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Marcelo Teixeira

Lisboa recebe Executive Masterclass sobre o futuro das organizações para além dos escritórios

7 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Num contexto global marcado pela complexidade, volatilidade e արագ transformação, os modelos tradicionais de liderança e organização enfrentam crescentes limitações. A sessão propõe uma análise crítica desses modelos lineares, defendendo que a ênfase histórica na eficiência e no controlo deixou de ser suficiente para garantir resultados sustentáveis. Segundo os organizadores, o controlo tornou-se, em muitos casos, uma ilusão que compromete a capacidade de adaptação das organizações.

A masterclass dirige-se a executivos de topo — C-levels e decisores estratégicos — que procuram liderar uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa de resolução de problemas para uma abordagem mais antecipatória e sistémica, focada em desafios emergentes.

O evento contará com a participação de quatro especialistas internacionais: Marta Bertolaso, Maria Miguel Perlico, Miguel Carneiro da Silva e Jos Duchamps. Ao longo da manhã, os oradores irão abordar temas como a ilusão dos modelos organizacionais tradicionais, a importância da serendipidade na criação de valor e a necessidade de encarar as organizações como sistemas vivos, em vez de estruturas rígidas.

Entre os principais tópicos em discussão estarão novas formas de desenhar organizações centradas em relações em vez de funções, a medição da experiência em detrimento da presença física e a gestão integrada de sistemas que articulam pessoas, cultura, tecnologia e espaço. O objetivo é promover organizações mais resilientes, inteligentes e humanas.

O programa tem início às 08h30 com um welcome coffee, seguido das sessões a partir das 09h00, intercaladas por um coffee break e culminando com um momento de síntese orientado para a tomada de decisão estratégica. As intervenções decorrerão em português e inglês.

A iniciativa é organizada pelo Procos Group, no âmbito do Knowledge Hub powered by Brains & Trees, e reforça a importância da transição estratégica como um imperativo para a sobrevivência e evolução das organizações contemporâneas.

As inscrições estão abertas e requerem o envio de dados básicos como nome, email, empresa e cargo. Para mais informações, os interessados podem contactar a organização aqui.

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a Procos Group.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

No Líbano, os funerais substituíram o calendário político

6 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

O Ministério da Saúde libanês tem a reportar milhares de vítimas mortais e feridos desde o início da escalada, centenas de milhares de pessoas poderão acabar deslocadas, com estimativas que em certos momentos apontam para perto de um milhão. Ao mesmo tempo, ataques aéreos atingiram zonas densamente povoadas no sul e também áreas da periferia de Beirute, num conflito em que Israel justifica a sua ofensiva como resposta militar ao Hezbollah, mas onde a linha entre alvos militares e impacto civil se dissolve repetidamente no terreno, deixando o país preso entre a urgência de uma eleição que deveria acontecer e a realidade de uma guerra que simplesmente não permite que ela aconteça.

Como funciona o Governo do Líbano?

A democracia no Líbano tem cerca de oitenta anos se contarmos desde a independência em 1943, mas dizer isto assim, limpo, quase redondo, é esquecer tudo o que aconteceu pelo meio. Uma guerra civil que durou quinze anos, ocupações, interferências externas, crises atrás de crises, e um sistema político desenhado para equilibrar religiões que acabou muitas vezes por bloquear o próprio país, como se a sobrevivência tivesse sido sempre mais importante do que governar bem. Há eleições, há parlamento, e os cargos são distribuídos com precisão quase cirúrgica entre comunidades, mas isso não impediu o desgaste profundo da confiança pública, nem a sensação persistente de que o poder circula sempre pelos mesmos círculos.

E isso vê-se nos números: o Líbano é classificado como ‘regime híbrido’ pelo índice da Economist Intelligence Unit, com uma pontuação a rondar os 4,5 em 10, um lugar incerto entre democracia e disfunção. Já  a participação eleitoral nas legislativas de 2022 ficou perto dos 41%, baixa para um país onde o equilíbrio político depende tanto do voto.  Ainda assim, existe uma sociedade civil inquieta, capaz de encher ruas como em 2019, de atravessar linhas religiosas e gritar contra o sistema inteiro, o que cria um contraste estranho e quase doloroso: pouca gente acredita nas urnas, mas grande parte da população ainda deposita esperança que o país pode ser outra coisa.

Um sistema feito para evitar guerra, mas incapaz de a travar

O sistema político libanês é um equilíbrio delicado, quase barroco, onde o poder é dividido mais por religião do que por ideologia, numa tentativa histórica de impedir que o país volte a mergulhar numa guerra civil como a que o devastou no século XX. Por essa razão, o Presidente é sempre cristão maronita, o primeiro-ministro sunita, o presidente do Parlamento xiita, e os 128 lugares parlamentares são distribuídos milimetricamente entre comunidades. Uma arquitetura política que, como explica este guia da BBC, de alguma forma, é ao mesmo tempo engenhosa e paralisante, porque ao tentar representar todos, muitas vezes impede qualquer decisão estrutural de avançar.

No Líbano, há ainda um interveniente que mede forças com o mundo e também com o próprio povo. O Hezbollah é ao mesmo tempo partido político, força armada e ator social, e isso faz com que a perceção sobre ele dependa fortemente de região, comunidade religiosa e contexto político imediato. Em termos gerais, dentro da comunidade xiita — especialmente no sul do país e nos subúrbios de Beirute — o Hezbollah mantém um apoio significativo, visto por muitos como força de resistência contra Israel e como rede de proteção social num Estado frequentemente ausente. Já entre muitos cristãos, sunitas e setores urbanos mais laicos, cresce a sensação de que o grupo se tornou um Estado paralelo armado, com poder de veto sobre decisões nacionais e capacidade de arrastar o país para conflitos que a maioria não escolhe.

Além disso, é nesse espaço de bloqueio que o Hezbollah cresce, arma-se, transforma-se em ator político com base social real, ganha presença institucional e capacidade de influenciar — ou travar — qualquer tentativa de mudança. Uma encruzilhada de um grupo que há muito deixou de ser apenas visto como revolucionário, porque para uma parte do país ele continua a ser proteção e identidade, enquanto para outra já é limitação e risco permanente, e é precisamente nessa fratura que o Líbano vive politicamente desequilibrado, sem consenso interno suficiente para o integrar plenamente no Estado nem força suficiente para o eliminar do jogo político.

Israel afirma que está a agir em legítima defesa, respondendo aos ataques do Hezbollah ao longo da fronteira, uma narrativa consistente com a sua doutrina de segurança e amplamente repetida nos fóruns internacionais, mas quando se desce do nível estratégico para o chão concreto das cidades libanesas, o que se encontra são destroços e muitas dúvidas.

Um país que insiste em não caber na tragédia

O conflito não existe num vazio moral ou jurídico, e tem sido acompanhado por acusações graves em várias frentes, incluindo denúncias de ataques em áreas civis e uso desproporcionado da força, debatidas em instâncias internacionais e acompanhadas por organizações de direitos humanos, enquanto o próprio contexto regional é inseparável da guerra na Faixa de Gaza e das acusações de crimes de guerra associadas a esse conflito.

Neste cenário, o nome de Benjamin Netanyahu surge frequentemente no debate internacional sobre responsabilização em instâncias como o Tribunal Penal Internacional, ainda que esses processos sejam complexos, contestados e longe de consenso global. Os processos seguem lentos, disputados, muitas vezes inconclusivos, e as consequências no terreno continuam imediatas.

Todavía, há algo no Líbano que resiste à simplificação. Beirute continua a ser uma cidade onde a noite acontece, com uma riqueza gastronómica profunda com alguns dos pratos mais celebrados do Médio Oriente, como o mezze que faz parte da vida quotidiana. No fundo, no Líbano há uma convivência cultural que desafia os estereótipos mais preguiçosos sobre o mundo árabe.

As mulheres circulam com uma liberdade que contrasta com outros contextos regionais, a influência ocidental não é importada, está integrada, e há uma vida cultural que sobrevive, quase teimosamente, à sucessão de crises.

Talvez seja isso que torna tudo mais difícil de aceitar: o Líbano é vibrante, não está à margem, e continua a ser colocado, repetidamente, no centro de conflitos que não controla. Quando as eleições finalmente acontecerem (e neste momento isso é mais uma hipótese do que uma certeza) serão mais um teste à própria ideia de Estado libanês.

Será possível reduzir o peso armado do Hezbollah através da via política? Conseguirá o Estado recuperar soberania real sobre o seu território?
Ou continuará o país a existir num equilíbrio instável entre instituições formais e poderes paralelos? E a relação com Israel, que para todos os efeitos não deixa de ser vizinho?

Tudo é uma incógnita e, por agora, ficam os números que nunca contam tudo, proliferam as análises que raramente chegam às pessoas certas, e resistem os libaneses que continuam a dançar, com ameaças de bombas a cair, a mostrarem ao mundo o ato mais político de todos: continuar vivos.

Arquivado em:Internacional, Notícias

O regresso ao humano 

6 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Abre-se aqui um dos maiores desafios do mundo atual: como liderar e desenvolver pessoas num contexto cada vez mais desumanizado? 

Ao fazermos uma pausa, entre algoritmos e automatismos, percebemos a urgência de regressar ao humano. Nas empresas, esse regresso passa pela construção de uma cultura coesa, pela forma como lideramos e pela maneira como capacitamos os nossos líderes para enfrentarem estes novos desafios. 

Se, num passado muito recente, a liderança se media pela eficiência e pelo detalhe das métricas, hoje vai além disso. Os processos automatizam-se, a informação flui, o conhecimento dispara e inunda-nos. Nesta era dos sedentos de dados, a capacidade de ler emoções tornou-se uma competência. 

A neurociência mostra-nos que razão e emoção estão lado a lado, pensamos melhor quando sentimos. O raciocínio apoia-se na emoção e a criatividade só surge quando existe segurança. Um líder que compreende isto não gere tarefas, lidera pessoas e as emoções que influenciam o seu trabalho. 

Mudar um paradigma não se ensina num curso breve nem se impõe. É um exercício contínuo de observação e escuta ativa, de reconhecer emoções, antecipar reações e compreender os diferentes gatilhos. E, acima de tudo, exige autoconhecimento, porque compreender o que os outros sentem passa por compreender aquilo que nós próprios sentimos. 

Liderar pelo que é correto é manter a coerência entre o que se diz e o que se faz. É dessa consistência, repetida todos os dias em decisões e atitudes, que nasce a verdadeira influência e se constrói o respeito.  

Para avançar, devemos investir em programas de regulação emocional, em práticas de mindfullness e em momentos de feedback com transparência. É fulcral construir uma cultura onde seja seguro questionar, errar e partilhar. É também essencial ensinar que ouvir o outro e agir com empatia não impede decidir com firmeza sempre que necessário. O exemplo continuará a ser a força mais poderosa da liderança. 

No amanhã, a Inteligência Artificial continuará a evoluir a um ritmo tão rápido que, quando fechamos os olhos, já há novas formas de obter informação. Mas será a inteligência emocional que nos manterá relevantes?  Será ela o recurso mais escasso do futuro? 

No fim do dia, basta um simples comando para que as máquinas possam processar informação em nanossegundos, mas só o humano será capaz de transformar essa informação em emoção. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 33 da revista Líder, cujo tema é ‘Condição Humana’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

Estes são os emojis mais usados pelos portugueses

6 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Uma análise da Buzzmonitor revela quais são os mais utilizados pelos falantes de português nas redes sociais e o papel que estes símbolos desempenham na comunicação online.

A plataforma de inteligência artificial de monitorização e análise de redes sociais da Elifegroup analisou mais de 288 milhões de emojis utilizados em publicações em português entre janeiro de 2025 e março de 2026, procurando compreender de que forma estes elementos visuais se tornaram uma verdadeira linguagem paralela no ambiente digital.

Os emojis são hoje mais do que simples adornos nas mensagens. Funcionam como facilitadores de comunicação, ajudando a definir o tom do discurso, a evitar mal-entendidos, a reforçar emoções e até a transmitir ironia ou humor. Na prática, tornaram-se uma ferramenta essencial para ‘humanizar’ a comunicação escrita.

✨ O emoji mais usado em português

Segundo o estudo, o brilho (✨) foi o emoji mais utilizado no período analisado, ultrapassando os 25 milhões de menções. Associado a conteúdos aspiracionais, momentos especiais ou mensagens de positividade, este símbolo lidera de forma destacada a utilização em língua portuguesa.

Em segundo lugar surge o coração vermelho (❤️), com mais de 17 milhões de referências, seguido do rosto sorridente com olhos de coração (😍), com mais de 13 milhões de utilizações. Estes resultados reforçam a predominância de uma comunicação emocional e afetiva no espaço digital.

Também o emoji de ‘chorar a rir’ (😂) se mantém entre os mais populares, frequentemente usado para sintetizar o tom humorístico das conversas. Já o fogo (🔥) destaca-se tanto em contextos pessoais como corporativos, simbolizando tendências, intensidade, promoções ou conteúdos considerados ‘quentes’ e relevantes.

Instagram lidera utilização de emojis

A análise da Buzzmonitor mostra ainda que o Instagram é a rede social onde mais se utilizam emojis, concentrando 33% das referências. Seguem-se o Facebook (23%), o YouTube (12%) e o X (11%). O restante volume distribui-se por websites, blogues, fóruns e outras plataformas digitais.

Emojis também organizam a comunicação

Mais do que expressar emoções, os emojis são também utilizados para estruturar informação. Símbolos como o visto de confirmação (✅), o marcador de localização (📍) ou o link (🔗) ajudam a destacar informações importantes, orientar o utilizador e reforçar chamadas à ação, sendo comuns em conteúdos promocionais e informativos.

Em contextos de marketing digital, surgem ainda emojis associados a lançamentos, ofertas e urgência, como o foguetão (🚀), que sugere novidade, rapidez ou destaque imediato.

Uma linguagem digital em evolução

A Buzzmonitor sublinha que estes símbolos já não são apenas complementos visuais, mas parte integrante da forma como marcas e utilizadores comunicam. Ao analisar grandes volumes de dados, a plataforma consegue identificar tendências, sentimentos e padrões de comportamento, ajudando a perceber o impacto dos emojis na construção de mensagens no ambiente digital.

 

Arquivado em:Nacional, Notícias, Tecnologia

Quando o contexto aperta, o marketing volta a ser mal decidido

6 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Neste processo, o marketing surge frequentemente como uma das áreas mais expostas a cortes ou reconfigurações.

Contudo, esta reação nem sempre resulta de uma análise estruturada do impacto do marketing no negócio. Em muitos casos, reflete a ausência de critérios claros que permitam avaliar o contributo real desta área para o crescimento e sustentabilidade da empresa.

Em períodos de maior estabilidade, esta limitação pode ser menos evidente. Mas quando o contexto se torna mais exigente, a falta de ligação entre investimento e resultado condiciona a capacidade de decisão.

Sem uma direção estratégica definida, o marketing tende a ser gerido de forma reativa. As decisões passam a responder à urgência do momento, sem uma avaliação consistente do impacto das iniciativas no desempenho do negócio.

Neste cenário, algumas ações são interrompidas antes de produzir efeito, enquanto outras se mantêm por inércia, sem uma justificação clara do seu contributo.

De acordo com a McKinsey & Company, empresas que mantêm ou reconfiguram o investimento em marketing durante períodos de incerteza tendem a recuperar mais rapidamente e a reforçar a sua posição competitiva no médio prazo. Este comportamento não resulta necessariamente de maior investimento, mas de maior capacidade de decisão.

Quando essa capacidade não existe, o marketing deixa de ser percebido como um instrumento estratégico e passa a ser tratado como um custo ajustável.

Este padrão é particularmente evidente em organizações onde o marketing não está integrado no modelo de gestão como uma função estruturante. A ausência de critérios de decisão, de métricas alinhadas com o negócio e de uma direção clara limita a capacidade de resposta.

À medida que a pressão aumenta, torna-se mais relevante garantir que as decisões não são apenas rápidas, mas fundamentadas. A gestão do marketing exige definição de prioridades, avaliação contínua do impacto e articulação com os objetivos do negócio.

Neste enquadramento, a questão não está em saber se o investimento deve ser ajustado, mas em assegurar que essa decisão é tomada com base em critérios claros e alinhados com a estratégia.

A forma como o marketing é gerido em momentos de maior pressão tende a refletir o nível de maturidade da organização na tomada de decisão. Mais do que o contexto em si, é essa capacidade que determina o impacto das decisões no crescimento e sustentabilidade do negócio.

Arquivado em:Opinião

Dia Mundial da Língua Portuguesa: Cercada, e ainda «a mais bonita do mundo»

5 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

É nesse percurso que se forma o galego-português, matriz comum de onde mais tarde se autonomiza aquilo que hoje reconhecemos como a nossa língua. Ainda assim, não há um ponto de rutura. Há um desvio gradual, como um rio que muda de leito sem aviso.

Hoje é Dia Mundial da Língua Portuguesa.

As primeiras fixações da língua

Os primeiros registos escritos em português aparecem sobretudo em documentos medievais, cartas régias, testamentos e textos administrativos, onde a língua ainda convive com o latim como língua de prestígio, mas já revela uma estrutura própria, um ritmo singular, uma forma de organizar o mundo que já não é apenas herança romana, mas construção nova.

É também neste período que surgem os primeiros esforços de sistematização lexical e linguística, ainda muito rudimentares, mas fundamentais para a consolidação do idioma, embora o primeiro grande salto no sentido de fixar e descrever a língua venha mais tarde, já em contexto renascentista.

O primeiro dicionário de português, no sentido mais reconhecível do termo, surge apenas no século XVII com Rafael Bluteau, cujo Vocabulário Portuguez e Latino (1712–1728) representa uma tentativa monumental de ordenar o idioma, com uma lista de palavras e a função de instrumento de conhecimento, comparando o português ao latim e inserindo-o numa tradição erudita europeia. Ainda profundamente marcado pelo pensamento da época, é um marco decisivo na consciência da língua como objeto de estudo. Antes dele, a língua existia, mas não se olhava a si própria.

A enciclopédia e o impulso do conhecimento

Se o dicionário de Bluteau representa a organização do léxico, a enciclopédia surge mais tarde como tentativa de organizar o mundo através da língua. Em Portugal esse movimento ganha forma sobretudo com as influências iluministas do século XVIII e XIX, quando o conhecimento passa a ser entendido como algo que deve ser sistematizado, classificado e tornado acessível.

Embora Portugal não tenha produzido uma enciclopédia de impacto global comparável à Encyclopédie francesa de Diderot e d’Alembert, o espírito enciclopédico entra no país através de traduções, adaptações e projetos académicos que procuram aproximar a língua portuguesa do pensamento científico e filosófico europeu, contribuindo para a modernização do idioma e para a sua capacidade de expressar emoção, literatura, e também ciência, técnica e pensamento abstrato.

É aqui que a língua deixa definitivamente de ser apenas veículo cultural e passa também a ser ferramenta de conhecimento.

 

Os primeiros grandes estudiosos da língua

A reflexão sistemática sobre o português como objeto de estudo linguístico ganha força sobretudo a partir do século XIX, com gramáticos e filólogos que procuram descrever a sua estrutura, a sua evolução e as suas regras internas, destacando-se figuras como Jerónimo Soares Barbosa e, mais tarde, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, cuja obra marca profundamente a filologia portuguesa e a análise histórica da literatura e da língua.

Estes primeiros estudiosos não olhavam a língua como algo estático, mas como organismo em transformação, ainda que frequentemente dentro de uma lógica normativa, procurando estabilizar aquilo que na realidade nunca esteve quieto.

 

A língua como literatura: de Portugal ao mundo

A língua portuguesa ganha densidade absoluta quando passa a ser instrumento de criação literária ao mais alto nível, começando com Luís de Camões, que em Os Lusíadas transforma o português numa língua épica, capaz de carregar história, mito e identidade coletiva num único movimento poético.

Séculos depois, Fernando Pessoa fragmenta essa unidade, multiplicando a língua em heterónimos que falam entre si e se contradizem, já Agustina Bessa-Luís a leva para dentro da complexidade humana, em frases densas onde o pensamento parece nunca terminar.

E José Saramago, Nobel e referência maior do nosso idioma, rompe deliberadamente com a pontuação tradicional, alongando a frase até ao limite da respiração e criando uma cadência própria que transforma a leitura numa experiência contínua.

Mas a língua portuguesa não se esgota nas fronteiras de Portugal. Expande-se, transforma-se e encontra outras formas de existir.

No Brasil, Machado de Assis e Jorge Amado exploram diferentes dimensões do real, enquanto Clarice Lispector leva a língua até um território interior onde as palavras parecem nascer no instante em que tentam dizer o indizível.

Em África, Mia Couto reinventa o português com novas imagens e ritmos, enquanto Pepetela o utiliza como ferramenta de memória, história e reconstrução.

É neste movimento contínuo que a língua se torna plural — nunca terminada, sempre em processo.

 

A língua falada: códigos, variações e resistências

Mas a língua portuguesa vive sobretudo na fala quotidiana, onde se fragmenta em variações regionais, socioletos e até sistemas semi-secretos como o minderico, usado em Minde como código comercial e comunitário, demonstrando que a língua também pode ser estratégia de proteção e identidade local.

Em diferentes regiões de Portugal, o português assume formas distintas, com ritmos, vocabulários e entoações que revelam pertenças invisíveis, revelando que a unidade da língua é sempre uma construção, e não uma realidade homogénea.

Uma língua que não termina

Longe de ser uma entidade fechada ou um sistema concluído, a língua portuguesa é resistência e reinvenção, viajando por séculos de história, por múltiplas geografias e incontáveis formas de vida, e é essa instabilidade que lhe permite sobreviver, porque não se fixa completamente em lado nenhum, e por isso consegue continuar a mudar sem desaparecer.

É uma língua que vive no uso, no erro, na reinvenção diária, na forma como cada geração a dobra ligeiramente sem a partir, mantendo-a reconhecível e, ao mesmo tempo, inevitavelmente diferente.

E talvez seja por isso que José Saramago a descrevia como «a mais bonita do mundo», com modéstia mas sem ingenuidade, reconhecendo nela essa forma rara de resistência: a de uma língua que, mesmo cercada por outras, sobretudo pela inglesa que hoje se impõe como presença global, continua a existir, a adaptar-se e a afirmar-se.

Uma língua que, precisamente por estar cercada, precisa de ser usada, cuidada e protegida.  Porque enquanto for dita, não desaparece.

 

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