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Marcelo Teixeira

Dia Europeu do Vizinho inspira boas práticas nos espaços de coworking

29 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

O próximo dia 30 de maio marca o Dia Europeu do Vizinho, uma data que celebra a convivência em comunidade e ganha novo significado num contexto em que os espaços de coworking se multiplicam em Portugal. Com profissionais de diferentes áreas e empresas a partilharem o mesmo ambiente de trabalho, a convivência harmoniosa torna-se um fator essencial para o sucesso destes modelos.

«Mais do que um espaço físico, o coworking é um ecossistema», sublinha Daniel Moral, cofundador da Eureka Coworking. «O seu sucesso depende diretamente da forma como os seus membros interagem, colaboram e se respeitam uns aos outros.»

A pensar nisso, a Eureka Coworking — uma das referências nacionais no setor — partilha um conjunto de boas práticas que promovem o respeito mútuo e o bom ambiente nos escritórios partilhados:

 

1. Usar auscultadores em zonas comuns

Chamadas, videoconferências e conteúdos com som devem ser feitos com auscultadores. O silêncio é um recurso partilhado e essencial à concentração.

2. Respeitar reservas de salas

O agendamento prévio de salas de reunião e cabines telefónicas evita conflitos e garante uma utilização justa dos espaços comuns.

3. Utilizar o espaço com consciência

Evitar ocupar várias secretárias ou espalhar objetos pessoais em zonas comuns. A organização favorece um ambiente mais funcional e acolhedor.

4. Manter a ordem nas zonas de convívio

Cozinhas e áreas sociais devem ser deixadas limpas após cada utilização. Usar corretamente os eletrodomésticos e guardar os alimentos de forma ordenada são gestos de respeito coletivo.

5. Socializar com equilíbrio

O espírito de comunidade é bem-vindo, mas deve coexistir com o respeito pelo espaço e tempo dos outros. Conversas informais sim, mas com bom senso.

6. Ser cordial no dia a dia

Cumprimentar, oferecer ajuda ou simplesmente sorrir são pequenos gestos que criam um ambiente mais leve, empático e colaborativo.

7. Respeitar diferentes estilos e ritmos de trabalho

Nem todos trabalham da mesma forma ou no mesmo horário. A empatia e a capacidade de ler o ambiente são fundamentais para uma convivência saudável.

Num momento em que o trabalho colaborativo ganha cada vez mais espaço, a figura do ‘bom vizinho’ deixa de ser apenas um conceito residencial e passa a ser um valor profissional. «Ao adotarmos estas práticas no quotidiano, todos ganham. O ambiente torna-se mais harmonioso, produtivo e prazeroso», conclui Daniel Moral.

Num coworking, como na vida, não basta ocupar espaço — é preciso saber estar. Ser um bom vizinho é respeito, empatia e atenção aos detalhes. Pequenos gestos criam grandes ambientes.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

COTEC Portugal renova liderança e reforça aposta estratégica na inovação empresarial

29 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

A COTEC Portugal elegeu hoje, em Assembleia Geral, os seus novos Corpos Sociais para o triénio 2025–2028, marcando o arranque de um novo ciclo centrado na inovação como pilar da competitividade nacional. Filipe de Botton, em representação da Logoplaste, assume a presidência da Direção, sucedendo a um mandato que consolidou a posição da associação como catalisadora de crescimento económico sustentável.

Com uma Direção renovada, a COTEC Portugal quer reforçar o papel da inovação na produtividade, na internacionalização e na atratividade do tecido empresarial português. A nova liderança defende uma visão estratégica baseada na colaboração intersectorial e no alinhamento com os grandes desafios globais, colocando a inovação no centro da ação empresarial.

Além da Logoplaste, que lidera a Direção, os novos Corpos Sociais integram a Galp (Maria João Carioca) na presidência da Mesa da Assembleia Geral, a Bial (António Portela) no Conselho Geral, o Banco Santander (Amílcar Lourenço) no Conselho Fiscal e Eduardo Marçal Grilo na presidência do Conselho Consultivo. A nova equipa combina experiência, visão estratégica e compromisso com o futuro económico do país.

«A COTEC é uma força catalisadora para transformar inovação em crescimento real”, afirmou Filipe de Botton. “O nosso foco será reforçar a competitividade das empresas portuguesas através da sustentabilidade, da internacionalização e da valorização de todas as formas de capital de inovação.»

2024: ano de afirmação com mais associados, novas ferramentas e visibilidade internacional

Durante a sessão, foi também apresentado o Relatório e Contas de 2024, que assinala um ano de consolidação e expansão da atividade da associação. Com mais de 340 associados, entre os quais se destacam 45 novas entradas – incluindo o município de Braga, o primeiro a integrar a rede – a COTEC reforçou a sua representatividade e capacidade de intervenção.

Entre os destaques do ano estão:
– a atribuição do Estatuto INOVADORA COTEC a mais de 1.000 empresas,
– o lançamento do novo selo INOVADORA EVOLUTION, alinhado com critérios europeus de sustentabilidade,
– a criação do Rating de Inovação Territorial, ferramenta orientadora para políticas locais,
– a operacionalização da plataforma D100<->E100, que aproxima talento doutorado do setor empresarial,
– e a realização da XVIII Cimeira COTEC Europa, de onde resultou uma nova Plataforma de Cooperação Trilateral com Espanha e Itália.

Foram ainda lançados novos prémios, como o de Inovação na Internacionalização, e registada uma presença ativa em mais de 30 conferências nacionais e internacionais. Do ponto de vista económico, a associação consolidou um modelo mais autónomo e sustentável, com aumento de receitas próprias e maior eficiência na gestão de custos.

A nova Direção assume agora o desafio de aprofundar o papel da COTEC como plataforma estratégica de ligação entre empresas, talento e investimento inovador, promovendo uma economia mais resiliente e competitiva.

Arquivado em:Liderança, Notícias, Pessoas

Portugal com lacunas críticas nas estratégias de bem-estar no trabalho, revela estudo europeu

29 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

As empresas portuguesas estão a falhar na resposta às necessidades de bem-estar dos seus colaboradores, com impactos diretos na motivação, retenção e saúde mental. A conclusão é do Wellbeing Compass 2025, estudo conduzido pelo Urban Sports Club, que analisou a perceção de bem-estar em cinco países europeus: Portugal, Espanha, França, Alemanha e Países Baixos.

Apesar da crescente atenção ao tema no espaço europeu, Portugal surge abaixo da média em quase todos os indicadores avaliados. Os dados revelam um cenário particularmente preocupante:
– 37% dos trabalhadores dizem não ter acesso a qualquer iniciativa de bem-estar (face a 28% da média europeia);
– 47% não contam com qualquer tipo de apoio para a saúde mental no trabalho – o pior resultado entre os cinco países;
– 51% indicam ausência total de ações focadas no bem-estar espiritual.

A falta de apoio sentido é transversal, refletindo uma desconexão clara entre as expectativas dos trabalhadores e as práticas das empresas. Para quase metade dos inquiridos portugueses (49%), a segurança financeira – através de salários justos e estabilidade contratual – é o fator com maior impacto no bem-estar. Seguem-se o desejo de maior flexibilidade (39%) e o acesso a oportunidades reais de formação e desenvolvimento profissional (38%).

«Os dados deixam claro que o bem-estar deve ser tratado como um sistema interligado, não como um conjunto de medidas avulsas”, afirma Francisco Tomé, Growth Manager do Urban Sports Club em Portugal. “As empresas que adotarem uma abordagem holística – combinando saúde mental, equilíbrio pessoal, segurança financeira e atividade física – vão ganhar uma vantagem competitiva real na atração e retenção de talento.»

Bem-estar como bússola para o futuro do trabalho

Num momento de reinvenção do mercado de trabalho, em que os colaboradores exigem mais das organizações, o Wellbeing Compass assume-se como uma ferramenta estratégica. Com base em 5.000 respostas recolhidas nos cinco países analisados, o estudo oferece uma visão abrangente do bem-estar no trabalho, cruzando dimensões físicas, mentais, sociais, espirituais, profissionais e financeiras.

Mais do que um retrato estatístico, o estudo propõe-se como ponto de partida para repensar políticas empresariais e práticas de gestão de pessoas. “É uma bússola para líderes e equipas de RH que pretendam alinhar-se com as reais expectativas do talento atual”, resume Francisco Tomé.

Urban Sports Club: um aliado estratégico no bem-estar corporativo

Com uma rede de mais de 10.000 parceiros desportivos na Europa e mais de 50 modalidades disponíveis, o Urban Sports Club oferece uma solução flexível para empresas que querem integrar o bem-estar nas suas estratégias de gestão de talento.

Através da sua oferta corporativa, as empresas podem disponibilizar aos colaboradores subscrições que abrangem atividades físicas, online ou presenciais, individuais ou em grupo – cobrindo as principais dimensões do bem-estar físico, mental e social.

Ao basear as suas propostas em dados concretos e necessidades reais, o Urban Sports Club posiciona-se como parceiro para organizações que valorizam uma cultura centrada nas pessoas e que compreendem que o bem-estar não é um luxo – é um imperativo estratégico.

Arquivado em:Líder Corner

Combustíveis de aviação sustentáveis estão longe da descolagem — e o tempo joga contra

28 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

A indústria da aviação está longe de cumprir as metas traçadas para a descarbonização do setor. Um estudo recente da Boston Consulting Group (BCG) revela que a produção de combustíveis de aviação sustentáveis (SAF) deverá ficar, até 2030, 30% abaixo do necessário no caso do bio-SAF (a partir de óleos naturais ou biomassa) e até 45% aquém das necessidades para o e-SAF (com base em carbono e hidrogénio).

Os números expõem uma contradição difícil de ignorar: embora 80% das empresas da cadeia de valor da aviação acreditem que vão atingir os seus objetivos de SAF até ao final da década, apenas 14% se consideram preparadas para os desafios operacionais e de infraestrutura que isso implica. Em 2024, os SAF representaram apenas 0,3% da produção total de combustível de aviação, apesar de um crescimento impressionante de 1150% nos últimos três anos, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

Carlos Elavai, Managing Director e Partner da BCG em Lisboa, é direto: «A indústria está a dar passos, mas ainda estamos no início de um caminho longo e exigente. É preciso acelerar o investimento e aproveitar a força da regulação. Sem uma abordagem coordenada, não será possível descarbonizar a aviação à velocidade necessária».

Carlos Elavai, Managing Director e Partner da BCG em Lisboa

Falta motivação económica

O estudo da BCG aponta a ausência de uma motivação comercial clara, aliada aos elevados custos de produção, como os principais entraves à adoção em larga escala dos SAF. Embora 62% das empresas já invistam pelo menos 4% das suas receitas em combustíveis sustentáveis, os números escondem disparidades gritantes. Os fabricantes de aeronaves são os que mais investem (48% alocam entre 4% e 5% da receita), mas apenas 21% das companhias aéreas e 24% dos aeroportos acompanham esse ritmo. A falta de incentivos económicos e o custo ainda elevado do SAF desincentivam a sua adoção generalizada.

Mais de metade dos produtores (52%) e quase metade dos compradores (49%) apontam precisamente o preço como obstáculo à escalabilidade. Ou seja, apesar de existirem metas, falta um plano viável para as atingir — e o relógio não pára.

Quatro pistas para acelerar

Para inverter este cenário, a BCG identifica quatro estratégias que podem acelerar a adoção de SAF:

  1. Agregação da procura: unir esforços entre empresas para consolidar a procura, reduzindo o risco de investimento e permitindo contratos mais favoráveis.
  2. Quadro normativo claro: a criação de regras estáveis e padronizadas para o mercado de SAF — incluindo critérios de elegibilidade e mecanismos de negociação — é fundamental para atrair capital e criar liquidez.
  3. Projetos em escala: consórcios industriais podem viabilizar grandes unidades de produção, aproveitando economias de escala para reduzir custos.
  4. Inovação para lá de 2030: apostar em tecnologias como captura avançada de carbono ou processos de conversão de metanol (e-SAF) será essencial para garantir que o setor responde à procura futura.

Regulação a favor

A par destas estratégias, a política pública também começa a alinhar-se. A União Europeia já avançou com a nova Diretiva de Energia Renovável, clarificando critérios para os SAF. Nos EUA, a Lei de Reautorização da Administração Federal de Aviação e o novo pacote de financiamento para infraestrutura estão a criar um ambiente favorável à transição. Quem se antecipar à regulamentação — e adaptar os seus modelos de negócio — estará em vantagem.

O estudo, baseado em mais de 500 entrevistas com executivos de cerca de 200 empresas da indústria global da aviação, reforça um ponto essencial: a sustentabilidade não é apenas uma questão ambiental. É um imperativo estratégico — e o tempo para agir está a esgotar-se.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Politécnico de Coimbra aposta na requalificação digital e reforça ligação às empresas

28 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

O Politécnico de Coimbra (IPC) volta a reforçar a sua estratégia de requalificação profissional e aproximação ao setor empresarial, ao acolher a componente teórico-prática da 4.ª edição do programa UPskill – Digital Skills & Jobs. A formação, centrada em Programação em Sistemas Embebidos C/C++, é dirigida a licenciados de várias áreas e responde à crescente procura por competências digitais no mercado de trabalho.

O programa resulta de uma parceria entre o IPC, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) e a tecnológica Critical Software, que acolherá os formandos em estágio profissional.

Com uma duração de nove meses — seis de formação intensiva no IPC e três de estágio na empresa parceira —, o curso pretende alinhar os perfis dos participantes com as necessidades concretas de setores como o automóvel, ferroviário e aeroespacial. «Estamos a formar quadros para setores críticos.

A confiança demonstrada pela Critical Software, ao desafiar o IPC para reeditar esta formação, é reflexo da qualidade dos nossos programas e da integração dos nossos formandos no tecido empresarial», sublinha António Paulino, Pró-Presidente para a Transformação Digital do IPC.

Também Sara Proença, Diretora do INOPOL – Academia de Empreendedorismo do Politécnico de Coimbra, destaca a importância desta iniciativa numa altura de grandes transformações: «Vivemos uma mudança profunda impulsionada pela transição digital e pela escassez de talento. A nossa aposta passa por uma formação contínua, aplicada e alinhada com o território e com as empresas. O programa UPskill é central nesta missão».

Lançado em 2020, o UPskill é uma iniciativa nacional que junta IEFP, APDC e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP). Já formou mais de 1.700 profissionais nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), contribuindo para combater o défice de competências digitais e aumentar a empregabilidade em setores em franca expansão. «Com programas como este, o Politécnico de Coimbra assume-se como um agente ativo na promoção da inovação, da inclusão e da empregabilidade, respondendo de forma ágil ao que o mercado realmente precisa», conclui Sara Proença.

 

Arquivado em:Educação, Notícias, Trabalho

Quatro sinais de que está na hora de mudar a gestão de viagens e despesas da sua empresa

27 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

Há frases que dizem tudo sobre o estado de uma organização. «Sempre fizemos assim» é uma delas — um mantra perigoso que embala empresas no conforto do hábito, enquanto o mundo à volta muda a alta velocidade. No campo da gestão de viagens e despesas (T&E), a inércia custa caro: dinheiro, tempo, talento e segurança. Saber quando mudar é mais do que uma questão de eficiência — é uma questão de sobrevivência.

1. Os custos das viagens estão a fugir-lhe das mãos

À medida que as empresas crescem, os destinos multiplicam-se e as despesas disparam. Bilhetes de avião, estadias, aluguer de carros, refeições, extras. Controlar tudo isso à mão, com folhas de Excel e recibos desorganizados, é uma receita para o caos.

Segundo o estudo CFO Insights da SAP Concur, 61% dos líderes financeiros assumem que a previsão imprecisa é o maior desafio no controlo de custos. A boa notícia? Soluções profissionais de T&E já permitem automatizar regras, assinalar incumprimentos e simplificar aprovações. Sem burocracia. Sem surpresas.

2. Os seus colaboradores estão a perder tempo com tarefas inúteis

Cada hora gasta a comparar voos ou preencher relatórios de despesas em papel é uma hora que não se investe no que realmente importa — pensar, apresentar, fechar negócios. Plataformas modernas centralizam reservas e simplificam processos. O colaborador reserva, regista e reporta sem sair do mesmo sistema. Menos cliques, mais foco.

3. A segurança dos seus trabalhadores é uma incerteza

Vivemos tempos instáveis. Clima, geopolítica, saúde pública — tudo pesa na balança da segurança. Se a sua empresa não sabe onde os colaboradores estão alojados, se não recebe alertas em tempo real ou não tem informação contextual dos destinos (índices de poluição, segurança para mulheres ou pessoas LGBTQ+), então está a falhar-lhes.

Algumas ferramentas já permitem tudo isso. E mais: enviam notificações em caso de incidentes e ajudam a comunicar rapidamente com quem está fora. Informação não é luxo. É responsabilidade.

4. Não sabe quanto as viagens estão a render

Se não consegue medir, não consegue melhorar. E se não sabe se as suas viagens estão a gerar retorno, o problema não é só orçamental — é estratégico.

As novas soluções de T&E recolhem dados, comparam orçamentos com despesas reais e ajudam a negociar melhor. Mostram-lhe onde cortar, onde investir, quem está a seguir (ou a ignorar) as regras, e até o impacto ambiental da operação. Sustentabilidade, produtividade, visão. Tudo no mesmo dashboard.

Conclusão: se já ultrapassou a fase «faça você mesmo», é hora de investir.

Gerir viagens à mão, confiar na memória ou no bom senso dos colaboradores já não chega. Se a empresa cresceu, o sistema tem de crescer com ela. Continuar a fazer tudo como antes é andar com os faróis desligados numa estrada que já mudou de traçado. Investir numa plataforma de T&E não é um luxo — é garantir que a organização viaja segura, eficiente e com os olhos postos no que realmente interessa: o futuro.

Arquivado em:Corporate, Notícias

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