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Marcelo Teixeira

A campanha que veste a camisola pela igualdade de género

24 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Com o Dia Internacional da Mulher a aproximar-se, a Inspiring Girls Portugal lança a campanha #Facesofequality, um movimento que desafia a sociedade a vestir a camisola pela igualdade de género e a reforçar o compromisso coletivo na luta contra a discriminação.

«A igualdade de género não é apenas uma meta, é um compromisso diário. Cada conquista resulta de lutas constantes, e queremos relembrar que todos temos um papel a desempenhar», sublinha Joana Frias Costa, Presidente Executiva da Inspiring Girls Portugal.

A iniciativa surge num contexto em que os números da violência doméstica, com as mulheres como principais vítimas, continuam alarmantes. A campanha propõe um gesto simbólico, mas poderoso: usar uma t-shirt com mensagens que representam diferentes formas de ativismo e participação.

 

Vestir a mudança

Mais do que uma peça de roupa, cada t-shirt representa um compromisso. Estão disponíveis quatro modelos, cada um associado a um perfil de ação na luta pela igualdade:

  • THE BRAVE | Boldness Changes Everything – Para quem acredita que a coragem é o primeiro passo para a transformação.
  • THE LEADER | Lead with Respect, Inspire Equality – Para quem inspira outros pelo exemplo e promove o respeito.
  • THE DREAMER | Imagine Equality, Make it Real – Para quem sonha com um mundo mais justo e age para o concretizar.
  • THE GENDER EQUALITY FIGHTER | Break Systems, Build Justice – Para aqueles que desafiam estruturas injustas e lutam por equidade.

As t-shirts já estão disponíveis para compra no website da campanha, com um preço de partida de 19,50€. Empresas interessadas em envolver os seus colaboradores podem aderir a pacotes especiais, entrando em contacto com a organização.

 

O impacto da campanha

Todo o valor angariado reverte integralmente para a Inspiring Girls Portugal, financiando sessões em escolas, workshops e outras atividades destinadas a apoiar raparigas e rapazes na concretização dos seus sonhos, sem que o género seja um obstáculo.

Desde a sua chegada a Portugal, a Inspiring Girls já impactou mais de 8.500 estudantes em 30 escolas de todo o país, através de eventos gratuitos, sessões de networking, clubes temáticos e conversas inspiracionais. A missão tem sido impulsionada pelo apoio de 600 voluntárias e 20 parceiros, que continuam a alargar o alcance da iniciativa.

No mês em que se celebra o papel das mulheres na sociedade, a #Facesofequality quer transformar o simbolismo em ação concreta. O desafio está lançado: vestir a camisola e fazer parte da mudança.

Arquivado em:Diversidade e Inclusão, Notícias, Responsabilidade Social

O Aparelho Mental: a palavra como fundamento da realidade

21 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

No âmago da nossa existência, reside uma verdade incontornável: somos o somatório de todas as experiências e tendências que nos moldaram, desde o primeiro suspiro até ao presente momento. Este constante movimento interior esculpe o nosso futuro, numa dança perpétua entre o que fomos, o que somos e o que poderemos ser.

A palavra, essa ferramenta sublime, sempre esteve no centro deste processo. Se, metaforicamente, um homem que ‘conhecia mil palavras’ via o mundo com menos nuance do que aquele que ‘conhecia mil e uma’, então, cada novo termo aprendido foi uma janela aberta para uma nova dimensão da realidade. A cada vocábulo acrescentado ao nosso léxico, aumentava-se a nossa sensibilidade ao mundo exterior e, talvez ainda mais importante, ao mundo interior.

Somos seres racionais, emocionais, relacionais e ‘comunicacionais’ precisamente porque nos tornámos no ‘bicho da palavra’ — o único animal que desenvolveu formas tão complexas e eficazes de cooperação, entendimento e partilha. À medida que metabolizávamos cada frustração e celebrávamos cada concretização, criávamos novos verbos, adjetivos, advérbios e tempos verbais. Forjámos, assim, as principais ferramentas civilizacionais que conhecemos: as palavras.

Foi este poder de nomear o Mundo que nos permitiu viajar mentalmente entre o Passado, o Presente e o Futuro, imaginar o que poderia ter sido e o que ainda poderá ser. Foi esta capacidade que nos ajudou a atenuar a ansiedade e a solidão, trazendo-nos conforto na compreensão mútua.

Há algo de profundamente fascinante no facto de sermos o único animal terrestre que se estuda a si mesmo. Desenvolvemos, ao longo do tempo, as ferramentas necessárias para nos compreendermos — um processo que envolve introspeção, autocrítica e um incessante desejo de ultrapassar as barreiras do Desconhecido.

A palavra é, por isso, uma força colossal. Ela molda a perceção humana da realidade, oferecendo-nos uma âncora num mundo de incertezas. É uma conquista evolutiva que nos libertou da indiferença da natureza, permitindo-nos encontrar significado, criar histórias e construir civilizações.

A palavra não é apenas um instrumento de comunicação; é a nossa maior aliada na busca pela verdade.  As palavras não existem apenas para serem lidas ou ouvidas. Elas precisam de ser pensadas, filtradas, metabolizadas e, finalmente, exteriorizadas. Precisam de ser desafiadas, reinterpretadas, reinventadas — numa contínua construção do saber Humano.

Se o homem que ‘conhecia mil palavras’ via menos do que o que ‘conhecia mil e uma’, o convite hoje é claro: ‘conheçamos mil e duas’! Expandamos o nosso vocabulário e, com ele, a nossa sensibilidade ao mundo. Há esperança.

A relação com a realidade estabelece-se pelos sentidos, mas é na elaboração mental do que vivemos que o mundo ganha cor e profundidade. A forma como rotulamos semanticamente o que nos acontece e as pessoas com quem interagimos define, em grande medida, a nossa resposta emocional e prática. Um mesmo acontecimento pode ser um problema ou uma oportunidade — tudo depende da perspetiva do observador.

Por isso, para o Dia Mundial do Pensamento, deixo-lhe esta mensagem: Pode recuperar-se do mais profundo dos abismos, da circunstância mais adversa. Há esperança.

A nossa maior arma contra a adversidade é, sem dúvida, a perspetiva com que encaramos o mundo. E essa perspetiva nasce, cresce e floresce… na palavra.

Arquivado em:Opinião

O verdadeiro significado de quatro palavras que usamos todos os dias

21 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Pensar é um exercício essencial, e compreender as palavras que moldam o nosso mundo é um ato de resistência. Desde a Antiguidade, conceitos fundamentais foram cunhados, debatidos e transformados, mas continuam a influenciar o modo como vivemos, governamos e nos relacionamos com os outros. Palavras que outrora pertenciam somente à filosofia e à política tornaram-se slogans, usadas tantas vezes sem parcimónia e reflexão crítica.

Amanhã assinala-se o Dia Mundial do Pensamento, e hoje olhamos com cuidado para quatro dessas palavras – economia, democracia, liberdade e inclusão – para perceber o que significam realmente e o que nos dizem sobre a sociedade que construímos.

Economia: a arte de gerir a casa

Do grego oikonomia, economia significava, na sua raiz, a ‘administração da casa’ (oikos, casa, e nomos, lei). Antes de ser o monstro abstrato dos mercados financeiros e das flutuações da bolsa, economia era um conceito simples: gerir recursos para o bem-estar comum. Hoje, a questão mantém-se: a economia ainda serve a casa global ou tornou-se um jogo de tabuleiro para poucos?

Como escreve Eça de Queirós em Os Maias: «A riqueza parecia correr num círculo fechado, onde sempre os mesmos nomes recebiam os benefícios». A lógica da escassez, outrora associada à prudência na gestão dos bens, transformou-se num mecanismo de exclusão, onde quem controla os fluxos financeiros decide o destino de nações inteiras.

No passado, os recursos eram partilhados entre os que viviam sob o mesmo teto. Hoje, a casa é maior e mais complexa, mas a economia continua a ser a arte de gerir o que temos para que todos possam encontrar o seu lugar à mesa.

Democracia: o poder do povo ou uma ilusão?

Outra herança grega, demokratia junta demos (povo) e kratos (poder). A ideia de que o governo pertence ao povo já conheceu inúmeras mutações, algumas mantendo-se fiéis ao espírito original, outras convertendo-se em simulacros.

A democracia representativa, tal como a conhecemos hoje, nem sempre traduz essa promessa inicial. O distanciamento entre eleitos e eleitores, a influência do poder económico e a desinformação massificada transformaram o ideal democrático num campo de batalha onde a verdade se esbate e a participação cívica muitas vezes se dilui na indiferença. Entre eleições que parecem rotinas sem impacto e decisões políticas tomadas nos bastidores, vale a pena perguntar: temos mesmo voz ou apenas ecoamos as escolhas feitas por outros?

Fernando Pessoa, no seu Livro do Desassossego, exprime este dilema: «O povo é um mito abstrato, criado para justificar o poder dos que governam». Ainda assim, a democracia continua a ser um horizonte a perseguir, mais do que um destino alcançado. Sempre que alguém questiona, denuncia e exige transparência, o conceito recupera parte do seu significado original. Afinal, a democracia não se mede apenas nas urnas, mas na vigilância ativa dos que recusam ser meros figurantes no palco do poder.

 

Liberdade: um conceito em disputa eterna

Vem do latim libertas, que designava a condição de quem não era escravizado. Mas a liberdade é sempre relacional, pois onde termina «a tua e começa a minha»? Para uns, é ausência de amarras, para outros, é a possibilidade de escolher com dignidade. Num mundo onde o controlo se exerce de formas cada vez mais subtis, a questão impõe-se: somos tão livres quanto acreditamos ser?

A história mostra-nos que a liberdade nunca é dada, mas conquistada. Revoluções, movimentos sociais e vozes dissidentes abriram caminho para direitos que hoje consideramos inquestionáveis. No entanto, cada geração enfrenta os seus próprios desafios. Da vigilância digital à precariedade económica, novas formas de opressão nascem onde menos se espera.

José Saramago, em Ensaio sobre a Cegueira, alerta-nos: «Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara». A verdadeira liberdade exige consciência e ação. Não basta acreditar que somos livres – é preciso testar os limites, questionar as regras e garantir que a liberdade não se torna um privilégio de poucos, mas um direito real para todos.

 

Inclusão: a promessa que falta cumprir

Do latim includere, que significa ‘trazer para dentro’, inclusão deveria ser um processo natural. No entanto, muitas vezes, a palavra é usada como um favor e não como um direito. No discurso político e empresarial, fala-se em diversidade, equidade, acessibilidade – mas será que essas ideias se traduzem em mudanças reais?

A inclusão verdadeira não é uma concessão de quem já tem um lugar à mesa, mas sim o reconhecimento de que cada pessoa tem um direito legítimo a pertencer. Não basta abrir a porta – é preciso garantir que todos possam atravessá-la sem medo, sem barreiras invisíveis que perpetuam desigualdades. A inclusão não se mede por gestos simbólicos, mas pelo impacto concreto nas vidas das pessoas.

A pergunta que persiste: estamos a incluir ou apenas a criar espaços toleráveis para quem é diferente? Sophia de Mello Breyner Andresen, em O Nome das Coisas, escreve: «Ser-se diferente nunca deveria ser um convite ao afastamento, mas sim ao entendimento». Se a diferença é inevitável, que seja também um motor de construção e não de exclusão.

O peso das palavras não se mede apenas na sua origem, mas na forma como as usamos e vivemos. Questionar conceitos fundamentais não é um exercício académico, mas um dever cívico. Afinal, o mundo muda à medida que mudamos o nosso pensamento – e um pensamento bem conduzido pode ser a centelha de uma transformação necessária.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Andreia C. Faria vence Prémio Literário Casino da Póvoa, num panorama dominado por homens

21 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

A escritora Andreia C. Faria foi recentemente distinguida com o Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito do Festival Corrente D’Escritas, pelo seu livro de poesia ‘Canina’. Recebeu ainda um prémio de 25 mil euros. O júri destacou «a densidade da escrita e escolha da linguagem no tratamento do corpo e na forma singular como assume a contemporaneidade». Esta conquista, embora significativa, ressalta a persistente desigualdade de género no reconhecimento literário em Portugal.

Historicamente, os prémios literários portugueses têm sido predominantemente atribuídos a autores masculinos. O Prémio Camões, por exemplo, instituído em 1988 para homenagear escritores de língua portuguesa, contou com uma maioria esmagadora de vencedores homens ao longo das décadas. Esta tendência reflete-se também noutros galardões literários nacionais, onde as escritoras enfrentam frequentemente barreiras para obter o mesmo nível de reconhecimento que os seus colegas masculinos.

A escritora Helena Magalhães, em entrevista à revista Activa o ano passado, salientou que «o mercado continua a ser dominado por escritores homens», apontando para a persistência de um legado literário e cultural pavimentado pelo género masculino. Esta realidade evidencia as oportunidades precárias para as mulheres na escrita em Portugal, que muitas vezes enfrentam desafios adicionais para verem o seu trabalho reconhecido e premiado.

 

Uma vitória que deve ser saboreada como lembrete

A vitória de Andreia C. Faria no Prémio Literário Casino da Póvoa representa, portanto, uma exceção notável num panorama literário que ainda luta por uma representação equitativa de género. Este reconhecimento não só celebra a excelência da sua obra, mas também destaca a necessidade de uma reflexão profunda sobre as dinâmicas de género no mundo literário português.

Para promover uma mudança significativa, é imperativo que as instituições culturais e os organizadores de prémios literários adotem medidas proativas que incentivem a participação e o reconhecimento de escritoras. A criação de iniciativas que deem visibilidade às vozes femininas na literatura e a implementação de políticas que assegurem a igualdade de oportunidades são passos cruciais para equilibrar a balança do reconhecimento literário em Portugal.

Em suma, enquanto a conquista de Andreia C. Faria merece celebração, ela também serve como um lembrete da jornada contínua rumo à igualdade de género no cenário literário português.

 

Fotografia: site 3Reinos

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Organizações enfrentam o desafio climático com metas audaciosas

20 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Num planeta em vertiginosa transformação, as empresas estão a ser empurradas para uma encruzilhada climática. De um lado, o futuro verde, com promessas de descarbonização e uma nova era de responsabilidade; do outro, o caminho do risco, onde o clima descontrolado exige respostas urgentes e sem rodeios. No centro desta revolução, as metas climáticas validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi) tornaram-se o novo padrão.

Não se trata apenas de um selo de boa vontade, mas de um compromisso sólido e mensurável com a redução das emissões de gases de efeito estufa, desenhado para assegurar que as empresas não sejam apenas parte do problema, mas também da solução.

 

Metas de carbono: a linha fina entre a ação e a falácia

Nos últimos anos, as promessas de sustentabilidade ecoaram por toda a parte. Mas, como sabemos, palavras não reduzem emissões – são as ações que carimbam o progresso. A SBTi foi criada para garantir que as metas climáticas corporativas não sejam só declarações vazias, a exigindo que as empresas se comprometam com reduções reais nas suas emissões, e não com truques ou compensações.

Assim, a meta 1,5°C do Acordo de Paris não é apenas uma boa intenção: é uma linha de vida. Para garantir que o planeta não ultrapasse esse limite, as empresas devem reduzir, sem desculpas, até 90% das suas emissões até 2050. A SBTi oferece a régua para medir o progresso – e quem não cumprir, não passa.

 

Fazendo mais do que prometer

A verdadeira transformação acontece nos bastidores, onde as empresas estão a redefinir completamente os seus processos e a cadeia de abastecimento. Não se trata de compromissos vagos, mas de  uma reinvenção dos negócios. Algumas das mudanças mais visíveis incluem etapas cruciais para chegar a bom porto.

Por exemplo, a transição para energias 100% renováveis é uma delas. Empresas que estavam habituadas a depender do carvão agora estão a apostar todas as fichas na energia solar e eólica. Outro fator que aponta bons resultados passa pela otimização da produção e redução de desperdícios. Mais eficiência significa menos recursos usados e menos emissões.

Não menos fundamental é a transformação das cadeias de fornecimento. Muitas empresas estão a exigir que os seus fornecedores também se comprometam a reduzir as emissões – não havendo mais margem para se ser ‘verde’ só no discurso.

Estas não são pequenas mudanças, mas saltos gigantes para um futuro descarbonizado. E, mais importante, estas ações não são apenas para agradar aos reguladores,  servem essencialmente para garantir que estas empresas se mantenham competitivas num mundo que está a mudar rapidamente.

 

Compensações: a linha ténue entre solução e ilusão

Apesar do progresso, nem tudo é simples. A questão das compensações de carbono tem sido um ponto controverso. Comprar créditos para neutralizar emissões é uma estratégia que tem sido usada por muitas empresas, mas será que está a fazer o suficiente? As críticas são claras: ao invés de cortar diretamente as emissões, algumas empresas estão a pagar para continuar a poluir. Isso é realmente uma solução, ou apenas um truque para melhorar a imagem?

A SBTi, reconhecendo essas preocupações, tem vindo a apertar as regras, exigindo que as empresas reduzam, de facto, as suas emissões antes de recorrer a compensações. A legitimidade do processo depende de um compromisso genuíno com a mudança, e não com um simples ‘tirar o cavalo da chuva’ para aparentar uma responsabilidade que nem sempre acontece.

 

O desafio não está só nas metas: está na ação

Estamos numa era de transformação, onde quem não agir com seriedade, comprometer-se com resultados reais, será deixado para trás. O futuro das empresas não será definido apenas pela sua capacidade de anunciar metas ambiciosas, mas pela sua coragem de as alcançar. A SBTi está a exigir que as empresas se comprometam, sem desculpas, a enfrentar a realidade das mudanças climáticas.

A questão não passa se vamos mudar, mas como vamos mudar. Os ponteiros do relógio não param. As empresas que querem ser parte da solução precisam de mostrar, não só falar. O futuro e o planeta dependem disso.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

É gestor de uma PME? Estes são os prazos que não pode esquecer

20 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Gerir uma Pequena ou Média Empresa (PME) em Portugal implica estar atento a diversas obrigações fiscais ao longo do ano. Para auxiliar neste processo, apresentamos as principais datas e prazos que as PMEs devem cumprir em 2025, garantindo conformidade e evitando penalizações.

Obrigações mensais

  • Declaração Mensal de Remunerações (DMR): Até ao dia 10 de cada mês, as empresas devem submeter à Autoridade Tributária (AT) a DMR, detalhando as remunerações pagas aos colaboradores e as respetivas retenções na fonte de IRS.

  • Pagamento da Taxa Social Única (TSU): Até ao dia 20 do mês seguinte ao das remunerações, é obrigatório efetuar o pagamento das contribuições para a Segurança Social, correspondentes a 23,75% das remunerações.

  • Declaração Periódica de IVA: Para empresas no regime mensal, a submissão da declaração referente ao mês anterior deve ocorrer até ao dia 20 de cada mês. No regime trimestral, a entrega deve ser feita até ao dia 20 do mês seguinte ao término de cada trimestre.

 

Obrigações anuais

  • Comunicação de Inventário: Até 31 de janeiro, as empresas com existências são obrigadas a comunicar o seu inventário à AT, refletindo a posição em 31 de dezembro do ano anterior.

  • Pagamento por Conta de IRC: Este pagamento antecipado do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) é dividido em três prestações, com vencimento em julho, setembro e 15 de dezembro.

  • Pagamento Especial por Conta (PEC): Até 31 de março, as empresas devem efetuar este pagamento, que funciona como uma antecipação do IRC devido.

  • Modelo 22 – Declaração de IRC: Até 31 de maio, as empresas devem submeter a declaração anual de rendimentos, reportando os lucros e apurando o imposto a pagar relativo ao exercício fiscal anterior.

 

Dicas para uma gestão fiscal eficiente

  • Planeamento Antecipado: Utilize ferramentas de gestão ou calendários fiscais para monitorizar prazos e evitar esquecimentos.

  • Automatização de Processos: Considere a implementação de software de contabilidade que automatize tarefas repetitivas e reduza a margem de erro.

  • Consultoria Especializada: Manter uma relação próxima com contabilistas ou consultores fiscais pode ser crucial para esclarecer dúvidas e garantir o cumprimento das obrigações.

  • Formação Contínua: Atualize-se regularmente sobre alterações legislativas e fiscais que possam impactar a sua empresa.

Cumprir rigorosamente o calendário fiscal não só evita multas e penalizações, mas também contribui para a saúde financeira e reputacional da sua PME.

Arquivado em:Legislação, Notícias

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