um artista a colaborar com uma consultora internacional. Esta convivência entre setores e nacionalidades cria ligações improváveis e alimenta um ecossistema criativo e global, onde a diversidade não é apenas bem-vinda, mas sim essencial.

Um exemplo que temos foi uma empresa portuguesa, da área de tecnologia e que prestava serviços de streaming, juntou-se a uma empresa brasileira, também nossa cliente, para ser o broadcaster dos seus eventos. Felizmente temos vários exemplos de sinergias criadas entre os nossos membros e é algo que cultivamos e que estimulamos dentro das nossas comunidades.

 

Para as empresas aqui instaladas, que papel tem o equilíbrio entre vida profissional e pessoal em Portugal no seu sucesso na atração e retenção de talento estrangeiro?

É um fator-chave. O talento estrangeiro procura qualidade de vida e Portugal oferece-a. Tempo para estar com a família, para ir à praia ao fim do dia, para viver a cidade a pé ou até para beber uma cerveja com amigos ou colegas ao final do dia. Este equilíbrio é um mínimo de bem-estar novo e crescente no mundo atual.

E quando o talento se sente bem fora do trabalho, a produtividade dentro do trabalho melhora.

Vemos muitas empresas a fixarem-se aqui por isso mesmo, porque os seus colaboradores querem viver cá, não apenas trabalhar.

 

A integração cultural é sempre um desafio para equipas multiculturais. Que estratégias ou iniciativas promovidas pelo LACS ajudam a superar barreiras linguísticas, culturais ou até mesmo de mentalidade?

A cultura LACS promove o encontro informal: pequenos-almoços, eventos culturais, e até partidas de futebol entre membros. Não se trata de integrar à força, mas de criar espaços de convivência natural. O ambiente criativo e descontraído também ajuda — aqui, as hierarquias dissolvem-se e todos se sentem parte de algo maior. A aposta em estarmos presentes em edifícios inteiros, com áreas mínimas de 4.500 m2, foi sempre pensada por forma a termos zonas comuns grandes para que os nossos membros possam conviver entre si.

 

Em termos de inovação e criatividade, que vantagens competitivas vê emergirem da diversidade cultural presente nos vossos espaços? Como é que isso impacta a produtividade e o espírito de equipa?

A diversidade gera fricção positiva. E dessa fricção nasce inovação. Diferentes culturas trazem diferentes formas de pensar, resolver problemas e comunicar e isso amplia a perspetiva coletiva, pois obriga cada pessoa a sair da sua zona de conforto e a pensar ‘fora da caixa’. Notamos também que as equipas que trabalham no LACS se tornam mais empáticas e adaptáveis, duas competências essenciais para o futuro do trabalho.

 

Em que medida considera que a localização geográfica central do LACS em Lisboa contribui para uma melhor qualidade de vida e, consequentemente, para a atração de talento internacional?

Localização é sinónimo de qualidade de vida. Poder ir a pé para o trabalho, ter acesso a cultura, restauração, transportes e espaços verdes ou zona ribeirinha a poucos minutos faz diferença.

Tentamos sempre inserir os nossos espaços em edifícios únicos, zonas com identidade, bem conectadas e com um ambiente inspirador. Isso pesa na decisão de uma empresa se instalar no LACS e contribui diretamente para o bem-estar das equipas.

Outro fator relevante para a atratividade de talento internacional é o facto de Lisboa e Porto serem duas cidades pequenas se compararmos com qualquer outra grande cidade europeia e isso também contribui para uma maior centralidade, visto que conseguimos estar em qualquer parte da cidade num tempo relativamente curto – redução dos tempos de comute é fundamental.

 

Que desafios enfrentam as empresas multiculturais no mercado português, e como é que o LACS ou a comunidade que aqui se formou ajudam a ultrapassá-los?

Os desafios passam principalmente pela burocracia, mas também pela língua ou por desconhecimento do ecossistema local. No LACS, facilitamos esse onboarding, seja com informação prática, conexões úteis ou até eventos de integração. Há um trabalho diário, feito de forma exemplar, pelas nossas equipas de apoio constante à nossa comunidade.

Temos também parcerias com entidades que ajudam na instalação legal e fiscal, para além de promovermos uma comunidade onde a entreajuda é natural. O networking, é um ativo forte e, aqui, essa rede constrói-se todos os dias.

Num mundo cada vez mais remoto, como vê o futuro dos espaços físicos de trabalho como o LACS? Que papel continuarão a desempenhar na construção de comunidades multiculturais?

O espaço físico continua a ser fundamental. Pela localização, pela personalização e pela experiência de comunidade. As empresas procuram lugares que ofereçam mais do que secretárias: querem cultura, identidade, estímulo criativo e sentimento de pertença. No LACS, o espaço é o ponto de partida.

As comunidades multiculturais precisam de pontos de encontro reais, onde as relações se constroem de forma orgânica e onde podem ter a sua identidade representada. E isso não se substitui com uma call.

Todos os anos temos uma parte do nosso orçamento alocado a melhorias continuas nos nossos edifícios, pois acreditamos que tendo espaços confortáveis e apelativos conseguimos reter talento, aumentar a presença das equipas nos edifícios e com isso as empresas que estão connosco conseguirem ter ganhos de produtividade relevantes.

 

Para os líderes das empresas, que conselhos dariam a outras organizações internacionais que estão a considerar Portugal como base para suas operações?

O meu conselho é claro: venham! Portugal tem talento, tem qualidade de vida e tem um ecossistema em crescimento. Mas é preciso saber navegar as especificidades locais, desde a burocracia ao ritmo cultural. Há sempre aspetos a melhorar, mas os que considero primordiais são claramente uma maior agilidade administrativa, diminuindo a burocracia e a carga fiscal e uma valorização mais assertiva do talento jovem.

Não podemos continuar a ter salários de terceiro mundo e querermos ser um país de primeiro.

 

Finalmente, olhando para o futuro, que tendências vê a emergir no que toca à atração de talento internacional para Portugal? E que papel gostaria que o LACS tivesse nesse ecossistema em constante transformação?

Vejo Portugal a afirmar-se cada vez mais como um ‘hub’ de lifestyle, mas também de trabalho, e a prova disso é a procura crescente de empresas como as big tech ou as grandes farmacêuticas, por exemplo. Em tempos éramos vistos como o destino ideal para nómadas digitais, fruto do bom tempo, praias bonitas e preços acessíveis, mas hoje somos um país com uma imagem diferente no estrangeiro, com potencial para fixar equipas, construir projetos ambiciosos e atrair empresas com visão global. O papel do LACS será continuar a ser esse ponto de encontro entre talento e criatividade.

Queremos ser o palco onde diferentes culturas e competências se cruzam, onde ideias florescem e os projetos crescem. Temos um grande orgulho no que criámos, no papel que temos na comunidade de flex e olhamos para o futuro de forma muito otimista.

Arquivado em:Entrevistas, Leading People

TikTok reforça medidas de segurança e lança novas funcionalidades para famílias e adolescentes

6 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

O TikTok anunciou um novo conjunto de funcionalidades destinadas a melhorar a experiência na plataforma, com especial foco em adolescentes, famílias e criadores de conteúdo. As novidades integram-se na estratégia global da empresa para promover um ambiente mais seguro, criativo e positivo, sustentado por investimentos contínuos em segurança, privacidade e proteção digital.

Para os utilizadores mais jovens, a plataforma disponibiliza agora mais de 50 funcionalidades específicas desenhadas para garantir uma experiência segura, permitindo que adolescentes explorem a criatividade, interajam com amigos e aprendam de forma protegida. Entre estas medidas destaca-se o Emparelhamento Familiar (Family Pairing), que permite aos pais e tutores personalizar a experiência digital dos filhos consoante as suas necessidades individuais.

A pensar no reforço do diálogo entre pais e filhos, o TikTok introduz agora melhorias nesta ferramenta, oferecendo maior visibilidade e controlo aos encarregados de educação. Entre as novas funcionalidades destacam-se:

  • Notificações automáticas aos pais sempre que o adolescente publica um vídeo, fotografia ou história visível a outros, permitindo conversas mais informadas e regulares sobre o conteúdo partilhado;

  • Acesso às definições de privacidade do adolescente, incluindo a possibilidade de saber se o jovem (entre os 16 e os 17 anos) ativou os downloads dos seus vídeos ou se a lista de seguidores é visível a terceiros.

Estas atualizações são acompanhadas por ações educativas promovidas através da Parceria para a Segurança Digital das Famílias, uma iniciativa do TikTok que visa fomentar um uso responsável da tecnologia e incentivar conversas contínuas sobre a presença digital entre membros da família.

Com estas medidas, o TikTok reforça a sua ambição de ser uma plataforma onde a criatividade floresce de forma segura, apoiando a diversidade de públicos que diariamente encontra inspiração, expressão e comunidade nos seus vídeos.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Mars Shot reforça liderança com entrada de Márcia Vicente como Chief Growth Officer

6 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A Mars Shot, consultora tecnológica de nova geração fundada em 2024 por Hugo de Sousa, acaba de anunciar a contratação de Márcia Vicente como Chief Growth Officer (CGO). A entrada da nova responsável acontece numa fase de consolidação estratégica e de ambição renovada para escalar internacionalmente e desafiar os modelos tradicionais de consultoria.

Com mais de duas décadas de experiência em marketing estratégico, inovação e crescimento empresarial, Márcia Vicente traz no currículo colaborações com empresas como Nestlé, Reckitt Benckiser, Credit Suisse e Cimpor. Trabalhou com equipas multidisciplinares em contextos de transformação digital e crescimento acelerado, mantendo o foco na entrega de valor e na agilidade operacional.

«A transformação digital só faz sentido quando gera resultados rápidos e concretos. O meu papel passa por transformar visão estratégica em progresso e gerar impacto real», afirma a nova CGO da Mars Shot, que tem formação académica em comunicação e marketing, tendo concluído o Programa Avançado de Marketing para Executivos da Universidade Católica Portuguesa.

A consultora, que opera com sede em Lisboa e presença ativa no Reino Unido e em Angola, aposta num modelo que alia inteligência artificial, automação, segurança by design e gestão ágil de produto digital. As suas soluções centram-se na resolução rápida de desafios de negócio, com equipas reduzidas e entregas em ciclos curtos.

«A Márcia representa o tipo de liderança que procuramos: estratégica, orientada para resultados e com um olhar crítico sobre a inovação. A sua chegada é um passo natural na consolidação da nossa visão», destaca Hugo de Sousa, CEO da Mars Shot.

Atualmente com clientes em setores como banca, saúde, retalho e indústria, a empresa reforça assim a sua ambição de escalar com impacto e desbloquear progresso onde outros estagnam.

Arquivado em:Pessoas

ChatGPT para Negócios e Empresas – Fábio Hirota

4 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

“ChatGPT para Negócios e Empresas” é um guia prático que inicia os líderes empresariais que pretendam integrar a inteligência artificial nas operações, visando aumentar a eficiência, a inovação e a competitividade das suas organizações.

Ao longo dos capítulos, Fábio Hirota, especialista em sistemas e IA, detalhará como o ChatGPT pode ser aplicado em áreas estratégicas, desde a tomada de decisões ao relacionamento com clientes, passando pelas finanças, marketing ou recursos humanos. Embora o ChatGPT esteja no centro deste guia como a ferramenta fundamental que permitirá aumentar a produtividade e impulsionar o seu negócio, este livro apresenta e compara-o com outras ferramentas que têm ganhado preponderância e mediatismo e mostra-lhe que ferramenta é a mais adequada para o tipo de resultado que procura.

Tem o carimbo da Actual Editora e já está em pré-venda.

Arquivado em:Leading Tech, Livros e Revistas

Férias sem culpa, empresas sem quebras: como desconectar sem perder o rumo

4 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

Num mundo laboral hiperconectado, o maior luxo pode ser desligar. Mas será possível promover pausas reais sem que a produtividade das equipas sofra? A resposta, segundo a Manpower, é sim — se houver planeamento estratégico e uma cultura organizacional que leve o descanso tão a sério quanto os resultados.

Com o verão em curso e os e-mails a não darem tréguas, muitas empresas enfrentam o velho dilema: garantir que as pessoas descansam, mas sem que o negócio descarrile. O problema é antigo, mas a era digital agravou-o. Com o trabalho híbrido e as ferramentas online, a fronteira entre tempo profissional e pessoal tornou-se porosa — e o risco de burnout, cada vez mais real.

Para contrariar esta tendência, a Manpower propõe cinco estratégias fundamentais que permitem às equipas desconectar de forma autêntica durante o período de férias, sem comprometer a eficácia organizacional. Um equilíbrio que, mais do que possível, é desejável — e estratégico.

1. Definir políticas internas claras

A ausência de regras formais pode gerar uma cultura ambígua, onde estar sempre disponível é visto como sinal de mérito. A solução passa por:

  • Estabelecer políticas que reforcem o direito ao descanso;
  • Clarificar as exceções (funções que, por natureza, exijam alguma disponibilidade);
  • Criar um clima onde os colaboradores sintam que podem desligar sem medo de represálias ou juízos de valor.

2. Liderar pelo exemplo

As palavras importam, mas os gestos ainda mais. Cabe às lideranças dar o mote para uma nova cultura de trabalho:

  • Não enviar mensagens ou agendar reuniões durante o período de férias dos colaboradores;
  • Partilhar de forma transparente como também praticam o descanso e estabelecem limites;
  • Criar um ambiente de segurança psicológica e respeito mútuo.

3. Preparar a transição antes e depois das férias

O início e o fim das férias são momentos críticos — e muitas vezes os mais stressantes. Para suavizar o impacto:

  • Evitar reuniões exigentes ou prazos apertados nos dias que antecedem ou sucedem as férias;
  • Ajudar na priorização de tarefas e na redistribuição temporária de responsabilidades;
  • Permitir dias de transição (entrada/saída flexível) que ajudem a recuperar o ritmo.

4. Planificar recursos e ajustar equipas

Desligar com tranquilidade implica saber que há um plano para o que fica por fazer:

  • Usar ferramentas para mapear ausências e redistribuir tarefas com antecedência;
  • Avaliar a carga de trabalho de cada elemento antes de fazer substituições automáticas;
  • Reforçar equipas com trabalho temporário ou mobilidade interna, se necessário.

5. Automatizar para reduzir dependências

Reduzir a dependência de pessoas em processos rotineiros permite manter a roda a girar, mesmo sem todos os elementos:

  • Utilizar bots ou CRM para responder automaticamente a pedidos e atualizar bases de dados;
  • Criar fluxos de trabalho automáticos que assegurem continuidade;
  • Libertar as equipas para tarefas mais críticas e menos repetitivas.

 

No final, desligar não é um luxo — é um sinal de maturidade organizacional. Quando o descanso é respeitado, os trabalhadores voltam mais criativos, comprometidos e produtivos. E as empresas, mais ágeis, humanas e preparadas para o futuro.

Arquivado em:Lazer, Notícias, Trabalho

Procura por talento em cibersegurança dispara e escassez de perfis qualificados agrava-se

4 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A cibersegurança já não é apenas um tema técnico — é uma questão estratégica. À medida que os ataques se tornam mais sofisticados e invisíveis, as empresas portuguesas multiplicam os investimentos em proteção digital. Mas há um obstáculo cada vez mais difícil de contornar: a falta de profissionais qualificados para responder ao ritmo e complexidade das ameaças.

Só no último ano, mais de meio milhão de especialistas em cibersegurança foram procurados a nível global, segundo o World Economic Forum — um aumento de 12%. Em Portugal, o retrato é semelhante: a Qibit, marca da Gi Group Holding especializada em perfis tecnológicos, tem assistido a uma escalada na procura por talento neste setor.

«A pressão é real. As empresas precisam de mais do que know-how técnico — procuram pessoas capazes de acompanhar um mundo em mudança permanente», afirma Liliana Costa, Talent Manager da Qibit.

O perfil mais procurado?

Já não é único nem padronizado. Vai da cloud security à engenharia de segurança, passando pela gestão de risco e compliance. E, além dos certificados e competências técnicas, há atributos cada vez mais valorizados: pensamento crítico, capacidade de comunicação, resiliência emocional, e espírito de equipa.

Mas o desafio não está só em atrair talento. Está em formar, reconverter e reter. «A resposta à escassez de profissionais passa por abrir portas a perfis de áreas como psicologia, matemática ou engenharia — e depois investir seriamente em upskilling e reskilling. Isso exige visão de longo prazo», sublinha Liliana Costa.

Num mercado cada vez mais competitivo, os salários contam — mas não chegam. «’As empresas que mais atraem talento são aquelas com propósito, planos de desenvolvimento e cultura de valorização real.»

A Qibit, que trabalha com organizações de várias dimensões e setores, tem apostado numa abordagem que alia especialização técnica a um profundo conhecimento das dinâmicas humanas. A ideia é simples: equipas bem preparadas hoje evitam vulnerabilidades críticas amanhã.

Num país que ambiciona liderar a transformação digital, a segurança não pode ser deixada ao acaso — e os profissionais certos são, mais do que nunca, a primeira linha de defesa.

Arquivado em:Cibersegurança, Notícias

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