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Marcelo Teixeira

Progressão no contact center: qualidade, retenção e resultados

12 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A experiência em linhas de apoio especializadas demonstra que a evolução individual e a estabilidade da operação não são dimensões opostas. Pelo contrário, reforçam-se mutuamente. Em contextos exigentes, com elevado ritmo e forte responsabilidade, torna-se evidente que a qualidade do serviço depende, em grande medida, da consistência da comunicação e da preparação das equipas.

Quando a comunicação é adaptada, profissional e rigorosa, o impacto torna-se mensurável. A confiança dos utilizadores cresce, o volume de contactos estabiliza e o serviço ganha credibilidade. Este fenómeno é particularmente visível em comunidades que dependem fortemente da fiabilidade do canal, como a comunidade surda. Quando existe atendimento contínuo e de qualidade em Língua Gestual Portuguesa (LGP), a recorrência aumenta, a procura torna-se mais estável e a operação ganha previsibilidade. Neste enquadramento, o aumento sustentado da procura não é apenas um sinal de inclusão: é também um indicador de confiança consolidada.

A confiança funciona como um verdadeiro indicador de gestão. Canais fiáveis geram recorrência. A recorrência cria previsibilidade. E a previsibilidade permite planear melhor recursos, reduzir falhas e garantir qualidade de forma sustentada, e não apenas pontual.

Neste contexto, torna-se claro que a qualidade não começa no atendimento. Começa antes, no recrutamento, na formação e no acompanhamento contínuo. Quando existe participação ativa no desenvolvimento das equipas, desde a seleção até à capacitação, criam-se bases sólidas para crescer com consistência. Na prática, isto também se reflete na forma como o atendimento é estruturado.

A 2.ª linha reforça a capacidade de resolução em casos complexos, reduzindo escalamentos improdutivos e contactos repetidos. Quando a resolução é consistente, reduzem-se as reincidências e melhora-se o planeamento de recursos, com impacto direto na experiência do cliente.

A formação assume, aqui, um papel estratégico. Não como evento pontual, mas como ferramenta de gestão. Formar é alinhar práticas, criar linguagem comum e reduzir variações na execução. Uma formação consistente acelera a integração, diminui erros e aumenta a autonomia das equipas. Além disso, cria escala: profissionais bem preparados influenciam outros, multiplicando impacto sem aumentar proporcionalmente os recursos.

A coordenação surge como o desafio mais complexo da operação, não apenas pela responsabilidade sobre resultados, mas sobretudo pela gestão de pessoas. Liderar vai além da distribuição de tarefas ou do controlo de indicadores. É estar presente. É orientar, apoiar e adaptar a liderança a diferentes perfis, equilibrando autonomia e direção.

Equipas que se sentem acompanhadas comunicam melhor, executam com mais segurança e resistem melhor à pressão. Do ponto de vista da gestão, o efeito é claro: menor rotatividade, menos desgaste e maior retenção e transmissão de conhecimento, três fatores críticos para a sustentabilidade da operação.

Assim, resultam três aprendizagens com impacto direto no negócio:

  • A progressão estruturada aumenta a retenção e reduz a perda de conhecimento crítico;
  • A formação consistente melhora a qualidade, reduz erros e acelera a integração;
  • A liderança presente cria estabilidade, autonomia e performance sustentável.

Os resultados não dependem apenas do esforço individual nem se garantem com métricas bem desenhadas. São consequência direta de decisões de gestão. Quando há estrutura, exigência e oportunidade real de evolução, a performance deixa de ser episódica e passa a ser sustentável. No fundo, o objetivo é criar qualidade sustentada e não apenas pontual.

Arquivado em:Opinião

Pedro Flores assume liderança do Grupo Your com foco na digitalização e apoio estratégico às PME

11 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Com formação em Economia e um mestrado em Gestão Fiscal, Pedro Flores construiu o seu percurso nas áreas de contabilidade, fiscalidade e gestão, combinando uma forte base técnica com experiência em liderança e transformação de negócio. Mantém também uma ligação à academia desde 2015, como professor convidado no ISCAL, onde leciona Contabilidade Financeira e acompanha a formação de novos profissionais do setor.

A carreira começou na Deloitte, em 2005, onde integrou projetos de consultoria em Portugal e em Angola para empresas como Sonae, CP, EDP, TAP, Galp e Sonangol. Em 2009, assumiu o desenvolvimento do projeto familiar Floresconta, liderando a sua evolução para a BTime — empresa hoje associada a inovação tecnológica, integração de processos e modelos de serviço orientados para eficiência e proximidade com o cliente.

Agora à frente do Grupo Your, Pedro Flores assume como prioridades o reforço da digitalização e da automatização de processos, num contexto em que as empresas procuram maior eficiência operacional e suporte especializado para lidar com um ambiente regulatório cada vez mais exigente. “Assumo esta liderança com o compromisso de tornar o Grupo Your uma referência de confiança na prestação de serviços de contabilidade, payroll e serviços administrativos, apoiando as empresas com soluções que simplificam a gestão e sustentam decisões informadas. Vamos acelerar a tecnologia e a automatização de processos, sem perder o lado humano e personalizado do aconselhamento», afirma o novo CEO.

A nomeação surge num momento em que o papel das áreas financeiras e de contabilidade está a evoluir rapidamente, passando de uma função predominantemente operacional para uma dimensão mais estratégica e orientada ao apoio à decisão. O Grupo Your pretende posicionar-se neste novo paradigma, reforçando o acompanhamento próximo aos clientes e promovendo modelos de serviço mais integrados, capazes de responder às necessidades das PME num contexto económico marcado por maior volatilidade e exigência competitiva.

Com esta mudança na liderança, a empresa procura consolidar uma visão de longo prazo assente na combinação entre tecnologia, especialização técnica e relação de confiança — fatores que a organização considera essenciais para apoiar o crescimento sustentado das empresas portuguesas e o desenvolvimento de equipas financeiras com um papel cada vez mais estratégico dentro das organizações.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Emoção pesa nas decisões de compra de 93% dos portugueses, mas preço continua a liderar

11 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

De acordo com os dados, 93% dos portugueses reconhecem que a ligação emocional influencia as suas escolhas de consumo em algum grau. Para 21%, essa influência é elevada e para 45% é moderada, refletindo a importância crescente da confiança e da identificação com as marcas, sobretudo nas decisões quotidianas e em categorias de compra frequente.

No entanto, o peso da emoção varia significativamente consoante o contexto. Em decisões que implicam maior compromisso financeiro — como tecnologia, eletrónica ou mobiliário — os consumidores tendem a adotar uma abordagem mais racional, privilegiando o preço, as características funcionais e a relação qualidade–preço. Ainda assim, a confiança construída ao longo do tempo continua a influenciar a perceção de valor e a predisposição para a compra.

Os critérios racionais mantêm-se dominantes quando se analisa o principal fator de escolha de uma marca. O preço é indicado por 64% dos inquiridos como determinante, seguido da qualidade funcional, referida por 46%. A ligação emocional surge como fator principal apenas para 19%, sugerindo que a emoção desempenha sobretudo um papel complementar no processo de decisão.

Entre afinidade e cálculo: o momento em que o consumidor faz contas

Ainda assim, a relação entre consumidores e marcas revela-se cada vez mais híbrida. Cerca de 40% dos participantes afirma procurar um equilíbrio entre preço, qualidade e ligação emocional, o que indica uma abordagem contextual à escolha de produtos e serviços, dependente tanto da categoria como da relevância pessoal da compra.

No campo da comunicação, as campanhas promocionais e centradas no preço continuam a demonstrar maior eficácia, sendo mencionadas por 59% dos consumidores como reforçadoras da relação com as marcas. No entanto, mensagens associadas a valores como sustentabilidade, inclusão e propósito são valorizadas por 34% dos inquiridos, enquanto campanhas emocionais ou baseadas em storytelling são referidas por 30%. O humor é considerado relevante por 27%, contrastando com o impacto reduzido de figuras públicas ou influenciadores, apontado por apenas 7%.

A ligação emocional revela-se mais intensa em categorias de consumo próximas do quotidiano, como alimentação e bebidas, vestuário e calçado e produtos de higiene e cosmética. Nestes setores, a repetição de experiências positivas e a identificação com a marca contribuem para relações mais duradouras, sustentadas pela confiança e pelo hábito.

A confiança, aliás, surge como um elemento estruturante da relação entre consumidores e marcas, construída ao longo do tempo através da consistência da comunicação e da fiabilidade percebida. Marcas com propostas claras e coerentes tendem a gerar maior proximidade e afinidade junto dos consumidores.

Ainda assim, a fidelização permanece condicionada. Mesmo quando existe uma ligação emocional significativa, a maioria dos portugueses admite mudar de marca perante diferenças relevantes de preço ou vantagens competitivas claras. Apenas uma minoria afirma estar sempre disposta a pagar mais por uma marca com a qual mantém uma ligação emocional forte — sinal de que, apesar da crescente importância da emoção, a decisão final continua fortemente ancorada em critérios racionais.

 

Arquivado em:Economia, Notícias

Viver sem certezas: quando a “polycrise” transforma trabalho, mente e sociedade

11 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Uma análise recente do The Guardian sustenta que 2026 poderá ficar marcado precisamente por essa sensação difusa de «perda de futuro», em que indivíduos, empresas e instituições passam a decidir sem horizontes claros. Segundo psicólogos como Dr. Steve Himmelstein (alunos de Viktor Frankl), a sobreposição de instabilidade económica, mudanças climáticas, tensões geopolíticas e insegurança laboral exerce um efeito cumulativo: radical uncertainty, ou incerteza radical — um estado em que o cérebro humano simplesmente deixa de conseguir projetar o futuro com clareza.

No estudo original, pessoas que pensaram num futuro incerto produziram 25% menos planos possíveis para si mesmas e demoraram mais a fazê-lo — um sinal de que a incerteza está a afetar não só a economia, mas também a nossa saúde psicológica básica.

No fundo, a polycrise é um fenómeno que se sente no quotidiano: o gestor que adia contratações porque o mercado muda todos os meses, o jovem que troca planos de carreira por trabalhos temporários para manter liquidez, a família que evita decisões de longo prazo porque teme novos choques económicos ou climáticos. Não há um único momento de rutura — há antes uma fadiga contínua, silenciosa, que se infiltra nas conversas de café, nos e-mails de segunda-feira e nas escolhas mais banais. A polycrise sussurra todos os dias que o futuro é incerto e, aos poucos, ensina-nos a viver com horizontes cada vez mais curtos.

Dados oficiais portugueses que evidenciam uma crise psicológica estrutural

Vários indicadores recentes de instituições portuguesas e fontes reconhecidas revelam que a saúde mental em Portugal está sob pressão e que problemas psicológicos são uma realidade crescente na população.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2024 quase um terço da população com 16 ou mais anos apresentou sintomas de ansiedade generalizada, sendo que 10% relatou sintomas graves como ataques de pânico ou palpitações. Os dados mostram diferenças significativas entre géneros: 38,2% das mulheres e 24,7% dos homens relataram ansiedade, com níveis severos mais frequentes entre elas.

O mesmo INE tem também apresentado dados internacionais comparáveis que colocam Portugal entre os países com resultados mais baixos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) em indicadores de saúde mental. No maior inquérito internacional sobre a utilização dos serviços de saúde (PaRIS), apenas 67% dos utentes portugueses avaliaram positivamente a sua saúde mental, um dos valores mais baixos entre os países da OCDE, segundo dados apresentados em Lisboa.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) contribui com estatísticas que apontam para uma elevada prevalência de condições psicológicas entre a população adulta: cerca de 22% dos portugueses apresentam problemas de saúde mental, percentual acima da média europeia, e 4% da população adulta sofre de doença mental grave, como esquizofrenia ou perturbação bipolar, com redução significativa da expectativa de vida e impactos sociais importantes.

Esses dados oficiais convergem para um quadro em que uma parte considerável da população enfrenta sintomas de ansiedade ou outras perturbações psicológicas, ao mesmo tempo que o país fica abaixo de muitos parceiros europeus em perceção de bem-estar mental — fatores que reforçam a importância de olhar para a crise psicológica como um fenómeno estrutural e não apenas individual.

O lado corporativo: quebra de confiança e produtividade em risco

O impacto da ansiedade, do stress e da crescente desconexão entre trabalhadores e empresas já se faz sentir de forma concreta no mercado português, com implicações que vão além de números isolados e que começam a moldar a forma como organizações pensam o seu futuro.

Um dos artigos mais recentes da Líder sobre o mercado de trabalho em 2026 revela um fosso significativo entre a confiança dos empregadores e a perceção dos trabalhadores sobre o futuro profissional. Segundo os resultados do Workmonitor 2026, praticamente 100% dos empregadores em Portugal acreditam no crescimento em 2026, mas apenas 46% dos profissionais partilham essa visão — um valor abaixo da média global. Este desalinhamento não é apenas um dado estatístico: é um sintoma claro de desconfiança e de fragilização da relação laboral que pode afetar coesão, compromisso e desempenho dentro das empresas.

Os números refletem um mercado de trabalho em transformação acelerada, em que expectativas relativas à autonomia, flexibilidade e equilíbrio entre vida profissional e pessoal são centrais para os trabalhadores. No estudo referido, 42% dos profissionais afirmam que não aceitariam um novo emprego sem flexibilidade de local de trabalho, e 41% rejeitariam uma função sem horários adaptáveis — fatores que se tornaram mais relevantes para a retenção do que a própria segurança no emprego ou benefícios tradicionais.

A crise de confiança corporativa manifesta-se também nas ambições e perceções de carreira: apenas 39% dos profissionais ainda desejam seguir um percurso tradicional e linear, enquanto uma parte crescente procura modelos de carreira mais flexíveis ou portfólios de funções, refletindo uma resposta adaptativa à instabilidade e à incerteza no próprio mercado de trabalho.

No conjunto, estes indicadores apontam para um impacto real da ansiedade e das condições emocionais no desempenho organizacional. A discrepância entre a visão otimista das empresas e a perceção mais cautelosa dos trabalhadores trata-se de um risco estratégico para a produtividade, retenção de talento e cultura organizacional, que exige respostas estruturais de liderança, gestão de RH e políticas que tratem da confiança e do bem-estar como fatores centrais de competitividade.

Perder o futuro para reencontrá-lo

A policrise cortou a linha que nos ligava ao amanhã. Mas isso não significa que o futuro desapareceu. É um aviso: precisamos de o reconstruir, tijolo a tijolo, com resiliência comunitária, planos flexíveis e um reconhecimento real do valor das pessoas.

Nas palavras do psicólogo Dr. Steve Himmelstein, «a maioria dos seus clientes já não fala muito sobre o futuro… muitos simplesmente não têm planos» — uma imagem crua do bloqueio que sentimos. Olhar para frente com medo já não serve. Portugal tem de transformar esta sensação de bloqueio num novo contrato com o futuro — mais real, mais humano, mais ousado. Talvez essa seja a história mais importante de 2026: aprender a andar de olhos abertos num terreno instável, sem deixar que o medo dite cada passo.

Arquivado em:Notícias, Sociedade, Trabalho

O ‘amor’ entra no vocabulário das empresas e pode estar ligado à produtividade e ao clima organizacional

11 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A visão dos especialistas

Para Paula Delgado, especialista em Felicidade, Bem-Estar e Gestão da Mudança, a ausência destes elementos ajuda a explicar parte dos problemas atuais nas empresas. «Não falamos de amor romântico, mas da base mínima para que as pessoas trabalhem juntas sem medo, jogos de poder ou desgaste permanente», afirma.
Segundo a especialista, relações profissionais saudáveis contribuem para maior confiança entre equipas, comunicação mais eficaz e desempenho consistente.

Três níveis de relação nas empresas

Segundo a especialista, o chamado «amor organizacional» deve existir em três direções: da liderança para as equipas, das equipas para a liderança e entre colegas. A ausência destes fatores pode resultar em culturas frias, comunicação defensiva e colaboração limitada, com impacto direto no desempenho e no envolvimento dos trabalhadores.

Cinco práticas concretas para o dia a dia corporativo

Respeito como base da relação profissional
O respeito deve existir independentemente da hierarquia ou do cargo. Exemplos incluem ouvir sem interromper, discordar sem desvalorizar, cumprir horários e acordos e explicar decisões em vez de impor. A confiança tende a aumentar quando o respeito é consistente.

Reconhecimento visível e concreto das pessoas
O reconhecimento regular é apontado como uma forma direta de cuidado organizacional. Entre as práticas sugeridas estão diplomas ou certificados internos, e-mails públicos que valorizem contributos e momentos dedicados a agradecer pessoas — e não apenas resultados.

Comunicação humana em momentos de pressão
O clima emocional das equipas é influenciado pela forma como se comunica em contextos difíceis. Corrigir em privado, elogiar em público e manter linguagem clara e respeitosa mesmo sob tensão ou prazos apertados são comportamentos considerados essenciais.

Cuidado com as relações entre colegas
A qualidade das relações horizontais é vista como determinante para a colaboração. Reconhecimento entre pares, momentos regulares de partilha e dinâmicas que aproximem pessoas para além da função ajudam a reduzir competição interna e a fortalecer o trabalho em equipa.

Liderança humanizada através de ações concretas
O comportamento das chefias é apontado como um dos fatores com maior impacto na cultura organizacional. Escuta ativa, pedido de feedback, responsabilização pelas decisões e capacidade de admitir limites são exemplos de atitudes que contribuem para ambientes mais seguros.

Um tema crescente na agenda empresarial

Com a crescente atenção ao bem-estar no trabalho e à segurança psicológica, conceitos ligados à humanização das organizações começam a integrar estratégias de gestão de pessoas e transformação cultural.

Paula Delgado sublinha que, o amor nas organizações é a base das relações profissionais saudáveis e da colaboração consistente. Quando existe, o trabalho flui e os resultados surgem. Quando não existe, instala-se o desgaste, o afastamento emocional e a perda de compromisso.

Arquivado em:Corporate, Notícias, Trabalho

Vasco Guerreiro é o novo Diretor de Marketing da SAP Portugal

10 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Com cerca de dez anos de experiência na SAP, sobretudo em funções internacionais, Vasco Guerreiro foi Global Marketing Manager na área de Business Technology Platform (BTP) e, mais recentemente, Global Program Lead em Business Transformation Management (BTM). Ao longo deste percurso, destacou-se na adaptação de iniciativas globais aos diferentes mercados, promovendo estratégias alinhadas com as necessidades dos clientes e objetivos de negócio.

Licenciado em Comunicação Empresarial e Relações Públicas pelo ISCEM e com pós-graduação em Ciências da Comunicação pela Universidade Católica de Lisboa, Vasco iniciou a sua carreira na TAP e passou pela Microsoft, onde integrou a área comercial. A experiência inclui ainda funções na IBM, em Madrid, e em empresas como Samsung e JCDecaux, consolidando competências em marketing, desenvolvimento de negócio e gestão comercial.

De regresso a Portugal, Vasco Guerreiro pretende aplicar a experiência internacional para fortalecer a ligação entre estratégia, execução e impacto no mercado nacional.

Em declarações à imprensa, Vasco Guerreiro afirmou:

«Assumir a direção de marketing da SAP Portugal representa a oportunidade de contribuir para acelerar a transformação digital das empresas portuguesas, reforçando a integração entre marketing, equipas comerciais e o ecossistema de parceiros. O meu foco será potenciar a adoção das soluções cloud e de inteligência artificial empresarial da SAP, aproximando ainda mais a marca das necessidades reais dos clientes.»

Para Nuno Saramago, Diretor Geral da SAP Portugal:

«A entrada do Vasco reforça a nossa capacidade de alinhar a estratégia local com as prioridades globais da SAP, num momento em que o mercado português acelera a adoção de inteligência artificial em todos os sectores. A sua experiência internacional e visão orientada para resultados serão determinantes para apoiar o crescimento da SAP Portugal e o sucesso dos nossos clientes.»

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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