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Marcelo Teixeira

Na declaração de IRS há um gesto que pode fazer a diferença

23 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Desde 2024, os contribuintes podem consignar até 1% do IRS a uma instituição, sem pagar mais nem receber menos no eventual reembolso. A diferença é simples: em vez de essa parcela ir para o Estado, é encaminhada para uma entidade escolhida pelo contribuinte.

Para muitas organizações, esta escolha aparentemente pequena tem um impacto real.

Quem pode beneficiar

A consignação pode ser atribuída a várias entidades com atividade social ou comunitária reconhecida pelo Estado. Entre elas estão:

  • Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), como lares, creches ou centros sociais
  • Associações humanitárias, incluindo corpos de bombeiros voluntários
  • Organizações culturais e fundações
  • Instituições religiosas
  • Organizações não-governamentais ambientais
  • Associações juvenis ou estudantis
  • Outras entidades com estatuto de utilidade pública

Todos os anos, milhares de instituições integram a lista publicada pela Autoridade Tributária, podendo receber este apoio.

Os números mostram a dimensão deste mecanismo. No último ano, mais de cinco mil entidades receberam cerca de 74,9 milhões de euros provenientes da consignação de IRS, resultado das escolhas feitas pelos contribuintes.

Para muitas instituições da economia social — desde centros de apoio a idosos até associações culturais locais — estes valores representam uma parte importante do financiamento anual.

Um gesto pequeno, mas com impacto

A consignação do IRS não exige donativos adicionais nem altera o valor do imposto pago. Ainda assim, permite que cada contribuinte participe, mesmo que simbolicamente, na decisão sobre o destino de uma parcela do dinheiro público.

Num sistema fiscal muitas vezes visto apenas como uma obrigação, esta opção introduz uma dimensão diferente: a possibilidade de transformar um imposto num gesto de solidariedade ativa.

Arquivado em:Nacional, Notícias

A mesma Euribor que tira dinheiro da carteira pode devolvê-lo nas poupanças

22 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

É isso que está agora a acontecer com os Certificados de Aforro. A taxa voltou a subir depois de meses de descida, acompanhando a evolução da Euribor a três meses. Este índice serve de base ao cálculo da remuneração deste produto de poupança do Estado.

Como a Euribor influencia os Certificados de Aforro

As taxas Euribor não são fixas nem evoluem sempre no mesmo sentido. São valores de mercado que variam diariamente, refletindo as expectativas dos bancos sobre a economia, a inflação e a política de juros na zona euro. Por isso, é normal que num mesmo dia a Euribor a três, seis e doze meses possa subir ou descer de forma diferente. No caso dos Certificados de Aforro, interessa sobretudo a Euribor a três meses, que é a referência usada no cálculo da sua remuneração — o que significa que variações de curto prazo podem acontecer, mas o efeito relevante é sempre o da tendência média ao longo do tempo.

Assim, a ligação entre estes dois indicadores é direta. A taxa base dos Certificados de Aforro é calculada com base na média da Euribor a três meses observada nos dias úteis anteriores ao final de cada mês, até ao limite máximo definido pelo Estado.

Na prática, quando a Euribor sobe, os juros dos certificados também tendem a subir.

Isso quer dizer que o mesmo indicador que pesa no orçamento das famílias com crédito à habitação pode, ao mesmo tempo, aumentar o rendimento de quem decidiu aplicar poupanças nestes títulos do Estado.

Nos últimos anos, a Euribor passou de valores negativos para níveis significativamente mais elevados. A mudança aconteceu depois de o Banco Central Europeu ter aumentado as taxas de juro para travar a inflação na zona euro.

Esse ciclo de subida teve um impacto imediato nas prestações da casa em Portugal, onde uma grande parte dos créditos à habitação está indexada à Euribor. Mas o mesmo movimento também devolveu alguma atratividade a produtos de poupança que estavam praticamente esquecidos durante a era de juros baixos.

 

Porque os Certificados de Aforro voltaram a atrair portugueses

Entre esses produtos estão os Certificados de Aforro, emitidos pelo Instituto de Gestão do Crédito Público, que continuam a ser uma das formas de poupança mais utilizadas em Portugal.

Existem várias razões para essa popularidade: capital garantido pelo Estado português; atualização regular da taxa de juro; possibilidade de investimento com valores relativamente baixos.

No atual contexto de incerteza económica e volatilidade nos mercados financeiros, muitos pequenos aforradores continuam a privilegiar produtos considerados seguros.

O que pode acontecer aos juros das poupanças

Apesar da subida recente, o rendimento dos Certificados de Aforro continua dependente da evolução futura da Euribor. Se as taxas de juro na zona euro começarem a descer de forma mais consistente, algo que alguns analistas antecipam para os próximos anos, a remuneração destes títulos poderá voltar a diminuir.

Para já, porém, o efeito é claro: o mesmo indicador que retirou rendimento disponível a muitas famílias através do aumento das prestações da casa está também a aumentar os juros de uma das poupanças mais tradicionais do país.

Assim, torna-se numa espécie de ida e volta do dinheiro ditada pela Euribor.

Arquivado em:Finanças, Notícias

Sul da Europa conquista investidores e reforça peso no imobiliário europeu

22 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Segundo o estudo, países como Portugal, Spain, Italy e Greece atingiram em 2025 um máximo histórico de investimento imobiliário, consolidando o Sul da Europa como uma das regiões mais dinâmicas do mercado europeu.

No conjunto destes quatro mercados, o volume de investimento atingiu cerca de 35 mil milhões de euros, representando um aumento de 24% face a 2024. O desempenho demonstra a capacidade da região para continuar a captar capital internacional mesmo num contexto europeu mais exigente.

Crescimento económico acima da média europeia

O dinamismo do setor imobiliário está também ligado às perspetivas económicas da região. De acordo com estimativas da Oxford Economics, o crescimento do Produto Interno Bruto deverá manter-se acima da média europeia em 2026.

As projeções apontam para um crescimento de 2,4% em Espanha, 2,1% em Portugal e 1,8% na Grécia, valores significativamente superiores à média prevista de 1,0% para o conjunto da UE27.

Em Portugal, este ritmo de expansão económica reforça a atratividade do país tanto para empresas ocupantes como para investidores internacionais, contribuindo para sustentar a procura por ativos imobiliários.

Investidores apostam no Sul da Europa

Para James Burke, diretor de Global Cross Border Investment da Savills, o forte desempenho registado em 2025 deverá manter-se, ainda que a um ritmo mais moderado.

Segundo o responsável, os investidores internacionais já não estão apenas a aproveitar um ciclo de recuperação económica no Sul da Europa, mas a reconhecer uma mudança estrutural na região.

«Depois de um 2025 excecionalmente forte, esperamos que o dinamismo da região se mantenha este ano, ainda que a um ritmo mais moderado. O Mediterrâneo está a passar de uma posição periférica para uma aposta estratégica nas carteiras europeias», afirma.

Segmentos alternativos e living impulsionam mercado

Entre os fatores apontados pela Savills para explicar o desempenho do imobiliário no Sul da Europa está o crescimento da oferta de ativos disponíveis para investimento, em particular em segmentos alternativos.

Destacam-se áreas ligadas ao chamado living, como: residências para estudantes (PBSA),residências para seniores, unidades de cuidados continuados,e lares especializados.

Ao mesmo tempo, o setor do retalho tem revelado maior resiliência na região, em parte devido a uma menor exposição ao comércio eletrónico quando comparado com alguns mercados do Norte da Europa. Esta característica tem contribuído para níveis de ocupação e rendas relativamente estáveis.

Escritórios, logística e energia reforçam competitividade

Nos segmentos de escritórios e logística, os mercados do Sul da Europa continuam a beneficiar de rendas mais competitivas, melhoria na qualidade dos ativos e procura sustentada por setores económicos em crescimento.

Outro fator que reforça a atratividade da região é a maior utilização de energias renováveis, que reduz a exposição a choques de preços e permite maior previsibilidade de custos para empresas com elevado consumo energético.

Para Jaime Pascual-Sanchiz, CEO da Savills Iberia e responsável pelo Sul da Europa, a região consolidou definitivamente a sua posição no radar dos investidores globais.

«O Sul da Europa ganhou uma quota de mercado significativa e está hoje firmemente no radar dos investidores internacionais. O desenvolvimento de ativos de living e os fundamentos sólidos do setor de hospitality, apoiados por uma procura turística estruturalmente forte, reforçam a atratividade da região», sublinha.

Com crescimento económico acima da média europeia e uma oferta imobiliária cada vez mais diversificada, o Sul da Europa deverá continuar a afirmar-se como um dos polos mais relevantes para investimento imobiliário no continente.

Arquivado em:Economia, Notícias

Maria José Tonelli: «O imaginário masculino em relação à idade das mulheres é, muitas vezes, cruel»

22 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

O envelhecimento populacional acontece em paralelo com o declínio da natalidade em vários países. Atualmente apenas a Índia tem taxas positivas de crescimento para a reposição da força de trabalho. Se antes esse envelhecimento estava associado aos países europeus, hoje essa tendência é observada em todos os continentes. Dados globais indicam que em 2021, uma entre 10 pessoas tinha mais de 65 anos e a projeção para 2050, é de uma entre 6 pessoas com essa idade. 

 

Viver mais anos, envelhecer diferente 

 O envelhecimento tem consequências em diferentes esferas da vida: para as próprias pessoas, que são estigmatizadas e sofrem preconceitos, para as corporações que ainda preferem contratar pessoas mais jovens, e para a sociedade, que precisa se reinventar para esse convívio. Na perspectiva individual, o etarismo (ou idadismo, como preferem alguns) atinge diferentes idades. Ser jovem demais ou ser velho são marcadores sociais que determinam a inserção social das pessoas, com aspectos positivos e outros nem tanto, a depender da cultura local. Rótulos, estereótipos e preconceitos estão associados com todas as idades.  

 Mas os mais velhos sofrem mais. Ainda que criativos e produtivos na longevidade, são estigmatizados e vistos, muitas vezes, como desatualizados.

Além disso, “normas” sociais levam muito vezes a uma reclusão autoimposta. E, mesmo com competências e repertórios linguísticos elaborados, os mais velhos acabam por serem afastados do mercado de trabalho. Essa é uma queixa de muitos executivos que relatam sofrer preconceitos desde os 45 anos de idade.  

 Nessa faixa, muitos programas de desenvolvimento nem são mais oferecidos a esses profissionais. No entanto, é necessário que esses profissionais possam se reinventar e projetar novas carreiras, considerando especialmente a questão financeira para garantir a sobrevivência no longo prazo. Se vamos viver mais, essa é uma variável que importa, ao lado de relações afetivas, necessárias para a saúde social, e do imperativo de um aprendizado contínuo ao longo da vida, o conhecido “life long learning”.  

 Cabe aqui um destaque para o envelhecimento das mulheres: ainda que tenham que alcançado posições de topo nas organizações elas são mais escanteadas que os homens mais velhos em posições semelhantes, que se apossam da condição de experiência e legado, em conselhos administrativos. Ao envelhecer as mulheres perdem status e a beleza, um atributo nem sempre mencionado como de valor, mas que sim, interfere na avaliação de homens e mulheres no trabalho.  

 As mulheres precisam estar sempre impecavelmente vestidas, cabelos pintados, com raras exceções de algumas que conseguem manter a beleza dos brancos (em parênteses aqui, brancos impecáveis custam muito caro nos salões de beleza). As mulheres, mais dos que os homens, sofrem em qualquer idade. Também quando jovens e bonitas precisam reafirmar a inteligência, que nem sempre é vista como atributo feminino. 

O imaginário masculino em relação à idade das mulheres é, muitas vezes, cruel.  

 

A idade é um ativo, ou um risco? 

 O envelhecimento nas empresas abarca muitas dimensões. Em primeiro lugar, as pesquisas mostram que o etarismo está presente nas organizações pois, mesmo reconhecendo competências dos profissionais mais velhos as empresas não têm políticas e práticas para seleção, retenção e desenvolvimento desses profissionais. Em segundo lugar, ainda que profissionais mais velhos possam ser vistos como mais experientes, com maior compromisso com a cultura organizacional e com maior equilíbrio emocional, ainda assim, eles não são vistos como talentos possíveis.  

Além disso, são raras as empresas que promovem ações para o convívio intergeracional, gestão do conhecimento ou até mesmo mentorias de profissionais mais velhos com os mais jovens e a mentoria reversa, dos mais jovens para com os mais velhos. Em síntese, pode-se dizer, com raras exceções, que ações para a longevidade estão praticamente ausentes nas organizações.  

 Profissionais mais velhos são vistos como resistentes às novas tecnologias. Em tempos de IA, entretanto, a sofisticação cognitiva de profissionais mais velhos pode ser uma vantagem competitiva para a preparação de prompts e para a avaliação das respostas de agentes.  

A questão de repertórios amplos e domínio de novas tecnologias está diretamente associada com o pertencimento às classes sociais e condições culturais e não à idade. Jovens que vivem em condições de vulnerabilidade, em especial em países mais pobres, têm, infelizmente, repertório cognitivo precarizado e pouco acesso às tecnologias sofisticadas.   

 Na sociedade, de modo geral, faltam ações de integração dos mais velhos que sofrem com a solidão. Pesquisas sobre saúde social mostram a importância do convívio, das conexões reais entre as pessoas; no entanto, o isolamento é um fato para as pessoas mais velhas que, em muitos casos, acabam por se viciar em mídias sociais como forma de romper esse retraimento. Longe da família e do trabalho, fontes de identidade social, os mais velhos podem inclusive sofrer perdas cognitivas e adoecimentos que reforçam preconceitos. Isso, sem considerar a questão financeira do trabalho, fonte de sustento material. Em muitos países, a população envelhece antes de ter os recursos financeiros suficientes para uma vida digna.  

A economia da longevidade (ou silver economy), entretanto, é um mercado promissor. Empresas voltadas para o bem-estar, saúde, mobilidade, habitação, planejamento financeiro, turismo e lazer, entre outras, têm crescido no mundo todo. Além disso, há necessidade de políticas públicas que possam transformar o “custo demográfico” em inovação e crescimento, com políticas de requalificação para manter a participação de profissionais mais velhos no mercado de trabalho. 

 O envelhecimento é um fenómeno social complexo, e não apenas uma questão de declínio biológico. Trata-se também de rever o imaginário social que ainda remete os velhos à uma condição infantil, uma forma de gerir os corpos num exercício de biopoder, entremeadas por questões de desigualdades. Seria necessário rever todo um imaginário social que coloca os mais velhos em condições de precariedade física e social. Nesse sentido, o envelhecimento não é apenas uma questão económica ou de responsabilidade individual, mas da articulação dos diferentes setores, das empresas e dos governos, para um desenvolvimento inclusivo e novas mentalidades que garantam direitos e justiça social.

 

Este artigo foi publicado na edição nº 33 da revista Líder, cujo tema é ‘Condição Humana’. Subscreva a Revista Líder aqui.

 

Arquivado em:Artigos, Leadership, Notícias

Dia Mundial da Terra: trabalho híbrido pode reduzir emissões de carbono até 90%

22 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

A investigação analisou o impacto ambiental de diferentes modelos de trabalho em seis cidades dos Estados Unidos e do Reino Unido, tendo em conta tanto as emissões associadas aos edifícios como às deslocações. Os resultados apontam para reduções expressivas sempre que os trabalhadores deixam de se deslocar diariamente para um escritório central. Hoje, Dia Mundial da Terra, a Líder explica como as empresas com ações concretas conseguem fazer diminuir a pegada carbónica.

Nas cidades norte-americanas, onde a dependência do automóvel é mais elevada, o potencial de redução é particularmente significativo. Atlanta surge no topo da lista, com uma diminuição possível de até 90% nas emissões. Seguem-se Los Angeles, com 87%, e Nova Iorque, com 82%. No Reino Unido, as reduções também são relevantes: Glasgow pode alcançar uma queda de 80%, Manchester de 70% e Londres de 49%.

O estudo sublinha que o modelo tradicional — deslocação diária, cinco dias por semana, para escritórios no centro das cidades — é o que gera maior volume de emissões. A distância percorrida é o principal fator de impacto ambiental. Em Londres, por exemplo, as emissões diminuíram 49% quando os trabalhadores dividiram o tempo entre um escritório central e um espaço de trabalho mais próximo de casa. Quando alternaram entre casa e um espaço local, a redução foi de 43%, face ao modelo tradicional.

Deslocações continuam a ser um desafio ambiental

Na Europa, o transporte continua a ser um dos principais desafios estruturais em matéria de emissões. Dados da Agência Europeia do Ambiente indicam que este setor representa cerca de 25% das emissões de gases com efeito de estufa na União Europeia, sendo também o único onde as emissões têm aumentado nas últimas três décadas, em grande parte devido às deslocações casa-trabalho.

Em Portugal, a tendência é semelhante. Segundo o Inventário Nacional de Emissões, o setor dos transportes representou em 2022 cerca de 30% das emissões de gases com efeito de estufa e 35,4% do consumo final de energia. A forte dependência do automóvel continua a marcar os hábitos de mobilidade no país.

Cerca de 66% da população portuguesa utiliza o carro nas deslocações diárias. Em algumas cidades, os valores são ainda mais elevados: em Braga, 75,4% da população depende do automóvel, enquanto em Aveiro e Coimbra a percentagem ronda os 73,8%. Mesmo em Lisboa, onde existe uma rede mais abrangente de transportes públicos, 60,7% das deslocações continuam a ser feitas de carro, segundo dados do grupo EasyPark.

A pressão sobre as grandes cidades é visível. Apenas na Área Metropolitana de Lisboa entram diariamente cerca de 390 mil automóveis, de acordo com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

 

Impacto nas empresas e nos trabalhadores

Para além da redução das emissões, o modelo híbrido apresenta vantagens operacionais para as empresas. Um estudo adicional desenvolvido pela IWG e pela Arup indica que organizações que adotaram este regime conseguiram reduzir o consumo energético em cerca de 19%, graças a uma utilização mais eficiente dos espaços de escritório e à integração de soluções de trabalho flexíveis.

Os benefícios estendem-se também aos trabalhadores. Segundo dados citados pela empresa, o trabalho híbrido pode aumentar a produtividade em cerca de 11% nos Estados Unidos e 12% no Reino Unido. Ao mesmo tempo, contribui para reduzir o stress associado às deslocações diárias e melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal — um benefício que alguns estudos equiparam a um aumento salarial percebido entre 7% e 8%.

Mark Dixon, fundador e CEO da International Workplace Group, defende que a redução das deslocações diárias pode ter um impacto ambiental significativo. “Com potencial para reduzir as emissões associadas ao trabalho até 90%, os resultados deste estudo são claros: as deslocações diárias para escritórios no centro das cidades são um dos maiores fatores de impacto ambiental”, afirma.

Segundo o responsável, permitir que as pessoas trabalhem mais perto de casa pode ser uma das mudanças mais eficazes no curto prazo para reduzir a pegada carbónica associada ao trabalho.

A International Workplace Group opera atualmente uma rede com mais de cinco mil localizações em diferentes cidades do mundo, oferecendo espaços de trabalho flexíveis através de marcas como Regus e Spaces. Em Portugal, a empresa conta com mais de 20 centros distribuídos por várias cidades.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Talento que guia a inovação 

22 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Esta transformação assume especial relevância no setor financeiro, que tem na sua existência a confiança como fator fundamental. Na perceção pública e reputação das instituições, na relação com os clientes e no consequente acompanhamento de decisões que envolvem poupança, investimento, financiamento e gestão do dia a dia, os clientes esperam dos bancos rigor, segurança e clareza. A aceleração tecnológica e a IA vieram aumentar, e muito, a celeridade e eficiência de um conjunto alargado de procedimentos, mas são as equipas que continuam a fazer a diferença na proximidade, na empatia e na agilidade para compreender o caso concreto de cada cliente.  

A transformação digital tem permitido automatizar um grande número de tarefas administrativas, libertando tempo e foco para aquilo que realmente diferencia as instituições financeiras: a qualidade do acompanhamento direto aos clientes. É neste espaço, onde o conhecimento técnico se cruza com a capacidade de interpretar cada situação concreta, que as equipas acrescentam verdadeiro valor.

A tecnologia acelera processos, mas devem ser as equipas a interpretar os contextos, a aconselhar os clientes, a antecipar riscos

e a assegurar o apoio na transformação de decisões financeiras em escolhas informadas para o futuro. 

A adoção de ferramentas de IA traz, contudo, desafios que exigem um olhar atento e contínuo. A utilização generalizada de modelos semelhantes pode reduzir a diferenciação entre instituições, criando respostas uniformes que não refletem a singularidade de cada cliente nem a identidade de cada banco. É precisamente aqui que o papel humano volta a ser determinante: na análise crítica dos resultados, na validação rigorosa da informação e na garantia de que cada decisão cumpre princípios de ética e transparência. Paralelamente, a crescente exposição a ameaças digitais reforça também a necessidade de mecanismos robustos e fiáveis que assegurem, por um lado, devida proteção dos sistemas operacionais das instituições e os dados dos clientes, mas que não comprometam a fluidez da experiência de utilização dos colaboradores e dos clientes. 

No Bankinter seguimos esta visão. A inovação faz parte da nossa identidade e o desenvolvimento das pessoas é a base do nosso crescimento. Investimos em programas de formação contínua, literacia digital e capacitação tecnológica para que todos os colaboradores dominem novas ferramentas e as utilizem de forma ética e responsável. A inclusão é também uma prioridade ao garantir que todos conseguem acompanhar a evolução tecnológica, independentemente do seu ponto de partida.  

A evolução tecnológica representa, sem qualquer dúvida, uma oportunidade para elevar competências e fortalecer o papel humano na criação de valor. O setor financeiro deve colocar a inovação ao serviço da eficácia, sim, mas sobretudo ao serviço da qualidade do serviço e da melhoria a vida dos colaboradores e dos clientes. O talento humano continuará a ser o centro da confiança e o motor da evolução da banca. Esta combinação entre tecnologia e pessoas é e será o caminho para um crescimento responsável e sustentável. 

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com o Bankinter.

Este artigo foi publicado na edição nº 33 da revista Líder, cujo tema é ‘Condição Humana’. Subscreva a Revista Líder aqui.

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