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Titiana Barroso

Casa de Praia: Uma experience hub

19 Abril, 2021 by Titiana Barroso

O WYgroup é uma holding de sete empresas distintas na área do Marketing e Serviços de Experiência do Cliente – Bliss, Bloomcast, By – Interactive Brands Agency, Fever, NERVO, Performance Sales e White – que se juntam sinergicamente para criar soluções integradas nas diferentes áreas de Criatividade, Design e Tecnologia, e Media e Data, agregando mais valor aos nossos clientes.

Esta estrutura colaborativa está na nossa génese e é a base de uma forte cultura coletiva. Foi isso que nos conduziu, há três anos, à idealização da nossa Casa de Praia que agora se concretiza num experience hub de cerca de 2000m2 de frente para a praia de St. Amaro de Oeiras. Uma casa pensada para todos os colaboradores, um espaço vivo, onde nos sentimos confortáveis e se recebe de braços abertos.

A Casa de Praia é representativa da cultura e identidade do WYgroup. Foi inspirada no nosso ecossistema – o mar, a criatividade – e orientada à Sustentabilidade, através de uma cultura de consciência ambiental e de promoção de um estilo de vida sustentável, de forma a reduzir o impacto no meio ambiente e a ampliar o impacto no bem-estar. Escolhemos materiais naturais e orgânicos, como a madeira (certificada) do mobiliário e os tecidos, privilegiámos transparências, considerámos a rede, luz e acústica, demos palco à arte de vários artistas e valorizámos ambientes fluidos e ágeis, que acomodam as várias tarefas e estilos de trabalho.

No working space, onde a norma é o hot&clean desking, temos mesas corridas, inspiradas nas mesas onde se senta e reúne uma família, que são ladeadas por um passadiço de praia ao longo de 110 metros. Do outro lado, janelas em todo o comprimento deixam entrar a luz natural com uma vista imbatível de mar, que inspiram quem trabalha na área de lounge, composta por sofás, bancos e camas suspensas e outros elementos de decoração pensados ao detalhe. Demos lugar também a zonas colaborativas e de interação com a conceção de um espaço de coworking, um anfiteatro, salas para reuniões e calls, salas de vídeo broadcast, e vários phone booths e sleeping spot com conforto acústico. O projeto foi conceptualizado e desenvolvido por uma equipa interdisciplinar da By, agência do grupo, que combinou valências na área de criatividade e conteúdo, direção de arte, fotografia, modelação 3D e ilustração, em total parceria com a MOA Arquitectos e Andringa Studio.

Acreditamos que o futuro do trabalho coexiste com o home office, e que para a criação de um ambiente de trabalho positivo, os escritórios deverão ser cada vez mais humanizados e preparados para a aprendizagem, o crescimento, e a partilha de cultura. A aposta estará na promoção da experiência dos colaboradores in loco, privilegiando o bem-estar, a sustentabilidade, a colaboração, a interação e proximidade entre as pessoas, que atrairá e reterá os melhores talentos.

Equipas felizes e saudáveis são produtivas e os melhores ativos de qualquer organização que quer ser bem-sucedida no futuro. E no WYgroup, acreditamos que a melhor forma de evoluir, é construir o futuro todos os dias.


Por Gonçalo Castelo Branco, Partner e Co-founder do WYgroup

O artigo foi publicado no especial Escritórios do Futuro Sustentáveis e Humanos na edição de primavera da revista Líder.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Reconhecimento Facial em Portugal: Como utilizá-lo nas empresas?

19 Abril, 2021 by Titiana Barroso

O reconhecimento facial já faz parte da realidade de muitas pessoas, mas poucos sabem de todas as possibilidades que esta tecnologia oferece, sobretudo para as empresas.

Entenda o que é o reconhecimento facial, como funciona e de que forma as empresas podem tirar proveito deste recurso. Por fim, apresentamos uma opção para que os funcionários consigam utilizá-lo no dia a dia, para o registo do horário de trabalho.

O que é o reconhecimento facial?

Ainda que seja uma novidade para muitos, o reconhecimento facial é uma técnica já utilizada por muitas pessoas no dia a dia, que contam com este recurso para tarefas simples como desbloquear o telemóvel ou fazer cadastros em aplicações, por exemplo.

No entanto, muitos desconhecem outras formas de utilizá-lo e seus benefícios, em parte por não terem muita informação sobre esta tecnologia. Mas afinal, o que é o reconhecimento facial?

O reconhecimento facial é uma técnica de identificação biométrica que considera que cada pessoa tem um padrão facial único. Através de um sistema sofisticado de análise de imagem, essa técnica permite que uma pessoa seja identificada com rapidez e precisão. Em resumo, basta que um rosto seja detetado para que o sistema consiga associá-lo a um perfil específico.

Como funciona?

Ainda que possa beneficiar as empresas de diversas formas, a  tecnologia do reconhecimento facial ainda intriga muitas pessoas. Isso porque muitos não sabem exatamente como ela funciona e acabam por não confiar na sua eficiência e segurança.

No entanto, é mais simples do que parece. Veja o passo a passo de como funciona a tecnologia do reconhecimento facial:

  • Captura do rosto da pessoa através de foto, vídeo ou câmara.
  • A ferramenta utilizada identifica características e pontos específicos do rosto de cada pessoa e, a partir daí, faz um mapeamento facial.
  • Feita esta análise, é gerada uma espécie de “identificação” para este rosto, que é automaticamente comparado com outros que já fazem parte da base de dados.
  • Pronto! O sistema já é capaz de identificar a pessoa que está à sua frente e pode autorizar ou negar determinado acesso ou ação.

Reconhecimento facial em Portugal

O reconhecimento facial ganhou força na Europa nos últimos meses, tanto para uso em instituições privadas quanto nas públicas. Com isso, técnicas como essa têm sido analisadas para que funcionem cada vez melhor e com mais segurança.

No despacho divulgado pelo Gabinete Nacional de Segurança (GNS), em março deste ano,  foram definidos novos requisitos para a certificação de procedimentos e sistemas biométricos automáticos de reconhecimento facial.

Neste documento, o GNS define que algumas regras sejam seguidas para garantir a segurança deste tipo de tecnologia, como por exemplo que a comparação biométrica facial seja efetuada com base nos dados biométricos do cidadão. Para além disso,  impõe que o documento de identificação apresentado seja autêntico.

Tais medidas mostram que o uso de técnicas como o reconhecimento facial ganham cada vez mais força na Europa, e que a regulamentação do uso destas tecnologias para diferentes processos é urgente e necessária.

Como utilizar esta tecnologia nas empresas?

O reconhecimento facial representa novas possibilidades para as organizações, em especial para aquelas que crescem rapidamente e buscam soluções inovadoras para otimizar processos internos.

Este recurso pode beneficiar as empresas de diversas formas:

  • Reforço de sistemas de segurança
  • Digitalização de processos antes manuais
  • Evita o contacto físico com superfícies e com outras pessoas em tempos de pandemia
  • Investimento em inovação e melhoria da experiência do colaborador
  • Garantia da funcionamento de processos à distância e do teletrabalho
  • Controlo de assiduidade assertivo e seguro
  • Controlo de assiduidade e reconhecimento facial

No que diz respeito ao controlo de assiduidade, cada empresa possui um método diferente. Para que os funcionários registem o horário de trabalho, as organizações costumam optar por cartões magnéticos, sistemas internos e planilhas de excel.

No entanto, graças ao desenvolvimento tecnológico, podemos hoje revolucionar uma das tarefas diárias mais importantes dos funcionários: Picar o ponto.

Tornar este processo mais rápido, acessível e seguro é um dos desafios dos Recursos Humanos, principalmente durante o teletrabalho. É exatamente aí que entra o reconhecimento facial como solução para o controlo de assiduidade.

Uma das ferramentas que permite que os funcionários piquem o ponto através do recurso de reconhecimento facial são os softwares de RH.

Com um software especializado é possível oferecer soluções adicionais para os funcionários picarem o ponto mesmo à distância. Uma destas opções disponíveis é o software de RH da Factorial, que para além de oferecer o reconhecimento facial como uma das formas de os funcionários picarem o ponto, conta com outros recursos que facilitam o dia a dia da empresa e dos funcionários.

Outras ferramentas incluídas no mesmo sistema são:

  • Gestão de férias e ausências
  • Avaliações de Desempenho
  • Gestão de turnos de trabalho
  • Gestão de documentos e assinatura digital
  • Relatórios com dados analíticos
  • Onboarding e offboarding de funcionários
  • E muito mais!

Se tem dúvidas que este software é ou não para a sua empresa, é possível experimentá-lo por 14 dias de forma gratuita. Basta fazer o registo no site e experimentar todos os recursos.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Não é apenas um espaço, é uma nova experiência de trabalho

16 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Quantos obituários do escritório foram escritos no último ano? A pandemia trouxe o teletrabalho para a agenda do dia e muitos se precipitaram no julgamento sobre um futuro do trabalho totalmente em casa. Mas, a verdade é que se esqueceram do que também perdemos num ano de pandemia. É certo que, felizmente, trabalhar a partir de casa já não é um impedimento na maioria das situações. Não porque a tecnologia antes não estivesse disponível, ou porque não houvesse metodologias estudadas e pensadas, mas porque a necessidade acelerou a democratização do conhecimento sobre o mundo remoto e desfez algumas crenças que se perpetuavam.

O que não era tão óbvio é que, à medida que ficava ainda mais claro que não precisávamos do escritório para fazer tarefas, também a necessidade do espaço físico para a nossa vida em comunidade, convívio e bem-estar começou a tornar-se evidente. Um escritório que seja um “local para fazer tarefas administrativas” tornar-se-á em breve um mero objeto dos livros de história.

A questão é que a experiência de trabalho não se reduz à mera execução de tarefas, já que tem toda uma componente humana e de socialização que é fundamental para o nosso bem-estar, para a nossa identificação com a cultura da empresa e para o alargamento da nossa compreensão sobre o nosso próprio trabalho. E tudo isto ganha uma outra dimensão quando o escritório cumpre a sua tarefa.

É neste sentido que é necessário repensar a experiência do escritório para a própria experiência do trabalho do futuro. Mais do que espaços de trabalho, serão espaços de cultura, bem-estar e criatividade, tornando-se num verdadeiro upgrade para a nossa felicidade, que fornecerá todas as condições para conjugar um modelo híbrido. Veremos, então, uma nova forma de trabalhar, onde as tarefas de foco podem ser desempenhadas em casa, e a inovação e cultura será potenciada ao máximo pelo convívio no espaço físico.

Os novos escritórios serão dedicados à interação entre indivíduos, e não à realização de tarefas. Como referiu recentemente Susan Lund, do McKinsey Global Institute, iremos aos escritórios para brainstorming e inovação, com espaços mais colaborativos, salas para equipas e phone boots para conversas privadas.

Concordando totalmente com esta ideia, penso que devemos ir ainda mais longe, tornando “o escritório” em espaço de criação de convívio, criação de conteúdo, ferramentas de bem-estar e de comunicação da cultura.

Uma ideia que obriga a pensarmos aquelas que são as três dimensões essenciais do novo escritório:

a) Um espaço físico pensado para potenciar a interação entre pessoas.
b) Condições que fomentem uma cultura de felicidade.
c) Software para ampliar a capacidade humana.

É com esta premissa que será criada a experiência de trabalho para a próxima década. É um desafio para todas as empresas, mas o que aprendemos em 2020 irá permitir reinventar a experiência de trabalho para o que na PHC Software chamamos de best experience at work.


Por Rute Ablum, Chief Management Officer da PHC Software

O artigo foi publicado no especial Escritórios do Futuro Sustentáveis e Humanos na edição de primavera da revista Líder.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

“Ser Feliz em Portugal – em casa” com Manuel Portugal Lage

16 Abril, 2021 by Titiana Barroso

«Volvido mais de um ano de Pandemia, já todos encontrámos a nossa própria fórmula para “Ser Feliz em Portugal – em casa”. Com os dias maiores há que aproveitar os passeios higiénicos. Aproveito-os para ir dando conta de como muda a Cidade. Sempre que possível opto por um passeio a cavalo. Descontrai e aproveito para ter uma visão diferente da habitual.
A Pandemia permitiu retomar paixões antigas, como o clarinete. Com as dificuldades inerentes da idade e da falta de prática, a coisa flui com a rapidez de um projeto em curso.
Esta altura do ano traz consigo temperaturas mais convidativas; os churrascos entram na ementa do fim-de-semana. Trazem à memória o verão e o calor. Permitem a partilha de momentos descontraídos em família e deixam antever que o melhor está por vir.
Em Pandemia tivemos de nos reinventar face ao tempo que passámos a estar com as crianças. As noites de sábado não dispensam um jogo em família. É mais um contributo para que desenvolvam a sua imaginação possam interagir e assim ganhar mais autoestima».

As Escolhas de Manuel Portugal Lage, Executive Board Member da Escola Superior de Saúde do Alcoitão

  • Vinho: Casa de Santar Vinha dos Amores (Touriga Nacional 2014)
  • Tv: Mountain Men
  • Música: Benny Goodman
  • Atividade física: Cavalos

Arquivado em:Leading Life

Três cenários para o futuro das alterações climáticas

16 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Como milhões de outros americanos, tomei conhecimento das alterações climáticas, pela primeira vez, no verão de 1988. Naquele dia, foi terrível: o Parque Nacional de Yellowstone explodiu em chamas; o rio Mississippi correu tão baixo que quase quatro mil barcaças foram retidas em Memphis; e, pela primeira vez na História, a Universidade de Harvard fechou devido ao calor. Foi numa tarde em que o mercúrio em Washington DC atingiu noventa e oito graus, que James Hansen, então chefe do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, disse a um Comité do Senado que “o efeito estufa foi detetado e já está a mudar o nosso clima”. Falando aos repórteres após a audiência, Hansen deu um passo além: “É hora de parar de tagarelar tanto e dizer que há fortes evidências de que o efeito estufa está aqui.”

O aviso de Hansen, certamente, não foi o primeiro. Um relatório ao presidente Lyndon Johnson em 1965, observou que o efeito da queima de combustíveis fósseis provavelmente seria “deletério do ponto de vista dos seres humanos”. Outro relatório, preparado para o Departamento de Energia em 1979, previa que mesmo um aumento relativamente pequeno na temperatura poderia levar à “desintegração” final do manto de gelo da Antártida Ocidental, um processo que aumentaria o nível médio do mar em cinco metros. Um terceiro relatório, também de 1979, constatou que, à medida que o carbono se acumulava na atmosfera, não havia dúvida de que o clima mudaria e “não há razão para acreditar” que a mudança “será insignificante”. Mas, por algum motivo, quando Hansen falou, naquela tarde sufocante de junho, a história da mudança climática mudou. O Times publicou o artigo no topo da página 1, com uma manchete de três colunas: “o aquecimento global começou, disse um especialista ao Senado”. No ano seguinte, Bill McKibben publicou “The End of Nature”, primeiro como um artigo nova-iorquino sob a rubrica “Reflexões” e, em seguida, num formato mais longo, como um livro.

Se as palavras de qualquer um dos homens tivessem sido ouvidas nas três décadas seguintes, o mundo de hoje seria um lugar muito diferente – incalculavelmente melhor, de inúmeras maneiras. Em vez disso, durante esse intervalo, cerca de duzentos mil milhões de toneladas métricas de carbono foram lançadas na atmosfera. (Representa quase a mesma quantidade de CO2 que havia sido emitido desde o início da Revolução Industrial até aquele ponto.) Enquanto isso acontecia, triliões de dólares foram investidos em centrais de carvão, oleodutos, gasodutos, exportação de gás natural líquido, terminais e uma série de outros projetos de combustíveis fósseis que, num mundo mais são, nunca teriam sido construídos. As temperaturas globais, como todos podem comprovar agora – embora alguns ainda se recusem a reconhecer – continuaram a subir, ao ponto de o verão sufocante de 1988 não se destacar mais como particularmente quente. Os anos noventa foram, em média, mais quentes do que os anos oitenta, a primeira década de 2000, mais quente do que os anos noventa e a última década ainda mais quente. Cada um dos últimos cinco anos foi classificado entre os mais quentes já registados.

Tudo pode ser descrito como “reflexos” desta desconexão. Mesmo que as consequências – aumento do nível do mar, secas mais violentas, temporadas mais longas de incêndios florestais, tempestades mais devastadoras – se tenham tornado notícias diárias, as emissões globais de carbono continuaram a aumentar. Em 2019, foi alcançado um novo recorde de dez mil milhões de toneladas métricas. As emissões na Índia aumentaram quase 2% e na China mais de 2%. Nos Estados Unidos da América, de facto, caíram cerca de 1,5%. A 4 de novembro de 2019, a administração Trump notificou formalmente as Nações Unidas de que planeava retirar-se do acordo climático de Paris, negociado pela administração Obama em 2015. No dia seguinte, um grupo chamado Alliance of World Scientists, divulgou um comunicado assinado por onze mil investigadores, alertando para o facto de que “a crise climática chegou e está a acelerar mais rápido do que a maioria dos cientistas esperava”.

“Especialmente preocupantes”, continuou a declaração, foram os “pontos de inflexão climática irreversíveis”, cuja travessia “poderia levar a uma ‘estufa da Terra’ catastrófica, muito além do controlo dos humanos”. Como será a aparência da Terra daqui a trinta anos? De forma desconcertante, o futuro já foi escrito. Existe uma grande inércia no sistema climático; como resultado, ainda não experimentámos todos os efeitos do CO2 que foi emitido até ao momento. Não importa o que aconteça nas próximas décadas, é praticamente garantido que as geleiras e mantos de gelo continuarão a derreter, à medida que as temperaturas e o nível do mar continuem a subir.

Mas até um ponto em que, dependendo da sua perspetiva, seja encorajador ou horrível, o futuro – e não apenas das próximas décadas, mas dos próximos, vários, milénios – depende de ações que serão tomadas quando as crianças de hoje atingirem a idade adulta. O que é tecnicamente conhecido como “interferência antropogénica perigosa com o sistema climático” e coloquialmente conhecido como “catástrofe”, está a aquecer tanto, que pode erradicar nações inteiras (como as Ilhas Marshall e as Maldivas) e destruir ecossistemas inteiros (como corais de recifes). Uma série de estudos científicos sugere que um aumento da temperatura em dois graus Celsius (3,6 graus Fahrenheit), seria muito prejudicial. Muitos estudos sugerem que o aquecimento de 1,5 graus Celsius (2,7 graus Fahrenheit) seria o suficiente para chegar a estas consequências. Nas taxas de emissões atuais, o limite de 1,5 graus será ultrapassado daqui a cerca de uma década. Como Drew Shindell, um cientista atmosférico da Duke University disse à Science: “Já não podemos dizer que a janela para a ação se fechará em breve – estamos aqui agora.”

Portanto, quão quentes – ou seja, quão mal – as coisas vão ficar? Uma das dificuldades de fazer tais previsões é que existem muitas formas de incerteza, desde a geopolítica, à geofísica. (Ninguém sabe, por exemplo, exatamente onde estão os vários “pontos de inflexão climática”.) Dito isto, vou colocar três cenários.

(…)


Texto de Elizabeth Kolbert, Jornalista da New Yorker, revista do New York Times, autora do livro A Sexta Extinção, que recebeu o Prémio Pulitzer para obras de não-ficção, em 2015, e foi finalista do National Book Critics Circle Award.

Pode ler o artigo na íntegra na edição de primavera da revista Líder.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Helen Clark: Lições a aprender com a Pandemia COVID-19

16 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Helen Clark, ex Primeira-Ministra da Nova Zelândia, e hoje co-Presidente do Painel Independente para Preparação e Resposta à Pandemia (Independent Panel for Pandemic Preparedness and Response), participou recentemente no encontro “The Agenda Dialogues”, promovido pelo Fórum Económico Mundial (WEF), a fim de discutir o trabalho feito pelo Painel, deixando algumas conclusões e recomendações para o futuro.

Numa publicação do site do WEF ficam alguns dos destaques da sua intervenção:

  • Coisas que não funcionaram nos primeiros tempos da Pandemia

Apesar de durante muitos anos ter sido feita a advertência sobre o risco de uma futura Pandemia, muitos países não estavam adequadamente preparados para um evento como este.

Após a declaração de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional feita em fevereiro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na visão da interveniente parece que o mundo se sentou e esperou, e realmente não usou esse tempo para colocar em prática as medidas que poderiam ter contido mais rapidamente o surto e daí seguiram-se as crises sociais e económicas em larga escala.

  • Um novo sistema de vigilância e alerta

Segundo a co-Presidente do Painel, é preciso um sistema de vigilância e alerta muito mais rápido e transparente, especialmente desenhado para a era digital em que vivemos.

O sistema necessário deve ser baseado nas ferramentas mais atualizadas de forma a ser capaz de detetar e relatar ameaças de Pandemia em horas e dias, e não semanas. Há que ter em conta que vivemos no século XXI e por isso não estamos em tempos de uma praga medieval, em que as doenças viajavam a pé. As infeções e agentes patogénicos podem chegar no próximo avião e não há tempo a perder.

O alerta para uma crise pandémica deve originar uma resposta rápida por parte de todos os países. Quando o Diretor-Geral da OMS declara uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional, a reação tem de ser imediata. No seu entender, as respostas mais bem-sucedidas vieram de países com uma forte liderança de topo, coordenação efetiva de todo o governo, comunicação eficaz com o público e o envolvimento da sociedade.

  • Um sistema internacional coordenado

Durante a sua intervenção, Helen Clark alertou para a necessidade de se pensar numa preparação e resposta global como um bem público geral, e isso significa pensar para além da ajuda e da AOD (Assistência Oficial ao Desenvolvimento) de forma a ser considerado um financiamento para esse bem público global, sendo fundamental a criação de um sistema robusto e previamente negociado de ferramentas e suprimentos.

Para ter sido possível lidar com esta pandemia, os sistemas foram remendados, há por isso que aprender com esta lição e implementar sistemas mais permanentes. Para que tal aconteça, o Mundo tem de se unir agora em torno de um sistema mais forte para apoiar a preparação e a resposta perante um perigo claro e iminente. O multilateralismo precisa ser fortalecido, entre a procura de recursos, incentivar ao máximo a cooperação entre os países na partilha de informações e do pesado fardo na contenção de doenças infeciosas.

O Painel Independente para Preparação e Resposta à Pandemia, considera que através da OMS a questão da preparação para uma crise deve ser levada acima do nível burocrático das políticas locais de saúde, para o patamar da regulamentação internacional. É necessário chamar a atenção dos governos e chefes de estado para esta questão, tanto nos nossos países como a nível global, o que pode vir a exigir um tipo de plano de revisão por pares dos sistemas nacionais de preparação.

Cumulativamente, a Pandemia já afetou cerca de 137 milhões de pessoas e 2 milhões e 900 mil mortes em todo o mundo. Em números relativos a 12 de Abril, segundo DGS, em Portugal já houve cerca de 827 mil casos confirmados e 16 mil e 900 óbitos.

Arquivado em:COVID-19, Notícias

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