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Marcelo Teixeira

Conceição Zagalo: «A maturidade não deve significar retirada» 

24 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Durante décadas habituámo-nos a um modelo simples: estudar, constituir família, trabalhar, reformar. Mas num mundo onde a nossa existência pode estender-se por um século, esse modelo começa a parecer curto. Demasiado curto, eu diria. Importa, pois, repensar tudo isto. Porque viver mais anos não deve ser visto como um fardo a gerir, mas sim como uma inevitável oportunidade a aproveitar. 

A investigação científica tem vindo a confirmar algo que a intuição humana já suspeitava. Veja-se como o célebre Harvard Study of Adult Development, o mais longo estudo sobre felicidade e longevidade alguma vez realizado, conclui que manter relações, propósito e envolvimento ativo na sociedade são fatores determinantes para uma vida mais longa e mais saudável. 

 

Atividade intelectual, social e profissional  

A atividade, seja ela intelectual, social ou profissional, alimenta a vitalidade humana.  O trabalho, quando vivido com sentido, deixa de ser apenas uma função económica e transforma-se numa forma de pertença, utilidade e propósito. E eu acrescentaria que dinâmicas familiares saudáveis são motor para qualidade e bem-estar ao longo de ciclos de vida palpavelmente mais longos. 

O idadismo existe também no mundo do trabalho em Portugal, muitas vezes de forma subtil, quando se presume que a inovação é exclusiva dos mais jovens ou que a experiência deixou de ser relevante.  E, no caso das mulheres, essa perceção tende a ser ainda mais exigente. Muitas enfrentam, ao longo da carreira, um duplo escrutínio. Primeiro por serem demasiado jovens, depois por serem consideradas demasiado maduras.  

Persiste igualmente a ideia de que profissionais mais velhos ocupam lugares que poderiam ser dos mais novos. Esta visão, tantas vezes repetida, não encontra fundamento nas economias modernas. O trabalho e a inovação não são um jogo de soma zero. 

Pelo contrário, sociedades que conseguem integrar diferentes gerações tendem a ser mais produtivas, mais criativas, mais resilientes e, assim, mais humanizadas e bem-sucedidas. Os mais jovens trazem à cena frescura científica, domínio tecnológico, novas linguagens.

Os mais maduros, por mais experientes, trazem aquilo que só o tempo oferece: visão, memória, capacidade de antecipação e equilíbrio nas decisões. 

Países como o Japão perceberam isso bem cedo. Tive o privilégio de o constatar quando, há dois anos, participei na semana internacional da 22ª edição do MBA da AESE, na Universidade de Meiji, em Tóquio. Confrontado com uma das populações mais envelhecidas do mundo, o Japão foi pioneiro no desenvolvimento de programas de formação e requalificação para pessoas com mais de 65 anos, permitindo-lhes atualizar competências e continuar a contribuir para a sociedade enquanto mantêm autonomia e rendimento.  Uma verdadeira simbiose entre visão, produtividade e dignidade. 

 

O meu testemunho 

Ao longo da minha vida profissional, quer na gestão empresarial ou no trabalho social, tenho tido o privilégio de conviver com pessoas de várias gerações. É neste contexto que reforço uma convicção fundamentada no meu caminho pelo tempo. Quando experiência e juventude se encontram, o resultado nunca é banal. É, isso sim, de uma riqueza palpável e de uma consequência de facto transformadora e geradora de impacto que promete deixar legado.  

Acredito que a maturidade não deve significar retirada. Deve significar reinvenção. Não significa parar, mas contribuir de forma diferente, com outra perspetiva, com outro ritmo, mas com níveis multiplicados de segurança e de serenidade que nivelam vontade de fazer e ser parte do que de verdade importa.  

E se me perguntarem se existe uma década ideal para a mulher, diria que é aquela em que a experiência acumulada encontra finalmente a liberdade interior. Para muitas mulheres, essa etapa chega depois dos cinquenta ou sessenta anos, quando a confiança substitui a hesitação e a visão se torna mais ampla. No meu caso evidenciou-se mesmo depois dos setenta. Viver mais anos é, afinal, uma das maiores conquistas da Humanidade. Seria, por isso, um desperdício não saber o que fazer com eles. 

Numa sociedade que aprende a viver até aos cem, o verdadeiro desafio não é envelhecer. É continuar a ter curiosidade, propósito e vontade de contribuir. Porque enquanto houver ideias para concretizar, pessoas para inspirar e caminhos para abrir, a idade deixa de ser limite. Passa a ser apenas experiência acumulada ao serviço da vida. E porque, ao final do dia, perdura quem melhora o que tem, se reinventa para o que vem e deixa no mundo uma marca tecida pela experiência de vida. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 33 da revista Líder, cujo tema é ‘Condição Humana’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leadership, Notícias

Play, pause, revolução: as duas canções do 25 de Abril

24 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Às 22h55 de 24 de Abril de 1974, a rádio portuguesa transmitiu E Depois do Adeus, interpretada por Paulo de Carvalho. Para a maioria dos ouvintes, era apenas uma canção recente, saída da participação portuguesa na Eurovisão. Uma balada romântica, carregada de nostalgia e separação. Mas, para um grupo específico de militares, era mais do que notas melódicos e versos compostos. Foi o código que deu início, precisamente, ao adeus do regime.

O Movimento das Forças Armadas (MFA) tinha planeado o derrube do governo de Marcelo Caetano em segredo absoluto. Precisava de um sistema de comunicação discreto, impossível de levantar suspeitas. A rádio era o meio perfeito e uma canção popular era o disfarce ideal.

Quando E Depois do Adeus tocou nos Emissores Associados de Lisboa, os oficiais envolvidos souberam que a operação estava em marcha e que não havia marcha atrás.

A segunda senha: ‘Grândola, Vila Morena’

Horas depois, já na madrugada de 25 de Abril, o país voltaria a ouvir outra canção. Desta vez, tudo mudou. À 00h20, a Rádio Renascença transmitiu Grândola, Vila Morena, de José Afonso, eterno Zeca Afonso para as da época e vindouras gerações.

Ao contrário da primeira senha, esta não era neutra no imaginário português. Zeca Afonso já tinha sido proibido, vigiado e censurado. A sua música circulava muitas vezes fora dos circuitos oficiais e era temerária para os que se encontravam a gerir o país. Mas mesmo assim, esta canção tinha passado despercebida ao sistema de censura como música de intervenção direta.

O verso «o povo é quem mais ordena» era um enunciado político q quando a canção começou a tocar, o MFA confirmou o avanço da operação militar. As unidades começaram a ocupar pontos estratégicos em Lisboa e noutras cidades. A revolução tinha começado oficialmente.

 

A rádio como palco da queda

Ao longo das primeiras horas do golpe, a rádio tornou-se o centro nervoso do país. Através das emissões do Rádio Clube Português, os portugueses começaram a ouvir comunicados do MFA, lidos em direto, explicando que o movimento militar tinha como objetivo pôr fim ao regime do Estado Novo.

Não havia televisão em direto como hoje, nem redes sociais imediatas. A rádio era o único fio imediato entre o que estava a acontecer e o que as pessoas pensavam que não estava.  A escolha das duas músicas não foi casual. O plano do MFA exigia sinais progressivos e discretos. A primeira canção servia como aviso inicial. A segunda confirmava o início da operação militar.

Havia ainda uma dimensão simbólica que se tornaria evidente depois. E Depois do Adeus fala de separação, de despedida inevitável. Grândola, Vila Morena fala de comunidade, igualdade e voz coletiva. Uma fecha um ciclo. A outra abre outro. Entre as duas, cabia a transição de um país inteiro.

José Afonso, canção proibida; Paulo de Carvalho, a canção inesperada

José Afonso foi muito mais que um cantor e afirmou-se como uma das figuras centrais da música de intervenção portuguesa. As suas canções eram frequentemente associadas a movimentos estudantis e oposicionistas e já algumas tinham sido proibidas pela censura do Estado Novo, outras circulavam em gravações clandestinas.

Grândola, Vila Morena tinha sido composta em 1964 e inspirada numa experiência real em Grândola, onde José Afonso se impressionou com a organização comunitária local. A música foi gravada em 1971 e incluída no álbum Cantigas do Maio. O regime não a considerava imediatamente subversiva, o que acabou por ser decisivo para a sua escolha como senha.

Já E Depois do Adeus, interpretada por Paulo de Carvalho, vinha de um universo completamente diferente. Era uma canção de festival, escrita para representar Portugal na Eurovisão de 1974. Falava de despedida amorosa, com uma estética típica das baladas europeias da época. A sua neutralidade política era precisamente o que a tornava útil para o MFA. Ninguém suspeitaria que uma canção da Eurovisão pudesse ser o primeiro sinal de uma operação militar.

O país que ainda não sabia

O mais surpreendente do 25 de Abril é toda a sua dimensão pró pacífica, feita com cravos que duram até hoje na lapela. Não houve discursos inflamados antes do movimento e exíguas foram as proclamações públicas ou anúncios oficiais. O repto foi a rádio e duas canções. A palavra que era controlada pela censura, deu lugar à música como linguagem alternativa. Um disfarce e, por fim, um gatilho.

Enquanto Grândola, Vila Morena tocava pela madrugada dentro, Lisboa continuava a parecer uma cidade normal. Algumas pessoas dormiam. Outras trabalhavam. Outras ainda não sabiam que, dentro de horas, veriam militares nas ruas, tanques em movimento e o colapso de um regime com quase meio século. A história raramente avisa quando está a começar. E, nesse caso, decidiu começar em forma de canção.

No dia seguinte, Portugal acordaria para imagens que ficariam na memória coletiva: soldados com cravos nas espingardas, multidões nas ruas, e o início do 25 de Abril que os portugueses continuam a valorizar como nenhum outro dia.

Duas músicas. Uma rádio. E um país inteiro que ainda não sabia que estava a mudar de vida.

Arquivado em:Nacional, Notícias

A nova fronteira da liderança 

24 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Muitos comportamentos no local de trabalho são influenciados por processos cerebrais inconscientes. Por exemplo, a resistência à mudança pode estar ligada a mecanismos de defesa do cérebro, que interpreta o desconhecido como uma ameaça. Um líder com conhecimentos de neuroleadership consegue reconhecer esses padrões e agir de forma mais empática e estratégica. 

A inteligência emocional é a base de qualquer liderança, refere-se à capacidade de reconhecer, compreender e gerir as próprias emoções, bem como as emoções dos outros. Este conceito é geralmente dividido em cinco componentes principais, como a autoconsciência, autorregulação, motivação, empatia e competências sociais.

Líderes com elevada inteligência emocional tendem a comunicar melhor, resolver conflitos com mais eficácia e inspirar as suas equipas. 

A neuroleadership fornece a base científica que explica por que a inteligência emocional é tão importante. A neurociência permite abrir o conhecimento para decisões conscientes e efetivamente eficazes. Conhecer o nosso cérebro é fundamental para a tomada de decisões conscientes, não o fazer, neste momento, é como ir para uma estrada sem mapa. Ao compreender os mecanismos cerebrais, os líderes podem aplicar estratégias práticas para melhorar o ambiente de trabalho, como dar feedback construtivo, reconhecer conquistas e promover segurança psicológica. 

A integração da neuroleadership com a inteligência emocional pode trazer vários benefícios: como a melhoria do clima organizacional, a tomada de decisão mais eficaz, o aumento do envolvimento organizacional, gestão da mudança e inovação.  

Apesar das vantagens, a aplicação destes conceitos exige formação e prática. Muitos líderes ainda operam com base em modelos tradicionais, focados apenas em resultados e não nas pessoas. No entanto, as organizações que investem no desenvolvimento destas competências destacam-se pela inovação, retenção de talento e desempenho sustentável.  

A neuroleadership e a inteligência emocional representam uma mudança de paradigma na forma como lideramos. Ao integrar ciência e emoção, os líderes tornam-se mais conscientes, empáticos e eficazes. Num mundo cada vez mais complexo e interligado, estas competências deixam de ser opcionais e passam a ser essenciais para o sucesso organizacional. 

Desenvolver líderes que compreendam o cérebro humano e saibam gerir emoções não é apenas uma vantagem competitiva, é uma necessidade para o futuro do trabalho. 

Arquivado em:Opinião

Salários deixam de ser segredo e as empresas terão de divulgar valores nos anúncios

23 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

A medida decorre da Diretiva Europeia (UE) 2023/970 e pretende tornar mais claras as práticas de remuneração, num mercado que continua marcado por alguma opacidade. Em 2025, menos de 30% das ofertas de emprego em Portugal incluíam qualquer referência ao salário. Entre as ofertas publicadas por agências de recrutamento, a percentagem era ainda mais baixa, situando-se nos 22%.

Apesar desta realidade, a expectativa dos profissionais parece apontar noutra direção. Segundo dados do Guia Hays 2026, 85% dos trabalhadores afirma sentir-se mais motivado a candidatar-se a uma vaga quando o salário é indicado no anúncio.

Para Paula Baptista, managing director da Hays Portugal, esta tendência reflete uma mudança estrutural na relação entre empresas e trabalhadores. «Estamos a assistir a uma mudança cultural que vai redefinir a relação entre empresas e talento. Num mercado cada vez mais competitivo e exigente, a transparência deixou de ser um ‘nice to have’ e passou a ser um fator crítico de atração de talento», afirma.

Novas regras no recrutamento

A diretiva europeia introduz várias alterações concretas nos processos de recrutamento.

A partir de junho de 2026, os empregadores terão de comunicar a remuneração ou faixa salarial logo no anúncio de emprego ou, pelo menos, antes da primeira entrevista. A legislação também proíbe que os candidatos sejam questionados sobre o salário que recebem atualmente, prática até agora comum em muitos processos de seleção. As empresas poderão perguntar pelas expectativas salariais, mas não pelo histórico de remuneração.

A responsabilidade pelo cumprimento das novas regras será partilhada entre empresas e agências de recrutamento, que poderão ser responsabilizadas em caso de incumprimento.

Desafio para muitas empresas

A adaptação poderá representar um desafio significativo para muitas organizações portuguesas, sobretudo para pequenas e médias empresas, que dominam o tecido empresarial nacional e que, em muitos casos, não têm sistemas estruturados de bandas salariais.

De acordo com o Guia Hays 2026, apenas 25% dos profissionais afirma que existem critérios claros para aumentos salariais na sua empresa. Apenas 26% diz que há bandas salariais definidas e divulgadas internamente.

Os dados mostram também que os fatores que influenciam a decisão dos profissionais são cada vez mais diversificados. Cerca de 63% valoriza o pacote de benefícios, 56% o ambiente de trabalho e 47% a possibilidade de integrar um projeto desafiante. Ainda assim, o salário continua a ter um peso determinante: 62% dos profissionais afirma já ter recusado uma proposta de emprego por motivos salariais.

«Transparência salarial é mais do que uma obrigação legal. As empresas que conseguirem antecipar esta mudança e comunicar de forma clara e consistente a sua política salarial estarão mais bem posicionadas para atrair talento», defende Paula Baptista.

Impacto nas áreas de recursos humanos

A implementação da diretiva deverá ter impacto direto nas áreas de recursos humanos, que terão de assumir um papel mais estratégico na gestão da compensação.

Entre as mudanças necessárias estão a criação de bandas salariais e critérios claros de progressão, a revisão das políticas internas de compensação e benefícios e a garantia de coerência entre a comunicação externa das empresas e as práticas internas.

Além disso, as organizações terão de integrar dados salariais em processos de análise e reporte, num contexto em que a transparência poderá também contribuir para reduzir desigualdades e reforçar a confiança entre trabalhadores e empregadores.

Empresas chamadas a antecipar mudanças

Com poucos meses até à implementação, especialistas recomendam uma abordagem proativa. Entre as medidas sugeridas estão a revisão dos modelos de anúncios de emprego para incluir faixas salariais claras, a formação das equipas de recrutamento para as novas regras e a definição de políticas salariais estruturadas e auditáveis.

Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a transparência salarial poderá tornar-se um fator diferenciador para atrair e reter profissionais qualificados — e uma nova exigência para empresas que procuram manter credibilidade junto dos trabalhadores.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

«O ChatGPT não é um psicólogo»: a fronteira entre a terapia humana e a inteligência artificial

23 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

O tema da presença online e das redes sociais atravessou todo o evento, assumindo-se como pano de fundo constante das reflexões sobre saúde mental, tecnologia e identidade. A sessão ‘O ChatGPT não é um psicólogo”, na Leadership Next Gen, reuniu Francisco Soares, cofundador da Ivory Therapy, e João Nuno Faria, psicólogo coordenador do Núcleo de Intervenção no Comportamento Online do PIN, num debate que procurou clarificar os limites entre inteligência artificial e prática clínica.

Veja o momento completo aqui:

Francisco Soares, João Nuno Faria – Chat GPT não é um psicólogo

A terapia em formato IKEA

João Nuno Faria não demorou a introduzir uma imagem que marcou a discussão. A terapia feita por modelos de linguagem como o ChatGPT, disse, aproxima-se de um modelo padronizado, replicável, quase industrial. «Uma terapia ChatGPT é uma terapia one size fits all», afirmou.

A metáfora escolhida foi deliberada: o IKEA. Funcional, acessível, eficiente, mas igual para todos. Monta-se uma vez, funciona. Mas não se ajusta verdadeiramente a quem o usa.

A psicoterapia, defendeu, opera noutro plano: o da personalização profunda, da leitura do contexto emocional, da relação terapêutica construída no tempo. Algo que não cabe em respostas estatísticas.

Francisco Soares trouxe o debate para um território mais íntimo. A Ivory Therapy, explicou, nasce de um período de fragilidade pessoal ligado à saúde mental. Afastando-se da abstração, a sua convicção parte de uma uma experiência vivida. A partir daí, o projeto evoluiu para uma tentativa de facilitar o acesso ao primeiro contacto com ajuda psicológica, cruzando terapia com objetos físicos e mensagens.

Mas rapidamente o discurso abriu para uma crítica mais ampla ao ambiente digital contemporâneo. «Comparison is the killer of joy», lembrou, sintetizando o impacto da exposição constante às vidas idealizadas nas redes sociais.

Não se trata apenas de tecnologia, mas de perceção: a forma como a comparação permanente redefine o que cada um considera normal, aceitável ou insuficiente na sua própria vida.

Redes sociais: causa, consequência ou reflexo?

Foi neste ponto que o debate ganhou densidade clínica. João Nuno Faria recusou uma leitura simplista da relação entre redes sociais e saúde mental. Em vez de assumir causalidade direta, introduziu uma hipótese menos confortável: a de que o uso intensivo pode ser também sintoma.

«As pessoas com mais problemas de saúde mental são as que passam mais tempo nas redes sociais, para se proteger do que estão a sentir», afirmou.

A ideia desloca o eixo do problema. As redes sociais deixam de ser apenas fator de risco e passam também a possível mecanismo de regulação emocional, ainda que imperfeito, instável e potencialmente amplificador do sofrimento.

Para tornar a ideia mais clara, surgiu uma analogia que cortou o ruído da discussão. O aumento simultâneo de consumo de gelados e de casos de cancro da pele. A leitura superficial sugere ligação. A realidade, não. O verdadeiro fator é o sol — não o gelado. Mas a coincidência temporal cria uma ilusão de causalidade.

O mesmo princípio, defendeu-se, pode aplicar-se ao debate sobre redes sociais e saúde mental. Correlação não é explicação.

2015 e a nova arquitetura da comparação

Ainda assim, os dados apresentados levantam uma questão difícil de ignorar. A partir de 2015, ano da expansão global do Instagram como plataforma centrada na imagem e no lifestyle, observa-se um aumento significativo de indicadores de distress psicológico entre jovens adultos, sobretudo entre os 18 e os 34 anos.

Mais do que coincidência tecnológica, o que muda nesse período é a escala da comparação. Deixamos de nos comparar com o círculo próximo — a turma, o bairro, o grupo de amigos — e passamos a comparar-nos com um fluxo global de vidas editadas, filtradas e otimizadas.

Tem consequências profundas no campo emocional. A perceção de insuficiência torna-se contínua, silenciosa, normalizada.

No centro de toda a discussão permanece uma tensão estrutural sobre o que acontece quando a procura de ajuda emocional começa a ser mediada por sistemas que respondem bem, mas não compreendem.

A inteligência artificial promete acessibilidade, rapidez e ausência de julgamento. A psicoterapia humana insiste na relação, contexto e presença.

Entre o «móvel IKEA» e o «trabalho de carpintaria», entre o algoritmo e o terapeuta, o que está em disputa é o tipo de escuta que a sociedade está disposta a considerar suficiente. E, sobretudo, quem — ou o quê — pode verdadeiramente ocupar esse lugar.

Tenha acesso à galeria de imagens do evento aqui.

Todos os momentos da Leadership Next Gen estão disponíveis na Líder TV e no canal 560 da NOS.

Arquivado em:Artigos, Leadership, Notícias

Na declaração de IRS há um gesto que pode fazer a diferença

23 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Desde 2024, os contribuintes podem consignar até 1% do IRS a uma instituição, sem pagar mais nem receber menos no eventual reembolso. A diferença é simples: em vez de essa parcela ir para o Estado, é encaminhada para uma entidade escolhida pelo contribuinte.

Para muitas organizações, esta escolha aparentemente pequena tem um impacto real.

Quem pode beneficiar

A consignação pode ser atribuída a várias entidades com atividade social ou comunitária reconhecida pelo Estado. Entre elas estão:

  • Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), como lares, creches ou centros sociais
  • Associações humanitárias, incluindo corpos de bombeiros voluntários
  • Organizações culturais e fundações
  • Instituições religiosas
  • Organizações não-governamentais ambientais
  • Associações juvenis ou estudantis
  • Outras entidades com estatuto de utilidade pública

Todos os anos, milhares de instituições integram a lista publicada pela Autoridade Tributária, podendo receber este apoio.

Os números mostram a dimensão deste mecanismo. No último ano, mais de cinco mil entidades receberam cerca de 74,9 milhões de euros provenientes da consignação de IRS, resultado das escolhas feitas pelos contribuintes.

Para muitas instituições da economia social — desde centros de apoio a idosos até associações culturais locais — estes valores representam uma parte importante do financiamento anual.

Um gesto pequeno, mas com impacto

A consignação do IRS não exige donativos adicionais nem altera o valor do imposto pago. Ainda assim, permite que cada contribuinte participe, mesmo que simbolicamente, na decisão sobre o destino de uma parcela do dinheiro público.

Num sistema fiscal muitas vezes visto apenas como uma obrigação, esta opção introduz uma dimensão diferente: a possibilidade de transformar um imposto num gesto de solidariedade ativa.

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