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Leonor Wicke

Progressão profissional das mulheres aumenta graças a rede de apoio e promoção de carreiras

2 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

A PWN Global é uma rede global de pessoas que promove a liderança equilibrada em termos de género nos negócios e na sociedade, através do desenvolvimento profissional e do networking internacional e intersetorial. 

A operar há 14 anos em Portugal, a organização sem fins lucrativos, Professional Women’s Network Lisbon (PWN Lisbon), apresentou o Estudo de Impacto Professional Women’s Network Lisbon, relativo à sua atividade no território nacional, onde mostra que as mulheres que participam nos seus programas têm uma probabilidade quase quatro vezes superior (3,78) de uma progressão ou mudança significativa na sua carreira, em comparação com quem não participa em programas da rede. 

O estudo conduzido por Carlos Azevedo e Inês Lagoutte, investigadores da Universidade Católica Portuguesa, recorreu a uma metodologia mista, que combina um inquérito online realizado a 346 membros e alumni da rede, além de seis empresas parceiras, e 10 entrevistas semiestruturadas, a stakeholders-chave, incluindo membros dos órgãos sociais, parceiros corporativos e não corporativos, membros ativos e voluntárias. 

 A análise confirma o impacto da rede na promoção do desenvolvimento de valores e competências de suporte à liderança e, segundo o comunicado da organização, na consequente transformação do ecossistema empresarial em Portugal. 

 

Principais conclusões  

Desde que integraram a PWN Lisbon, 56% das participantes afirmam ter vivido mudanças profissionais significativas, incluindo promoções, novas funções, transições de carreira, criação de novos projetos e implementação de práticas de diversidade e inclusão nos seus contextos de trabalho. 

Quando analisados os resultados dos diferentes programas e ações estratégicos da organização, os impactos são os seguintes: 

  • Mentoring Program: 81% das mentees aumentaram a confiança nas suas competências; 73% atingiram os objetivos definidos; 
  • Youth Program: 82% ampliaram a sua rede profissional e 75% desenvolveram novas competências; 
  • NeuroLeadership: 80% reforçaram competências emocionais e cognitivas e 69% melhoraram o equilíbrio emocional; 
  • Academia de Competências: 83% expandiram a sua rede profissional. 

Junto das empresas parceiras, a avaliação demonstra que a PWN Lisbon tem sido um agente transformador na promoção da diversidade, liderança inclusiva e melhoria da cultura organizacional. A parceria é, também, entre parceiros corporativos, valorizada enquanto motor de mudança e sensibilização ao nível das lideranças. 

«Orgulhamo-nos do trabalho dos 14 anos da PWN Lisbon e do impacto na vida profissional e pessoal dos seus membros. Os resultados do Estudo de Impacto que apresentámos confirmam que a PWN Lisbon tem esse impacto significativo nos seus membros e alumni, particularmente ao nível da inspiração e reforço da ambição, do desenvolvimento de competências e do papel de liderança, da transformação de carreira, da mudança profissional e crescimento pessoal, do reforço de networking. Adicionalmente, a PWN Lisbon desempenha junto dos seus parceiros um papel relevante na promoção da agenda da diversidade, inclusão e liderança feminina, validando, assim, a sua teoria da mudança e reforçando a sua pertinência como agente transformador no ecossistema empresarial e social», refere Paula Perfeito, Presidente da PWN Lisbon. 

Com mais de 2.600 membros e um crescimento expressivo das parcerias nos últimos anos, a PWN Lisbon reafirma a vontade de cumprir o seu propósito: ser uma referência na construção e consolidação de lideranças com impacto, alicerçadas em referenciais de diversidade, igualdade e inclusão e promotoras do desenvolvimento das pessoas de forma integral. 

A apresentação do Estudo de Impacto PWN Lisbon teve lugar em Lisboa, por ocasião do PWN Lisbon Dream Day, um evento que contou com a participação de cerca de 400 pessoas, entre oradores, parceiros, membros, voluntários e amigos da organização, reunidos para refletir sobre a ‘Liderança Transformacional – Ambição Pessoal com Impacto Social’. 

 

Arquivado em:Igualdade, Notícias

Jose Cabrera é o novo Chief Financial Officer (CFO) da makro Portugal

2 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

Jose Cabrera é o novo Chief Financial Officer (CFO) da makro Portugal, assumindo a responsabilidade pela estratégia e operações financeiras da empresa.

Com um percurso consolidado na área financeira, Jose Cabrera integrou o Grupo METRO em junho de 2020, iniciando funções como Head of Controlling na Makro Espanha. Ao longo do seu percurso, desempenhou um papel fundamental em projetos estratégicos, incluindo planos de transformação empresarial e iniciativas de melhoria da eficiência operacional.

Sobre este novo desafio, Jose Cabrera afirma: «É com grande entusiasmo que abraço este novo desafio na makro Portugal. Num setor em constante evolução, é fundamental garantir uma gestão financeira sólida e estratégica que apoie o crescimento sustentável da empresa. Estou totalmente empenhado em contribuir para o fortalecimento da empresa, potenciando a inovação e a eficiência operacional, para que possamos continuar a crescer, a reforçar a nossa posição no mercado e a criar mais valor para os nossos clientes e parceiros.»

Antes de ingressar no Grupo METRO, assumiu funções de liderança no setor financeiro de empresas multinacionais, destacando-se pela sua passagem pela Starbucks, onde desempenhou um papel determinante na gestão financeira da empresa. A sua carreira teve início em 1997, na Warner Bros., onde permaneceu durante oito anos, desempenhando diversas funções na área financeira.

Agora, em 2025, Jose Cabrera junta-se à equipa da makro Portugal como CFO, reforçando a estrutura financeira da empresa num momento estratégico para o seu crescimento e consolidação.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Novembro

2 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

Aconteceu este mês:

  • Morreu em serviço um militar da GNR. Como diriam os americanos: como sociedade ficamos gratos pelo seu serviço. Cuidemos agora, como sociedade, da sua família. E honremos o trabalho das polícias, tantas vezes desgastado em polémicas identitárias. Combatamos o abuso, adotemos a presunção de inocência.
  • Já agora: anuncia a imprensa que os jovens preferem ser caixas de supermercado em vez de polícias. Porque será?
  • Polémica do mês (I): o Presidente de Angola, no discurso dos cinquenta anos da independência, referiu o fardo do colonialismo português. Acho expectável. Não referiu a corrupção nem a má governação. Igualmente expectável. Para Angola, aquele abraço. E que os próximos cinquenta anos reforcem o que o país tem de bom e permitam corrigir o que tem de mau.
  • Polémica do mês (II): Uma jornalista brasileira escreveu um texto culpando os portugueses contemporâneos pelos atuais problemas do Brasil. Aí acho menos normal. Mas, e daí: não é reconfortante saber que os nossos problemas são culpa dos outros?
  • O massacre de El Fasher, Sudão, foi visível do céu: as ruas machadas de vermelho. Os lagos de sangue eram reconhecíveis nas imagens de satélite.  Mas a tragédia do Sudão não faz mexer uma palha. É pena porque o facto de aqui não haver judeus nem americanos não torna o massacre menos cruel. Eis os alegados envolvidos: Irão, Rússia, EAU, Turquia e sabe-se lá quem mais…
  • O “caso BBC” mostra quão problemático se tornou o jornalismo “engajado”. A realidade é para torcer até a encaixar na mundivisão de quem manda na redação.
  • Vai uma campanha presidencial alegre: Ventura, como de costume, soltou um soundbite (o dos três Salazares). E logo o almirante, para provar as suas credenciais democráticas, mordeu o isco. E não fez por pouco: foi logo via reductio ad Hitlerum.
  • O antigo líder do MRPP não resistiu e veio lamentar os excessos verbais do Chega. Não tenho a ideia de que o partido de Garcia Pereira tenha sido um exemplo de moderação mas devo estar equivocado.
  • A Rússia ataca infantários na Ucrânia. Repito todos os meses: a guerra que Trump ia acabar em dias ainda não acabou.
  • Villas-Boas, presidente do FC Porto, está cada vez mais agressivo. O cavalheiro parece ter dado lugar ao Super-Dragão
  • Dois livros importantes para conhecer melhor uma ideia importante: Introdução ao Liberalismo, de Miguel Morgado e Liberalismo: A ideia que mudou o mundo, de Carlos Guimarães Pinto.
  • E outra obra interessante para descodificar o mundo: Os mitos da geografia, de Paul Richardson (Casa das Letras). Muitíssimo atual.
  • Grande reedição musical: Nebraska, de Bruce Springsteen, uma das obras-primas do boss.

 

Aos leitores da LÍDER, bom dezembro, bom Natal!

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Jantar solidário de RH acontece já para a semana

28 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

É já na próxima semana que acontece a 69.ª edição do HR After Work, a três de dezembro, no Oriente Green Campus, sob o tema Gestão de Pessoas, RSC e Sustentabilidade: que compromisso é o nosso com o setor social?. O HR After Work é uma iniciativa de profissionais voluntários, que têm como propósito servir e agregar a comunidade de RH.

A iniciativa reúne líderes organizacionais, especialistas em responsabilidade social e entidades do terceiro setor num jantar solidário que reforça a urgência de integrar propósito, impacto social e gestão de pessoas na estratégia das empresas.

O evento inclui um painel com Fátima Borges, Ricardo Lopes Ferro, Rui Ferreira Amaral e Sónia Marianinho, moderado por Rita Mexia, bem como um momento 5 Minutos de Responsabilidade Social com APSA, Fundação LIGA e Orientar.

Além do debate, o encontro conta com música ao vivo com Petra Pais & Banda e integra um Mercado Solidário, incentivando os participantes a antecipar compras de Natal apoiando causas sociais.

Com o envolvimento de múltiplas empresas parceiras, o HR After Work assume-se como uma plataforma de diálogo, colaboração e compromisso entre o mundo corporativo e o setor social, promovendo uma cultura de sustentabilidade humana e impacto responsável – o seu lema Connect & Share.

As inscrições são obrigatórias e podem ser feitas aqui. O jantar solidário tem um valor de 25€.

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Da história ao presente, estes são os livros para compreender a Palestina

28 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

O cessar-fogo assinado a nove de outubro prometia ser a luz ao fundo do túnel que a Palestina e o mundo tanto pediam. Um mês e meio depois, tudo indica que não passa antes de fogo de vista.
Mais de 300 palestinos foram mortos e quase 900 ficaram feridos desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor, a 10 de outubro, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Israel confirma que três dos seus soldados perderam a vida no mesmo período.

Na primeira fase do plano de cessar-fogo, Israel concordou em recuar para uma fronteira que se estende no norte, sul e leste de Gaza. A linha, marcada por blocos amarelos espalhados em algumas áreas, ficou conhecida como a ‘linha amarela’. De acordo com o mapa acordado, Israel continua a controlar mais de 50% de Gaza.

Os palestinianos continuam a estar condicionados e muitos são impedidos de regressem às suas casas em áreas como a Cisjordânia. Um relatório da Human Rights Watch afirma que Israel continua a cometer crimes de guerra e contra a humanidade desde o abrandamento das hostilidades.

A 29 de novembro assinala-se o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, instituído em 1977 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, numa homenagem ao dia em que, em 1947, foi aprovada a resolução que previa a partilha da Palestina em dois Estados – árabe e judeu.

A urgência deste apelo voltou a ganhar atenção global com a intensificação do conflito, desde 2023, com a crise humanitária na Faixa de Gaza e o aumento das vozes que exigem paz e autodeterminação. A par de vários países no mundo, uma comissão de inquérito independente nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, alegou que as ações de Israel em Gaza «constituem um genocídio».

A Líder deixa uma lista de livros para melhor entender o complexo conflito que perdura há décadas e parece não ter fim à vista.

 

Palestina – Uma Biografia – Rashid Khalidi

Ideias de Ler

«Em nome de Deus, que a Palestina seja deixada em paz.» É desta forma que o presidente da câmara de Jerusalém termina a carta enviada em 1899 a Theodore Herzl, pai do movimento sionista, onde explicava que a Palestina tinha habitantes nativos e advertia para os perigos que se aproximavam.

E é com este relato que Rashid Khalidi, historiador do Médio Oriente nos Estados Unidos e sobrinho-neto do autor da dita carta, inicia a sua narrativa sobre os palestinianos e a guerra contra eles travada.

Esta obra cruza eventos históricos, materiais de arquivo e relatos de gerações, tratando de forma simultaneamente sóbria e emotiva os factos de um confronto trágico entre dois povos que reivindicam o mesmo território. Esta obra promete não se pautar pela vitimização ou por uma tentativa de branquear os erros dos líderes palestinianos nem a negação da emergência de movimentos nacionalistas de ambos os lados.

 

Palestine – Joe Sacco

Random House UK

No final de 1991 e início de 1992, na época da primeira Intifada, Joe Sacco, jornalista e cartoonista, passou dois meses com os palestinianos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, viajando e tomando notas.

Ao regressar aos Estados Unidos, começou a escrever e a desenhar Palestine, que combina as técnicas da reportagem testemunhal com a narrativa em banda desenhada para explorar esta situação complexa e emocionalmente pesada. O jornalista capta a essência da experiência palestiniana em imagens, num formato muitaz vezes esquecido, com grande perspicácia e humor notável.

A série de banda desenhada de nove edições ganhou o American Book Award de 1996. Agora é publicada pela primeira vez num único volume, condizente com o seu estatuto de um dos grandes clássicos da não ficção gráfica.

 

Eu Vi Ramallah – Mourid Barghouti

Casa da Palavra

Exilado da sua terra natal após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, o poeta Mourid Barghouti passou trinta anos no exílio, viajando entre várias cidades do mundo, sem se sentir seguro em nenhuma delas, separado da sua família durante anos a fio, sem nunca ter a certeza se era um visitante, um refugiado, um cidadão ou um hóspede.

Ao regressar a casa pela primeira vez desde a ocupação israelita, Barghouti atravessa uma ponte de madeira sobre o rio Jordão para entrar em Ramallah e não consegue reconhecer a cidade da sua juventude. Ao vasculhar as memórias da antiga Palestina, que se chocam com o que agora encontra nesta mera «ideia de Palestina», descobre o que significa ser privado não só de uma pátria, mas também do «lugar e estatuto habituais de uma pessoa». Uma obra de memória e reflexão, lamentação e resiliência, Eu Vi Ramallah é um livro humano e essencial para a compreensão do Médio Oriente atual.

 

 

Um Dia, sempre Teremos Sido Todos contra Isto – Omar El Akkad

Tinta da China

A 25 de Outubro de 2023, três semanas depois da intensificação dos bombardeamentos em Gaza, Omar El Akkad publicou um tweet: «Um dia, quando for seguro, quando não houver consequências pessoais por chamar as coisas pelos nomes, quando for demasiado tarde para responsabilizar quem quer que seja, sempre teremos sido todos contra isto.» Teve mais de dez milhões de visualizações.

Enquanto imigrante que veio para o Ocidente, El Akkad acreditava que este prometia liberdade e justiça. Mas nos últimos 20 anos, ao fazer a cobertura de guerras e protestos, e sobretudo ao assistir ao massacre em Gaza, chegou à conclusão de que grande parte do que o Ocidente promete é mentira, e que haverá sempre grupos de seres humanos a não serem tratados como tal. Não apenas árabes, muçulmanos ou imigrantes, mas quem quer que fique de fora das fronteiras do privilégio. Este livro é uma crónica dessa dolorosa constatação, um debate moral sobre o que significa, enquanto cidadão, talhar um qualquer sentido de possibilidade numa era de carnificina.

 

Gaza in Crisis – Ilan Pappe e Noam Chomsky

Penguin Books

Escrito em coautoria por duas vozes importantes na luta pela libertação da Palestina, este livro apresenta uma análise perspicaz e essencial do contexto político em torno desta região, que se encontra num impasse desesperador.

Desde os ataques a escolas e hospitais até ao uso indiscriminado de fósforo branco, a conduta de Israel na «Operação Chumbo Fundido» abalou até mesmo alguns dos seus mais fervorosos apoiantes. Em Gaza in Crisis, Noam Chomsky e Ilan Pappe analisam as consequências dessa devastação e colocam o massacre em Gaza no contexto da longa guerra de Israel contra os palestinianos. Trata-se de uma análise rigorosa, historicamente fundamentada e muito necessária, que será bem-vinda por todos aqueles que anseiam pelas perspetivas de Chomsky e Pappe sobre mais uma catástrofe política.

 

The Arsonists’ City – Alyan Hala Alyan

Hala Alyan

Este livro é uma carta de amor ao Líbano. A autora, palestino-americana, partilha o seu olhar pessoal sobre o legado da guerra no Médio Oriente através da história de uma família. Mãe síria, pai libanês, três filhos americanos.

Apesar de uma vida de migração, mantém a antiga casa em Beirute. No entanto, depois da morte do chefe de família, surge a possibilidade de vender o lar ancestral – mas será realmente essa a melhor opção? A par dos dilemas desta família, Hala Alyan revela uma cidade que vive com um fluxo contínuo de refugiados, tensão religiosa e protestos políticos.

Arquivado em:Livros e Revistas

Metade dos casos de atendimento ao cliente serão tratados por IA até 2027

28 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

A IA já não está apenas a automatizar processos de decisão, estando mesmo a remodelar a forma como as equipas de serviço implementam o seu tempo. Até 2027, à medida que os agentes de IA ou a mão-de-obra digital vão ganhando impulso, esta tecnologia deverá lidar com metade de todos os casos de atendimento ao cliente – um aumento face aos atuais 30%.

A Salesforce, líder mundial em CRM baseado em Inteligência Artificial (IA), acaba de revelar as principais conclusões da sétima edição do State of Service, um estudo elaborado a nível global e que conta com inquéritos feitos a profissionais portugueses.

«Melhorar a experiência do cliente continua a ser o principal objetivo das equipas de atendimento, mas a forma como o fazemos está a evoluir», começa por afirmar Kishan Chetan, vice-presidente executivo e diretor geral da Salesforce Service Cloud. «Os agentes de IA vão além das previsões e da automatização; conseguem compreender o contexto, agir, tomar decisões e adaptar-se em tempo real. Esta mudança permite que os profissionais humanos tenham mais tempo para se concentrarem no que fazem melhor: resolver problemas complexos e de alto risco e construir relações de confiança com os clientes.»

 

Velocidade, custo e satisfação do cliente entre as prioridades para a implementação de IA

Além de ser possível resolver mais casos, as equipas apostam em agentes de IA para ampliarem o seu impacto, desde a redução dos custos de serviço até à melhoria da satisfação do cliente. Os profissionais indicam que a IA de agentes poderá mesmo vir a aumentar a receita de vendas adicionais em 18%.

Além dos benefícios a nível organizacional, a IA está a remodelar as experiências individuais dos profissionais no trabalho. Na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África), onde Portugal se inclui, os profissionais que utilizam IA gastam menos 20% de tempo em trabalhos de rotina, libertando cerca de quatro horas por semana para trabalhos mais complexos. Esta realidade significa menos tempo a lidar com redefinições de palavras-passe e atualizações de estado e mais tempo a tomar decisões ponderadas e a gerir exceções complicadas.

«Poupar apenas dois minutos numa chamada de 10 minutos, permite que os nossos representantes de vendas e serviço possam estar concentrados em fortalecer a relação com os clientes» afirma George Pokorny, SVP of Global Customer Success da OpenTable. E, de facto, os profissionais da região EMEA, utilizando a IA de forma ativa, gastam ainda mais tempo em casos de elevada complexidade, dedicando um quarto da semana aos problemas mais difíceis.

 

IA leva a menos trabalho repetitivo e mais oportunidades de crescimento na carreira

Comparativamente aos que não utilizam IA, os profissionais da EMEA que utilizam agentes têm muito mais probabilidade de orientar os colegas, liderar projetos multifuncionais e melhorar os processos. Têm também maior probabilidade de trabalhar com clientes de alto valor e de assumir funções de liderança, mostrando como a IA pode abrir portas para um trabalho mais impactante e que contribui para o desenvolvimento da carreira.

A larga maioria dos profissionais de serviços na região (85%) que utilizam a IA, afirmam que esta está a criar oportunidades de crescimento. Olhando de perto, 87% dos profissionais portugueses desenvolveu novas competências e 84% afirma que as suas funções se tornaram mais especializadas como resultado do trabalho com ferramentas de IA. A utilização destas ferramentas tem vindo a tornar os profissionais da EMEA mais otimistas em relação ao futuro das suas carreiras.

«Estamos a ver que a IA não está apenas a mudar a forma como os representantes de atendimento ao cliente trabalham; está a expandir as suas capacidades», continua Kishan Chetan. «Os representantes que utilizam a IA — especialmente os agentes de IA — referem ter desenvolvido novas competências e sentem-se mais confiantes em relação às suas carreiras. Este é um forte indício de que a IA, quando aplicada de forma criteriosa, pode impulsionar a ascensão profissional.»

 

Segurança e precisão continuam prioritárias na implementação de IA

Embora os profissionais inquiridos concordem que a IA é uma alavanca para o crescimento e para as oportunidades, a implementação da tecnologia ​​apresenta desafios. Ainda assim, 95% dos líderes de serviço em Portugal dizem que os obstáculos que enfrentaram eram esperados e, em muitos casos, menos desafiantes do que o previsto. A segurança continua a ser a principal preocupação, com 54% dos inquiridos portugueses a afirmar que as preocupações com a segurança atrasaram ou limitaram as suas iniciativas de IA.

Mesmo nesse aspeto, o sentimento está a mudar. O mais recente relatório State of IT: Security da Salesforce indicava que todos os líderes de segurança entrevistados manifestaram otimismo em relação aos agentes de IA, identificando cada um pelo menos uma área em que estas ferramentas poderiam fortalecer a sua postura de segurança. Muitos apontaram melhorias na deteção de ameaças, monitorização de anomalias e prevenção de violações. Quando implementada com cuidado, a IA com agentes pode ser vista não só como um risco a mitigar, mas como uma ferramenta para melhorar a resiliência.

«A IA está a criar novas oportunidades para os clientes, equipas de serviço e empresas», conclui o responsável da Salesforce. «Mas também precisamos de ser realistas: as implementações de IA devem ser baseadas em segurança, confiança e gestão cuidadosa da mudança, para que os benefícios não sejam apenas medidos nos ganhos de eficiência, mas também na forma como apoiam a força de trabalho.»

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