O Cazaquistão esteve a ferro e fogo. Almaty, a sua cidade mais importante foi recentemente palco de confrontos entre as forças da segurança repressiva e os manifestantes. Putin, cujas tropas intervieram, já explicou que os confrontos são resultado de intervenção estrangeira. É plausível que a destabilização russa na Ucrânia seja respondida com desestabilização anti-russa no Cazaquistão.
Mas não se trata apenas, como é lógico, de interferência estrangeira. O Cazaquistão é um país profundamente desigual, submetido durante longos anos ao culto da personalidade de um líder, e marcado pelo controlo por uma pequena oligarquia dos recursos naturais do país. Nada de muito novo, no fundo. Tendo há uns anos passado pela capital, então Astana, pude testemunhar o culto da personalidade a que o Presidente Nazarbayev submetia a população. Uma das atrações da cidade era, sintomaticamente, uma torre em cujo topo estava inscrita, numa superfície oval, a mão do Presidente. Colocar a mão sobre a mão do Presidente traria boa sorte, fomos informados. A própria Astana, “Capital” na língua local, foi agora rebatizada Nur-Sultan.
Estes países da antiga órbita soviética, sem tradição democrática e incapazes de assumir as dores das plenas democracias, estarão a dar a Putin a oportunidade de corrigir aquilo que ele toma como o maior dos erros: o fim da URSS. Depois da Bielorrússia e de parte da Ucrânia, o Presidente russo responde aos apelos de governos acossados. Poderá não tardar muito para reverter a História e resolver os problemas que outros criaram, refundando uma União de países irmãos. Esta é, pois, uma história em curso, cujo desfecho na frente da Ucrânia a todos nos mantém em suspense. Uma Ucrânia democrática será para Putin a maior das ameaças. Como antes terminavam os livros aos quadradinhos: (continua)

Segundo Ricardo Negrão, a ameaça digital é algo que “vai acontecer a todas as empresas”, independentemente do que possa ter sido feito, mas o que vai diferenciar “é o impacto que resulta do incidente”. Outro problema decorre de um grande “défice entre o balanço do investimento em tecnologia e aquele que é feito nas pessoas”, nomeadamente em competências não específicas. Segundo a sua análise, “o investimento em média que é feito em tecnologia, representa 80% do investimento em segurança e apenas 20% na sensibilização das pessoas em competências como ser capaz de identificar um comportamento de risco”. E são, por isso, as pessoas o agente de segurança mais importante nas organizações, uma área que afirma estar “muito descurada em Portugal”.