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Marcelo Teixeira

A resposta ao lixo eletrónico não está apenas na reciclagem

22 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Segundo o relatório Global E-waste Monitor 2024, publicado pela UNITAR e pela ITU, o mundo gerou 62 milhões de toneladas de resíduos eletrónicos em 2022 e poderá alcançar os 82 milhões em 2030. O mesmo estudo alerta que o lixo eletrónico cresce atualmente a um ritmo cinco vezes superior ao da reciclagem documentada.

Ao mesmo tempo, a produção de novos dispositivos exige recursos significativos. De acordo com análises de ciclo de vida realizadas por entidades como a ADEME e o Fraunhofer Institute for Reliability and Microintegration, cada smartphone novo consome, em média, cerca de 12 mil litros de água, gera aproximadamente 50 kg de CO₂ equivalente e mobiliza perto de 80 kg de recursos naturais.

Quando um equipamento é reparado ou recondicionado em vez de substituído, esses recursos deixam de ser imediatamente mobilizados para satisfazer a mesma necessidade.

Com o Dia Mundial da Terra, assinalado a 22 de abril, a iServices sublinha que a relação com a tecnologia também passa por escolhas simples no dia a dia. Proteger melhor os equipamentos, intervir cedo perante sinais de desgaste, substituir componentes críticos quando isso continua a fazer sentido técnico e considerar o recondicionado como alternativa credível à compra de novo são decisões que podem prolongar significativamente a vida útil dos dispositivos.

Em muitos casos, esse prolongamento começa antes da substituição automática do equipamento.

Entre as medidas mais simples para aumentar a longevidade dos dispositivos eletrónicos estão quatro práticas essenciais: substituir a bateria quando a perda de autonomia começa a comprometer a utilização, utilizar capas e películas de proteção para reduzir o risco de danos físicos, realizar manutenção atempada perante sinais de falha — como carregamento instável, ecrã danificado ou problemas de som — e considerar a reparação ou a compra de equipamentos recondicionados antes de optar por um dispositivo novo.

Segundo dados divulgados pela empresa, em 2025 a iServices realizou mais de 184 mil reparações, cerca de 30 mil intervenções técnicas e processou aproximadamente 145 mil equipamentos recondicionados, com predominância de smartphones, mas também computadores, tablets e smartwatches. No total, mais de 360 mil equipamentos eletrónicos tiveram a sua vida útil prolongada, evitando o seu descarte prematuro como lixo eletrónico.

Aplicando rácios médios conservadores de ciclo de vida ao universo de equipamentos intervencionados, estes volumes correspondem a uma prevenção estimada de cerca de 72 toneladas de resíduos eletrónicos, bem como a uma poupança aproximada de 4,32 mil milhões de litros de água, 18 mil toneladas de emissões de CO₂ equivalente evitadas e mais de 28 mil toneladas de recursos naturais preservados.

A reparação e o recondicionamento não resolvem sozinhos o problema global do lixo eletrónico. No entanto, continuam a ser intervenções diretas, acessíveis e mensuráveis para travar a substituição prematura de equipamentos e reduzir a pressão sobre recursos, energia e matérias-primas.

Para os consumidores, a lógica é simples: proteger melhor os equipamentos, substituir componentes críticos quando necessário, reparar avarias numa fase inicial e considerar equipamentos recondicionados de qualidade são decisões concretas que prolongam a vida útil da tecnologia e evitam desperdício prematuro

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a iServices.

Arquivado em:Líder Corner

O pacote laboral português visto de fora

21 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

A ambição declarada do Executivo é modernizar um sistema laboral considerado por muitos economistas como rígido e pouco adaptado à economia digital e às pequenas empresas.

Entre as medidas discutidas estão mudanças nas regras de despedimento, a possibilidade de os tribunais dispensarem a reintegração de trabalhadores em certos casos e o regresso do chamado banco de horas individual, que permite aumentar o tempo de trabalho diário até determinado limite anual. O Governo sustenta que estas alterações podem melhorar a competitividade das empresas e responder ao problema crónico da baixa produtividade portuguesa.

Mas a dimensão da reforma acabou por tornar o consenso político quase impossível. A proposta desencadeou uma das maiores mobilizações sociais dos últimos anos, incluindo uma greve geral e manifestações em Lisboa que reuniram dezenas de milhares de pessoas. Sindicatos acusam o Governo de favorecer os empregadores e de tentar flexibilizar demasiado o mercado de trabalho num país já marcado por salários baixos e precariedade.

Este impasse transformou a reforma laboral num dos temas políticos centrais em Portugal. Entre negociações prolongadas, revisões do texto e pressão sindical, o processo tem-se arrastado durante meses, um sinal de que a discussão vai além de trâmites jurídicos e toca no próprio modelo económico do país.

O olhar internacional: Portugal como caso clássico do sul da Europa

Quando se olha para a cobertura internacional, a reforma laboral portuguesa surge quase sempre integrada numa narrativa maior: a tentativa dos países do sul da Europa de resolver problemas estruturais de produtividade. Em vários artigos económicos e análises internacionais, Portugal aparece como uma economia que cresceu nos últimos anos, mas que continua com níveis de produtividade abaixo da média europeia.

Segundo dados citados por analistas económicos e organizações internacionais, a produtividade por hora trabalhada em Portugal ronda cerca de 80% da média da União Europeia, um valor que ajuda a explicar por que razão sucessivos governos insistem em reformas laborais como instrumento de política económica.

Ao mesmo tempo, algumas análises internacionais lembram que Portugal tem legislação laboral relativamente rígida em comparação com vários países da OCDE. Num ranking citado em debates recentes, o país surge entre os sistemas laborais mais inflexíveis entre quase quarenta economias analisadas — um argumento frequentemente utilizado por quem defende mudanças profundas no Código do Trabalho.

O resultado é que Portugal aparece frequentemente como um caso paradigmático: um país que tenta equilibrar duas realidades difíceis, por um lado, um mercado de trabalho que protege os contratos permanentes; por outro, um sistema económico onde muitos jovens acabam em empregos precários ou temporários.

Um debate antigo que regressa ciclicamente

Para quem acompanha o tema fora de Portugal, há um certo déjà-vu. Reformas laborais fazem parte da história económica portuguesa há décadas e surgem quase sempre em momentos de estagnação ou pressão externa. Durante a crise financeira e o período da troika, por exemplo, Portugal aprovou várias alterações à legislação laboral com o objetivo de aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho e melhorar a competitividade.

Essas reformas tiveram resultados mistos. Alguns estudos indicam que facilitaram a adaptação das empresas durante a crise, mas também contribuíram para o aumento da precariedade entre trabalhadores mais jovens ou menos qualificados. Este dilema continua a marcar o debate atual: até que ponto mais flexibilidade cria emprego e até que ponto fragiliza os trabalhadores.

A discussão sobre o pacote atual revive exatamente essa tensão. O Governo argumenta que o país precisa de regras mais adaptáveis para competir numa economia global e digital. Já sindicatos e partidos à esquerda afirmam que a verdadeira raiz do problema não está na legislação laboral, mas sim em fatores como baixos salários, fraca inovação empresarial e estrutura económica dominada por pequenas empresas.

Vista de fora, a discussão portuguesa encaixa numa tendência europeia mais ampla: vários países têm tentado reformar o mercado de trabalho nas últimas duas décadas, procurando encontrar um equilíbrio entre flexibilidade económica e proteção social.

O paradoxo português: muita lei, pouco consenso

O impasse atual revela um paradoxo recorrente da política económica portuguesa. Apesar de existirem inúmeras reformas laborais desde o início dos anos 2000, o país continua a enfrentar problemas estruturais semelhantes: salários baixos, produtividade limitada e forte desigualdade entre contratos permanentes e temporários.

A polémica em torno do pacote laboral mostra também um desgaste do modelo tradicional de concertação social. O processo de negociação entre Governo, sindicatos e confederações empresariais tornou-se mais difícil e prolongado, com cada parte a defender linhas vermelhas difíceis de conciliar. Mesmo representantes empresariais têm admitido cansaço com a longa negociação em torno da reforma.

Entretanto, o contexto social agrava a sensibilidade do tema. Em Portugal, mais de metade dos trabalhadores ganha menos de mil euros por mês, o que torna qualquer debate sobre flexibilidade laboral imediatamente associado a perda de direitos ou precarização das condições de trabalho.

Por isso, mais do que uma simples reforma técnica, o pacote laboral tornou-se uma espécie de espelho das tensões do país: entre crescimento e desigualdade, competitividade e proteção social, modernização económica e memória das crises recentes.

 

Arquivado em:Legislação, Notícias

Uma História da África Lusófona Pós-Colonial – Patrick Chabal

21 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Ao reunir alguns dos mais destacados especialistas internacionais, a obra oferece uma perspetiva comparada e historicamente informada sobre processos complexos, marcados por continuidades e rupturas que importa analisarpara compreender o presente.

Chancela da Tinta da China.

Arquivado em:Livros e Revistas

Brevíssima História da Revolução dos Cravos – Luís Nuno Rodrigues

21 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Em poucas horas, um movimento militar concebido por questões corporativas e em reacção à guerra colonial acabou por derrubar o regime ditatorial mais duradouro na Europa Ocidental do século XX e abrir caminho a um intenso e complexo processo de transição democrática. Entre a queda da ditadura e a consolidação da democracia, com a aprovação de uma nova Constituição em Abril de 1976, de correram apenas dois anos, um período que transformou Portugal e ecoou internacionalmente.

 

Edição da Tinta da China.

Arquivado em:Livros e Revistas

Coronel Carlos Mendes Dias: «A paz dos homens é sempre circunstancial»

21 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Foi nesse contexto que o coronel Carlos Mendes Dias, do Exército, e a comandante Vânia Guerreiro, responsável pelo Corpo de Alunos da Escola Naval, participaram num debate sobre segurança e defesa perante uma plateia de jovens, na Leadership NEXT GEN. Marcelo Teixeira, jornalista da Líder, moderou o debate.

A pergunta que abriu a sessão foi simples, mas reveladora: se Portugal estivesse em guerra amanhã, sentiríamos que isso nos diz diretamente respeito?

A reação da sala, dividida entre aplausos e assobios, mostrou que a resposta está longe de ser consensual.

 

Veja o momento completo aqui:

Carlos Mendes Dias, Vânia Guerreiro, Marcelo Teixeira – A guerra já não é longe

A guerra nunca desapareceu

Para o coronel Carlos Mendes Dias, a ideia de que o mundo viveu durante décadas num período de paz duradoura resulta, em parte, de um erro de perceção.

Segundo dados recentes que apresentou, entre 2024 e 2026 existiram entre 56 e 61 conflitos armados ativos em cerca de 36 países. A guerra, sublinhou, nunca deixou de existir, apenas parecia distante do olhar europeu.

«A paz dos homens é sempre circunstancial», afirmou.

Para sustentar o argumento, o coronel recorreu várias vezes à etimologia das palavras, uma ferramenta que utilizou para explicar conceitos históricos e políticos. Ao falar de ‘nação’, por exemplo, lembrou a origem latina do termo — natio, ligada à ideia de lugar onde se nasce. Já ‘pátria’, explicou, remete para a terra dos pais, a comunidade de onde herdamos uma identidade.

A distinção, aparentemente académica, serviu para ilustrar um ponto central do seu raciocínio: as sociedades tendem a esquecer as bases culturais e históricas que sustentam a ideia de pertença.

A tecnologia muda as armas, não a guerra

A discussão avançou depois para a guerra tecnológica. Hoje, drones relativamente baratos podem destruir equipamento militar pesado, ataques informáticos conseguem paralisar sistemas críticos e campanhas de desinformação circulam à escala global.

Mas, para Carlos Mendes Dias, a inovação tecnológica sempre acompanhou a guerra.

Durante a Primeira Guerra Mundial, lembrou, surgiram ou foram utilizados de forma massiva aviões de combate, submarinos, carros de combate, metralhadoras automáticas e armas químicas. Na altura, também pareciam revolucionários.

O próprio termo ‘tanque’, recordou, nasceu de uma manobra de dissimulação britânica durante esse conflito: os primeiros carros de combate eram descritos como depósitos de água — tanks — para esconder a sua verdadeira função. A tecnologia muda os instrumentos, argumenta, mas «não altera a natureza essencial da guerra».

Uma nova geração perante velhas perguntas

Para a comandante Vânia Guerreiro, que trabalha diariamente com cadetes entre os 18 e os 24 anos, a forma como os jovens encaram a defesa nacional reflete o tempo em que cresceram.

Durante muitos anos, a guerra parecia distante da realidade europeia. As preocupações dominantes estavam noutros campos — alterações climáticas, desigualdades sociais, direitos humanos.

«Para muitos jovens, a defesa era um tema abstrato», explicou. A proximidade de novos conflitos, no entanto, começou a alterar essa perceção. A guerra voltou aos noticiários e tornou-se parte da conversa pública.

Essa mudança também se reflete na formação militar. Na Escola Naval, explicou a comandante, «os programas estão a ser ajustados para incorporar novas áreas», sobretudo cibersegurança, tecnologias digitais e guerra da informação.

O objetivo é preparar oficiais capazes de atuar num cenário em que os conflitos podem ocorrer simultaneamente em vários domínios: físico, digital e informacional.

O regresso do debate sobre o serviço militar

Outro tema inevitável foi o serviço militar obrigatório, cuja reintrodução voltou a ser discutida em alguns países europeus.

Carlos Mendes Dias defendeu que Portugal deveria, pelo menos, debater seriamente essa possibilidade. Não por nostalgia, sublinhou, mas por necessidade de reflexão sobre o que significa pertencer a uma comunidade política.

Para o coronel, muitos cidadãos reagem hoje a perguntas sobre defesa nacional sem conhecerem plenamente conceitos como nação, pátria ou interesse nacional. Esse desconhecimento, acredita, «enfraquece o debate público».

Defesa como responsabilidade cívica

Vânia Guerreiro prefere colocar o foco noutro ponto: a cultura de responsabilidade. Segundo a comandante, a defesa de um país não depende apenas das Forças Armadas. «Depende também de cidadãos informados e conscientes do papel que podem desempenhar na sociedade».

No caso dos militares, essa escolha implica uma motivação específica.

«Quem escolhe esta carreira tem de sentir que existe uma responsabilidade maior em servir o país», afirmou. Mas a ideia de serviço público, acrescenta, pode manifestar-se de muitas formas.

Construir o futuro

No final do debate, as mensagens dirigidas aos jovens convergiram num ponto essencial. Para Carlos Mendes Dias, o risco das sociedades contemporâneas é limitar-se a gerir problemas herdados. «Durante demasiado tempo deixámos de construir sociedades do futuro e passámos apenas a administrá-las», disse. O desafio, defendeu, é recuperar a ambição de pensar a longo prazo.

Já Vânia Guerreiro optou por uma nota mais pessoal. Ao contrário do discurso frequente de que ‘no passado é que era’, a comandante acredita que cada geração tem as suas próprias competências e formas de olhar para o mundo.

O essencial, disse, é ter «propósito e vontade de bem fazer».

Assim, num mundo que voltou a falar de guerra, talvez seja essa a primeira linha de defesa das sociedades democráticas: cidadãos capazes de compreender o seu tempo e de assumir responsabilidade pelo futuro.

Tenha acesso à galeria de imagens do evento aqui.

Todos os momentos da Leadership Next Gen estão disponíveis na Líder TV e no canal 560 da NOS.

Arquivado em:Artigos, Leadership, Nacional, Notícias

O que sabemos sobre o que ainda não vivemos 

21 Abril, 2026 by Marcelo Teixeira

Podemos afirmar que, para uns,  a condição “geriátrica” é sinal de pavor e para outros corresponde a uma sensação de bem-estar, no seu respetivo contexto social, económico e pessoal. Em 1938, a Universidade de Harvard iniciou o estudo The Harvard study of adult development que por mais de 75 anos pesquisou a vida de 724 pessoas (aproximadamente 60 ainda vivas), de forma a perceber as principais características de uma boa vida longa. Não são uma carreira profissional de sucesso e o bem-estar financeiro que contribuem para um envelhecimento bem sucedido, mas antes uma rede de boas relações sociais e a respetiva qualidade dessas relações. Outra evidência no grupo estudado é de que a dor física acalma quando se está próximo de pessoas que nos fazem sentir bem. 

Em plena pandemia, em 2020, estudei o tema da Longevidade na Pós-Graduação de Psicogerontologia pelo ISPA. Na unidade curricular de Psicologia do Envelhecimento, lecionada pelo Professor Dr. Arménio Baptista Sequeira, ouvi a frase que, para mim, se tornou a ‘chave’ desta condição humana: «Envelhecemos como vivemos».  

A velhice é a continuação de um estado e de uma atitude perante a vida que nos distingue. Acontecimentos inesperados, perdas prematuras, lutos e catástrofes imprevistas, como o caso da Pandemia, abalam-nos, e ainda mais numa fase tardia da vida, porém a nossa essência está definida desde o início.  

Longevidade tem a ver com participação e capacitação. Envelhecimento saudável pode simplesmente ser a capacidade da pessoa em ajustar-se aos diferentes desafios que a vida lhe coloca, num equilíbrio entre expectativas e realidade. Tal é defendido pelo Modelo de Loevinger, no qual a satisfação com a vida é vista como a forma como chegamos à fase final e não ao que se conquistou. Por isso, mesmo numa idade mais avançada, a abertura a novas experiências é algo positivo, reajustando os objetivos, como por exemplo: aprender uma nova língua, desenhar ou tocar um instrumento. 

Bem-estar e autoestima estão empiricamente ligados. Variados acontecimentos e mudanças ao longo da vida ocorrem na idade mais avançada o que traz um impacto nesse bem-estar. Problemas de saúde, declínio do estatuto socio-económico, perda de um cônjuge, luto, e perda de apoio social. Ainda falta referir o estigma, preconceito e solidão, palavras que se colam a uma condição de vida que devemos resignificar numa época bonita.  

A finalizar, partilho uma iniciativa que procura mudar esse olhar. O hub intergeracional A Avó veio Trabalhar, criado pela designer Susana António e o psicólogo Ângelo Campota, mostra como ter mais de 65 anos é irrelevante do ponto de vista criativo e até bastante divertido.

 

Este artigo foi publicado na edição nº 33 da revista Líder, cujo tema é ‘Condição Humana’. Subscreva a Revista Líder aqui.

 

Arquivado em:Artigos, Leadership

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