Liderar é um privilégio de alguns e um desejo de muitos. São necessárias competências possíveis de aprender e desenvolver, nomeadamente nos 3 P’s que sustentam o sucesso – Pessoas, Processos e Produto/Serviço. Sendo as Pessoas o factor crítico de maior importância.
Dentro do “mundo” da liderança gosto particularmente do “abecedário da liderança – POLCI”, título do meu livro.
Liderar e ser liderado é um ato voluntário e consciente.
Para isso existem dois conceitos fundamentais para ser um líder: o de liderança empática e o da inteligência emocional. Sendo que a liderança empática está refletida no título deste artigo de opinião. Empatia é “colocar-me nos sapatos dos outros”. O que não significa que o líder tem de aceitar todos os comportamentos, mas apenas de os conhecer, nomeadamente os sinais não verbais. Para isso precisa de dar feedback, de tomar decisões (mesmo as difíceis) e de criar um ambiente de confiança, onde cada um tem o direito de se manifestar, de forma adequada e no lugar próprio. E produz resultados como o aumento de satisfação, de produtividade, de qualidade de decisões, de manutenção de talento, criando uma cultura organizacional positiva e sustentável. Conseguimos medir os resultados através de estudos de clima organizacional, de análise as taxas de manutenção de colaboradores ou dos indicadores de desempenho individual.
Em permanente ligação com a liderança empática, está outro conceito integrativo: o da inteligência emocional. De forma simples, trata-se das competências e da capacidade de reconhecer, compreender e gerir as próprias emoções e as dos outros, promovendo relacionamentos equilibrados, saudáveis e de aprendizagem contínua. Apesar de ser uma forma de inteligência social introspetiva, tem um impacto externalizado enorme.
Daniel Goleman, foi quem mais contribuiu para a “massificação” do conceito, com a criação do conceito de Quociente Emocional (QE), referindo que a capacidade de uma pessoa em lidar com suas emoções é muito mais importante do que a sua inteligência racional. O psicólogo considera que o sucesso de uma pessoa, tem 80% a ver com o seu QE, enquanto o QI é responsável pelos outros 20%. Afinal de que interessa o conhecimento cognitivo se não conseguirmos gerir os nossos sentimentos e os dos outros, como a felicidade, raiva, angústia, medo, alívio, tédio ou as outras 21 emoções que poderia referir.
Acrescido pelo facto de a IA nos estar já a substituir em seis dos oito tipos de inteligência que existem, exceto na inteligência interpessoal e intrapessoal. Por exemplo, temos de saber identificar quando sentimos algo negativo como “raiva” e converter em positivo como “determinação”. Portanto desenvolver esta inteligência social comporta o desenvolvimento de competências interpessoais como a empatia, e não apenas as habilidades individuais. Aqui se cruzam a liderança empática e a inteligência emocional. Para inspirar, um líder precisa mexer com as emoções dos outros!



