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Marcelo Teixeira

Três empregos, um salário: a nova realidade ‘voluntold’ que está a sobrecarregar trabalhadores

12 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Este fenómeno tem um nome curioso no mundo organizacional: voluntold — quando funções adicionais são atribuídas sem que a pessoa tenha pedido ou concordado com elas. Segundo um estudo recente com cerca de 2 000 trabalhadores nos Estados Unidos, 78 % dos entrevistados disseram ter sido ‘voluntold’ para assumir novas responsabilidades no último ano, com uma média de nove tarefas novas atribuídas por ano.

E não é apenas uma outra tarefa aqui e ali. Dos trabalhadores que receberam mais atividades, 53 % nunca receberam um aumento ou promoção mesmo depois de assumir trabalho substancialmente maior.

Mais tarefas, mais burnout

A tendência está a ter consequências claras no bem‑estar no trabalho. Quase três quartos dos que lidam com responsabilidades extras afirmam que essas tarefas prejudicam a sua capacidade de cumprir bem as funções originais. Isso intensifica fenómenos de burnout, uma síndrome reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como derivada do stress crónico no trabalho, que já afeta grandes parcelas da força laboral global.

Apesar do aumento da introdução de ferramentas de inteligência artificial nas empresas com cerca de 39 % dos trabalhadores a dizerem que a sua organização adoptou IA nos últimos três anos, apenas uma minoria relatou que essas tecnologias reduziram a carga de trabalho. Para muitos, a tecnologia acabou por multiplicar as responsabilidades em vez de simplificá‑las.

Isto levanta um dilema crítico para os líderes corporativos em 2026: a promessa de maior eficiência e automação está a ser confrontada com uma realidade em que mais tarefas são simplesmente empilhadas sobre as mesmas pessoas, sem a correspondente compensação ou apoio.

«Mais do que o esperado»

A sensação de estar permanentemente a fazer «mais do que o esperado» — e muitas vezes sem reconhecimento — é um problema com implicações diretas na produtividade organizacional, na cultura corporativa e na capacidade das empresas de reter talento. Levantamentos anteriores já indicam que uma fatia significativa de trabalhadores sofre com excesso de trabalho e burnout, muitas vezes associado a múltiplas responsabilidades e falta de tempo pessoal.

As empresas que não reconhecerem este fenómeno correm o risco de ver colaboradores a desvincularem-se, procurar outras oportunidades ou simplesmente perder a motivação,  apesar de todas as ferramentas tecnológicas e discursos sobre a liderança do futuro.

No final, perguntar «quem faz realmente o trabalho hoje?» pode ser tão importante quanto perguntar «como o trabalho deve ser feito amanhã».

Arquivado em:Corporate, Notícias

Gestão financeira no trading: o que a indústria não quer que saiba

12 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Os números contam outra história.

De acordo com dados exigidos pela ESMA (Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados), entre 70% e 85% das contas de investidores de retalho perdem dinheiro em produtos alavancados como CFDs. Esta percentagem mantém-se estável ao longo dos anos. Não é coincidência. É estrutural.

O problema raramente é técnico. É financeiro.

A maioria dos traders não falha por desconhecer padrões gráficos ou indicadores. Falha porque nunca aprendeu a gerir risco. E esta é a parte menos apelativa da indústria — porque não vende sonhos, vende disciplina.

O mercado não pune quem erra. Pune quem arrisca demasiado quando erra.

Perder é inevitável. O que não é inevitável é permitir que uma única decisão comprometa meses de trabalho. A diferença entre um amador e um profissional não está necessariamente na taxa de acerto, está no controlo da exposição.

Um trader pode ter apenas 30% ou 50% de operações vencedoras e ser altamente lucrativo — desde que o rácio risco/retorno esteja estruturado e o risco por operação seja limitado. Sem esse controlo, uma sequência normal de cinco perdas consecutivas pode destruir uma conta sobrealavancada.

 

A matemática é simples. A disciplina é difícil.

Existe ainda um fator que raramente é discutido com honestidade: a psicologia. Estudos comportamentais demonstram que a dor da perda é aproximadamente duas vezes mais intensa do que o prazer do ganho. Isto explica porque tantos investidores aumentam risco após perdas, fecham ganhos cedo demais e entram em espirais emocionais que nada têm de racionais.

Sem regras pré-definidas de risco — percentagem máxima por trade, limite diário ou semanal, controlo de exposição total — o trader fica refém da própria reação emocional. E quando a emoção assume o comando, o capital começa a desaparecer.

Outro erro comum é acreditar que estar sempre no mercado é sinónimo de produtividade. Não é. Diversos estudos sobre performance individual mostram que o excesso de operações (overtrading) é um dos principais responsáveis pela deterioração de resultados líquidos, sobretudo quando se consideram custos e slippage. Em muitos casos, negociar menos melhora o desempenho.

Num contexto atual dominado por algoritmos e sistemas automáticos, tentar competir em velocidade é inútil. A vantagem do investidor individual não está na rapidez, mas na gestão de exposição. Podemos errar várias vezes e continuar no jogo — desde que o risco esteja controlado.

E aqui reside um ponto que raramente é destacado nas campanhas de marketing: antes de pensar em maximizar ganhos, o trader precisa de garantir a sua permanência no mercado. A consistência surge quando conseguimos atravessar fases menos favoráveis mantendo o capital protegido, permitindo que a probabilidade esteja a nosso favor ao longo do tempo.

Sem sustentabilidade, é impossível construir consistência.

Registar operações, avaliar resultados, rever padrões de erro, ajustar risco — estas práticas são aborrecidas. Mas são precisamente elas que distinguem profissionais de participantes ocasionais. Quem opera sem métricas está a agir por opinião. Quem avalia, evolui.

No Grupo AIR Trading defendemos que a gestão financeira não é um complemento à estratégia — é o seu alicerce. A consistência não nasce de lucros extraordinários num único mês, mas da capacidade de preservar capital em fases adversas e de crescer de forma assimétrica quando as condições são favoráveis.

Num mercado onde mais de dois terços dos investidores de retalho perdem dinheiro, a verdadeira vantagem competitiva não é encontrar a entrada perfeita. É construir um método que resista aos inevitáveis erros.

O trading não recompensa entusiasmo. Recompensa método. E esse método começa sempre pela gestão financeira.

 

Arquivado em:Opinião

Ludwig Wittgenstein: Filosofia na Era dos Aviões – Anthony Gottlieb

11 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

O livro de Gottlieb, fruto de uma investigação meticulosa, acompanha a vida itinerante e conturbada de Wittgenstein e o desenvolvimento das suas ideias influentes, relacionando-as com o meio intelectual vienense e o contexto familiar que as moldaram.

Nas livrarias a partir de 18 de março, com carimbo da Edições 70.

Arquivado em:Livros e Revistas

Endireitar a Economia – Marianna Leite / Matti Kohonen

11 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Este livro sistematiza as análises e as experiências de vários autores e investigadores e procura mostrar o que seria uma Economia ou Economias baseadas nos Direitos, bem como as ferramentas e as ações necessárias à sua concretização.

Chancela da Actual.

Arquivado em:Livros e Revistas

ACEGE pede consenso político na revisão do Código do Trabalho e alerta para risco de instabilidade legislativa

11 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

A posição surge num momento em que o Governo discute uma nova proposta de revisão da legislação laboral, após a rutura das negociações em sede de Concertação Social. Para a ACEGE, é fundamental que o diálogo entre Executivo e parceiros sociais seja retomado com rapidez e «verdadeiro sentido de Estado», evitando que a discussão se transforme numa disputa política sem foco nas necessidades concretas da economia e das pessoas.

«Portugal não pode criar a cada ciclo político leis laborais com prazo de validade», refere a associação, defendendo que um acordo abrangente e duradouro é essencial para garantir previsibilidade no mercado de trabalho e estabilidade nas relações laborais.

Empresas competitivas como condição para trabalho digno

Na sua tomada de posição, a ACEGE sustenta que a dignificação do trabalhador depende também da existência de empresas viáveis e competitivas, capazes de responder às exigências de um mercado em constante transformação. Segundo a associação, apenas organizações sustentáveis conseguem criar emprego de qualidade, remunerar de forma justa e investir em inovação e formação.

A entidade sublinha que a relação entre empregador e trabalhador deve assentar numa lógica de confiança e cooperação, em vez de conflito permanente. «A qualidade das empresas depende da qualidade do trabalho, e a qualidade do trabalho depende da qualidade das empresas», refere o documento.

Ao mesmo tempo, a associação reconhece que persistem práticas empresariais que degradam o trabalho e desrespeitam a dignidade das pessoas, alertando para a necessidade de prevenir abusos e sancionar comportamentos que coloquem o lucro acima de princípios éticos. Nesse contexto, cita a expressão do Papa Francisco sobre uma «economia que mata», defendendo que a fiscalização e a responsabilização são essenciais para proteger trabalhadores e também os empregadores que cumprem as regras.

Inteligência Artificial e transformação do trabalho

Outro dos pontos destacados pela ACEGE prende-se com as mudanças estruturais no mundo do trabalho, marcadas pela digitalização e pela crescente integração da Inteligência Artificial nas empresas.

A associação considera que estas tecnologias representam oportunidades significativas para a inovação e para a produtividade, mas alerta para o risco de desumanização das relações laborais. Na sua perspetiva, a legislação deve acompanhar esta transformação, garantindo que as ferramentas digitais são utilizadas para potenciar o desenvolvimento humano e não para desvalorizar ou substituir indiscriminadamente trabalhadores.

Apelo a soluções equilibradas

Entre as propostas apresentadas, a ACEGE defende a necessidade de construir uma legislação laboral equilibrada, capaz de conciliar proteção dos trabalhadores com flexibilidade empresarial. Para a associação, a dignificação do trabalho não depende apenas do aumento de garantias formais, mas também de um equilíbrio entre direitos e deveres, previsibilidade e capacidade de adaptação.

A organização propõe ainda que a revisão do Código do Trabalho tenha em conta um conjunto de princípios, incluindo a promoção do diálogo alargado entre Governo, parceiros sociais e sociedade civil, a rejeição de uma visão de oposição entre capital e trabalho e a criação de regras claras e previsíveis que reduzam a litigância e a insegurança jurídica.

Entre as prioridades apontadas está também o reforço da conciliação entre vida profissional e familiar, através de práticas empresariais que respeitem a vida pessoal sem comprometer a qualidade do desempenho.

Uma legislação pensada para o longo prazo

Para a ACEGE, as alterações ao Código do Trabalho devem concentrar-se em questões estruturais que tenham impacto real na vida das empresas e dos trabalhadores, evitando medidas de curto prazo que possam tornar o mercado laboral mais volátil e menos atrativo para investimento.

A associação afirma-se disponível para contribuir para este debate e reafirma o seu compromisso com a promoção de empresas «familiarmente responsáveis», defendendo que o sucesso empresarial deve traduzir-se também na valorização das pessoas que trabalham nas organizações.

No final do documento, a ACEGE expressa o desejo de que a discussão em curso resulte numa legislação capaz de promover justiça laboral, melhores condições de vida e um ambiente económico que permita às empresas crescer e criar riqueza de forma sustentável.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

BCE alerta: degradação ambiental pode colocar um quarto da economia europeia em risco

11 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

A conclusão surge num trabalho científico desenvolvido por investigadores ligados ao BCE em colaboração com especialistas da Universidade de Oxford e da London School of Economics, que procura medir de forma mais rigorosa a dependência da economia europeia em relação aos chamados serviços dos ecossistemas, isto é, os recursos e funções naturais que sustentam atividades económicas fundamentais — desde a disponibilidade de água e solos férteis até à proteção contra inundações ou à regulação climática.

Casos concretos já visíveis na economia europeia

Em Portugal, na região de Leiria, fortes tempestades registadas no início do ano provocaram inundações em vários concelhos e deixaram um rasto de prejuízos em habitações, comércio e infraestruturas. Municípios como Alcácer do Sal, embora localizados noutras zonas do país, enfrentaram igualmente episódios de cheias associados a precipitação intensa, obrigando à mobilização de meios de proteção civil e causando interrupções na atividade económica local.

Em Espanha, onde a seca prolongada levou as autoridades da Catalunha a declarar situação de emergência hídrica em mais de 230 municípios, incluindo Barcelona, afetando cerca de seis milhões de pessoas. As restrições impostas incluíram cortes no uso de água para agricultura e indústria e limitações ao consumo urbano, medidas que ilustram a forma como um choque ambiental pode rapidamente transformar-se num problema económico e social.

Os impactos não se limitam, contudo, à Península Ibérica. Um estudo europeu recente estima que as ondas de calor, secas e inundações registadas no continente provocaram perdas económicas imediatas de cerca de 43 mil milhões de euros, o equivalente a aproximadamente 0,26% da produção económica da União Europeia num único ano. Países do sul da Europa, como Espanha, Itália, Portugal e Grécia, surgem entre os mais afetados devido à maior exposição a secas e temperaturas extremas.

Em França, por exemplo, uma sucessão de ondas de calor em 2025 teve impacto direto na atividade económica, levando à interrupção de processos industriais e a restrições operacionais em vários setores, incluindo construção e agricultura. Estimativas citadas por analistas apontam para perdas económicas equivalentes a cerca de 0,3% do PIB francês.

 

A economia europeia depende mais da natureza do que parece

A investigação parte de uma premissa simples, mas muitas vezes ignorada na análise económica tradicional: grande parte da atividade produtiva depende diretamente de condições ambientais estáveis. A agricultura, a indústria transformadora, a produção de energia ou mesmo o setor imobiliário são exemplos claros de setores cuja atividade depende, em maior ou menor grau, da disponibilidade de recursos naturais.

Segundo os autores do estudo, a escassez de água superficial, associada a secas prolongadas, captação excessiva ou degradação ambiental, representa atualmente o risco ambiental mais significativo para a economia da zona euro. Num cenário de seca severa com uma probabilidade estatística de ocorrência de uma vez em cada cem anos, cerca de 24% da produção económica europeia poderia ficar exposta a perdas ou disrupções relevantes.

O impacto não se limita, contudo, à agricultura. A análise mostra que diversos setores industriais e de serviços dependem fortemente de água em quantidade e qualidade suficientes. Entre os mais vulneráveis encontram-se a indústria transformadora, o comércio, a construção ou o setor imobiliário, que podem enfrentar perturbações significativas em cenários de stress ambiental prolongado.

Este tipo de choque, explicam os investigadores, tende a propagar-se ao longo das cadeias de abastecimento e a gerar efeitos indiretos que podem amplificar o impacto inicial. Uma quebra na produção agrícola, por exemplo, pode provocar aumentos nos preços alimentares; uma redução da disponibilidade de água pode afetar processos industriais; e níveis mais baixos nos rios podem perturbar o transporte fluvial ou a produção hidroelétrica.

Um risco também para os bancos

O estudo introduz também um ângulo particularmente relevante para os bancos centrais: o impacto potencial na estabilidade financeira. Ao cruzar dados económicos com a base de dados AnaCredit, que reúne informação detalhada sobre empréstimos bancários na zona euro, os investigadores estimaram que uma parte significativa do crédito concedido pelos bancos está exposta a riscos ambientais relacionados com a água.

De acordo com a análise, cerca de 19% dos empréstimos bancários estão expostos à escassez de água superficial, proporção que pode subir para 22% quando se inclui também a escassez de águas subterrâneas.

Este tipo de exposição significa que choques ambientais podem transformar-se rapidamente em risco de crédito, caso empresas afetadas por fenómenos como secas, degradação de solos ou poluição da água vejam a sua capacidade produtiva reduzida e enfrentem dificuldades em cumprir as suas obrigações financeiras.

Para o BCE, esta ligação entre natureza e sistema financeiro torna claro que a degradação ambiental é, cada vez mais, um tema indissociável de política económica e financeira.

 

O papel crescente da natureza na política económica

Nos últimos anos, os bancos centrais têm vindo a integrar cada vez mais os riscos climáticos e ambientais nos seus modelos de análise macroeconómica. A perda de biodiversidade, a degradação de solos, as alterações no regime das chuvas ou o aumento da frequência de fenómenos extremos podem afetar variáveis tão centrais como o crescimento económico, a inflação ou a estabilidade do sistema financeiro.

Segundo o BCE, a relação entre ecossistemas e economia é particularmente relevante na Europa, onde uma parte significativa da produção depende de cadeias de abastecimento internacionais e de recursos naturais distribuídos globalmente. De facto, cerca de metade do risco económico associado à degradação ambiental pode ter origem fora da própria zona euro, através de perturbações em fornecedores ou parceiros comerciais.

Este efeito de interdependência reforça a ideia de que os riscos ambientais têm um carácter sistémico e podem materializar-se de forma inesperada, através de canais comerciais, financeiros ou produtivos.

A investigação sublinha ainda que choques ambientais podem ter consequências diretas sobre os preços. Estudos recentes citados pelo BCE mostram que a degradação de ecossistemas ou fenómenos extremos podem provocar aumentos nos preços alimentares e pressões inflacionistas adicionais, um tema particularmente sensível para bancos centrais cuja principal missão continua a ser a estabilidade de preços.

 

A economia e a natureza cada vez mais interligadas

Para os autores, a economia europeia está mais dependente dos ecossistemas do que muitas análises tradicionais sugerem, e essa dependência representa uma vulnerabilidade crescente à medida que os sistemas naturais se degradam.

O desafio passa agora por desenvolver instrumentos mais sofisticados para medir estes riscos — incluindo modelos capazes de avaliar o impacto de choques ambientais nas empresas, nos bancos e na economia no seu conjunto.

À medida que os fenómenos climáticos extremos deixam de ser exceção e passam a integrar a nova normalidade, a fronteira entre política ambiental e política económica vai-se dissolvendo, revelando uma interdependência cada vez mais evidente entre o equilíbrio dos ecossistemas e a estabilidade das economias.

Arquivado em:Economia, Notícias

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