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Marcelo Teixeira

Ciclopes chega à Ajuda com bicicletas que são liberdade e oficinas que são pertença

5 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Lisboa tem um novo ponto de encontro entre rodas e raízes. No próximo dia 6 de junho, o projeto Ciclopes Bikeriders inaugura uma nova cicloficina comunitária permanente no Mercado da Ajuda, celebrando com bicicletas, conversa e música o que sempre foi mais do que mobilidade: uma ideia de futuro com travões afinados e selins bem presos à comunidade.

Criado em 2021 pela Drive Impact, cooperativa dedicada à inovação social e ambiental, o Ciclopes já ensinou centenas de crianças a pedalar, somou mais de 2.500 empréstimos de bicicletas e construiu uma das primeiras oficinas sociais de bicicletas de Lisboa — no Bairro Padre Cruz. Agora, acelera rumo a uma nova freguesia, com o apoio da Fundação EDP, através do Programa EDP Energia Solidária 2024.

A nova cicloficina na Ajuda abre portas às sextas-feiras, das 15h às 19h, e promete ser um lugar onde se afinam correntes e se endireitam caminhos. A inauguração — integrada na Lisbon Unicorn Week — começa às 17h com a talk ‘Quando o Impacto Escala’, sobre empreendedorismo social e crescimento sustentável. Até às 20h, a DJ Rafeira encarrega-se da banda sonora, entre música e rodas a girar.

«O Ciclopes é mais do que bicicletas: é um espaço de autonomia, de aprendizagem e de pertença. Estes bairros precisam de mobilidade para chegar à cidade, mas também de reconhecimento e presença dentro dela», afirma Catarina Miguel Martins, fundadora da Drive Impact.

O impacto, esse, já se vê em números e mudanças concretas. Só na cicloficina do Bairro Padre Cruz, há 280 crianças e jovens entre os 6 e os 17 anos inscritos. Muitas chegaram sem saber andar. «Mais de 50% das crianças do pré-escolar e 1.º ciclo aprenderam a andar de bicicleta em menos de cinco horas», sublinha Catarina.

Mas o Ciclopes não é um manual de instruções. É prática. É graxa nas mãos e bicicletas construídas com peças que chegaram partidas. «Um dos nossos miúdos já montou quatro. Chegam sem travões e saem com confiança. Isso muda tudo», diz Catarina, com olhos postos na Ajuda e no que ainda está por vir.

A cicloficina do Bairro Padre Cruz — aberta às segundas, quartas e quintas, das 14h30 às 19h30 — continua a funcionar com uma equipa jovem e local: mecânicos, monitores e artistas que, mais do que ensinar, inspiram. Na Ajuda, a receita será a mesma: bicicletas que não se medem só em rodas, mas em pertença, encontro e cuidado.

A chegada do Ciclopes à Ajuda acontece num momento em que Lisboa surge em penúltimo lugar num estudo europeu sobre mobilidade urbana infantil, elaborado pela Clean Cities Campaign. Numa cidade onde as crianças têm menos espaço para circular do que os automóveis, projetos como este não são um luxo: são urgência.

A entrada na inauguração é gratuita, mediante inscrição prévia no Eventbrite.

E se tudo correr como se deseja, Lisboa vai ter mais bicicletas na rua, menos distâncias invisíveis e mais crianças a pedalar com o vento nas costas — e o futuro à frente.

Arquivado em:Educação, Notícias, Sustentabilidade

Na Damaia soprou o vento do futuro: Presidente de Cabo Verde visita startup que nasceu numa garagem 

4 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

A rua estava cortada. Carros pretos, vidros escuros, motores a roncar em surdina. Agentes da PSP de colete fluorescente marcavam território. Havia protocolo, havia poder, e havia também um daqueles silêncios de bairro onde todos sabem que algo está a acontecer. Mas foi quando as turbinas do encontro começaram a girar que o silêncio se fez por outro motivo.

O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, chegou à Damaia com honras de Estado e olhos bem abertos. Visitava a Windcredible, startup portuguesa nascida numa garagem e moldada com vento, plástico reciclado e vontade. Aquilo que começou com duas cabeças a tentarem poupar na conta da luz dentro de um quartel da GNR — Filipe Fernandes e António Santos — transformou-se numa máquina com ambição: devolver energia às pessoas, com o mínimo ruído e o máximo impacto.

Filipe explica: «Queremos mudar a forma como a energia é produzida. Reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. Transformar consumidores em produtores». E há ali qualquer coisa de evangelho eléctrico nestas palavras, como se a turbina que gira sem ruído fosse, afinal, também ela uma prece.

Para se tornar realidade, usaram impressoras 3D que conseguissem imprimir as pás de turbinas e reaproveitaram motores de trotinetes eléctricas. O que começou como um improviso resultou num protótipo. E o protótipo ganhou força, tecnologia e ambição com a chegada de novos elementos à equipa, entre os quais o engenheiro mecânico Marvim Fernandes e o doutorado em mecatrónica Nelson Batista.

Hoje, a startup já está em fase de piloto e quer entrar no mercado português em 2025, mas o plano é maior. Começar cá, seguir para o mundo. Países nórdicos, costa leste dos EUA, Brasil. O sonho? Uma turbina por telhado. Um vento por casa. Um sopro por comunidade.

Algumas das turbinas desenvolvidas pela Windcredible

Cresceu na Cova da Moura e hoje sopra futuro

Quem ali estava, no entanto, percebia logo que esta história não é só feita de tecnologias e mercados. António Santos, co-fundador da startup, nasceu ali ao lado, no bairro da Cova da Moura. Passou pela GNR, aprendeu a língua dos cabos e das pás de turbina, e hoje regressa com um projeto de olhos postos no céu.

«Energia é qualidade de vida», disse com a certeza de quem já viveu dias mais escuros. Mas há mais: «Pode ter um papel comunitário fundamental, sobretudo nas zonas onde mais se precisa». Falava do rácio por metro quadrado, sim, mas também da dignidade, do calor, da luz que não se corta.

Contou depois uma história. Numa visita a Cabo Verde, a propósito de uma Leadership Summit, foram testar um protótipo. Levaram-no numa pick-up de caixa aberta. Travaram mais forte e uma das pás partiu-se. Urgência, aflição — mas apareceu gente a ajudar. Gente com sorrisos nos olhos. E foi aí que António viu, com clareza, o lado social do projeto. O vento ali não move só turbinas. Move vidas.

 

Quando o Estado é homem e sorri

O Presidente de Cabo Verde José Maria Neves escutava. Olhava. Tocava na máquina com a curiosidade de quem entende que há mais na ciência do que números e equações. Brincou com a origem do projeto: «Talvez vos arranje uma garagem também em Cabo Verde», disse entre sorrisos. Mas depois a conversa ficou mais funda. Falou das raízes, do orgulho, da necessidade de dar luz a quem dela foi apagado.

«Recordo-me quando visitei Portugal há uns anos, logo depois do acontecimento de um arrastão numa praia. Entre ministros, eu realçava outra coisa. A medalha conquistada por Nuno Delgado. Há pessoas boas e más em todo o lado. Temos de realçar aquelas situações que iluminam caminho.»

E o caminho seguiu. Depois da Damaia, José Maria Neves entrou na Cova da Moura. Foi às escolas, falou com os miúdos, sentiu o bairro de dentro. Não era só uma visita diplomática. Era um regresso, um abraço político que vinha da infância para o futuro, de África para Lisboa, do betão para a turbina.

 

O que gira não é só a pá

Num mundo onde tanta energia se perde em discursos que não acendem nada, ali estava uma máquina que gira em silêncio. Que não precisa de vento político para se mover. Só precisa de vontade, técnica, comunidade — e, talvez, uma garagem.

Assim, a Windcredible não está apenas a fabricar turbinas. Está a construir outra ideia de planeta: mais justo, mais limpo, mais descentralizado. Um mundo onde o futuro não depende só do preço da energia que poucos controlam, mas da quantidade de vento que passa no telhado das casas das pessoas.

E sim, houve carros blindados, houve fardas e a cerimonia do costume. Mas a notícia estava ali, em pás de plástico reciclado e motores de trotinete, a girar no meio da Damaia. E, agora, talvez ninguém as pare.

Arquivado em:África, Notícias, Tecnologia

Quando tudo falha, a resiliência operacional é posta à prova

4 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Era uma manhã como todas as outras: o trânsito do costume, as reuniões virtuais, as viagens de elevador, os cafés a meio da manhã. De repente, o monitor desliga-se. No chat interno, surge a primeira mensagem: “estamos sem eletricidade no escritório?”.

Em poucos minutos a situação escalou, as mensagens multiplicaram-se e percebemos que não se tratava de uma questão interna da empresa. O bairro, a cidade, os familiares do outro lado do país, a península, estavam a passar pelo mesmo. Felizmente, uma falha generalizada da eletricidade não é algo a que estejamos habituados nos dias de hoje.

A necessidade que tive de obter informação atual e fidedigna, à medida que os acontecimentos decorriam, transportou-me para outros momentos de crise do passado. Desta vez, tinha à minha disposição um smartphone e grupos de whatsapp onde se debatia o tema. A cada interação que tinha com outras pessoas, presencialmente ou remotamente, surgiam novos factos, teorias, conselhos, alarmes com diferentes graus de veracidade. Não consegui deixar de pensar: “o que gostaria de ter neste momento era uma referência para a verdade”.

Em busca de respostas, já com algum distanciamento, sou remetido para um enquadramento, criado em 2018 por Jamais Cascio, que reflete sobre a capacidade de adaptação das organizações à realidade, através do acrónimo BANI (Brittle, Anxious, Nonlinear and Incomprehensible ou Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível, em Português).

Penso que este “apagão” teve um pouco de todas estas características e dou por mim a revisitar esta definição recorrentemente, por sintetizar de forma clara as difíceis questões climáticas, ambientais, geopolíticas e sociais com que vivemos. De forma breve, estas letras remetem-nos para a fragilidade dos sistemas críticos quando confrontados com eventos imprevistos, para a ansiedade causada pela quantidade de informação – verdadeira ou não – que circula nestas situações, para o cariz não-linear dos momentos de crise já que as causas e efeitos podem ser pouco óbvios e, finalmente, para o clima de incompreensão que se cria quando a população tem acesso a informação contraditória sobre um mesmo tema.

Acredito que a sistematização de toda esta informação nos permitiria mitigar os efeitos de duas das letras deste acrónimo, a ansiedade e a incompreensão. A verdade é que os sites oficiais que nos poderiam ajudar nestas situações têm também eles acrónimos complexos: SIRESP, PROCIV, ANEPC.

Esta sistematização poderia passar pela criação de uma página semelhante às que os prestadores de serviços na Internet têm para fazer face aos inúmeros acessos que acontecem quando os serviços usados pelos seus largos milhões de utilizadores têm problemas, comummente conhecida por status page. Uma status page deste género poderia sistematizar informação de forma centralizada sobre sistemas críticos, como redes públicas e privadas de eletricidade, água, gás, transportes, comunicação e serviços de emergência, como hospitais, bombeiros, polícia e exército.

A página teria um resumo dos principais eventos que estão a afetar os serviços, atualizados à medida que ocorrem, com rigor jornalístico e sem especulação. Uma coisa é ter a informação que está a ocorrer um fenómeno atmosférico (nesse caso vamos ao site do IPMA, por exemplo), outra é o facto desse fenómeno estar a afetar serviços críticos (aí já não é trivial saber a que site devemos aceder). Além disso, deve ter um nome fácil de memorizar – como: sos.gov.pt – que esteja na mente de familiares, colegas e amigos para que possamos aceder todos ao mesmo tipo de informação e consigamos tomar decisões concertadas mesmo em cenários de comunicação limitados.

Para criar um paradigma de maior resiliência em situação de crise, é essencial não deixar que estes eventos sejam esquecidos sem que se tirem conclusões de pontos a melhorar. Neste caso, a sistematização da informação sobre sistemas críticos é fundamental para endereçar questões como a ansiedade e a incompreensão, fatores que podem ser decisivos para a boa gestão de momentos de crise.

Arquivado em:Opinião

Cabo Verde: confiança, liderança estratégica e o futuro digital em debate

3 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

A terceira edição da Leadership Summit Cabo Verde confirmou-se como um dos momentos altos do calendário nacional de reflexão sobre o presente e o futuro da liderança naquele país. Num tempo de desinformação viral, guerra cibernética e erosão institucional, a palavra-chave foi dita sem rodeios: confiança.

Ao longo de várias intervenções — no palco do TechPark, mas também nas conversas nos bastidores — ficou claro que a confiança não é um conceito abstrato: é um ativo estratégico, que decide o destino de governos, empresas e comunidades.

Liderança humanizada: escutar, aprender, agir

Luís Leite, administrador executivo da Garantia Seguros, abriu o painel com uma defesa vibrante da liderança com propósito. Para o especialista, um líder confiável tem de reunir quatro qualidades essenciais:

Gosto genuíno pelas pessoas; compromisso ético e sentido de justiça; capacidade de aprender e adaptar-se; propósito sustentável no centro das decisões.

«Quando gostamos das pessoas, ouvimos, respeitamos, colocamo-nos no lugar delas. Isso é liderança humanizada. E é isso que constrói confiança — não é o ‘powerpoint’, é a atitude», afirmou, num tom direto e sem floreados.

Cibersegurança: onde a liderança enfrenta o risco em estado puro

Bruno Castro, CEO da VisionWare, não fugiu ao tema quente: a maturidade da cibersegurança em Cabo Verde. «Essa é a pergunta de um milhão de dólares», disse, para depois traçar um diagnóstico pragmático: há caminho feito, mas ainda há um défice estrutural grave — na formação, na legislação, na resposta a incidentes.

«A soberania digital do país depende disto. Precisamos de talento nacional, de instituições robustas e de uma cultura de ciberdefesa», frisou. No entanto, há sinais de esperança: a VisionWare opera há mais de 15 anos em Cabo Verde e fornece, a partir do TechPark, serviços de cibersegurança para o mundo.

Com uma equipa de 40 pessoas, Bruno Castro explicou que a chave para a retenção de talento é simples: «Oferecemos aqui as mesmas condições que oferecemos em Portugal. Seguro de saúde, bom salário, respeito. E ninguém saiu.»

Mas não se ficou pela apologia do talento. Lembrou que sem legislação eficaz e aplicação firme da lei, Cabo Verde pode tornar-se um canal para ataques globais. «É preciso ir atrás de quem executa cibercrime a partir do país. Isso ainda não acontece com força», alertou.

Governança: entre a agilidade e a responsabilidade

João Safara, administrador do ISQ, trouxe para o debate a questão da governança organizacional, sublinhando que não há um modelo universal. «Uma startup não pode ter a mesma estrutura de uma empresa cotada em bolsa», disse. Mas o fio condutor é sempre o mesmo: confiança com accountability.

«Um bom modelo de governance tem de ser leve, mas com responsabilidade. Transparente, mas adaptável. É isso que dá às organizações a liberdade de crescer com credibilidade», explicou.

Ao mesmo tempo, alertou para os perigos da confiança cega. «Um líder narcisista, com capacidade de manipulação, pode corroer uma empresa por dentro. Já vimos isto em escândalos internacionais. A manipulação pode parecer liderança, mas é controlo puro.»

Num país pequeno, com redes de influência densas, Safara foi claro: «O equilíbrio entre transparência, vigilância e confiança é uma questão de sobrevivência institucional.»

Rentabilidade vs. sustentabilidade: a armadilha do lucro fácil

Carlos Graça, sócio da BTOC Cabo Verde, virou o foco para a economia real. «Uma empresa com lucro pode estar à beira do colapso, se não tiver fluxo de caixa. É aí que morrem as startups. A ilusão do lucro mata mais do que o prejuízo.»

A BTOC está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e lançou a iniciativa Empresa Excelência para premiar boas práticas e contrariar o discurso derrotista. «Ouvimos sempre que o problema é o crédito. Mas os financiadores dizem: temos dinheiro, queremos emprestar. Só precisamos de projetos bem estruturados.»

Para Carlos Graça, o verdadeiro desafio está na cultura empresarial: planear com rigor, gerir com transparência e resistir à pressa do sucesso imediato.

TechPark: hub digital ou sonho por concretizar?

O evento decorreu no moderno Parque Tecnológico da Praia, palco simbólico de uma ambição nacional: fazer de Cabo Verde um hub digital africano, competitivo e seguro. Há talento, há empresas internacionais a operar a partir do arquipélago — mas também há fragilidades claras.

Sem estabilidade jurídica, sem estruturas públicas eficazes e sem visão de longo prazo, o risco é transformar o TechPark num showroom sem motor.

Com a moderação da jornalista Margarida Fontes, no final, uma ideia unificou todas as intervenções: não há liderança sem confiança. Mas essa confiança precisa de se traduzir em atos — no salário justo, na decisão ética, na proteção digital, na governança responsável.

A Leadership Summit Cabo Verde não trouxe respostas prontas. Mas lançou perguntas urgentes, num país que quer ser moderno, seguro e competitivo — mas onde ainda falta estruturar o essencial.

Porque, no digital como na política, sem confiança não há futuro.

 

Veja a galeria de imagens completa do evento aqui.

Arquivado em:África, Cabo Verde, Notícias

FLAG promove conversas sobre o impacto da Inteligência Artificial em campanhas de comunicação

3 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

A FLAG volta a reunir profissionais da comunicação e do marketing numa nova edição das suas #FLAGtalks. Desta vez, o foco está na Inteligência Artificial e no modo como esta está a transformar a eficácia das campanhas pagas no digital. A participação é gratuita, com transmissão online em direto, marcada para hoje , entre as 12h00 e as 13h00.

Sob o tema ‘Paid Media Inteligente: Como a IA está a potenciar os resultados das campanhas pagas’, a sessão será conduzida por Ricardo Gil, fundador da Drivenly e formador na FLAG. A promessa é clara: mostrar como a IA já está a ser aplicada nas principais plataformas de anúncios, desde a segmentação até à criação de anúncios e gestão de orçamentos.

Durante a formação serão apresentados casos reais e resultados concretos, mas também os riscos e limites desta revolução tecnológica — com espaço para refletir sobre ética, supervisão humana e os desafios da automação.

Em detalhe, os temas em destaque incluem:

  • O que é o Paid Media Inteligente;
  • Como a IA apoia o planeamento e a segmentação;
  • Criação de anúncios com IA;
  • Gestão orçamental e otimização em tempo real;
  • Casos de sucesso e métricas de impacto;
  • Limites e precauções no uso da tecnologia;
  • Tendências futuras no cruzamento entre publicidade paga e IA.

Esta é já a quarta #FLAGtalks gratuita da primavera de 2025, iniciativa que pretende democratizar o acesso a conhecimento especializado e reforçar a literacia digital de quem trabalha ou quer trabalhar em comunicação, marketing ou publicidade. O objetivo da FLAG é claro: alargar a comunidade de profissionais criativos e preparar o setor para o que aí vem.

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

David Correia assume direção de Mobilidade do Cetelem em Portugal

3 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

David Correia é o novo Head of Mobility do Cetelem em Portugal, marca comercial do BNP Paribas Personal Finance. O gestor passa a liderar a estratégia e operação das soluções financeiras para o setor da mobilidade no mercado nacional.

Com uma licenciatura em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico e formação executiva em Gestão Automóvel pela Católica Lisbon School of Business and Economics, David Correia traz mais de 20 anos de experiência no setor automóvel, com um percurso reconhecido em várias marcas e áreas de gestão.

A sua carreira começou na Peugeot, tendo mais tarde integrado o Groupe PSA (atual Stellantis), onde assumiu funções de direção nas marcas Peugeot, Citroën, DS e Opel, com foco em pós-venda, supply chain e desenvolvimento de rede. Em 2021, foi nomeado Country Manager da DS Automobiles Portugal, liderando o reposicionamento da marca no mercado nacional. Dois anos depois, assumiu a Direção das Marcas Premium da Stellantis em Portugal, com responsabilidade pelas marcas Alfa Romeo, DS Automobiles e Lancia.

«É com grande entusiasmo que abraço este desafio no Cetelem, uma organização com uma reputação sólida e um papel de referência no setor financeiro. Num momento de profunda transformação da mobilidade, acredito que temos uma oportunidade única de liderar a transição para respostas mais sustentáveis, digitais e centradas nas necessidades dos consumidores e dos nossos parceiros», afirmou David Correia.

No novo cargo, o responsável será o elo entre o setor financeiro e a mobilidade automóvel, com a missão de desenvolver soluções inovadoras, flexíveis e sustentáveis para clientes e parceiros da marca em Portugal.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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