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Marcelo Teixeira

Não há motivo para pânico: filosofia e arte na era da inteligência artificial

3 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra acolheu uma sessão dedicada ao tema ‘Arte e Artistas na Era da Inteligência Artificial’, no âmbito da Gulbenkian Lecture in the Humanities, organizada pelo Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos (CECH) e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. O evento reuniu docentes, investigadores e estudantes para refletir sobre um dos assuntos mais prementes do debate estético contemporâneo.

O orador convidado, o filósofo Dominic McIver Lopes, professor na University of British Columbia e membro da Royal Society of Canada, abriu a conferência com duas ideias que marcaram o tom do debate: «Se os sistemas de inteligência artificial forem diferentes de nós, cabe-nos decidir como integrá-los num mundo plural» e «a singularidade humana pode coexistir com outras formas de agência estética — sem que isso diminua aquilo que somos». Estas afirmações serviram de fio condutor para uma reflexão sobre criatividade, ética e identidade na era digital.

A iniciativa contou ainda com representantes institucionais da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e do CECH, consolidando a ponte entre investigação internacional e debate académico local.

Um tema que já marca a produção artística

Na abertura da sessão, recordou-se a realização de um encontro internacional de literatura eletrónica, em julho de 2023, que evidenciou a crescente presença da inteligência artificial na criação artística. Cerca de 20% das obras apresentadas recorreram a ferramentas de geração automática de texto, imagem e filme, sinal claro de que a tecnologia deixou de ser promessa para se tornar prática efetiva no campo das artes.

A expectativa em torno da conferência era, portanto, elevada, refletindo o interesse crescente por questões que cruzam criatividade, tecnologia e ética.

Percurso académico e investigação em estética

Dominic McIver Lopes tem uma carreira dedicada à investigação estética, abordando temas como representação pictórica, valor estético, teoria da arte, ontologia e novas formas artísticas. Entre os seus trabalhos recentes destaca-se Aesthetic Injustice (Oxford University Press), que explora dimensões políticas e éticas do valor estético, e projetos sobre pluralismo estético e arte gerada por inteligência artificial.

Durante a sua estadia, Lopes orientou seminários, workshops e grupos de leitura, apresentou manuscritos em preparação e participou num simpósio envolvendo investigadores de várias universidades portuguesas, consolidando a ligação entre investigação internacional e o programa da Faculdade de Letras.

Entre o passado, o presente e o futuro da estética

Na sua intervenção, Lopes percorreu simbolicamente o passado, o presente e o futuro da estética. O passado através da história alternativa da disciplina, o presente ao abordar pluralismo estético e valor artístico, e o futuro ao enfrentar os desafios colocados pela inteligência artificial.

O filósofo defendeu que, embora a IA represente um desafio significativo, não há razão para «ansiedade existencial». Em vez de dramatizar os riscos tecnológicos, Lopes propõe um olhar conceptual mais amplo sobre o que a inteligência artificial significa para a compreensão humana da criatividade e da arte.

Criatividade, intenção e a hipótese da simulação

Lopes questionou se os sistemas de inteligência artificial podem ser considerados criativos e, nesse caso, o que nos distingue deles. Recorrendo a exemplos humorísticos, como imagens de Immanuel Kant a comer um cachorro-quente geradas por DALL·E, argumentou que a IA pode produzir obras novas, imprevisíveis e combinatórias — mas sem intenção própria.

A criatividade humana, sublinhou, envolve intencionalidade, competência, curiosidade e integração em contextos históricos e sociais — dimensões que os sistemas atuais não possuem. Mesmo sistemas avançados não estabelecem metas próprias nem exploram possibilidades de forma autónoma.

Para além do presente, Lopes abordou o futuro com dois cenários: IA será «como nós» ou radicalmente diferente. Em ambos os casos, concluiu, não há motivo para pânico existencial.

A chamada hipótese da simulação, de David Chalmers, serviu para ilustrar esta perspetiva: mesmo se fôssemos entidades digitais, a realidade e a criatividade não deixariam de ser reais, desde que participassem em relações causais e fossem interpretáveis cultural e esteticamente.

Diferença, diversidade e o princípio do alinhamento estético

Lopes focou-se na diversidade estética. Referindo-se à filósofa Alice Helliwell, defendeu o alinhamento estético: sistemas de IA devem beneficiar os interesses estéticos humanos, incluindo preferências atuais e futuras.

Lopes propôs ir mais longe: devemos conceber sistemas capazes de desenvolver modos de vida estéticos próprios, distintos dos nossos, mas ainda assim criativos, competentes e interpretáveis. A pluralidade é essencial: existem formas de arte que muitos não compreenderão plenamente: danças indígenas, formas clássicas do sul da Índia, danças em cadeira de rodas, mas que acabam por enriquecer o mundo artístico.

Como exemplo, apresentou Ai-Da, robô artista inspirada em Ada Lovelace. Com câmaras para visão e braços robóticos para desenhar e pintar, Ai-Da produz obras interpretáveis, incluindo retratos expostos na National Portrait Gallery de Londres, mostrando que a IA pode integrar-se em cadeias culturais sem perder a diferença e diversidade.

Inteligência artificial e identidade humana

Ao longo da conferência, Lopes sustentou uma posição anti-apocalíptica: as preocupações práticas com a IA são legítimas, mas a ansiedade existencial não. Sistemas atuais não nos ameaçam; se forem semelhantes a nós, não há motivo para alarme; se forem diferentes, cabe-nos decidir como integrá-los num mundo plural.

A IA desafia-nos sobretudo a repensar o que valorizamos na arte: criatividade, competência, curiosidade, interpretabilidade e diversidade. O maior desafio, concluiu Lopes, não é tecnológico, mas conceptual: compreender que a singularidade humana pode coexistir com outras formas de agência estéticam sem que isso diminua aquilo que somos.

Pode assistir à sessão completa aqui.

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Inteligência Artificial acelera ataques cibernéticos e organizações ficam para trás

3 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Segundo o relatório AI Is Raising the Stakes in Cybersecurity, mais de metade dos executivos inquiridos (53%) considera as ameaças com IA um risco estratégico. No entanto, apenas 7% das organizações utiliza sistemas de inteligência artificial para se defender. Esta discrepância evidencia não apenas uma lacuna tecnológica, mas também uma falha de liderança e de planeamento estratégico.

Ataques mais rápidos, sofisticados e autónomos

O estudo sublinha que a IA permite automatizar grande parte da chamada «cadeia de ataque cibernético» — desde a identificação de vulnerabilidades até à execução de ataques altamente personalizados. Phishing hiper-realista, deepfakes em vídeo, clonagem de voz e malware que aprende sozinho deixaram de ser cenários de ficção científica para se tornar realidade quotidiana.

Casos recentes ilustram o impacto desta nova era: ataques de ransomware com recurso a IA paralisaram sistemas hospitalares críticos, fraudes multimilionárias simularam executivos em vídeo, e esquemas de clonagem de voz geraram multas regulatórias. Em todos estes exemplos, a velocidade e a sofisticação da IA superaram as respostas tradicionais, evidenciando que o modelo de defesa passiva já não é suficiente.

Consciencialização elevada, mas ação limitada

Apesar da perceção de risco, muitas empresas continuam a reagir de forma insuficiente. Apenas 5% aumentou significativamente o orçamento de cibersegurança em resposta direta à ameaça da IA, e só um quarto destas considera que as suas ferramentas de defesa baseadas em inteligência artificial são realmente avançadas.

A escassez de talento agrava o problema: quase 70% das organizações enfrentam dificuldades em recrutar profissionais qualificados em cibersegurança. A combinação de recursos limitados, maturidade tecnológica insuficiente e défices regulatórios contribui para uma vulnerabilidade estrutural que ameaça negócios, operações e reputações.

Defender a IA e defender-se com IA

O relatório da BCG alerta que a proteção já não se limita a sistemas tradicionais. À medida que as empresas incorporam inteligência artificial nos seus produtos, operações e processos, os próprios sistemas de IA tornam-se ativos críticos que exigem proteção. Modelos, dados de treino, interfaces de interação e agentes autónomos — todos podem ser alvo de ataques e precisam de camadas de defesa sofisticadas.

«Num ambiente onde a defesa reativa já não é viável, não integrar a IA de forma estratégica deixou de ser uma escolha — é um fator crítico de exposição», afirma José Ferreira, Managing Director & Partner da BCG em Portugal. Para ele, a responsabilidade não é apenas técnica: exige ação de liderança ao mais alto nível, coordenando CEOs e CISOs para garantir proteção, investimento e resiliência.

A urgência da ação estratégica

O estudo conclui que a questão já não é se os ataques com IA vão continuar a crescer — a resposta é inevitável —, mas sim se as organizações conseguirão evoluir da intenção para a ação. Apenas uma abordagem proativa, integrada e liderada ao nível da gestão de topo permitirá transformar a cibersegurança numa vantagem competitiva, em vez de uma vulnerabilidade permanente.

Além disso, há que repensar o conceito de segurança: a proliferação de identidades sintéticas, deepfakes e ataques automatizados exige uma revisão de políticas de autenticação e da arquitetura tecnológica global das organizações. A IA não é apenas uma ameaça, mas também uma ferramenta para defesa e o tempo para a integrar de forma estratégica é limitado.

O futuro da cibersegurança na era da IA

À medida que a IA se torna ubíqua, empresas e instituições enfrentam um dilema crescente: continuar com defesas reativas ou adotar uma postura preventiva e baseada em inteligência artificial. O relatório da BCG é claro: só a integração de IA na proteção de sistemas, na formação de talentos e na tomada de decisões estratégicas pode equilibrar o jogo entre ofensiva e defesa.

Para José Ferreira, a mensagem é inequívoca: a velocidade da máquina no ciberespaço deixou de ser uma metáfora. A ofensiva já é superior à defesa tradicional, e cada atraso na ação estratégica representa risco real de perdas financeiras, interrupções operacionais e danos reputacionais difíceis de reparar.

Arquivado em:Cibersegurança, Notícias

Matt Long assume liderança das Alianças para Europa e África da Delta Air Lines

2 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Na nova função, Matt Long será responsável por assegurar que a transportadora mantém os padrões de excelência, fiabilidade e atenção ao cliente que caracterizam a experiência da Delta nas ligações através do Atlântico. A Europa e África continuam a assumir um papel estratégico para a companhia, representando uma fatia relevante da procura de voos de longo curso e das receitas premium.

O responsável irá liderar a coordenação de iniciativas comerciais, operacionais e de experiência do cliente em 35 mercados europeus e africanos. Trabalhará em articulação com as equipas regionais e com os parceiros da joint venture transatlântica — Air France-KLM e Virgin Atlantic — apoiando os objetivos de crescimento internacional de longo prazo da companhia.

Entre as prioridades estão também a adaptação de grandes projetos de infraestrutura e modernização nos principais hubs europeus da Delta, nomeadamente em Amesterdão, Paris-Charles de Gaulle e Londres Heathrow, bem como o reforço da transformação da experiência do cliente na Europa e em África.

Rede reforçada para o verão de 2026

A rede transatlântica da Delta atinge agora um pico superior a 100 voos diários na Europa e em África. Entre as novas rotas destacam-se as ligações de Seattle para Barcelona e Roma, de Nova Iorque-JFK para Olbia, Malta e Porto (a partir de 21 de maio de 2026), e de Atlanta para Marraquexe, além do reforço dos serviços para Acra e Lagos.

Segundo Perry Cantarutti, Vice-Presidente Sénior de Alianças Internacionais da Delta, «Matt é um líder colaborativo e visionário, com profundo conhecimento do negócio global e das parcerias que impulsionam o nosso sucesso». O responsável acrescenta que a experiência de Long na melhoria da jornada do cliente e no alinhamento de joint ventures o torna «o líder ideal para esta nova função crucial», sublinhando a importância estratégica da Europa e África para o crescimento internacional da companhia.

Experiência consolidada na Delta

Desde que ingressou na Delta, em 2013, Matt Long tem desempenhado funções de destaque nas áreas Internacional, Alianças, Estratégia de Experiência do Cliente e Comercial. No cargo mais recente, liderou a equipa de Integração e Estratégia da Experiência do Cliente Internacional, coordenando esforços para aprofundar a colaboração com os parceiros de joint venture e contribuindo para melhorias significativas nos níveis de satisfação dos passageiros na rede internacional.

Matt Long ficará sediado nos escritórios da Delta em Amesterdão, de onde passará a coordenar a estratégia e execução das alianças da companhia na Europa e em África.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Milhares de portugueses têm direito a apoios que nunca pedem e o Estado não os avisa

2 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

A realidade é transversal. Atinge pensionistas, trabalhadores por conta de outrem, jovens arrendatários e famílias com filhos. Em muitos casos, trata-se de complementos mensais que podem representar entre 50 e 200 euros — valores que, acumulados ao longo de um ano, fazem diferença real no orçamento doméstico. A questão não é fraude nem abuso. É desconhecimento sobre direitos.

Apoios que dependem de iniciativa do cidadão

Em Portugal, várias prestações sociais não são atribuídas automaticamente. Exigem candidatura, atualização de dados ou confirmação de elegibilidade. Entre os exemplos mais relevantes está o Complemento Solidário para Idosos, pago pela Segurança Social a pensionistas com baixos rendimentos. O apoio destina-se a reformados cuja soma de rendimentos fica abaixo de determinados limites legais.

Segundo dados públicos da própria instituição, continuam a existir potenciais beneficiários que nunca formalizaram o pedido.

O mesmo sucede com o abono de família. Apesar de ser amplamente conhecido, continua a existir a ideia errada de que é «apenas para quem não trabalha». O critério é o rendimento do agregado familiar, não a situação profissional isolada.

Habitação: apoios subutilizados

Na área da habitação, o padrão repete-se. O programa Porta 65 Jovem, gerido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, apoia jovens arrendatários até aos 35 anos. Apesar do aumento do número de candidaturas nos últimos anos, associações do setor admitem que muitos potenciais beneficiários nunca concorrem — seja por desconhecimento, seja por assumirem que o rendimento ultrapassa os limites.

Também existem apoios para obras em casa. Para além do apoio ao arrendamento, existem incentivos fiscais que podem reduzir de forma significativa o custo de intervenções em imóveis, especialmente quando estes se situam em Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) — zonas definidas pelos municípios como prioritárias para renovações urbanas.

Em imóveis dessas áreas, as intervenções qualificadas como reabilitação urbana podem beneficiar de IVA reduzido a 6 % nas empreitadas, em vez da taxa normal de 23 % — uma vantagem que pode representar milhares de euros de poupança no orçamento das obras — e a aplicação desta taxa reduzida depende de o empreiteiro ter a certificação de que o imóvel está na ARU para justificar a fatura com a taxa correspondente junto da Autoridade Tributária.

Após a conclusão das obras, proprietários podem ainda solicitar junto da câmara municipal o reconhecimento de isenção de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) por três anos, renovável por mais dois se o imóvel for destinado à habitação própria permanente ou arrendado para esse fim, desde que a intervenção eleve o estado de conservação e cumpra normas de eficiência energética e térmica.

Quem adquiriu um imóvel para reabilitação em ARU pode ter direito a isenção de IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões) na compra, desde que inicie as obras num prazo legal, e as despesas de reabilitação podem ser objeto de uma dedução de 30 % em sede de IRS até ao limite legal anual se comprovadas com faturas integradas na declaração de rendimentos.

Este conjunto de medidas fiscais tem como objetivo tornar mais atrativa a recuperação do parque habitacional envelhecido e dinamizar bairros historicamente degradados, mas, tal como noutros apoios sociais, ninguém avisa automaticamente os proprietários — a exigência de pedidos formais e de documentação organizada continua a ser uma barreira para muitos potenciais beneficiários.

Energia: reduções automáticas que nem sempre são confirmadas

A chamada Tarifa Social de Energia, destinada a consumidores economicamente vulneráveis, traduz‑se numa redução automática na fatura de eletricidade e gás, regulada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos — mas a ausência de um aviso claro obriga muitos consumidores a confirmar se o desconto está efetivamente aplicado nas suas contas.

Para além desta redução, o Estado e fundos públicos assumem um papel crescente na transição energética residencial, com programas que financiam ou cofinanciam intervenções que reduzem a fatura de energia ou promovem fontes renováveis: por exemplo, os apoios associados ao Fundo Ambiental, que apoiam a instalação de painéis solares fotovoltaicos, baterias de armazenamento e outras soluções de microprodução de energia renovável, além de medidas de eficiência energética nos edifícios, como isolamento ou sistemas de aquecimento mais eficientes — condições e avisos são publicados anualmente no portal do próprio fundo ou nos avisos oficiais de candidatura do PRR e outras iniciativas públicas.

Em paralelo, programas de incentivo à utilização de energias renováveis e à eficiência térmica, como o que está a ser preparado para apoiar equipamentos de produção de energia renovável por parte das famílias, foram anunciados pelo Governo como parte da estratégia para descarbonizar o consumo doméstico. Até ao meio de 2025, existiu ainda uma taxa de IVA reduzida a 6 % sobre a aquisição e instalação de equipamentos de energias renováveis em habitações particulares (como painéis solares ou bombas de calor), destinada a tornar o investimento mais acessível — uma medida que, embora tenha caducado em julho de 2025, sublinha a opção política por estimular a produção doméstica de energia limpa.

Benefícios fiscais municipais pouco divulgados

Ao nível local, vários municípios aplicam reduções de IMI para famílias com dependentes, concedem isenções temporárias ou criam apoios à natalidade. Estas medidas variam de concelho para concelho e não seguem um modelo uniforme de comunicação.

A verificação depende frequentemente da consulta direta do portal da autarquia ou do Autoridade Tributária e Aduaneira.

Porque é que os apoios ficam por pedir?

Especialistas em políticas públicas apontam três fatores principais:

  • Complexidade administrativa

  • Linguagem jurídica pouco acessível

  • Falta de comunicação personalizada

Ao contrário do IRS, que mobiliza campanhas anuais de informação, muitos destes apoios vivem num espaço burocrático discreto: estão previstos na lei, mas dependem de iniciativa ativa.

Num contexto de pressão sobre rendimentos, a subutilização destas prestações levanta uma questão estrutural: até que ponto o Estado deve continuar a assentar parte da proteção social na capacidade individual de navegar o sistema? Enquanto o modelo não muda, a consequência mantém-se: há quem tenha direito e não receba.

Direitos não nasceram com formulários

Os direitos civis não começaram com a Segurança Social nem com os portais digitais do Estado. São o resultado de um processo histórico longo, marcado por rutura política, reivindicação social e consolidação institucional.

A ideia de que o cidadão tem direitos perante o Estado ganhou forma no século XVIII, com declarações como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada na sequência da Revolução Francesa. Pela primeira vez, afirmava-se de forma clara que a lei não era apenas instrumento de poder, mas também limite ao poder.

No século XX, depois de duas guerras mundiais, o conceito expandiu-se. A Organização das Nações Unidas aprovou em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que consagrou não apenas direitos civis e políticos — como liberdade de expressão ou igualdade perante a lei — mas também direitos económicos e sociais, incluindo proteção na doença, na velhice e no desemprego.

Em Portugal, a consagração plena destes princípios surge após 1974. A Constituição da República Portuguesa estabelece um conjunto robusto de direitos sociais: direito à saúde, à segurança social, à habitação, à educação. O Estado deixa de ser apenas regulador e passa a assumir responsabilidades ativas na proteção dos rendimentos e na redução das desigualdades.

É deste quadro constitucional que nascem os apoios, prestações e complementos hoje em vigor. O problema contemporâneo é a distância entre o que está previsto na lei e aquilo que chega efetivamente às pessoas.

Fotografia: https://dgaj.justica.gov.pt/

Arquivado em:Nacional, Notícias

Empresas enfrentam risco de paralisia num cenário geopolítico em rápida transformação

2 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

De acordo com o mais recente Relatório de Risco Político da consultora, os líderes empresariais antecipam alterações significativas na ordem geopolítica e na reconfiguração económica global ao longo dos próximos 12 meses. Ainda assim, muitas organizações continuam focadas na volatilidade imediata, negligenciando a análise estrutural das transformações em curso e o seu impacto estratégico. Essa abordagem, alerta a Marsh, pode comprometer a capacidade de resposta num contexto marcado por novas alianças comerciais, rivalidades políticas e instabilidade prolongada.

A exposição varia consoante a presença geográfica, o setor de atividade e o grau de preparação para o risco. No entanto, o relatório aponta que praticamente todas as empresas enfrentarão pressões acrescidas nas cadeias de abastecimento — tanto físicas como digitais —, bem como potenciais perturbações associadas a conflitos convencionais e cibernéticos. A infraestrutura digital, que inclui energia para centros de dados, construção, serviços em nuvem e comunicações por satélite, passou também a ser encarada pelos governos sob uma lógica de competição geopolítica, especialmente na corrida pela liderança na Indústria 4.0.

Como lidar com o panorama internacional?

Perante este cenário, a Marsh defende que as empresas devem reavaliar de que forma as alterações nas regras e normas da arquitetura global, historicamente moldada pelos Estados Unidos, poderão influenciar os seus modelos de negócio. A gestão de risco, sustenta a consultora, deve combinar mecanismos tradicionais de transferência de risco — como seguros de crédito, risco político e soluções de caução — com o reforço ativo da resiliência operacional e financeira.

Angela Duca, Global Head de Credit Specialties da Marsh Risk, sublinha que a atual transição geopolítica inaugura um período de elevada complexidade, mas também de oportunidade para as organizações preparadas. Segundo a responsável, integrar uma leitura partilhada das dinâmicas geopolíticas no processo de planeamento estratégico pode conferir maior clareza e confiança na tomada de decisões, permitindo às empresas continuar a investir, assumir riscos calculados e expandir operações mesmo num contexto internacional fragmentado.

Arquivado em:Corporate, Internacional, Notícias

Career Reset: como mudar de carreira sem mudar de emprego?

2 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Este fenómeno resulta de uma combinação clara de vários fatores: reconfiguração nos modelos de negócio, organizações em ciclos constantes de ajustamento, escassez de talento, aceleração tecnológica e profissionais mais conscientes do valor das suas competências.

Mais do que reposicionar a experiência acumulada, este movimento interno permite a criação de percursos menos lineares, mas mais ajustados às necessidades reais das empresas. Competências adquiridas numa função podem ser transferidas para outra área, outro projeto ou outro contexto de negócio, com uma curva de aprendizagem tendencialmente mais rápida.

Esta mudança de paradigma é particularmente relevante quando falamos numa gestão integrada de talento. À medida que os modelos baseados exclusivamente em cargos perdem força, ganham espaço abordagens centradas em competências, aprendizagem contínua e mobilidade interna. E este é na verdade um dos maiores desafios que temos, mas também uma das maiores oportunidades, para a competitividade dos negócios nos próximos anos.

Cada vez mais, vemos profissionais a fazer esse percurso: da área operacional para a analítica, da comunicação para a tecnologia, da gestão tradicional para a experiência do colaborador ou do cliente. Estas migrações internas são uma resposta eficaz à falta de talento especializado e ao ritmo acelerado da mudança.

Mas esta transformação não depende apenas das organizações. Também começa ao nível individual: mudar de carreira sem mudar de emprego exige também proatividade por parte dos profissionais. O primeiro passo não é procurar imediatamente uma nova função, mas refletir sobre as competências que já estão desenvolvidas e que podem ser transferidas para outros contextos. Ter conversas abertas com sobre oportunidades de desenvolvimento, pensar em planos de formação alinhados com objetivos concretos, propor participação em projetos transversais ou demonstrar abertura para novos desafios, são formas concretas de iniciar um career reset interno. Cada vez mais, este tipo de iniciativa é visto como sinal de compromisso e ambição saudável, e não como desmotivação ou vontade de sair.

Para as empresas, investir no reskilling interno é também uma estratégia de sustentabilidade, na medida em que reduz custos de recrutamento, preserva tecido organizacional, reforça o compromisso dos colaboradores e cria relações de maior confiança e continuidade.

Mudar de área sem sair

A mobilidade interna não acontece por acaso. Exige estrutura, processos bem definidos e, acima de tudo, cultura. Exige líderes disponíveis para olhar para o talento de forma menos rígida e equipas de Recursos Humanos capazes de criar pontes entre áreas, projetos e pessoas, de forma ágil.

O papel dos RH em 2026 será cada vez mais o de assegurar um mecanismo estruturado de evolução organizacional onde o talento se possa reinventar sem precisar de sair. Para que isso aconteça, é fundamental que as competências estejam bem mapeadas e o fluxo de talento seja gerido com intenção estratégica.

O Career Reset de 2026 não é sobre sair, é sobre evoluir. É sobre reconhecer que a carreira é flexível, evoluiu à medida que o contexto muda e que reforçar a empregabilidade passa necessariamente por ampliar a exposição a diferentes desafios para acelerar o processo de aprendizagem e adaptação. Quando o talento contacta e é exposto a novas áreas, novos projetos, novas perspetivas, estamos na realidade a construir uma base mais sólida para responder a desafios futuros com maior confiança.

As organizações que souberem promover este tipo de mudança interna estarão a aumentar a sua capacidade de adaptação a eventuais shifts estruturais do próprio mercado.

 

Arquivado em:Opinião

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