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Marcelo Teixeira

Geração cripto: quando os jovens escolhem a descentralização ao invés da poupança tradicional

21 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

A ideia de “poupar para o futuro” foi, durante décadas, sinónimo de depósitos a prazo, contas-poupança ou planos de reforma geridos por instituições financeiras tradicionais. Hoje, essa narrativa começa a mudar, e os protagonistas desta mudança são os mais jovens. A chamada “geração cripto” não rejeita a ideia de poupança — antes, redefine-a, orientando-se por valores como a autonomia, a transparência e a descentralização.

Para muitos jovens adultos, habituados à fluidez do digital e crescidos sob a sombra de crises económicas sucessivas, confiar cegamente em sistemas centralizados parece, no mínimo, desajustado. O apelo das criptomoedas não se prende apenas com a promessa de valorização rápida — embora esse fator exista — mas com um novo paradigma de participação económica. Ao investir em ativos digitais, esta geração reivindica um papel mais ativo na forma como o valor é criado, armazenado e transferido.

Mas este movimento não está isento de riscos ou críticas legítimas. A volatilidade dos criptoativos, a incerteza regulatória e a ausência de garantias institucionais levantam questões relevantes, sobretudo quando se fala de poupança a longo prazo. No entanto, é precisamente por isso que o fenómeno merece atenção e não apenas ceticismo. A preferência por cripto não é um capricho momentâneo, mas um sintoma de mudança estrutural nos modelos de confiança e intermediação financeira.

Neste contexto, acredito que as empresas que desenvolvem soluções na área das criptomoedas têm uma responsabilidade acrescida: garantir que os utilizadores — especialmente os mais jovens — têm acesso à informação necessária para tomar decisões conscientes. Promover literacia financeira não deve ser um gesto simbólico, mas um compromisso contínuo com a transparência, a inclusão e a capacitação digital.

O comportamento desta nova geração espelha, afinal, uma transformação mais ampla na relação com o poder e a autoridade. Seja na forma como se informam, trabalham ou gerem o seu dinheiro, os jovens procuram soluções que se alinhem com os seus valores: abertura, agilidade e participação. As criptomoedas, com todas as suas imperfeições, encaixam nesse imaginário. São, para muitos, uma forma de independência financeira, mas também um reflexo da sua identidade digital.

O desafio que temos pela frente é duplo: acompanhar esta mudança com educação financeira relevante e criar pontes entre gerações, para que o futuro da poupança não seja uma fonte de conflito, mas de reinvenção. Compreender o que leva tantos jovens a preferir cripto à poupança tradicional pode ser, afinal, o primeiro passo para reequilibrar a confiança no sistema financeiro — de forma mais justa, mais consciente e mais adaptada ao nosso tempo.

Arquivado em:Opinião

África à luz das sombras: o dilema energético que moldará o futuro do continente

20 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

O sector energético africano vive uma tensão permanente, forçado a equilibrar três exigências que raramente convivem bem: segurança, equidade e sustentabilidade ambiental. Melhorar uma implica quase sempre comprometer outra. A solução não virá de fórmulas mágicas, mas de escolhas difíceis — e urgentes.

Mais de 600 milhões de africanos continuam sem acesso à eletricidade. As falhas de fornecimento são frequentes. E, num continente responsável por menos de 4% das emissões globais, os efeitos das alterações climáticas chegam com violência desproporcional: cheias, secas, desertificação, ondas de calor. África está no centro de uma tempestade que não provocou.

Este artigo parte da análise de outro do World Economic Forum.

 

Quem tem luz, e quem não tem?

A desigualdade no acesso à eletricidade é gritante. Em algumas regiões da África Subsariana, a taxa de electrificação não chega aos 5%. É o epicentro global da pobreza energética. E essa ausência custa caro: trava o crescimento económico, a criação de empregos, o funcionamento de escolas e hospitais.

Boa parte dos avanços no acesso à energia tem vindo da energia solar descentralizada. É rápida, modular, e África está na linha da frente da sua implementação. Mas não basta. A energia solar raramente sustenta fábricas ou redes industriais. Alivia, mas não transforma. Sem investimentos robustos em redes e infraestruturas, o buraco entre crescimento populacional e cobertura energética continuará a alargar-se.

 

Luzes que se apagam: a insegurança do fornecimento

Mais de 75% da eletricidade africana ainda provém de combustíveis fósseis: gás, petróleo e carvão. As infraestruturas estão envelhecidas, com pouca manutenção e escassos investimentos em capacidade nova. O resultado? Apagões são rotina. Na Tanzânia, o número médio de dias com interrupções ultrapassa os 60 por ano. No Burundi, passa dos 140.

Empresas e famílias recorrem a geradores a diesel — caros, poluentes e ineficazes. Ter eletricidade estável é uma excepção, não a norma.

 

Sustentabilidade: África entre o pouco que emite e o muito que sofre

Apesar da sua baixa pegada de carbono, África é uma das regiões mais afetadas pelas alterações climáticas. Os recursos renováveis estão lá: sol, vento, água, calor da terra. Mas estão, em grande medida, por explorar. Porquê?

  • Falta de capital inicial
  • Dificuldades na integração com as redes
  • Políticas nacionais frágeis ou ausentes
  • Poucos incentivos ao investimento privado

Sem reformas estruturais, a dependência de fósseis agravará. As renováveis continuarão promissoras, mas periféricas.

O retrato regional

Norte de África

Egito, Argélia e Líbia estão a expandir capacidade, com investimento externo significativo — como os 26 mil milhões da italiana Eni. Mas a maioria dos projectos continua presa aos combustíveis fósseis. A rede cresce, mas também cresce o risco de emissões a longo prazo.

África Subsariana

É aqui que o dilema energético atinge o seu ponto crítico. A pobreza energética cruza-se com falhas na fiabilidade, acessibilidade e sustentabilidade. A Nigéria, o maior produtor de petróleo do continente, sofre falhas crónicas de rede. A nova Lei da Eletricidade de 2023 visa descentralizar a produção e atrair privados, mas os entraves continuam: falta de gás, problemas regulatórios, infraestruturas frágeis. As renováveis progridem devagar, bloqueadas por redes limitadas e lacunas de financiamento.

África Oriental

Quénia e Etiópia lideram no desenvolvimento geotérmico. Grandes projetos hidroeléctricos também contribuem para a segurança energética e sustentabilidade. Mas são caros, lentos e limitados por redes regionais pouco desenvolvidas.

 

Um continente, 20% da população mundial, 2% do investimento verde

O fosso de investimento é brutal. E os motivos são conhecidos:

  • Risco político e regulatório elevado
  • Baixa credibilidade financeira das empresas públicas
  • Projetos sem viabilidade bancária
  • Instabilidade cambial
  • Processos de licenciamento labirínticos

O Banco Mundial quer ligar 250 milhões de africanos à eletricidade até 2030 — com foco no solar fora da rede. É importante, mas insuficiente. Não estabiliza a rede nem alimenta zonas industriais. África precisa de investimento em larga escala: geração, transmissão, armazenamento e distribuição inteligente.

 

Estratégias possíveis — sem balas de prata

Resolver o dilema energético africano exige decisões claras, adaptação regional e foco nas prioridades certas. Algumas vias comuns:

  1. Planeamento integrado
    Coordenar produção, transmissão e desenvolvimento industrial. Unir ministérios, reguladores e empresas públicas. Planear com dados e com visão de longo prazo.
  2. Diversificar o mix energético
    Combinar fontes de base (gás, hidro, geotérmica) com renováveis flexíveis (solar, eólica) e soluções de armazenamento. Reduzir dependência de um só recurso.
  3. Investimento em infraestruturas
    Expandir redes, apostar em mini-redes e redes inteligentes. Melhorar eficiência, reduzir perdas, e focar regiões com potencial económico.
  4. Reforma regulatória e tarifária
    Simplificar processos, normalizar contratos e definir calendários claros. Preços realistas, com proteção social para os mais vulneráveis.
  5. Formação e capacitação local
    Ligar projetos a programas técnicos. Construir competências para operação, manutenção e inovação. Diminuir a dependência externa.
  6. Reduzir o risco para privados
    Usar financiamento misto, garantias e mecanismos de co-investimento. Os bancos multilaterais e agências de desenvolvimento devem liderar.

Conclusão: urgência sem pânico

África não pode importar modelos energéticos da Europa ou da Ásia. Tem de construir o seu, com base nas suas realidades: baixo acesso, crescimento rápido, infraestruturas frágeis, riscos climáticos altos.

O dilema energético não é uma abstração — é o dia-a-dia de milhões. Eletricidade que não existe. Projetos que não arrancam. Políticas que não chegam. O que se fizer agora vai ditar o que virá depois.

O tempo para garantir um futuro energético sustentável, justo e seguro é curto — mas ainda existe. Com estratégia, vontade política e investimento cirúrgico, África pode acender a luz certa.

 

Arquivado em:África, Notícias, Sustentabilidade

Confiança dos consumidores volta a cair em Cabo Verde – mas cresce a vontade de ter casa própria

20 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

A confiança dos consumidores cabo-verdianos voltou a cair no arranque de 2025, mantendo a travagem iniciada no final do ano passado. O ambiente de incerteza económica não dá tréguas, mas há sinais de mudança no horizonte: mais famílias admitem investir na compra ou construção de habitação.

O mais recente inquérito de conjuntura do Instituto Nacional de Estatística (INE) revela uma nova quebra no indicador de confiança, que continua abaixo da média histórica. A maioria dos inquiridos tem uma visão mais pessimista sobre a situação económica do país face ao mesmo período de 2024, apontando o dedo ao aumento do desemprego e à escalada dos preços nos últimos 12 meses.

Apesar disso, nem tudo são más notícias. A capacidade de poupança começa a dar sinais de recuperação. O número de famílias que dizem conseguir guardar algum dinheiro subiu ligeiramente, e a fatia dos que consideram a poupança impossível encolheu 23,5 pontos percentuais — uma descida significativa num contexto ainda frágil.

Aquisição e construção de casas no horizonte dos cabo-verdianos

Outro dado que salta à vista: quase 1 em cada 5 consumidores admite que, nos próximos dois anos, poderá comprar ou construir casa. Uma subida expressiva, quando comparada com os escassos 6,3% registados no ano anterior. Pelo contrário, a intenção de adquirir carro continua em mínimos — 84% dos inquiridos descartam essa hipótese no curto prazo.

Quanto ao futuro, as previsões não são animadoras. A maioria das famílias antecipa um agravamento das finanças pessoais e da economia nacional nos próximos 12 meses. Ainda assim, há alguma esperança: o INE sublinha que os consumidores acreditam numa possível descida da inflação e do desemprego, fatores que podem aliviar a pressão no médio prazo.

O inquérito é realizado trimestralmente nas ilhas da Praia, Sal, São Vicente e Santa Catarina, com o objetivo de medir o pulso às expectativas e comportamentos das famílias cabo-verdianas. Mais do que números, são sinais de um país onde a confiança vacila, mas onde o sonho da casa própria parece resistir.

Arquivado em:África, Cabo Verde, Notícias, Sociedade

A ilusão do talento: por que a competência sustenta o sucesso

20 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

O debate entre o talento inato e competência adquirida tem sido recorrente nas diversas áreas do conhecimento, da psicologia ao mundo empresarial. Embora o talento seja frequentemente enaltecido como o diferencial determinante no desempenho de um indivíduo, é fundamental analisar até que ponto, isoladamente, contribui para o sucesso profissional.

Não se trata de uma discussão nova, mas é constante e atual. O talento pode ser compreendido como uma predisposição natural para determinadas atividades. Trata-se de uma inclinação inata, uma facilidade que se manifesta, por vezes, de forma precoce em certos indivíduos. A competência, por outro lado, é o resultado de um processo que envolve o domínio de conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades práticas e a adoção de atitudes apropriadas. Competência, portanto, pressupõe intencionalidade, aprendizagem e prática.

A valorização excessiva do talento pode levar à falsa impressão de que o sucesso depende exclusivamente de características naturais. O que sente e faz uma pessoa talentosa? Acredita que a sua aptidão é suficiente, pode negligenciar o esforço, a formação contínua e a resiliência perante os desafios, ou seja pode levar à estagnação. Com o tempo, este comportamento tende a comprometer a sua evolução profissional, tornando-o vulnerável frente àqueles que, embora menos dotados de talentos, investem consistentemente no aprimoramento das suas competências.

Esta dinâmica é observada em contextos educacionais, artísticos e empresariais: indivíduos com menor talento inicial, mas com maior disciplina, foco e dedicação superam, com frequência, os talentosos que não se empenham. O talento, sem esforço, torna-se apenas potencial desperdiçado.

Por sua vez, a competência não é um estado fixo, mas uma construção progressiva. Exige atualização constante, adaptação ao contexto e desenvolvimento emocional. Ao reconhecer isto, instituições de ensino e organizações têm enfatizado cada vez mais o valor da aprendizagem contínua e da mentalidade de crescimento. A ideia de que o esforço sistemático pode transformar potenciais medianos em desempenhos excelentes tem sido respaldada por estudos na psicologia da educação e do trabalho.

Como afirma o escritor Stephen King “talento é mais barato que sal de cozinha. O que separa o indivíduo talentoso do bem-sucedido é muito trabalho duro”. Efetivamente, esta visão ressalta o papel ativo do indivíduo na construção do próprio desempenho, em contraste com a passividade atribuída ao talento nato.

A competência emerge como um fator mais determinante do que o talento para a sustentabilidade do desempenho profissional. O talento, embora valioso, precisa de ser cultivado com disciplina, prática deliberada e aprendizagem contínua. Ao reconhecer esta diferença e atuar de forma proativa, pessoas e instituições podem criar ambientes onde o esforço é valorizado e o potencial é, de facto, realizado.

E, por fim, fica a reflexão: e juntos? Quando o talento e a competência caminham lado a lado, isto é, quando a predisposição natural encontra o esforço disciplinado, o potencial de excelência amplia-se significativamente. Nesses casos, o desempenho não se mantém somente ao longo do tempo, como também pode tornar-se uma referência. O desafio, portanto, não é escolher entre talento ou competência, mas integrar os dois de forma estratégica e consciente.

Arquivado em:Opinião

Montenegro vence. PS e Chega dividem segundo lugar

19 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

A Aliança Democrática (AD) venceu com margem confortável as legislativas deste domingo, afirmando Luís Montenegro como vencedor indiscutível da noite. O líder da coligação entre PSD e CDS reforçou a sua posição à direita e deixou o Partido Socialista (PS) e o Chega a discutir, voto a voto, o segundo lugar.

Pedro Nuno Santos não conseguiu evitar a queda: o Partido Socialista caiu para valores abaixo das últimas legislativas e viu-se empurrado para uma disputa apertada com o Chega, que cresceu e consolidou o seu peso como força nacional. Uma nova geometria no Parlamento começa a desenhar-se.

A Iniciativa Liberal manteve-se firme como quarta força, resistindo ao voto útil e garantindo uma bancada com expressão. O Livre voltou a crescer, afirmando-se como um partido de causas, sobretudo urbanas.

À esquerda, a CDU inverteu o declínio das últimas eleições e ultrapassou o Bloco de Esquerda. O resultado, ainda modesto, marca porém um regresso simbólico da influência comunista à frente do partido de Mariana Mortágua, que não escondeu o desgaste da campanha. O PAN manteve-se no parlamento com um deputado e o JPP ganha pela primeira vez lugar com assento.

A abstenção voltou a subir ligeiramente, situando-se entre os 35% e 36%. Um sinal de cansaço — ou de distância — entre o eleitorado e a classe política, numa eleição antecipada que poucos pediram mas todos sentiram.

Rumo às urnas

A jornada eleitoral decorreu com normalidade na maioria das freguesias, mas foi abalada por um episódio de violência em Alfama. Miguel Coelho, autarca do Partido Socialista  e Presidente da freguesia de Santa Maria Maior, apresentou queixa por agressão, alegando ter sido empurrado ao chão por um homem que, segundo o seu testemunho, gritava «Vota Chega». O caso está a ser acompanhado pelas autoridades.

Ao longo do dia, os líderes dos principais partidos passaram pelas urnas, reforçando a importância do voto e apelando à mobilização. Nas ruas, o ambiente foi contido. Sem euforias visíveis, sem grandes manifestações espontâneas. Apenas o passo arrastado de um país habituado a votar entre o cansaço e a expectativa.

Fotografia: Governo de Portugal

Arquivado em:Notícias, Política

Quando o creme ajuda a respirar: o lado invisível da beleza

19 Maio, 2025 by Marcelo Teixeira

Para os portugueses, beleza já não é só espelho e vaidade. É pausa, ritual, um certo consolo nos dias maus. Um estudo da Escolha do Consumidor mergulhou nesta ligação entre os produtos de beleza e o bem-estar emocional, e a conclusão é clara: comprar um creme ou aplicar um batom pode ser mais sobre dentro do que sobre fora.

Quase seis em cada dez inquiridos (57%) dizem que o ato de comprar produtos de beleza melhora a autoestima, funciona como expressão individual e fonte de prazer pessoal. Para 19%, é um momento de autocuidado e relaxamento. Só 10% não sente qualquer impacto emocional.

Mas há mais: 45% dos consumidores considera essencial que as marcas eduquem sobre saúde mental. E 44% aplaude essa intervenção, desde que seja genuína — o que, traduzido, quer dizer: menos marketing vazio, mais compromisso real. Apenas 7% acha que o tema não deve ser prioridade e 4% admite que pode até ter algum impacto, mas sem entusiasmo.

Do marketing à missão: o que os consumidores esperam das marcas

As marcas que mais surgem de forma espontânea quando se pensa em bem-estar mental associado à beleza? Nivea, L’Oréal, Garnier, Uriage, O Boticário, Dove, Rituals e Kiko Milano. Nomes que, por uma razão ou outra, os consumidores associam a cuidado que vai além da pele.

Na prática, os consumidores valorizam mensagens positivas (31%), produtos que promovem bem-estar (29%) e ações concretas como campanhas e doações (29%). A transparência com os valores da marca surge bem mais abaixo (11%) — talvez porque falar bonito ainda vale mais do que fazer certo.

Apesar desta ligação emocional, o compromisso das marcas com a saúde mental não é óbvio para todos: 59% acredita que esse cuidado é demonstrado só ‘em parte’, 17% reconhece um esforço mais claro, e 24% entre os restantes nem o vê nem se revê nele.

O impacto na decisão de compra também existe, mas é relativo: 25% já deixou de comprar por falta de alinhamento com temas de saúde mental, 17% hesitou mas acabou por comprar, e 48% garante que isso nunca influenciou a carteira.

Ainda assim, os números falam de uma mudança de mentalidade: 42% procura, sempre que pode, produtos e serviços que promovam o bem-estar emocional, 39% valoriza esse cuidado ocasionalmente, e só 16% mantém o foco apenas na eficácia dos produtos.

Num dia difícil, 38% sentiu-se mais leve e confiante depois de usar um produto de beleza. Outros 35% dizem que isso ajudou a relaxar. A beleza, afinal, também serve para respirar fundo. E num tempo em que tudo acelera, isso vale tanto quanto um sérum anti-idade.

Arquivado em:Notícias, Saúde

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