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Marcelo Teixeira

Estamos a organizar-nos mal? Descubra o que os animais podem ensinar sobre liderança

27 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Uma das áreas mais dinâmicas da biologia atual é o estudo do comportamento coletivo em animais — com aplicações diretas para teorias organizacionais e sistemas autónomos. Investigadores como Valentin Lecheval e Pawel Romanczuk argumentam que ferramentas como a IA, sensorização avançada e modelagem interdisciplinar estão a transformar o estudo do comportamento coletivo animal, desde formigas a cardumes — e que esses modelos ajudam a explicar como grupos resolvem problemas complexos de forma descentralizada, sem líder único.

Organizações contemporâneas estão a testar modelos de trabalho distribuído, equipas autónomas e redes internas de conhecimento — espelhando o modo como sistemas naturais coordenam ação coletiva sem um líder omnisciente. Assim como um formigueiro encontra caminhos eficientes para alimento através de interação local entre indivíduos, corporações podem alcançar soluções robustas quando permitem que a rede de colaboradores descubra o melhor caminho cooperativamente.

 

Aprendizagem social: o valor de observar e partilhar

A aprendizagem social — aprender observando os outros — não é um exclusivo humano. Estudos em etologia mostram que espécies tão diversas como raposas, primatas e várias aves ajustam o seu comportamento a partir da observação dos congéneres. Não se trata apenas de imitação automática, mas de processos seletivos: o indivíduo observa, testa, adapta. Ao fazê-lo, reduz riscos, poupa energia e evita repetir erros já cometidos por outros. Em alguns casos, esses comportamentos estabilizam e transformam-se em tradições transmitidas dentro do grupo ao longo do tempo.

Entre primatas, por exemplo, certas técnicas de obtenção de alimento propagam-se socialmente e tornam-se características distintivas de comunidades específicas. Em aves, padrões de canto ou estratégias de exploração seguem lógicas semelhantes. A aprendizagem deixa de ser apenas individual e passa a ser cumulativa. O grupo torna-se um reservatório vivo de experiência.

No plano corporativo, a analogia é evidente. Organizações que valorizam mentoria, comunidades internas de prática e circulação intergeracional de conhecimento constroem uma memória coletiva que vai além dos indivíduos. Quando a experiência não fica isolada, mas é partilhada, a empresa adapta-se mais rapidamente a mudanças tecnológicas, crises económicas ou reconfigurações de mercado. A resiliência nasce da partilha estruturada de saber.

Tal como nas sociedades animais, onde o conhecimento coletivo aumenta as probabilidades de sobrevivência perante ameaças ambientais, nas instituições humanas a inteligência que circula é muitas vezes mais determinante do que o talento isolado. A vantagem não está apenas em saber, mas em saber transmitir.

 

Comunicação sofisticada como base de organização

Durante décadas, a linguagem estruturada foi considerada um traço distintivo da espécie humana. A ideia de que apenas nós seríamos capazes de combinar unidades mínimas — sons, palavras, frases — em sequências organizadas e hierarquizadas parecia consensual. No entanto, estudos recentes sobre o pukeko, também conhecido como camão-australasiático, vêm complicar essa narrativa.

Investigadores observaram que estas aves não emitem apenas vocalizações isoladas associadas a contextos específicos. Em vez disso, combinam diferentes elementos sonoros em sequências organizadas, cuja ordem e composição alteram a função comunicativa. Não se trata simplesmente de repetir um sinal de alarme ou um chamamento territorial. Há padrões, variações e estrutura. A sequência importa. O contexto importa. E a forma como os elementos são articulados altera o significado transmitido ao grupo.

Este tipo de organização sonora sugere uma forma rudimentar de composição hierárquica — um princípio central da linguagem humana. Na linguagem, sons formam palavras, palavras formam frases, frases constroem significados complexos. No caso do pūkeko, as unidades não são palavras, mas segmentos acústicos que, combinados, produzem mensagens distintas. É um sistema menos sofisticado do que o humano, mas suficientemente estruturado para demonstrar que a natureza explora mecanismos combinatórios quando a coordenação social o exige.

A implicação científica é relevante: a capacidade de organizar sinais em níveis pode não ser um salto exclusivamente humano, mas uma solução evolutiva para contextos onde a cooperação e a vigilância coletiva são essenciais. A implicação organizacional é talvez ainda mais interessante.

Nas empresas e instituições, a falha raramente reside na ausência de informação. Vive-se, pelo contrário, num excesso permanente de dados, relatórios, mensagens e notificações. O problema está na arquitetura dessa informação. Comunicação sem estrutura gera ruído. Decisões transmitidas sem contexto geram interpretações divergentes. Estratégias apresentadas sem encadeamento lógico criam desorientação.

O que o estudo destas aves sugere é que eficácia comunicativa depende de organização interna. A segmentação clara das mensagens — distinguir factos, avaliação e decisão — é o equivalente às unidades sonoras básicas. A ordem em que são apresentadas molda a receção. Primeiro o enquadramento, depois a análise, por fim a orientação prática. Alterar essa sequência altera o impacto. Finalmente, tudo depende de um contexto partilhado: um grupo só interpreta corretamente um sinal se partilhar referências e experiências anteriores.

Auto-avaliação em interações grupais: quando saber quando lutar ou recuar

Em vários ecossistemas, o conflito não é sinónimo imediato de confronto físico. Estudos sobre mangustos mostram que, antes de escalar uma disputa territorial, os grupos recorrem a sinais vocais e exibições coordenadas que funcionam como mecanismos de avaliação mútua. A intensidade, a duração e a resposta do grupo rival permitem estimar força numérica, coesão e disposição para o combate. Trata-se menos de agressividade instintiva e mais de cálculo coletivo: medir custos, probabilidades e consequências antes de avançar.

Esse processo reduz riscos desnecessários. Ao transformar o confronto numa espécie de ‘negociação sonora’ ou demonstração estratégica, os grupos evitam perdas energéticas e danos físicos que poderiam comprometer a sobrevivência futura. A decisão emerge do grupo, não de um impulso isolado, e baseia-se numa leitura partilhada do equilíbrio de forças.

No universo corporativo, a lógica é surpreendentemente semelhante. Organizações que sabem reavaliar estratégias perante sinais do mercado — concorrência reforçada, mudança regulatória, quebra de procura — evitam escaladas dispendiosas movidas por orgulho ou inércia. Tal como nos mangustos, a capacidade de interpretar sinais externos e ajustar a resposta de forma coordenada pode preservar recursos e proteger a coesão interna. Persistir nem sempre é sinónimo de força; muitas vezes, a verdadeira vantagem está na avaliação lúcida antes do confronto.

Integrando o humano: a sabedoria coletiva como vantagem evolutiva

Um editorial recente da Nature Human Behaviour recorda algo que, à força de ser evidente, tende a passar despercebido: o conhecimento coletivo é talvez a mais silenciosa das potências humanas. Cada descoberta carrega vestígios de outras anteriores, cada decisão repousa sobre camadas de experiência acumulada. Aprende-se, muitas vezes, por delegação. Alguém já testou, já falhou, já corrigiu. É assim que o erro deixa de ser destino inevitável e se transforma em degrau.

A ciência do comportamento animal mostra-nos comunidades que ajustam rotas, afinam sinais, transmitem soluções. A filosofia aproxima-se depois, romantiza o que contempla, mas abriga-se sobretudo em perguntar que fazemos nós com essa herança de exemplos. Que nome damos à inteligência quando ela não reside num indivíduo isolado, mas circula entre muitos? Onde começa a liderança quando a direção emerge de interações múltiplas e não de uma voz singular? As categorias habituais tornam-se porosas.

Estudar outras espécies com o auxílio da inteligência artificial, da modelação matemática ou da etologia é, em última instância, um exercício de espelho. Observamos cardumes, colónias, bandos, e acabamos por vislumbrar as nossas próprias arquiteturas sociais. Estruturas dispersas que, ainda assim, convergem; informações fragmentadas que se integram; culturas que se sedimentam com ligeireza.

O que daí resulta ultrapassa a metáfora ornamentada. São esquemas de funcionamento, hipóteses concretas para reorganizar trabalho, decisão e aprendizagem num mundo que já não cabe em organigramas rígidos. Quando a complexidade cresce, talvez a resposta não esteja em apertar a hierarquia, mas em compreender melhor os fios invisíveis que sustentam a ação coletiva.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Portuguesas lideram revolução feminina na Ciência com evento internacional

27 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A iniciativa, que decorre em formato online, propõe um programa de sessões práticas e interativas conduzidas por especialistas nacionais e internacionais nas áreas da liderança, comunicação e desenvolvimento profissional. Entre os principais temas em destaque estão a gestão de conversas difíceis, o reforço da autoconfiança, a superação da Síndrome de Impostor e a construção de uma marca pessoal sólida no contexto científico.

O evento dirige-se a mulheres em diferentes fases do percurso profissional — desde estudantes de pós-graduação até investigadoras e profissionais já estabelecidas — que pretendam desenvolver competências transversais, expandir a sua rede de contactos e consolidar o seu posicionamento enquanto líderes.

As datas escolhidas enquadram-se nas celebrações do Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, assinalado a 11 de fevereiro, e do Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, sublinhando a relevância da equidade de género e da maior representatividade feminina em cargos de decisão no setor científico.

A participação é limitada a 60 pessoas e requer inscrição prévia através da plataforma Eventbrite. Mais informações e inscrições estão disponíveis online.

Arquivado em:Ciência, Notícias

Crise no México testa responsabilidade de líderes mundiais antes do amigável com Portugal

26 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O alerta surge depois da morte do líder do cartel Jalisco Nova Geração, Nemesio “El Mencho” Oseguera, durante uma operação militar, que desencadeou uma série de confrontos armados e atos de violência em várias regiões do país anfitrião da próxima Copa do Mundo.

Numa declaração oficial, a FPF sublinhou que «a segurança dos jogadores, da equipa técnica, do staff e dos adeptos constitui a prioridade absoluta», afirmando que qualquer decisão sobre a realização do jogo será tomada em articulação com o Governo português e em coordenação com a congénere mexicana, mantendo um contacto regular entre as duas federações.

Apesar desta posição cautelosa, o calendário desportivo permanece oficialmente inalterado, com as autoridades mexicanas a garantirem que o jogo seguirá conforme planeado e a reforçarem que as medidas de segurança estão em curso para proteger visitantes e participantes.

A situação tem atraído atenção internacional: enquanto o presidente da FIFA manifestou «confiança» na capacidade do México para co-organizar o Mundial e garantir a segurança dos eventos, várias federações nacionais — incluindo a portuguesa e a jamaicana — reconhecem que as circunstâncias exigem vigilância constante e decisões baseadas nas avaliações das autoridades competentes.

Especialistas em segurança e relações internacionais destacam que este episódio reforça a necessidade de líderes políticos, organismos desportivos e instituições multilaterais estarem preparados para responder a crises que possam impactar não só eventos desportivos, mas também a segurança de cidadãos e equipas estrangeiras.

Este acompanhamento rigoroso e coordenado será um teste importante à capacidade de resposta conjunta, a poucos meses do início do maior evento de futebol mundial.

Arquivado em:Desporto, Internacional, Notícias

O aeroporto como instituição: do quotidiano ao futuro da mobilidade portuguesa

26 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

O estudo mostra que, assim como a arbitragem internacional procura padrões consistentes e previsibilidade no mundo jurídico, os aeroportos funcionam como sistemas organizados que permitem aos viajantes e operadores experienciar familiaridade e eficiência, independentemente do país ou idioma.

Cada aeroporto carrega camadas de vidas que se cruzam por segundos. No Humberto Delgado, há um homem sentado no terminal 2, a olhar para a pista como se pudesse controlar o tempo. Uma mãe segura o filho pela mão, tentando distraí-lo enquanto a bagagem rola no tapete. Um grupo de executivos discute contratos em inglês apressado, enquanto ignoram o anúncio de embarque que repete o mesmo tom metálico de sempre.

Cada uma dessas pequenas cenas é uma história de aeroporto — perda, reencontro, ansiedade, fuga. São pedaços de humanidade que se repetem em qualquer lugar do mundo, onde aeroportos são portais entre cidades históricas, praias e rotas internacionais.

E cada história revela a dimensão institucional invisível: regras que mantêm a ordem, anúncios que ditam o ritmo, filas que disciplinam o caos. O aeroporto é uma máquina de interações humanas, mas também um arquivo silencioso de experiências, onde cada passageiro deixa uma marca efémera e, mesmo assim, significativa.

Aeroportos como instituições científicas

O artigo parte de uma análise comparativa entre sistemas de transporte e estruturas institucionais, sugerindo que aeroportos se comportam como «organizações sociais complexas» que equilibram normas globais e procedimentos locais. Também fazem a gestão da eficiência operacional e segurança, assim como pautam a experiência do usuário e respetiva integração tecnológica.

Esta abordagem científica permite enxergar os aeroportos como laboratórios urbanos, onde fluxos de pessoas e informações são medidos, padronizados e constantemente otimizados. É um olhar que nos faz repensar cada terminal como infraestrutura física e como um nó estratégico de interação social, económica e política.

Portugal no ar: números que contam a história

Os aeroportos portugueses seguem este padrão, refletindo crescimento sustentável e importância estratégica na Europa: Em 2025, os aeroportos nacionais movimentaram cerca de 73,75 milhões de passageiros, com Lisboa liderando com mais de 36 milhões, o Porto com 16 milhões e Faro com 8,5 milhões; A taxa de crescimento média anual tem sido de 4–5%, mesmo pós-pandemia, destacando a resiliência do setor; Aeroportos regionais como Madeira e Ponta Delgada também registraram aumento de tráfego, impulsionados por turismo e conexões internacionais.

Estes dados sublinham que Portugal não só recuperou seu espaço no mapa aéreo europeu, como se prepara para novas fases de expansão institucional e territorial.

Benavente no mapa: o futuro aeroporto

O novo aeroporto de Benavente/Samora Correia, chamado oficialmente Aeroporto Luís de Camões, é um projeto que promete redefinir a mobilidade aérea nacional e que está no centro dos projetos do Governo. Previsto para começar a operar entre 2034 e 2037, terá capacidade inicial de 45 milhões de passageiros com potencial de expansão que poderá ultrapassar 100 milhões anuais nas fases futuras.

O projeto nasce da necessidade urgente de aliviar o Aeroporto Humberto Delgado em Lisboa, próximo da saturação, e de criar uma estrutura moderna alinhada com padrões internacionais de eficiência, segurança e sustentabilidade. Mas o Luis de Camões é mais do que logística: é transformação territorial e económica. O investimento total ronda 8,5 mil milhões de euros, financiado em grande parte por dívida da concessionária ANA Aeroportos, com impacto mínimo direto no Orçamento do Estado.

A obra exigirá pelo menos 5 500 trabalhadores na fase de construção, de operários de obra civil a técnicos especializados, sem contar os milhares de empregos indiretos que surgirão na região — na hotelaria, serviços, logística e comércio. A infraestrutura ocupará 2 500 hectares, com um terminal de cerca de 590 000 m², duas pistas de grande porte e toda a tecnologia de ponta necessária para gerir um hub de dimensão europeia.

A Câmara de Benavente estabeleceu uma Comissão de Acompanhamento, garantindo que a comunidade local participe nas decisões e que os impactos ambientais e sociais sejam mitigados. Cada estudo de impacto, cada decisão sobre acessos rodoviários ou ferrovia, cada detalhe do terminal, é parte de um sistema complexo que conecta território, economia e experiência humana.

Quando pronto, o aeroporto será muito mais do que aviões a descolar e a aterrar. Será um organismo vivo, um motor regional, uma instituição em si mesma: um espaço onde o futuro da mobilidade, do trabalho e da vida na margem direita do Tejo se materializa, sob o barulho de motores e vozes, e a espera de milhares de passageiros que ainda não nasceram para voar.

O aeroporto como laboratório social

Mais do que terminais e pistas, este novo aeroporto representa uma transformação institucional e urbana: Conecta regiões antes pouco acessíveis a rotas internacionais; Incentiva crescimento económico regional; Introduz soluções de gestão e operação baseadas em tecnologia e boas práticas globais.

Os aeroportos deixam de ser meros pontos de passagem: tornam-se instituições que modelam território, economia e comportamento humano, combinando rigor científico, planeamento urbano e experiência social.

Portugal está, literalmente, a levantar voo em termos de mobilidade institucional. Ao integrar análise científica, dados nacionais e planeamento futuro, percebe-se que cada aeroporto — do Porto a Benavente — funciona como um organismo complexo, essencial para conectar pessoas, culturas e economias.

Este olhar mostra que a verdadeira inovação está forma como estruturamos instituições que tornam a viagem segura, previsível e humana. O futuro de Benavente será, assim, um laboratório vivo dessa transformação.

Arquivado em:Nacional, Notícias

IA: a liberdade de construir, o desafio de ser visto

26 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Foi neste ambiente de interrogação estratégica que decorreu, ontem, no espaço Casa de Praia da WYgroup, em Santo Amaro de Oeiras, mais um Encontro de Conselheiros da revista Líder, reunindo profissionais e líderes dos grupos LTech e LBrands para debater a aceleração tecnológica e o seu impacto na forma como as marcas vendem, captam clientes e estruturam a sua estratégia comercial.

A reflexão central foi lançada por Tiago Veríssimo, CEO da WYnova, que sintetizou o momento com clareza: «não é só técnico, é estratégico». A inteligência artificial deixou de ser apenas uma camada tecnológica e tornou-se uma variável estrutural na equação competitiva.

 

Quando a decisão muda de lugar

When AI Starts Choosing foi o ponto de partida para analisar uma mudança profunda: a decisão de consumo está a deslocar-se, de escolhas conscientes feitas por pessoas, para decisões crescentemente mediadas por sistemas.

Do ‘wikimummy’ à inteligência artificial, como referiu Tiago — formado em biologia — sobre os seus teus tempos na faculdade, a forma como procuramos conhecimento alterou-se radicalmente. Se antes era a Wikipédia encontrada no Google que auxiliava a pesquisa, hoje é o ChatGPT e semelhantes que estruturam a resposta. A mediação tornou-se interpretação.

«No futuro todas as organizações vão usar IA», afirmou. E desmontou a ilusão: «as pessoas que nunca pensaram a fundo acham que é magia, mas há algo de muito construtivo por trás». Dados, arquitetura, contexto, aplicação — a transformação é prática e operacional.

A história ajuda a perceber o padrão. «Em 1999, a Salesforce mudou tudo.» O modelo SaaS redefiniu a lógica empresarial. Mas «o SaaS foi construído numa suposição e a IA acabou com ela». A suposição de que o software teria de ser comprado, fechado e estruturado externamente. Agora, o «software que era difícil de construir, a IA torna fácil de criar», explicou.

Com isso, também o modelo de custos e dependências se altera. «Com a IA, os SaaS vão sendo eliminados e com isso os maiores gastos das empresas.» Plataformas open-source como Lovable, Odoo ou Claude começam a substituir soluções tradicionais a uma fração do custo.

 

«Cada era tecnológica pediu algo às empresas.» Esta pede coragem estrutural. «A tecnologia é o gatilho, mas são as empresas que aplicam essa dimensão.» E, como sublinhou,

«onde há disrupção, há sempre oportunidade. Nós como empresas temos todo o direito de nos aproveitarmos desta oportunidade».

Respirar fundo: não é uma corrida, é uma reconstrução

A meio da apresentação, ficou claro que o entusiasmo não elimina o risco. Há empresas em risco direto, outras em vantagem temporária e algumas em vantagem estrutural.

O caso da Klarna tornou-se exemplo. «A Klarna por exemplo foi all-in em AI e seis meses depois estava a contratar humanos de volta. Porquê? Dados não preparados, migração não imediata, novo lock-in.» A promessa de eficiência colidiu com a realidade da preparação interna.

A questão não é apenas adotar IA. É saber se a organização está preparada para a sustentar.

 

Marcas num ecossistema algorítmico

A transformação é comportamental e estratégica. Durante décadas, as marcas competiram por atenção e preferência junto do consumidor. Hoje competem também por relevância dentro de ecossistemas algorítmicos.

Plataformas, motores de recomendação, assistentes inteligentes e sistemas de automação passaram a influenciar  e muitas vezes a determinar o que é visto, considerado e escolhido. «A IA decide os nossos comportamentos, mas vem oferecer mais liberdade às empresas.» Liberdade para criar novos modelos, redesenhar processos e reduzir fricções.

Neste novo paradigma, a construção de marca deixa de ser apenas posicionamento emocional ou diferenciação criativa. Passa a envolver arquitetura de dados, interoperabilidade e presença estratégica nos sistemas certos. A pergunta vai além de convencer o cliente, e procura garantir que o sistema nos recomenda.

Ao longo da conversa, tornou-se evidente que a vantagem competitiva nasce da compreensão de como funcionam estes sistemas e da capacidade de agir dentro deles.

O Encontro de Conselheiros reforçou uma ideia central: não se trata de escolher entre pessoas ou algoritmos, mas de entender como ambos se articulam. Liderar, neste contexto, é antecipar, preparar dados, redesenhar fundações e assumir que o próximo passo acontece na configuração do sistema e no peso das decisões humanas.

 

Conheça a agenda completa dos nossos encontros aqui.

Veja a galeria completa do encontro aqui.

Arquivado em:Encontros, Notícias

O fim da gestão por exaustão: Será o bem-estar o novo ROI?

26 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Durante décadas, a equação da liderança parecia linear: mais pressão equivalia a mais resultados. Esta lógica, embora tenha entregado números no passado, atingiu o seu prazo de validade. Com a ascensão da Gen Z e a digitalização do trabalho, a corda não só esticou, como começou a romper.

Dados de uma investigação global com 1.500 profissionais revelam uma nuance perigosa: 88% declararam-se altamente comprometidos, mas 82% afirmam estar simultaneamente esgotados. O que mais surpreende são os 44% de profissionais que referem que o burnout os torna mais envolvidos no trabalho.

Na prática, isto significa que os seus talentos mais dedicados – aqueles que nunca dizem “não” -, são precisamente os que estão mais próximos do limite. Para um líder, este dado é um alerta vermelho: o compromisso extremo pode ser o prelúdio da rotatividade ou da incapacidade prolongada.

Em 2025, o Estudo Nacional de Saúde Mental revelou que 1,34 milhões de portugueses reconhecem precisar de ajuda, mas metade não dá o passo seguinte. O entrave raramente é a falta de consciência individual; é o contexto organizacional que ainda não criou as condições para o apoio psicológico necessário.

Quando o suporte não existe, os custos materializam-se. As baixas médicas por saúde mental já representam 27% das ausências laborais, com tendência crescente. A nível global, a depressão e a ansiedade subtraem 12 mil milhões de dias de trabalho por ano. O relatório Gallup 2025 sintetiza a urgência: a Europa detém a taxa de engajamento laboral mais baixa do mundo (apenas 13%). Onde existe um hiato desta dimensão, existe uma oportunidade competitiva brutal para quem decidir liderar de forma diferente.

Persiste a crença de que não investir em bem-estar é uma posição neutra de poupança, mas os dados desmentem-na. O relatório Return on Wellbeing 2024, indica que 95% das empresas que medem o ROI dos seus programas de bem-estar reportam retornos positivos. Organizações que integram o bem-estar na cultura e na liderança podem atingir até 20% mais produtividade, com retornos sobre o investimento superiores a 150%. O bem-estar corporativo não é um “mimo” de RH; é uma competência crítica de liderança. Quanto mais cedo as organizações o perceberem, mais cedo começam a colher os resultados.

Não é preciso reinventar a organização do zero, mas é imperativo mudar a hierarquia de prioridades. Um líder consciente comunica com clareza e gere o stress sem o transferir para a equipa; a segurança psicológica torna os colaboradores mais honestos, criativos e comprometidos; e o talento, por consequência, retém-se.

Para os 75% dos europeus com menos de 34 anos que reportam esgotamento, uma organização que cuida da equipa não é um bónus; é um critério de escolha e, acima de tudo, de permanência. As organizações que já perceberam isto não estão apenas ser mais simpáticas; estas estão a ser mais estratégicas.

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