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Marcelo Teixeira

Sérvulo anuncia Francisco Boavida Salavessa e Pedro Silveira Borges como sócios de capital

4 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A sociedade de advogados Sérvulo & Associados reforça a sua equipa de liderança com a nomeação de dois novos sócios de capital: Francisco Boavida Salavessa e Pedro Silveira Borges. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração, que promoveu ainda Alexandra Valpaços e Manuel Henriques a sócios contratados.

«A evolução na estrutura societária da SÉRVULO reflete o reconhecimento do mérito, da dedicação e do percurso profissional dos novos sócios. Estas nomeações destacam o compromisso da Sociedade com a valorização interna, a excelência técnica e a continuidade de uma cultura de mérito e colaboraçã»”, afirma Manuel Magalhães, managing partner da firma.

Francisco Boavida Salavessa integra o departamento de Financeiro e Governance da SÉRVULO desde 2011 e tem-se distinguido na assessoria a entidades do setor financeiro, nomeadamente nos domínios do direito bancário, dos mercados de capitais e dos seguros. É também reconhecido pelo seu trabalho em matérias de regulação e legislação financeira, tanto por clientes como por diretórios internacionais.

Já Pedro Silveira Borges, que integra desde 2021 o departamento de Comercial, Societário e M&A, tem liderado múltiplas operações de fusões e aquisições em Portugal, incluindo transações complexas de distressed M&A. É ainda ativo nas áreas de private equity e venture capital, tendo sido distinguido como Energy Lawyer of the Year nos Forty under 40 Awards do Iberian Lawyer.

Entre os novos sócios contratados, Alexandra Valpaços — ligada ao departamento de Contencioso e Arbitragem desde 2015 — tem larga experiência em litígios civis e comerciais, bem como nos principais processos de insolvência e recuperação de empresas em Portugal. Já Manuel Henriques, consultor do departamento de Imobiliário, Turismo e Urbanismo desde 2023, tem-se destacado em projetos de urbanismo, licenciamento turístico e transações imobiliárias. É descrito como «um advogado rigoroso e inovador», com forte ligação entre prática e conhecimento técnico.

Com estas promoções, a Sérvulo passa a contar com 35 sócios num total de 120 advogados.

Arquivado em:Pessoas

Agentic AI no horizonte, mas o Estado ainda tropeça nos dados

1 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

Nove em cada dez organizações do setor público querem avançar com Agentic AI nos próximos dois a três anos. Estes sistemas de inteligência artificial são capazes de tomar decisões autónomas e realizar ações quase sem intervenção humana, aprendendo e adaptando-se com base em dados e contexto. O entusiasmo é palpável. Mas a realidade é mais cautelosa: só 21% afirmam ter os dados em condições de treinar e ajustar modelos de inteligência artificial. Ou seja, o motor está pronto, mas falta combustível.

O novo estudo da Capgemini, ‘Data foundations for government – From AI ambition to execution’, mostra um setor público que reconhece o potencial da IA para transformar o serviço público: decisões mais rápidas, operações mais eficientes, cidadãos melhor servidos. Dois terços das entidades já estão a explorar ou a implementar IA generativa — com a saúde, a defesa e a segurança a liderarem o pelotão.

 

A revolução que começa nos bastidores

A IA promete transformar, mas depende de bastidores que ainda estão por montar: governance, interoperabilidade, segurança, confiança. Os dados existem, mas estão fragmentados, fechados, mal tratados. A partilha — essencial para melhorar o desempenho dos modelos — é ainda tímida, com dois terços das entidades ainda em fase de planeamento ou em pilotos embrionários. A soberania digital, a regulamentação da cloud e a preocupação com a ética da IA tornam tudo mais sensível.

Por isso, os governos começam a mexer nas estruturas. Os Chief Data Officers (CDO) já estão presentes em 64% das organizações públicas, e mais 24% planeiam nomear um em breve. O Chief AI Officer, uma figura até há pouco inexistente, já está em funções em 27% das entidades — e outros 41% preparam-se para criar o cargo. A mensagem é clara: sem estratégia e liderança, os dados não saem do papel.

«Com as crescentes exigências dos cidadãos e recursos cada vez mais limitados, as organizações reconhecem que a IA pode ser um catalisador para a mudança. Mas é preciso começar pela base — por dados sólidos, confiáveis e bem governados», alerta Marc Reinhardt, líder global para o setor público na Capgemini.

O futuro, esse, continua à vista. Mas exige trabalho de carpintaria invisível: arrumar, normalizar, cruzar e proteger. Porque a inteligência artificial pode mudar a administração pública — mas só se os dados a deixarem entrar.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Livros Tech: IA, ética e criatividade com voz de mulher

1 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

Três livros, três olhares sobre o futuro tecnológico: da inteligência artificial que aprende connosco à ética digital que nos desafia, passando pela força feminina e criativa na área. Estas obras não explicam apenas o mundo que vem — ajudam a pensá-lo melhor.

Inteligência Vital, Estupidez Artificial – Alexandre Castro Caldas  

Contraponto 

Numa época em que tanto se fala de inteligência artificial, impõe-se uma questão prévia: mas o que é a inteligência?  

Neste livro, o prestigiado neurologista Alexandre Castro Caldas dá a conhecer a evolução do conceito ao longo dos séculos e apresenta a inteligência como uma capacidade não exclusiva dos seres humanos. Cruzando os conhecimentos de várias disciplinas, da biologia à antropologia, passando pela filosofia, Castro Caldas centra-se no conceito de inteligência vital, para procurar compreender o conceito do momento e a inteligência artificial, que compara a uma flor de plástico, na medida em que esta poderá ser bela, mas nunca sublime. 

 

U.S.E.R. Utilização Saudável e Equilibrada nas Redes – Rosário Carmona e Costa, Débora Carvalhosa e Leonor Nápoles 

Oficina do Livro 

Através de uma análise crítica sobre o uso da tecnologia no nosso dia a dia, este livro fornece um vasto conjunto de pistas e orientações para que famílias, profissionais, educadores e todos tenham uma relação mais equilibrada com um fenómeno inescapável que, apesar de suscitar particular apreensão no caso das crianças e adolescentes, também afeta os adultos.  

Com base em histórias reais e pesquisas científicas aprofundadas, as autoras discutem temas como dependência da Internet, o impacto da utilização de smartphones nas escolas, os efeitos da imersão excessiva no digital ou o crescimento da inteligência artificial, um campo de inovações surpreendentes, mas também de fortes preocupações sobre a privacidade, segurança e o próprio futuro da interação humana. 

 

Raparigas na Ciência 3º volume

 

Ciência Viva 

Depois de duas edições, chega o 3º volume do livro ‘Raparigas na Ciência’, um projeto que dá a conhecer mais de 100 jovens com interesse demonstrado nas áreas da ciência e tecnologia. 

Descubra-as, divertidas nas suas selfies, descontraídas, seguras, a contarem-nos as suas ambições e as escolhas que fazem. Obrigado raparigas, miúdas, meninas inspiradoras! 

Arquivado em:Leading Tech, Livros e Revistas

Para além do ESG: porque a sustentabilidade humana está a mudar as regras do jogo

1 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

Num mundo onde as agendas ambientais, sociais e de governação (ESG) dominam as estratégias corporativas, existe um componente muitas vezes negligenciado mas absolutamente crítico: a sustentabilidade humana. Este conceito vai muito para lá das tradicionais políticas de bem-estar e benefícios — trata-se de criar condições reais para que as pessoas cresçam, contribuam e se mantenham saudáveis, física e emocionalmente, no contexto profissional. À medida que as organizações se deparam com desafios cada vez mais complexos, perceber a sustentabilidade humana como um ativo estratégico é essencial para garantir não só a resiliência dos negócios, mas também o seu crescimento sustentável a longo prazo.

Esta não é uma mera extensão dos tradicionais programas de bem-estar. Trata-se de uma mudança de paradigma que exige que as empresas repensem o seu papel na construção de um futuro sustentável — não apenas para os negócios, mas para as pessoas e para as próximas gerações. Sustentabilidade humana significa criar condições duradouras para que os indivíduos possam crescer, contribuir, manter-se saudáveis e com sentido de propósito, tanto dentro como fora das organizações. Não se trata apenas de oferecer benefícios corporativos ou pausas estratégicas — atualmente, muito se fala sobre “felicidade no trabalho”, mas a verdade é que essa felicidade é efémera, intangível e difícil de medir. É um remendo rápido para uma ferida crónica que exige soluções estruturais e profundas.

Este enfoque torna-se ainda mais urgente quando consideramos os dados do Relatório Global sobre Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022), que aponta que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, evidenciando o impacto direto da saúde mental no ambiente de trabalho. Ignorar esta realidade não só compromete a qualidade de vida dos colaboradores, como também a sustentabilidade dos próprios negócios.

A sustentabilidade humana está intrinsecamente ligada à forma como as organizações definem prioridades, constroem equipas, tomam decisões e distribuem poder. Está presente na coerência entre discurso e prática, na ética das lideranças e na estrutura invisível que sustenta — ou desgasta — o dia a dia dos profissionais. As empresas funcionam como ecossistemas. Assim como num sistema natural, o desequilíbrio num elemento afeta todo o conjunto. Ambientes tóxicos, jornadas exaustivas, metas desumanizadas e falta de espaço para o erro são sintomas de sistemas que não sustentam a vida, mas que a exploram. Garantir que esses ecossistemas sejam saudáveis, regenerativos e capazes de evoluir é fundamental para a longevidade das organizações.

Esta visão está alinhada com os requisitos da Diretiva Europeia sobre Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD), que enfatiza a necessidade de as empresas divulgarem não apenas seu impacto ambiental, mas também social e humano, incluindo saúde, segurança e bem-estar dos colaboradores. O papel da liderança é determinante na sustentabilidade humana. Um líder sustentável compreende que não está fora do sistema, mas dentro dele, e que o seu exemplo molda culturas e comportamentos. O verdadeiro legado de uma liderança não se mede apenas pelo crescimento económico, mas pelo impacto humano que gera.

Estudos como o da Harvard Business Review (2020), “The Business Case for Employee Well-being”, demonstram que organizações que investem em bem-estar e culturas inclusivas registam até 25% mais produtividade e 40% menos rotatividade, evidenciando o retorno direto do investimento em sustentabilidade humana. Além disso, o relatório da McKinsey (2021), “Diversity Wins: How Inclusion Matters”, destaca que empresas com lideranças diversas e focadas em inclusão e sustentabilidade humana tendem a ter melhor desempenho financeiro e maior capacidade de inovação — fatores críticos num mercado cada vez mais competitivo.

 

Como aplicar a sustentabilidade humana: práticas concretas para um impacto real

Para além do diagnóstico, é fundamental que as organizações traduzam a sustentabilidade humana em políticas e práticas tangíveis, que se afastem do lugar comum do “bem-estar” e do “clima positivo”. Eis algumas iniciativas com impacto real:

 

Análise avançada de competências e redes internas de aprendizagem

Utilizar ferramentas de People Analytics para mapear competências atuais e futuras dos colaboradores, identificando lacunas e oportunidades de desenvolvimento individualizado. A criação de redes internas de capacitação promove o crescimento contínuo, alinhado tanto às necessidades da organização como às aspirações pessoais dos colaboradores.

 

Monitorização proativa da carga de trabalho

Implementar sistemas que monitorizam indicadores relacionados com a carga de trabalho e horas extraordinárias, alertando os supervisores sempre que sejam detectados sinais de sobrecarga. Estes sistemas devem sugerir intervenções personalizadas para apoiar o colaborador e prevenir o burnout antes que se torne um problema grave.

 

Programas estruturados de inclusão social e diversidade

Investir em políticas que facilitem a integração de grupos tradicionalmente marginalizados, oferecendo apoio como aulas de línguas, formações culturais e salários competitivos. Estas ações promovem a retenção, o envolvimento e demonstram que a diversidade é um pilar fundamental da sustentabilidade humana.

 

Políticas de reconhecimento do trabalho invisível

Criar mecanismos formais para identificar e valorizar tarefas essenciais que não aparecem nos indicadores tradicionais, como o apoio informal, a mediação de conflitos ou a contribuição para o clima organizacional. Isto pode incluir sistemas de mentoria, grupos de apoio e celebrações periódicas para reforçar o sentido de propósito e pertença.

 

Programas personalizados de desconexão digital

Desenvolver políticas que vão além da simples restrição do contacto fora do horário laboral, ajustando as expectativas de comunicação segundo perfis individuais. Incorporar dados sobre fadiga cognitiva para promover pausas digitais estratégicas, aumentando a concentração e reduzindo o esgotamento mental.

 

Criação de espaços e tempos para trabalho profundo

Estabelecer ambientes e momentos dedicados ao foco sem interrupções — “zonas de silêncio criativo” — que favorecem a concentração, a inovação e a produtividade, minimizando distrações sociais e digitais. Estas ações concretizam a sustentabilidade humana, tornando-a palpável e integrada no funcionamento do dia a dia corporativo.

Em tempos de transformação acelerada e incertezas globais, a sustentabilidade humana é o fator silencioso, mas decisivo, para a resiliência e longevidade das organizações. Integrar esta dimensão nas estratégias corporativas não é apenas uma responsabilidade ética, mas uma vantagem competitiva real. Porque não haverá transição sustentável se continuarmos a esgotar as pessoas no
processo. E não há futuro sustentável sem humanidade.

Arquivado em:Opinião

Nível de vida dos portugueses está abaixo dos 80% da média europeia

31 Julho, 2025 by Marcelo Teixeira

Durante anos, repetiu-se o mantra de que Portugal estava a convergir com a Europa. Mas novos dados vêm lançar dúvidas sobre essa narrativa. Segundo um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), baseado na revisão em alta da população estrangeira residente legalmente em Portugal – revelada em abril pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) –, o nível de vida português não só foi sobrestimado como poderá estar prestes a cair para um dos lugares mais baixos da tabela europeia. Em 2026, seremos o sétimo país com pior nível de vida da União Europeia, e a Roménia está prestes a ultrapassar-nos.

«Isso deve envergonhar o país», dispara Óscar Afonso, diretor da FEP e coautor do estudo.

A razão? Simples e desconcertante: os dados usados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para calcular o rendimento médio por habitante – e que alimentam as estatísticas europeias – ignoravam cerca de 250 mil pessoas com estatuto legal de residência. Com essa correção, o PIB ‘per capita’ de Portugal recua em flecha. Segundo o Flash Económico n.º 3/2025 do gabinete G3E2P da FEP, o rendimento por habitante caiu de 81,6% da média da UE para 79,2% em 2024. Para 2026, a previsão revista aponta para 79,5% – um valor que nos atira para o 21.º lugar entre os 27, apenas duas centésimas acima da Roménia.

A promessa de convergência que escorrega entre os dedos

O estudo aponta o dedo à lentidão com que os dados da AIMA são incorporados nas estatísticas nacionais e europeias. «Estamos a tomar decisões políticas com base em números errados», critica Óscar Afonso, sublinhando que estas discrepâncias «comprometem políticas de imigração, habitação, emprego e proteção social».

Mas a questão vai além das estatísticas. O que o estudo revela é um erro de diagnóstico com consequências sérias: se o doente está mais magro do que se pensava, o tratamento tem de ser mais agressivo. E aqui a receita é clara: Portugal precisa de «reformas estruturais» e de uma «imigração regulada em função das necessidades da economia e da capacidade de absorção social».

Menos imigração do que se pensava – mas melhor escolhida

O novo cenário traçado pela FEP revê em baixa a necessidade de entrada de imigrantes: não 138 mil por ano, como se estimava em 2024, mas 80 mil – desde que Portugal consiga crescer, em média, 2,4% ao ano, enquanto a UE avança apenas 1%. Ora, em 2023 e 2024 entraram cerca de 300 mil estrangeiros por ano, quase quatro vezes mais do que o necessário. Muitos ficaram fora do radar fiscal e laboral, engrossando a economia paralela.

«Não se trata de fechar portas, mas de deixar de tê-las escancaradas», alerta Nuno Torres, responsável do G3E2P. O investigador sublinha que o Regime de Manifestação de Interesse, criado em 2017, «gerou descontrolo» ao admitir pessoas sem qualquer ligação ao mercado de trabalho. A sua substituição pela nova ‘via verde da imigração’ é bem-vinda, mas a execução é ainda fraca. E as medidas adicionais de contenção propostas pelo atual Governo, avisa, «vão longe demais», podendo travar o crescimento.

Portugal: demasiado pobre para desperdiçar oportunidades

Entre os setores que mais poderão sofrer com uma política migratória demasiado restritiva estão a construção civil, o turismo e a agricultura – áreas que sustentam parte significativa da nossa economia e onde a escassez de mão-de-obra já é visível. Limitar os vistos de trabalho apenas a estrangeiros altamente qualificados pode, ironicamente, deixar Portugal ainda mais dependente da imigração ilegal e da informalidade.

A alternativa, defende Óscar Afonso, é clara: «vincular os vistos às necessidades reais das empresas, com critérios definidos em articulação com as associações setoriais». E, já agora, usar a atual regularização em curso para cortar a raiz do problema: formalizar quem está cá e combater a economia paralela, elevando o PIB oficial.

A Roménia já respira no nosso pescoço

Talvez a maior provocação do estudo seja a comparação com a Roménia. Um país que entrou na UE 20 anos depois de nós e que recebeu menos fundos europeus, mas que soube, segundo a FEP, aproveitá-los melhor. «Portugal divergiu do núcleo duro europeu e não tem sabido recuperar», constata Óscar Afonso. «Entre 2019 e 2024, apesar de termos crescido mais do que a média da UE, a convergência foi mínima: apenas dois pontos percentuais».

E se a Roménia nos ultrapassar? Será apenas a confirmação do que muitos já sentem no bolso e no dia-a-dia. Um país onde a promessa europeia se esbate, e onde os jovens continuam a sair em busca de algo melhor. Um país que se orgulha do clima e da gastronomia, mas que fecha os olhos ao que realmente importa: produtividade, inovação, e uma política migratória inteligente – não apenas generosa nem apenas punitiva, mas eficaz.

«Sem muros, mas sem ilusões»

O aviso está dado. Portugal pode crescer mais, e melhor. Mas isso exige escolhas difíceis, coragem política e visão estratégica. «Transformar desafios em oportunidades é possível», garante Óscar Afonso. Mas exige muito mais do que slogans ou cosmética estatística. Exige reformas a sério. E, sobretudo, urge perceber que sem competitividade e dados fiáveis, um país pode tornar-se irrelevante – mesmo com as janelas mais bonitas e os melhores pores-do-sol da Europa.

Arquivado em:Economia, Notícias

Pagamentos contactless simplificam viagens de metro

31 Julho, 2025 by Marcelo Teixeira

Os utilizadores do Metro Sul do Tejo já podem validar as suas viagens com a simples apresentação dos seus cartões de débito e crédito Visa ou Mastercard, eliminando a necessidade de adquirir bilhetes pontuais para viajar.

A Metro Transportes do Sul (MTS), empresa que explora o sistema de metro ligeiro na Margem Sul, e a Shift4 anunciaram a implementação de uma nova solução tecnológica que permite aos utentes validar as suas viagens apenas com um cartão de pagamento contactless. Este projeto representa um passo significativo na modernização do sistema de transportes da Área Metropolitana de Lisboa, particularmente nas regiões servidas pela MTS (Almada e Seixal).

Com esta solução, os utilizadores do Metro Sul do Tejo já podem utilizar os seus cartões ou dispositivos contactless como título de transporte, sem filas de espera nem necessidade de adquirirem bilhetes no local, simplificando a experiência diária de deslocação. O pagamento é feito diretamente nos validadores, nos equipamentos em que habitualmente já são validados os títulos de transporte.

Uma solução integrada e tecnológica para a mobilidade do futuro

A Shift4 desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento desta solução, atuando como ‘enabler’ bancário. A empresa garantiu uma implementação rápida e integrada, simplificando a complexidade dos processos, tanto para o operador de transportes como para os passageiros.

Entre os restantes parceiros que contribuíram para este projeto encontram-se a Axians, marca da VINCI Energies dedicada às TIC e à transformação digital, e um integrador especializado em soluções de mobilidade inteligente e de bilhética eletrónica; e a Switchio, uma plataforma open loop de serviços de pagamento e de backoffice para a emissão de bilhetes, que permite viajar sem problemas com um simples toque num cartão EMV ou numa carteira digital. A combinação destas várias forças foi essencial para entregar uma solução robusta e eficiente para a rede do Metro Sul do Tejo.

Parceiros que impulsionam a inovação na mobilidade

«A implementação dos pagamentos contactless nos nossos validadores é um marco importante para a MTS: com a integração da tecnologia EMV, conseguimos simplificar a experiência dos nossos passageiros, permitindo-lhes validar viagens de forma rápida, sem dinheiro físico nem filas para comprar ou carregar bilhetes,» afirmou Tiago Santos, Responsável Comercial da Metro Transportes do Sul.

«Esta solução desenvolvida para a Metro Transportes do Sul é uma mais uma prova de que queremos fazer parte da evolução de pagamentos em Portugal, especialmente no que toca à utilização de transportes,» acrescentou Magui Ribeiro, Account Manager Iberia da Shift4.

Arquivado em:Inovação, Notícias

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