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Marcelo Teixeira

Yunex Traffic nomeia Jorge da Silva Cunha como novo diretor-geral em Portugal

12 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

A Yunex Traffic acaba de reforçar a sua liderança em Portugal com a nomeação de Jorge da Silva Cunha como novo diretor-geral. A aposta surge num momento decisivo para o setor da mobilidade urbana e inteligente, com a empresa a querer acelerar o crescimento e aprofundar a aposta em soluções tecnológicas sustentáveis e adaptadas às realidades de cada cidade.

Com um percurso de mais de duas décadas no setor dos Sistemas de Transporte Inteligente (ITS), Jorge da Silva Cunha traz um conhecimento sólido do mercado nacional e internacional. Passou por cargos de direção no Grupo Brisa, A-to-Be e Via Verde Portugal, liderando projetos inovadores nas áreas da mobilidade rodoviária e dos sistemas de portagem. Integra também a direção da AETIS — a associação europeia que promove a interoperabilidade e a eficiência nos sistemas de portagem eletrónica.

«Estou muito entusiasmado por me juntar a esta equipa e focar-me no crescimento da Yunex Traffic no nosso país», afirma o novo responsável. «O meu foco será trabalhar em estreita colaboração com os nossos clientes para implementar soluções inovadoras que respondam aos desafios específicos de cada região, promovendo cidades mais seguras, conectadas e sustentáveis.»

A nomeação é igualmente destacada por Niko Stieldorf, diretor-geral da Yunex Traffic para os mercados em crescimento: «A longa experiência do Jorge, combinada com o seu conhecimento do setor e paixão pela inovação, fazem dele o líder certo para impulsionar um crescimento sustentável na região.»

A Yunex Traffic, especializada em soluções de mobilidade urbana inteligente, pretende assim marcar uma nova etapa no mercado português, reforçando a sua presença e contribuindo para a transformação tecnológica das cidades.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

As crianças estão online. E os pais estão atentos?

11 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

As crianças portuguesas entre os 6 e os 14 anos mantêm uma relação profunda com a tecnologia. Cresceram num mundo onde o digital não é novidade, mas paisagem natural. Ainda assim, a forma como navegam nesse universo não é uniforme. O estudo ‘Alphaverso – Descodificando a Geração do Futuro’, conduzido pelo Grupo IPG Mediabrands, traça o retrato de uma geração com interesses diversos, perfis distintos e uma ligação complexa ao mundo digital.

O relatório, que se debruça sobre a geração Alpha — nascida depois de 2010 — desmonta preconceitos fáceis: as crianças não vivem exclusivamente coladas aos ecrãs, nem perderam a capacidade de se interessar por outras atividades. Sim, usam o smartphone, veem YouTube e mergulham no TikTok. Mas também criam, exploram, conectam-se com paixões e comunidades.

O estudo identifica quatro grandes perfis comportamentais:

  • Thrill Seekers: caçadores de adrenalina e superação, com preferência por videojogos e conteúdos visuais intensos.
  • Theme Enthusiasts: guiados por temas ou paixões específicas, que exploram a fundo através da tecnologia e redes de afinidade.
  • Creative: pequenos criadores em potência, que usam o digital como palco para a expressão individual e até já produzem os seus próprios conteúdos.
  • Socializers: valorizam as relações e usam o digital como extensão da sua comunidade — tanto para manter como para construir laços.

Apesar das nuances, há denominadores comuns: a tecnologia é omnipresente nas suas rotinas. A televisão e o smartphone lideram em desejo e uso, com os telemóveis a entrarem nas suas mãos — muitas vezes emprestados por familiares — por volta dos 8 anos. A autonomia plena surge, em média, aos 10.

Em termos de plataformas, o YouTube, TikTok e WhatsApp estão no topo das preferências. Quase metade das crianças (49%) escolhe sozinha o que vê no YouTube e 83% usam redes sociais de forma autónoma. Já nos videojogos, os pais continuam a manter as rédeas: só 14% jogam sem supervisão.

Nem só de ecrãs vive a geração Alpha

Apesar da ubiquidade digital, a televisão continua a ser rainha no dia-a-dia infantil. É o meio mais citado pelos pais como estando presente nas rotinas dos filhos. Porquê? Porque é acessível, previsível e, aos olhos dos adultos, mais fácil de controlar. Durante a semana, 84% das crianças assistem televisão; ao fim de semana, esse número mantém-se estável, enquanto o uso da Internet e dos jogos eletrónicos aumenta.

Quando brincam sozinhas, o digital tende a dominar. Os meninos, a partir dos 9 anos, são os que mais recorrem a consolas e ecrãs. As meninas, a partir dos 11, destacam-se pelo consumo autónomo de vídeos, filmes e redes sociais. O estudo sublinha ainda um fenómeno interessante: as próprias crianças estão a impulsionar o uso de tecnologia em casa, mostrando novidades aos adultos, influenciando hábitos, contagiando com o seu entusiasmo.

E se os filhos abraçam o digital, os pais oscilam entre dois pólos: o fascínio e o receio. O controlo parental assume múltiplas formas — desde a limitação de tempo de ecrã até aplicações de rastreamento. Apesar de estilos parentais distintos (entre o permissivo e o vigilante), há um ponto de convergência: a maioria dos pais recorre a ferramentas de controlo de acesso e, em menor grau, de localização.

Rui Almeida, Diretor de Insights do Grupo IPG Mediabrands, sublinha o equilíbrio necessário:

«As crianças encaram a tecnologia não só como entretenimento, mas como uma ferramenta de inspiração, socialização e descoberta. Compreender os seus padrões e motivações é essencial para marcas e educadores. Há que comunicar com elas de forma relevante, mas sempre consciente das preocupações dos pais e da diversidade real de interesses que esta geração manifesta.»

No final, o estudo lança um repto: se queremos compreender a geração Alpha, temos de a olhar para lá do ecrã. A tecnologia é só a superfície — o que está por baixo são mentes plásticas, sim, mas atentas, inventivas, profundamente humanas.

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Speed Dating: ciência com açúcar no bordo do copo

11 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Corações pendurados em fio, mesas numeradas como numa quermesse e guarda-sóis alinhados a fazer sombra às ideias. Não é um festival de verão, mas podia ser: há ritmo, conversa acelerada e promessas trocadas a correr contra o tempo. À banda sonora, baladas pop românticas — Kiss, Heaven is a Place on Earth, Crazy Little Thing Called Love — a dar o tom ao que se quer leve, mas certeiro.

Nesta espécie de jogo entre ciência e sedução, os investigadores e professores da Nova SBE têm apenas três minutos para conquistar os jornalistas. Cada pessoa tem direito a seis rounds — seis conversas rápidas, entre mimosas e sorrisos, onde se fala menos de amor e mais de inteligência artificial com propósito, sustentabilidade e ecossistemas marinhos à beira do colapso.

Trocam-se números, lançam-se ideias, ensaiam-se futuros. E, pelo meio, há mesmo quem saia de lá a pensar no segundo encontro.

Começamos por ouvir Frederica Mendonça, doutoranda na Nova School of Business and Economics, que nos leva até Quelimane, Moçambique, onde investiga formas de urbanização com equilíbrio. «A urbanização de uma cidade só acontece com vontade política», diz. Para ela, a proximidade às populações «é fundamental para a boa implementação de qualquer projeto urbano». Fala com calma, mas com firmeza. Está habituada a que lhe digam que sonhar é pouco prático. Ela insiste que o problema está na distância entre quem planeia e quem vive.

Segue-se Ricardo Colaço, investigador no Centro de Investigação em Economia da Educação. Pergunta-se — e pergunta-nos — se o ensino privado forma realmente melhor do que o público. «É difícil calcular, mas é importante medir o valor acrescentado de uma escola no percurso do aluno.» Colaço não foge às complexidades: reconhece os enviesamentos, mas insiste que comparar com critério pode ajudar a transformar.

Na terceira mesa, Roberto Ragozzino, professor de Estratégia Empresarial e Políticas Públicas, defende que só com articulação se avança. «É preciso empoderar a administração pública», afirma, sublinhando que são os técnicos no terreno que conhecem os programas por dentro. A ciência, diz ele, tem de ser aliada: complementar o saber prático com dados rigorosos, com perguntas difíceis, com escuta activa.

Lénia Mestrinho, especialista em Digital Data Design, entra com uma visão afiada sobre o presente e o que vem aí. Acredita que a inteligência artificial deve optimizar, sim, mas também compreender. O laboratório da Nova onde trabalha quer ser o primeiro no mundo a interpretar em tempo real como os humanos reagem à IA — seja um paciente que recebe um diagnóstico gerado por algoritmo, seja um consumidor confrontado com uma decisão tomada por máquina. «Queremos criar um contexto de investigação tão bom que os melhores investigadores queiram vir trabalhar connosco.» A meta é clara: fazer ciência que sente.

Na penúltima mesa, Leid Zejnilovic, professor e especialista em regulação e operações tecnológicas, vai à raiz do problema: «A regulação é sempre reativa — e nem sempre bem pensada para um mundo que muda demasiado rápido.» Para ele, sem espaço para experimentação, não se vai longe. A ética, diz, tem de deixar de ser um apêndice. «Recuperá-la passa por cada um de nós. Agir com valores e promovê-los.»

Por fim, Natalie Truong Faust desmonta certezas com uma reflexão provocadora sobre maquilhagem. Sim, maquilhagem. Fala de como a mudança de aparência pode libertar — mas também empurrar para comportamentos mais arriscados, até autodestrutivos. «É como se vestíssemos outra pele e ganhássemos permissão para agir de forma diferente.» E talvez seja precisamente essa dissonância que permita que, por momentos, nos revejamos fora do lugar habitual — e reinventemos qualquer coisa em nós.

Com o sol a queimar e o som a abrandar, ficava no ar uma ideia quase absurda: que entre um gole de mimosa e dois minutos sobre algoritmos, pode nascer qualquer coisa que resista ao tempo. Não se trata só de traduzir papers nem de tornar a academia mais palatável — trata-se de olhar nos olhos de quem investiga e perceber se ainda há margem para apaixonar o mundo com perguntas bem feitas. E nesse final, com os corações de papel a balançar no fio, houve quem saísse dali com mais do que contactos: saiu com vontade.

Arquivado em:Ciência, Notícias

Desesperados por futuro: a equação que explica Portugal em 2025

11 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Portugal acordou incrédulo na manhã de 19 de maio de 2025. O Chega consolidava-se como segunda força política, o PS desmoronava-se, e o parlamento fragmentava-se como nunca. Mas será este resultado verdadeiramente surpreendente? A vitória da Aliança Democrática (32,7%) e a ascensão meteórica do Chega não são acidentes históricos — são sintomas matemáticos de um sistema político que trocou ambição
transformadora por gestão burocrática do quotidiano.

Os portugueses estão “desesperados por futuro”. Esta frase resume o âmago do sismo eleitoral: quando os partidos tradicionais oferecem apenas variações do mesmo — ajustes fiscais marginais, promessas vagas, slogans ocos — criam o vácuo perfeito onde alternativas radicais prosperam. A equação é elementar: Vácuo de ambição + Desconexão com a realidade = Ascensão de alternativas.

O Festival dos Slogans Vazios

A campanha de 2025 expôs o paradoxo da política portuguesa: palavras sonantes mascarando ausência de propostas estruturais. Enquanto 50,1% dos trabalhadores sobrevivem com menos de 1.000€ mensais e 34% das urgências fecham por falta de médicos, os partidos reduziram crises profundas a soundbites digestíveis — pensos rápidos para feridas que exigem cirurgia. Nem planos concretos, nem métricas verificáveis, nem visão transformadora: apenas gestão superficial de problemas estruturais.

Neste vazio programático, o Chega não precisou conquistar corações — bastou ocupar o espaço abandonado. Como água que encontra o caminho de menor resistência, o descontentamento fluiu para quem prometia mudança. Os eleitores não abraçaram extremismo; simplesmente deixaram de encontrar eco nos partidos tradicionais. Quando urgências reais — o ordenado insuficiente (e sem perspetiva de melhoria), a consulta inexistente ou demorada no centro de saúde, a casa inacessível — são sistematicamente ignoradas, o resultado torna-se tão previsível como chuva após nuvens negras.

Os Números que Escrevem o Futuro

A matemática não mente, e os números de 2025 desenham com precisão o Portugal de 2030: Saúde em colapso programado: Segundo a Ordem dos Médicos (2025), 5.000 médicos do SNS reformam-se até 2030 — um quarto do total. A resposta? 2.400 vagas de internato, enquanto jovens médicos fogem para o privado (+40% salarial) ou emigram. Perdendo 700 médicos anuais, que SNS restará? Nenhum partido apresentou plano credível para esta hemorragia anunciada.

Habitação em espiral descendente: Lisboa construiu 2.000 fogos em 2023 (INE, 2024) — menos de 10% da procura. Com 18 meses para licenciar (vs. 6 na UE) e IMI a subir 15%, quantas famílias continuarão sem casa em 2035? Os programas eleitorais
ignoraram o óbvio: sem revolução no licenciamento, perpetuamos a crise.

Talento em fuga: 65% dos jovens ganham menos de 1.000€; 20% dos licenciados emigram em cinco anos. Que país resta quando a geração mais qualificada procura futuro além-fronteiras?

Estes números não são apenas estatísticos: são a antevisão do país de amanhã, se continuarmos a confundir gestão do presente com planeamento de futuro. O que está em causa não é um cenário hipotético — é a inevitabilidade matemática de uma tragédia anunciada.

A Imigração sem Bússola: O Elefante na Sala (que Ninguém Quis Domesticar)

Entre 2020-2025, Portugal recebeu 780.000 imigrantes — impressionante, mas com zero planeamento. Ninguém perguntou: onde viverão os que chegaram, quando construímos menos de 10.000 fogos novos? Como se deslocarão, quando cortamos transportes públicos? Como integrar nas escolas, quando 34% têm turmas superlotadas?

O Chega explorou cinicamente este caos. Mas a solução não é fechar fronteiras — é planear inteligentemente. O Canadá tem quotas e testes linguísticos; Austrália liga imigração a necessidades regionais. Portugal tem… discursos piedosos e zero
estratégia.

O Silêncio Cúmplice dos Media

A imprensa focou-se em escândalos e sondagens, ignorando perguntas fundamentais: “Qual o plano concreto para o SNS em 2030?” “Quantas casas licenciarão anualmente?” “Como travar a fuga de talento?” Democracia não é apenas votar — é exigir respostas sobre o futuro coletivo.

 

O Futuro que Nasce da Exigência Coletiva

Se os partidos tradicionais cultivaram a mediocridade durante décadas, foi também porque nós, cidadãos, nos conformámos com migalhas em vez de exigir banquetes. Portugal tem tudo para ser extraordinário — exceto a coragem política para o construir. Não falta inteligência (quadros brilhantes lideram empresas globais), nem recursos (geografia estratégica, universidades de elite). Falta-nos liderança transformadora,
aquela que, como na Irlanda pós-2011, converte crises em oportunidades através de planeamento audacioso. Enquanto Dublin atrai gigantes como Google e Apple com uma estratégia clara para 2030, Lisboa conforma-se com a nostalgia do que poderia ter sido. A diferença é matemática: eles investiram em futuro; nós gerimos o presente. A equação mantém-se implacável, mas reversível. Substitua-se o vácuo por ambição (50.000 casas/ano, 90% de médicos retidos no SNS), a desconexão por empatia ativa (ouvir quem espera meses por uma consulta ou desiste de comprar casa), e o resultado transformar-se-á. Portugal não precisa de gestores do declínio — precisa de arquitetos que desenhem pontes para 2040, não remendos para 2026.

A história ensina que as grandes mudanças nascem da exigência cidadã, não da benevolência política. Na Suécia dos anos 1970, foram mulheres organizadas que forçaram licenças parentais generosas, tornando o país referência em igualdade de género. Na Irlanda pós-resgate, foram cidadãos que exigiram mais do que austeridade: queriam um plano para atrair multinacionais e qualificar jovens. Resultado? Salários
médios de 55.000€/ano no sector tech.

A lição é clara: os políticos seguem o pulso social — cabe aos cidadãos acelerar o ritmo. Como lembra o provérbio africano: “Se acha que é pequeno demais para fazer a diferença, tente dormir com um mosquito”. A mudança não exige grandeza — exige persistência. Não precisamos de heróis; precisamos de cidadãos que recusem o conformismo, que façam perguntas incómodas, que exijam respostas concretas.

Portugal será o que os portugueses exigirem coletivamente que seja — nem mais, nem menos. A democracia é um espelho: reflete a ambição ou a apatia do povo. Enquanto o SNS definha, a habitação escasseia e os jovens emigram, a pergunta que ecoa é: até quando aceitaremos promessas vagas como moeda de troca?

O tempo não espera. Enquanto debatemos, o SNS perde 700 médicos por ano, milhares de famílias vivem sem casa digna, uma geração inteira procura futuro além fronteiras. Cada dia de inacção é uma hipoteca sobre o amanhã. Tal como um maestro precisa de orquestra, líderes precisam de pressão social para agir. A equação final é simples: Exigência cidadã + Ação constante = Portugal que merecemos.

Cabe a nós — não aos políticos — regar as sementes da mudança. O futuro não pede licença: constrói-se nas perguntas que fazemos, nas respostas que recusamos aceitar. A questão nunca foi se podemos mudar Portugal. A questão sempre foi se queremos. Continuaremos espectadores do declínio? Ou seremos arquitetos de um país onde ninguém precise emigrar para ter dignidade?

A resposta está no espelho. E o espelho somos nós.

Arquivado em:Opinião

Femina – Janina Ramirez

9 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Editado pela Casa das Letras chega amanhã às livrarias “Femina”, da historiadora da Universidade de Oxford e da BBC, Janina Ramirez. É uma nova História da Idade Média contada através das mulheres que dela foram apagadas e que desapareceram na nossa memória coletiva.

Arquivado em:Livros e Revistas

António Saraiva: Um Certo Perfil – Pedro T.Neves

9 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Retrato de uma vida devotada ao compromisso cívico e à intervenção activa no mundo laboral e empresarial. Edição da Guerra e Paz.

 

Arquivado em:Livros e Revistas

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