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Denise Calado

E a Inteligência Artificial, como está?

3 Janeiro, 2023 by Denise Calado

A Inteligência Artificial tem sido cada vez mais uma realidade na vida de todos, especialmente no setor dos negócios. Para o início de 2023, a McKinsey & Company fez um ponto de situação da evolução desta tecnologia, que põe em evidência os desafios que há pela frente, mas também os benefícios que a IA já trouxe.

Adoção, impacto e gastos com a Inteligência Artificial 

Nos últimos cinco anos a adoção de IA mais que duplicou no setor dos negócios. Em 2017, 20% dos inquiridos reportaram que adotaram a Inteligência Artificial em pelo menos uma área do negócio, enquanto hoje o número sobe para 50%, de acordo com o “The State of AI in 2022”, que inquiriu mais de 1400 participantes de várias regiões e setores.

O nível de investimento em IA tem aumentado também. Por exemplo, há cinco anos, 40% das organizações mencionaram que mais de 5% do seu budget digital estava alocado para a IA, enquanto hoje mais de metade dos inquiridos declaram esse nível de investimento.

As áreas específicas em que as organizações encontram valor na Inteligência Artificial tem aumentado. Em 2018, a manufatura e o risco eram as duas funções mais usadas para essa tecnologia. Hoje, a área que mais lucra com a IA é o marketing e vendas, desenvolvimento de produto e serviço, e estratégia e finanças empresariais.

Líderes com a Inteligência Artificial

Cada vez mais as lideranças usam a IA para potenciar o negócio e expandi-lo. A análise da McKinsey revela que as organizações cujos líderes usam ativamente a IA têm uma vantagem competitiva, criam mais valor, e adotam mais frequentemente práticas de “vanguarda” que promovem a industrialização da Inteligência Artificial.

Novo talento na IA?

Pela primeira vez a McKinsey fez um estudo para analisar sinais da maturação da IA, e concluiu-se que as estratégias mais comuns que as organizações adotam para atrair talento põe em evidência o problema da diversidade da Inteligência Artificial, apesar de, ao mesmo tempo, esta apontar para a ligação entre a diversidade e o sucesso.

Todas as organizações afirmam que a contratação de talentos da área da IA, principalmente data scientists, continua difícil. As inteligências artificiais de alto desempenho reportam menos dificuldade, e chegaram mesmo a fazer algumas contratações, como engenheiros de machine learning.

Os engenheiros de software foram as posições que a IA mais contratou no último ano, mais que engenheiros de dados de IA. Este é outro claro sinal de que muitas organizações têm estado a incorporá-la cada vez mais nas aplicações empresariais.

Aumentar a diversidade nas equipas de IA ainda é um desafio 

Foi também explorado o nível de diversidade nas equipas de IA das organizações, e a conclusão é que há muito que melhorar ainda. Dos inquiridos, 27% eram mulheres, e minorias étnicas ou raciais que desenvolvem soluções de inteligência artificial apenas 25%. Além disso, 29% das pessoas afirmam que as suas organizações não têm colaboradores pertencentes a minorias a trabalhar em IA.

Algumas organizações estão já a trabalhar para melhorar o talento que trabalha com a tecnologia, e 46% dos inquiridos afirmam que as suas empresas têm curso programas para aumentar a diversidade de género dentro das equipas.

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

É assim que as lideranças podem reduzir o burnout nos colaboradores

3 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Caracterizado por exaustão emocional, desconexão, e falta de motivação, o burnout pode ser especialmente amplificado nos meses de inverno – mas as lideranças podem ajudar.

Em 2021 Portugal foi classificado como o país europeu com maior risco de burnout pela Organização Mundial de Saúde, e hoje mais de metade dos portugueses afirma já ter sofrido um burnout devido a condições de trabalho desgastantes, de acordo com o STADA Health Report 2022.

A Inc. dá dicas às lideranças sobre como se pode prevenir o burnout entre os colaboradores.

Planificar uma hora para recuperar todos os dias, semanas e meses

Para ser mais eficiente no trabalho, o descanso é fundamental. Para isso, as lideranças devem planear e alocar tempo no dia de trabalho para os colaboradores descansarem. Idealmente deve-se dar pelo menos um fim de semana prolongado a cada mês, e umas horas a cada semana.

No dia-a-dia, é importante reservar alguns minutos para meditar, ou apanhar ar. Além disso, tirar algum tempo para almoçar longe da sua secretária de trabalho pode melhorar significativamente os níveis de concentração.

“É impressionante como é que apenas uns dias de folga o pode ajudar a recuperar o sentido de propósito e perspetiva”, afirma Charis Loveland, diretora do programa de liderança e inteligência emocional da Amazon.

Tirar partido dos ciclos naturais de energia 

Para o ajudar a combater o burnout da equipa, recomenda-se encorajar os colaboradores a trabalhar eficientemente, em vez de insistentemente. “Não podemos controlar o tempo. Ele passa quer queiramos, quer não. O que podemos fazer, é aproveitar os nossos ciclos naturais de energia”, acrescenta Loveland.

As pessoas tendem a manter a concentração por períodos de 90 minutos, três vezes por dia. Em vez de tentar trabalhar e prestar atenção quando claramente não está a funcionar, os colaboradores podem tirar partido disso e repartir o dia pela equipa em segmentos.

Usar o tempo de pausa para planear um almoço com a equipa, ou uma reunião mais casual pode ser benéfico para todos. Adotar esta postura terá um impacto positivo na saúde mental de todos os colaboradores.

Liderar com empatia

Para aliviar o stress na equipa, é importante que os líderes tenham empatia. Esta abordagem de liderança implica que os gestores consigam gerir os seus próprios níveis de burnout, já que a ansiedade e o stress são umas das maiores barreiras para expressar empatia eficazmente.

“Se quer ser empático, tem de estar presente para reparar e remover essas distrações. Se está com burnout, é muito difícil notar como é que o outro se está a sentir”, conclui.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Cinco tendências de Marketing e Vendas para 2023

3 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Os negócios que aumentaram os orçamentos de marketing e vendas notaram que quase três quartos de todas as equipas atingiram as metas de vendas e 40% excedeu as suas próprias expetativas.

A análise “State of Sales and Marketing” é da Pipedrive, plataforma de CRM, que perante o cenário económico global, partilha cinco tendências de marketing e vendas para o desenvolvimento dos negócios em 2023.

Uma nova onda de produtividade 

2023 será o ano em que se vai analisar de forma mais minuciosa a digitalização algo desenfreada dos últimos anos. Não para a inverter, mas para aumentar ainda mais a produtividade das equipas de marketing e vendas. As empresas irão colocar à prova os seus processos de venda e quais os ajustes que poderão fazer. Isto inclui a share of wallet e share of delivery, entre outras.

Muitas empresas terão de considerar novas ou diferentes ferramentas digitais para melhorar estes processos internos através de tecnologia de automatização, melhorias no fluxo de trabalho ou uma força de trabalho híbrida.

A automatização (ainda) resiste 

A automatização em particular assumirá um papel ainda mais importante em todas as equipas de marketing e vendas no próximo ano, também devido ao aumento de produtividade. É também necessário que isto seja explorado. Devido à rápida digitalização das vendas nos últimos anos, o seu volume dentro das equipas tem crescido significativamente. Podem realizar-se mais reuniões de zoom por dia do que os representantes de vendas podem visitar clientes.

Os vendedores precisam de tempo para processar o aumento no volume de leads. Consequentemente, a tecnologia de automatização assumirá completamente tarefas de baixo valor acrescentado em 2023. Ferramentas que ligam dados não estruturados, preparam-nos e apresentam em tempo real irão disparar.

Chatbots e comércio conversacional 

2023 é o ano em que os chatbots chegam a empresas de todas as dimensões. A tecnologia percorreu um longo caminho nos últimos anos e chegou agora ao ponto em que mesmo as versões de baixo custo podem funcionar de forma independente e avançada.

Na atual tendência do Comércio e Marketing Conversacional, os clientes querem individualidade e partilha; querem a sensação da experiência de compra personalizada online. Os chatbots irão ser o meio de expressar o sentimento pessoal no website e na abordagem do cliente digital. Afinal, os leads gastam em média 40% mais do que o planeado se a empresa lhes permitir ter uma experiência pessoal de compras online.

Smarketing

A fusão das equipas de marketing e vendas irá dar origem a uma nova palavra: Smarketing. Por um lado, as equipas agregam e utilizam muitos dados entre si e as suas etapas de trabalho estão agora interligadas, por outro, o aumento conjunto da utilização de medidas de deteção ou ativação de tendências com base em IA irá ajudar o desenvolvimento.

Também faz sentido, numa perspetiva de KPI, combinar marketing e vendas. O estudo recente da Pipedrive mostra que os peritos em marketing e vendas que descrevem a cooperação entre os dois departamentos como boa conseguiram este ano um crescimento mais elevado do que os seus colegas insatisfeitos (47% vs. 20%).

O marketing B2B e B2C aproximam-se

Até agora, o marketing B2B e B2C realizavam-se nos seus próprios mundos. No entanto, os modelos de subscrição ou cashback, por exemplo, já há muito que saíram do mundo B2C para o mundo B2B e de acordo com o marketing de cada um. Além disso, durante a crise em curso está a tornar-se cada vez mais importante anunciar preços, vantagens individuais ou benefícios também no B2B e comunicação de marca B2C clássica. Em tempos de instabilidade económica, estes são cada vez mais o fator decisivo. As características típicas do marketing B2B, tais como a “confiança” ou o “pragmatismo”, continuarão naturalmente a ser importantes, mas a sua importância diminuirá.

 

Arquivado em:Marketing, Notícias

Ana Veríssimo é a nova Chief Operating Officer da Marsh e da Mercer Portugal

3 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Integrando os Comités de Gestão das duas empresas, Ana Veríssimo assume as funções de Chief Operating Officer da Marsh e da Mercer. Esta decisão está alinhada com a estratégia “One Enterprise” do Grupo Marsh McLennan, que tem como objetivo o aumento de sinergias e integração entre ambas as empresas, em Portugal.

Ana Veríssimo conta com uma vasta experiência no desenvolvimento de áreas operacionais, bem como na implementação e setup de ferramentas operacionais, implementando estratégias inovadoras, incorporando uma cultura de simplificação e eficiência, utilizando a metodologia Lean Six Sigma, e estabelecendo prioridades operacionais de forma a alcançar não só objetivos de performance, como também estratégicos.

Antes de se juntar à Mercer, em 2019, desempenhou o cargo de Diretora Sénior da AdvanceCare. É licenciada em Gestão e tem um mestrado em Planeamento e Estratégia Empresarial.

É com um grande sentido de responsabilidade e motivação que assumo este novo papel, nesta que tem sido a minha casa durante os últimos três anos. Espero que o meu contributo e de toda a equipa seja valioso, para que juntos possamos continuar a trajetória positiva da Marsh e da Mercer em Portugal, oferecendo soluções cada vez mais integradas e com valor acrescentado aos nossos clientes

Ana Veríssimo, Chief Operating Officer da Marsh e da Mercer

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Tendências de trabalho 2023: regresso ao escritório e desejo da semana de quatro dias

2 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Os regimes híbrido e remoto vieram para ficar, e abalaram um mercado de trabalho que há muito estava parado. Antes da pandemia, seria impensável trabalhar em casa se existisse um escritório físico; agora estamos a experienciar um grande boom, com a implementação de novas formas de trabalho. 

Se é para mexer, que seja a fundo – a semana de quatro dias 

Hoje, já mais de 60% dos portugueses deseja uma semana de trabalho de quatro dias, de acordo com “O estado da compensação 2022-23” da Coverflex, o que reflete a vontade de mudança, e de privilegiar a vida pessoal e o bem-estar. Este novo modelo de trabalho tem vindo a ganhar peso em Portugal, podendo tornar-se uma realidade em breve. 

A semana de quatro dias de trabalho é um projeto piloto do governo português que já arrancou, liderado por Pedro Gomes, professor de Economia em Birkbeck, na Universidade de Londres. É um projeto voluntário, em que as empresas que adiram comprometem-se a não reduzir o salário dos trabalhadores, e terão o apoio do Estado para questões de consultoria. 

Segundo o mesmo estudo, mais de oito em cada 10 portugueses (86%) gostariam de ver reduzida a duração da semana de trabalho (sem necessariamente ser reduzido o número de dias da semana), e 62,1% preferia trabalhar as 40 horas semanais em quatro dias. 

A flexibilidade é essencial, mas está a diminuir 

O regime híbrido é o predominante nos setores em que essa modalidade é possível (47,1% dos inquiridos), 29,5% tem um regime presencial, e 23,4% trabalham remotamente. Apesar de tudo, as pessoas têm estado a regressar ao escritório: notou-se um aumento de 8% face ao ano anterior. 

Os colaboradores entre os 55 e os 64 anos são os que mais preferem o trabalho presencial, e menos trabalham remotamente, de acordo com o mesmo estudo. 

Se olharmos para portais de procura de emprego, como o Alerta Emprego, em 2000 vagas, apenas 3 a 4% das ofertas são para teletrabalho, e só 2% para trabalho híbrido. Já na Michael page, em 1600 ofertas de emprego, cerca de 30% mencionam o regime remoto.  

Quais os dias preferenciais para ficar em casa? 

Os colaboradores em regime híbrido estão a ficar em casa duas vezes por semana, mas não nos dias que seria de esperar. Embora os planos de trabalho flexível de muitas empresas tenham procurado levar as pessoas ao escritório de terça a quinta-feira, e trabalhar em casa segunda e sexta-feira, verifica-se que os colaboradores ficam em casa com mais frequência na quinta-feira, de acordo com dados da WFH Research. 

A sexta-feira tem sido o dia mais popular para trabalhar em casa nos últimos seis meses, seguida pela quinta-feira, enquanto quarta-feira é o dia mais comum para ir ao escritório.  

Arquivado em:Notícias, Trabalho

O Poder do Digital – A 5.ª Dimensão e nós

2 Janeiro, 2023 by Denise Calado

A eterna discussão do poder leva-nos para territórios e dimensões para as quais não temos ainda muitas respostas firmes, como se este também nos fizesse entrar na nebulosa quinta dimensão. Convém, apesar de tudo, estarmos cientes do seu significado para melhor nos equilibrarmos e compreendermos um mundo tendencialmente complexo, com pelo menos quatro dimensões conhecidas e explicáveis. Ter a faculdade de fazer alguma coisa ou possuir força física ou moral, ter influência e valimento, são definições que podemos encontrar num simples dicionário de significados. Seguindo esta via, a afirmação do poder implica a utilização isolada ou cumulativa destas vertentes: a prática, a força física e moral, a influência e o valimento. Interrogo- -me inúmeras vezes sobre quem manda em quem, quem comanda, ou quem influencia, se será alguém ou alguma coisa ou se não será um conjunto complexo de fatores que no limite nos escapam à compreensão.  

 

A quinta dimensão é um desafio enorme para os físicos e talvez o próximo passo no desenvolvimento das capacidades humanas e de uma nova definição de poder.

O mundo digital e a evolução tecnológica têm vindo a aguçar esta problemática e a sua evolução, como muitos já foram constatando assemelha-se à forma como fomos compreendendo as várias dimensões da realidade numa perspetiva física. Até Albert Einstein, eram apenas três as dimensões conhecidas: a linha, o plano e o volume. E não foi difícil explicar cada uma das três com o recurso à lógica é à fisicalidade. Mas foi com a genialidade de Einstein que acrescentámos a quarta dimensão, o tempo passou a ser a dimensão que nos ajudaria a entender o mundo e inaugurava a era da relatividade no mundo da Física.  

A quinta dimensão é um desafio enorme para os físicos e talvez o próximo passo no desenvolvimento das capacidades humanas e de uma nova definição de poder. Há quem, no mundo tecnológico, considere que se trata da transformação digital “mística” e que esta será uma etapa da evolução tecnológica ainda desconhecida. O que interessa? Manter o desenvolvimento focando-nos na quarta dimensão ou caminhar no sentido da quinta dimensão? Fala-se de Computação de Borda (Edge Computing) que nos remete para um mundo de processamento de dados em rede altamente complexo e rápido, supra-humano. A base desse novo mundo está já em desenvolvimento e assenta na Internet das Coisas, no 5G, no Blockchain e na ideia de arquivos interplanetários.  

E aqui chegados, quem manda afinal? A definição de poder tem estado associada à dimensão humana e à articulação das interações entre homens e, por isso, a ideia de ação, força física e mental, influência, fazem sentido neste contexto. A definição está também sempre enquadrada numa lógica tridimensional de ordem física e com a quarta dimensão a permitir uma abordagem temporal. Mas o poder pode estar a escapar ao Homem? Pode escapar à compreensão humana e remeter-nos para uma quinta dimensão mística onde interação entre máquinas e máquinas serão a força que se imporá? Serão a influência que nos orienta, o nosso valimento? Se o poder escapar para uma quinta dimensão, onde pode o Homem alojar-se, sublimar-se ou construir o sentido para a sua vida? Mais do que uma questão de poder, afinal é uma questão de sentido. 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder 

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Arquivado em:Artigos, Leadership

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