• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Tabaqueira escolhida para acolher Fábrica de Inteligência Artificial Generativa da Philip Morris International em Portugal

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Poder de compra aumentou, mas pobreza continua a afetar 1,66 milhões de portugueses

      Villas-Boas campeão, Varandas estável, Rui Costa sob pressão: o novo mapa das lideranças no futebol português

      Mudanças nas viagens de negócios? Saiba como evitar conflitos com os trabalhadores

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Tabaqueira escolhida para acolher Fábrica de Inteligência Artificial Generativa da Philip Morris International em Portugal

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Poder de compra aumentou, mas pobreza continua a afetar 1,66 milhões de portugueses

      Villas-Boas campeão, Varandas estável, Rui Costa sob pressão: o novo mapa das lideranças no futebol português

      Mudanças nas viagens de negócios? Saiba como evitar conflitos com os trabalhadores

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

«África precisa de equilíbrio socioeconómico», realça Mónica Sofia Duarte

9 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Mónica Sofia Duarte chegou ao palco com uma mensagem simples: é possível transformar o país com conhecimento, persistência e propósito. Mas não basta sonhar — é preciso fazer. Na 3ª edição da Leadership Summit Cabo Verde, a cabo-verdiana falou com a voz de quem sabe o que custa construir.

«Nasci em Santa Cruz. Um dos concelhos mais pobres de Cabo Verde. E quando digo mais pobre, é mais pobre mesmo.» Foi assim, e num registo sem floreados nem falsa modéstia, que a Investidora da Diáspora iniciou o seu discurso.

«Acordava às cinco da manhã, andava onze quilómetros para a escola e outros tantos para voltar».  Mais de vinte anos depois, é engenheira física e financeira, viveu doze anos na República Checa, quatro em Portugal, e regressa a Cabo Verde com um discurso diferente dos habituais: não pede mudança — propõe e faz. Este foi o mote da sua talk titulada ‘Investir com Propósito: Como a Diáspora Pode Financiar a Transformação Real de Cabo Verde‘.

Hoje lidera dois instrumentos que criou de raiz: a Duarguema Investment, com o objetivo declarado de se tornar o primeiro banco da diáspora, e a Fundação Nayé, com sede na zona de Cancelo, Santa Cruz, focada em programas sociais, transportes escolares e construção de uma nova maternidade. «Comecei com zero. Sem dinheiro, mas com muita vontade. Não existe dificuldade maior do que a força de vontade. Essa é a minha verdade.»

A sua intervenção foi uma mistura crua de biografia, apelo e provocação. «Vivi e trabalhei mais de dez anos na gestão de fundos privados, focada no setor imobiliário, num dos mercados mais competitivos da Europa. Mas percebi que o conhecimento e a experiência que estava a aplicar lá fora faziam muito mais falta aqui.»

É aí que entra o seu propósito. «O meu regresso não foi emocional. Foi racional. Estudei os dados. Avaliei as lacunas. E percebi que a maior falha de Cabo Verde não é a falta de dinheiro — é a falta de articulação. A diáspora tem poder económico. Mas ainda tem medo de investir. E enquanto isso, o capital estrangeiro ocupa o espaço.»

A franqueza e as palavras blandiciosas de uma filha da terra

É com uma franqueza rara que aponta o que está por fazer. O país não precisa de mais discursos sobre esperança. Precisa de projetos concretos. Precisa de estrutura. Precisa de mulheres e homens que não esperem por apoios, que venham com a coragem de começar sem nada. Nas suas palavras, «infelizmente, 90% da população africana ainda não entendeu isto: a África está como está porque falta equilíbrio. Um equilíbrio socioeconómico real. Sem isso, não há desenvolvimento possível. Nem justiça. Nem futuro.»

Para inverter a tendência, Mónica Sofia Duarte olhou para as suas raízes com atenção redobrada. E, a partir daí, começou algo novo. A Fundação Nayé, a qual fundou, já transporta dezenas de crianças por dia, apoia famílias carenciadas em Santa Cruz e São Domingos, e está a construir uma maternidade. «Não fazemos caridade. Fazemos investimento social. Só assim existe crescimento sustentável.»

No setor privado, lidera também a Cabo Verde Real Estate, com presença no Sal, Boa Vista e Santiago. Mas não aceita o estigma: «O imobiliário não é só construção. É ordenamento. É emprego. É base para o turismo, para a habitação, para a fixação de pessoas no território.»

Uma das frases mais fortes da manhã foi dita quase de passagem e logo ao início: «Não vim vender ideias. Vim mostrar resultados. Não usei o ChatGPT para preparar esta apresentação — não porque não conheça a ferramenta, mas porque não preciso de inteligência artificial para contar o que vivo todos os dias no terreno.»

No fundo, é como estar a ver a casa a arder e continuar a discutir se compramos baldes ou mangueiras. A transformação de Cabo Verde depende da coragem e de assumir responsabilidades.

Veja a galeria de imagens completa do evento aqui.

Arquivado em:África, Cabo Verde, Notícias

Linda Pereira distinguida em Madrid como ‘Melhor CEO do Ano no Setor da Comunicação’

9 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

A portuguesa Linda Pereira, CEO da CPL Events & Consultancy, foi distinguida como Best CEO of the Year 2025 – Communication Sector, na gala europeia dos Best CEO Awards, realizada em Madrid no passado dia 31 de maio. A cerimónia reuniu figuras de topo do tecido empresarial europeu e celebrou trajetórias de liderança marcadas por visão, resiliência e responsabilidade social.

A distinção reconhece uma carreira construída com empatia, firmeza estratégica e um compromisso inabalável com a comunicação com propósito. Ao longo das últimas décadas, e de forma particularmente notável durante a pandemia, Linda Pereira afirmou-se como uma líder de pontes — entre geografias, setores e culturas.

Quando o mundo fechava, a CEO portuguesa abria espaços de conhecimento e formação, lançando webinars gratuitos sobre comunicação digital, imagem profissional e liderança em tempos de crise. Mais de uma centena de sessões, abertas a milhares de profissionais, empresários e instituições académicas, marcaram o ritmo de uma resposta humanista à adversidade. Tudo isto enquanto a sua própria empresa enfrentava as restrições severas do confinamento.

Mas a ação de Linda Pereira não se ficou por aí. Na Geórgia, poucos dias após a invasão russa da Ucrânia, deu formação a comunidades locais e ajudou a fortalecer redes de apoio em contexto de instabilidade geopolítica. Entre a Europa, a África do Sul e o Cáucaso, a sua capacidade de mobilização fomentou novos laços de colaboração e partilha de boas práticas, numa altura em que a fragmentação era a tendência dominante.

«Este prémio representa mais do que um reconhecimento individual. É um tributo a uma forma de estar na vida e nos negócios: liderar com empatia, servir com propósito e nunca deixar de comunicar com verdade e humanidade», afirmou a empresária, visivelmente emocionada, durante a gala.

A nomeação partiu de várias entidades e profissionais de diferentes países, refletindo o caráter internacional do seu impacto. Para a equipa da CPL Events & Consultancy, o prémio não surpreende: “Este reconhecimento europeu vem apenas confirmar aquilo que, internamente, sempre foi evidente: a excelência da liderança de Linda Pereira é inspiração, orientação e força transformadora.”

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Um país que ainda não cicatrizou: 1,8 milhões de portugueses vivem às portas da pobreza

6 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Num país que se orgulha do seu progresso, há ainda 1,8 milhões de rostos que vivem no fio da navalha – 16,6% da população portuguesa continua em risco de pobreza. O número é ligeiramente inferior ao de 2023, mas a ferida permanece aberta. As estatísticas descem, mas a realidade, para muitos, continua insuportável.

O Relatório ‘Portugal, Balanço Social 2024’, uma iniciativa da Fundação ‘la Caixa’ e do BPI, com investigação da Nova SBE, traça um retrato cru das desigualdades no país. As conclusões são inequívocas: pobreza não é apenas ausência de rendimento – é um modo de vida imposto, feito de escolhas impossíveis, privações constantes e invisibilidade.

Trabalhar e sobreviver: a face oculta da precariedade que alimenta a pobreza

A pobreza já não é exclusividade dos desempregados — tornou-se a realidade de quem tem um trabalho, mas não tem segurança. Quase 10% dos trabalhadores portugueses vivem abaixo da linha da pobreza, enquanto 40% dos desempregados enfrentam esta condição. A precariedade, com contratos temporários e salários insuficientes, aprisiona milhares numa luta diária pela sobrevivência, onde receber um ordenado no fim do mês não significa o fim da angústia. O emprego, por si só, já não é garantia de dignidade.

Famílias partidas: monoparentais e numerosas

Nos lares onde a responsabilidade pesa sobre uma só cabeça, a pobreza cresce com força. 31% das famílias monoparentais vivem em risco, um número que não fica longe dos 28% em agregados com três ou mais filhos. Nestas casas, o esforço é redobrado, mas o apoio social continua insuficiente. O custo da habitação consome mais de 40% do rendimento para 26% dos lares pobres, e, mesmo assim, muitos vivem em casas que se congelam no inverno e se transformam em fornos no verão — refúgios precários de uma luta diária contra a penúria.

O papel ambíguo das transferências sociais: um escudo que ainda deixa brechas

As transferências sociais evitam que Portugal tenha uma taxa de pobreza superior a 40%, baixando-a para 16,6%. Um impacto notável, mas insuficiente para apagar a urgência do problema. Para erradicar a pobreza seria necessário um esforço orçamental de quase 20 mil milhões de euros, muito longe dos atuais 3,5 mil milhões investidos em apoios sociais. A equação permanece desequilibrada, com um abismo entre o que é feito e o que é necessário.

Sem teto, sem abrigo: a crua realidade de mais de 15 mil portugueses nas ruas

A pobreza toma forma nas ruas e praças onde mais de 15 mil pessoas já encontraram o chão como única cama. Não são números frios, mas rostos humanos, marcados pela desumanização e pelo abandono. Mesmo num país que se quer moderno e solidário, milhares caminham invisíveis entre a Baixa lisboeta, estações de comboio e parques onde a dignidade se esconde em bancos de pedra. Um contraste brutal entre a promessa do progresso dos anos 2000 e o fracasso na inclusão social.

Crianças em risco: fome, frio e um futuro que teima em fugir

São quase 350 mil crianças a crescer num Portugal onde faltar uma refeição quente e o aquecimento em casa é mais do que uma escassez — é uma realidade amarga. A saúde dentária, indicador silencioso da desigualdade, é um luxo inalcançável para 43,2% das pessoas pobres, que sofrem de mais doenças e maior fragilidade. Um quarto das famílias em situação vulnerável avalia a sua saúde como má ou muito má, um reflexo claro do peso que a pobreza impõe desde os primeiros anos de vida.

Além disso, a escola continua a ser o maior divisor social do país. Quem não vai além do ensino básico tem um risco de pobreza superior a 23%, enquanto os diplomados do ensino superior reduzem esse risco para pouco mais de 6%. Esta não é uma mera questão académica — é a linha que separa o acesso a oportunidades, a esperança e a mobilidade social. Apenas 11% dos mais pobres completam o ensino superior, num ciclo vicioso que mantém a pobreza enraizada e dificulta o futuro.

Ilhas esquecidas no meio do Atlântico: Açores e Madeira, periferias de uma periferia

Nos Açores, o risco de pobreza ultrapassa a média nacional em quase oito pontos percentuais; na Madeira, a diferença ronda os dois e meio. Nestes arquipélagos, o isolamento geográfico agrava um isolamento social, com dificuldades no acesso a consultas médicas e à alimentação básica. Para muitos, garantir uma refeição proteica a cada dois dias é uma luta diária, uma batalha longe dos olhares do continente e das políticas públicas eficazes.

Redistribuição e justiça social: a vontade popular que não pode ser ignorada

Entre os portugueses, a confiança nas instituições cresceu lentamente desde 2008, mas mantém-se uma linha clara de descontentamento. A polícia surge como a entidade em que mais se acredita — talvez por ser vista como a última barreira de proteção numa realidade de insegurança crescente. Já os políticos e os partidos políticos continuam a ocupar o lugar de maior desconfiança, reflexo de um desgaste profundo que não cede, sobretudo entre os que vivem com menos recursos.

A satisfação com a democracia também melhorou, ainda que a distância entre os mais ricos e os mais pobres se tenha reduzido, permanece um fosso a lembrar. Em 2024, quase um em cada cinco dos mais pobres continua insatisfeito com o funcionamento do regime democrático — uma insatisfação que é, por si só, um sinal de alerta para quem governa.

Por outro lado, a maior convergência é na percepção sobre a necessidade urgente de reduzir as desigualdades económicas. Mais de 80% dos portugueses defendem que o Estado deve intervir para corrigir as diferenças de rendimento — um consenso quase unânime entre os mais desfavorecidos, onde esse valor sobe para 91%. O clamor por justiça social permanece firme, apesar das políticas e dos discursos que nem sempre respondem à urgência desse compromisso.

Portugal caminha, por vezes hesitante, entre avanços e recuos, mas as vozes que clamam por igualdade, dignidade e esperança não podem continuar a ser apenas números em relatórios. São vidas que exigem respostas concretas — antes que a fenda social se torne uma ferida irreparável.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Feira do Livro acende Lisboa entre palavras no Parque Eduardo VII

6 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

A 95.ª Feira do Livro de Lisboa desabrochou ontem, dia 4 de junho, no Parque Eduardo VII, e estende-se até 22 de junho, transformando a cidade na maior livraria a céu aberto do país. Com entrada gratuita, o evento coincide com três feriados — 10, 13 (feriado municipal em Lisboa) e 19 de junho — prometendo uma afluência significativa de visitantes.

Ao longo de 19 dias, os visitantes podem explorar centenas de pavilhões e mais de 85 mil obras à venda. A programação é diversificada, incluindo sessões de autógrafos, concertos, debates e atividades para crianças, garantindo uma experiência enriquecedora para todas as idades.

O evento também se destaca pela sua acessibilidade, com melhorias nas rampas de acesso e reforço das casas de banho adaptadas. Além disso, há programação com Língua Gestual Portuguesa e, numa parceria com a ColorADD, um ‘alfabeto das cores’ que permite aos daltónicos identificarem os diferentes espaços da feira.

Para os visitantes que desejam prolongar a sua estadia, a Feira do Livro oferece serviços como bengaleiro, carregamento de telemóveis e expedição de livros por correio. Espaços de apoio às famílias, com fraldários e áreas para amamentação, estão disponíveis junto às entradas Sul e Norte da feira.

A Feira do Livro de Lisboa continua a desempenhar um papel crucial na promoção da leitura e da literacia em todas as idades. Com uma vasta oferta literária e uma programação cultural diversificada e acessível, o evento é uma celebração da cultura literária no coração da capital.

Horário:

  • Segunda a quinta-feira: 12h00 às 22h00
  • Sexta-feira e vésperas de feriado: 12h00 às 23h00
  • Sábados: 10h00 às 23h00
  • Domingos e feriados: 10h00 às 22h00

Para mais informações e detalhes sobre a programação, visite o site oficial da Feira do Livro de Lisboa.

Arquivado em:Lazer, Notícias

Nao se combate o sistema destruindo a democracia

6 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Estamos a atravessar um momento obscuro na história recente da nossa democracia. Não se trata de uma derrota política passageira, nem de um ciclo eleitoral como tantos outros. Trata-se de algo muito mais profundo e perigoso: a legitimação nas urnas de ideias que, há pouco tempo, seriam impensáveis num Estado de Direito moderno. Disfarçada de protesto, alimentada pelo descontentamento legítimo de muitos, a extrema-direita conseguiu tornar aceitável o inaceitável, normalizar o ódio, relativizar o preconceito, e abrir caminho a um retrocesso civilizacional com consequências imprevisíveis.
Não se pode olhar para estes resultados com ingenuidade ou neutralidade. Um partido que constrói a sua força com base no racismo, no sexismo, na xenofobia, no ataque à imprensa livre e na desvalorização das instituições democráticas não representa uma alternativa — representa uma ameaça. E quem afirma que este é apenas um voto de protesto está a ignorar a gravidade daquilo que está verdadeiramente em jogo. Porque não há voto de protesto quando esse voto reforça o discurso do ódio. Há, sim, uma escolha — consciente ou não — de permitir que esse discurso ganhe palco, força, influência e poder.
É urgente dizê-lo sem rodeios: este não é um fenómeno inofensivo. O crescimento da extrema-direita é um ataque frontal às conquistas que fizeram de Portugal um país mais livre, mais justo e mais humano. Não está em causa apenas a retórica agressiva ou populista. Está em causa o próprio contrato social que temos vindo a construir — um contrato baseado na igualdade, no respeito pela diferença, na proteção das liberdades fundamentais, e na recusa do autoritarismo.
A História já nos mostrou, vezes demais, como tudo isto começa. Começa com frases simples. Com promessas de ordem. Com a invenção de inimigos internos. Com a ideia de que há um “povo verdadeiro” e depois os “outros” — os que não pertencem, os que devem ser silenciados, marginalizados, expulsos ou esquecidos. E quando esse discurso ganha votos, ganha legitimidade. Ganha espaço nos debates, nas escolas, nos cafés, nas redes sociais. Ganha, sobretudo, o direito de ser levado a sério. E é nesse momento que a democracia começa a ceder.
Dizer que “são todos iguais” ou que “é preciso mudar” não pode justificar entregar o poder a quem despreza os princípios mais básicos da convivência democrática. Os partidos tradicionais podem e devem ser responsabilizados pelos seus erros. Mas castigar o sistema oferecendo força a quem o quer destruir é um erro que a sociedade pagará caro — sobretudo os mais vulneráveis, os mais invisíveis, os que já hoje vivem nos limites da dignidade.
Estaremos mesmo dispostos a aceitar um país onde os direitos das mulheres são desvalorizados, onde se insinua que há cidadãos a mais, onde o insulto se confunde com opinião, e onde a diferença é tratada como ameaça? Estaremos dispostos a abdicar do esforço coletivo de inclusão, de justiça e de igualdade, para dar lugar a uma lógica de exclusão, de medo e de ressentimento? Queremos, de facto, deixar aos nossos filhos um país mais pobre em direitos, mais cego em empatia e mais brutal na linguagem e na ação ?
Esta não é apenas uma questão política. É uma questão ética, moral, humana. O que está a ser posto em causa não são apenas programas ou orçamentos — é o próprio valor da dignidade humana. E quando se começa a medir essa dignidade em função da origem, do género, da orientação sexual, da cor da pele ou do sotaque, é porque já se ultrapassaram todos os limites.
A resposta a este avanço tem de ser clara, firme e coletiva. A defesa da democracia não pode ficar nas mãos de meia dúzia de vozes isoladas. Cada um de nós tem a responsabilidade de recusar o silêncio, de enfrentar a normalização do ódio, de proteger o espaço público da mentira e da violência simbólica. É tempo de reagir, de reunir forças, de construir alianças entre quem acredita na liberdade, na justiça e na pluralidade.
Não há neutralidade possível quando o que está em causa é o futuro civilizacional de um país e de uma sociedade. Ou se está do lado da democracia, ou se contribui para o seu declínio. É este o tempo da escolha. E cada palavra, cada voto, cada silêncio, cada omissão será recordado. Porque a história não julga apenas os que cometem os abusos — julga também os que assistiram e nada fizeram.
Ainda há tempo. Mas não muito.

Arquivado em:Opinião

Conectar Cabo Verde por ar, mar e digital – uma estratégia de confiança e futuro

5 Junho, 2025 by Marcelo Teixeira

Cabo Verde respira devagar, mas acelera rumo a momentos decisivos. A ligação entre as ilhas, o crescimento do turismo e o desenvolvimento económico sustentável dependem, acima de tudo, da conectividade — por ar, por mar e pelo digital. Esta é a base estrutural sem a qual não é possível garantir investimento, gerar confiança ou impulsionar os pequenos negócios, da Brava ao Sal.

A terceira edição da Leadership Summit Cabo Verde decorreu entre 22 e 23 de maio no TechParkCV, na cidade da Praia, sob o lema ‘Liderança Estratégica: Confiança, Conexão e Transformação’. O evento reuniu líderes nacionais e internacionais para debater os desafios e oportunidades do desenvolvimento sustentável em Cabo Verde, com foco nos setores marítimo, aéreo e digital.

 

Rotas, navios e muito mapa para explorar — a importância da intermodalidade

Falar da escala do mercado é falar de um desafio transversal. Mas Cabo Verde é, na verdade, um país grande — se o observarmos pela sua dimensão marítima, pela sua diáspora e, sobretudo, pela sua ambição.

A solução passa por um alinhamento estratégico — quase um pacto de regime — entre a tutela, os operadores privados e os investidores. Nas palavras do Ministro do Mar, Jorge Santos, o país «precisa de previsibilidade, confiança e uma abordagem estratégica para ligar as várias ilhas». Só assim conseguirão atrair investimento, gerar emprego e fazer com que o desenvolvimento chegue a todo o lado. Na sua ótica «o segredo está na intermodalidade.»

O país tem vindo a trabalhar para garantir essa segurança. A estabilidade na operação marítima, por exemplo, só foi possível graças à definição de rotas fixas, navios alocados e horários fiáveis. Esta organização tem permitido reconstruir a confiança do cidadão comum — tal como os avanços tecnológicos, que ainda assim exigem um esforço governamental em várias frentes.

Para o comandante Fernando Braz de Oliveira, administrador do Grupo ETE, os transportes têm, essencialmente, uma dimensão social:

«Os transportes são para servir as pessoas e, num país que é um arquipélago, as ligações marítimas são o que o tornam unificado. Mas temos de entender que não é um processo que tenha nascido hoje e que termine amanhã.»

A prioridade tem de ser o bem comum e a confiança nos serviços. Ou então não se sai do cais, nem se chega a porto algum. Mas enquanto tudo isto se torna real, há outros setores que exigem atenção.

Marco Paulo Bento, chairman da Unitel T+, destaca a energia como recurso fundamental para o funcionamento de todo o resto:

«Já temos dois parques tecnológicos e estamos a fazer investimentos na digitalização da saúde das populações. Temos ainda de ter um compromisso no combate à iliteracia digital.» É esta visão global que pode dar viabilidade a negócios nascidos em ilhas pequenas — negócios com ambição para crescer e inovar para além do arquipélago.

O debate foi conduzido por Marco Rocha, jornalista da Televisão de Cabo Verde.

 

E porquê investir em Cabo Verde?

A resposta, no final das contas, é simples: confiança. Jorge Santos reitera que a sedução com o turismo tem de ser calculada: «Tudo isto exige conexão — primeiro pelo mar e também através dos transportes aéreos. O mar representa um grande desafio». Por essa razão, Cabo Verde definiu uma estratégia para desenvolver a economia azul.

Tal como avançou o ministro «isso inclui os transportes marítimos, a modernização dos portos, a digitalização dos serviços portuários, da pesca e da relação do utente com o transporte». Tudo isto são prioridades que estão a ser implementadas neste momento.

Além disso, Cabo Verde é um país com segurança jurídica para investimentos e posiciona-se como um gateway para o resto do mundo.

Assim, é uma nação que está a construir o seu futuro com os pés bem assentes na terra – e com os olhos no Atlântico. É preciso continuar o trabalho que está a ser desenvolvido: governo, privados, investidores. É necessário manter a ambição e a confiança. Porque o futuro de Cabo Verde – ligado por ar, mar e digital – já começou. E é para ficar.

Veja a galeria de fotos aqui.

 

Arquivado em:África, Cabo Verde, Notícias

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 125
  • Página 126
  • Página 127
  • Página 128
  • Página 129
  • Interim pages omitted …
  • Página 179
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.