Segundo o relatório Global E-waste Monitor 2024, publicado pela UNITAR e pela ITU, o mundo gerou 62 milhões de toneladas de resíduos eletrónicos em 2022 e poderá alcançar os 82 milhões em 2030. O mesmo estudo alerta que o lixo eletrónico cresce atualmente a um ritmo cinco vezes superior ao da reciclagem documentada.
Ao mesmo tempo, a produção de novos dispositivos exige recursos significativos. De acordo com análises de ciclo de vida realizadas por entidades como a ADEME e o Fraunhofer Institute for Reliability and Microintegration, cada smartphone novo consome, em média, cerca de 12 mil litros de água, gera aproximadamente 50 kg de CO₂ equivalente e mobiliza perto de 80 kg de recursos naturais.
Quando um equipamento é reparado ou recondicionado em vez de substituído, esses recursos deixam de ser imediatamente mobilizados para satisfazer a mesma necessidade.
Com o Dia Mundial da Terra, assinalado a 22 de abril, a iServices sublinha que a relação com a tecnologia também passa por escolhas simples no dia a dia. Proteger melhor os equipamentos, intervir cedo perante sinais de desgaste, substituir componentes críticos quando isso continua a fazer sentido técnico e considerar o recondicionado como alternativa credível à compra de novo são decisões que podem prolongar significativamente a vida útil dos dispositivos.
Em muitos casos, esse prolongamento começa antes da substituição automática do equipamento.
Entre as medidas mais simples para aumentar a longevidade dos dispositivos eletrónicos estão quatro práticas essenciais: substituir a bateria quando a perda de autonomia começa a comprometer a utilização, utilizar capas e películas de proteção para reduzir o risco de danos físicos, realizar manutenção atempada perante sinais de falha — como carregamento instável, ecrã danificado ou problemas de som — e considerar a reparação ou a compra de equipamentos recondicionados antes de optar por um dispositivo novo.
Segundo dados divulgados pela empresa, em 2025 a iServices realizou mais de 184 mil reparações, cerca de 30 mil intervenções técnicas e processou aproximadamente 145 mil equipamentos recondicionados, com predominância de smartphones, mas também computadores, tablets e smartwatches. No total, mais de 360 mil equipamentos eletrónicos tiveram a sua vida útil prolongada, evitando o seu descarte prematuro como lixo eletrónico.
Aplicando rácios médios conservadores de ciclo de vida ao universo de equipamentos intervencionados, estes volumes correspondem a uma prevenção estimada de cerca de 72 toneladas de resíduos eletrónicos, bem como a uma poupança aproximada de 4,32 mil milhões de litros de água, 18 mil toneladas de emissões de CO₂ equivalente evitadas e mais de 28 mil toneladas de recursos naturais preservados.
A reparação e o recondicionamento não resolvem sozinhos o problema global do lixo eletrónico. No entanto, continuam a ser intervenções diretas, acessíveis e mensuráveis para travar a substituição prematura de equipamentos e reduzir a pressão sobre recursos, energia e matérias-primas.
Para os consumidores, a lógica é simples: proteger melhor os equipamentos, substituir componentes críticos quando necessário, reparar avarias numa fase inicial e considerar equipamentos recondicionados de qualidade são decisões concretas que prolongam a vida útil da tecnologia e evitam desperdício prematuro
Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a iServices.

