• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Etarismo nas empresas: «Perdemos inteligência coletiva quando excluímos pessoas pela idade», alerta Mónica Chaves

      O calor está a tornar-nos menos produtivos? Cientistas dizem que sim

      Porque estão os profissionais a sair das empresas? Falta de crescimento e liderança distante estão entre as razões

      Marcelo Santiso é o novo Diretor-Geral da Verisure em Portugal

      «Sou uma fraude»: metade dos profissionais já viveu este pensamento

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Etarismo nas empresas: «Perdemos inteligência coletiva quando excluímos pessoas pela idade», alerta Mónica Chaves

      O calor está a tornar-nos menos produtivos? Cientistas dizem que sim

      Porque estão os profissionais a sair das empresas? Falta de crescimento e liderança distante estão entre as razões

      Marcelo Santiso é o novo Diretor-Geral da Verisure em Portugal

      «Sou uma fraude»: metade dos profissionais já viveu este pensamento

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

ESG Roadmap: o futuro não é verde por acaso

15 Julho, 2025 by Marcelo Teixeira

Durante décadas, construir um negócio significava expandir território, conquistar quota de mercado, aumentar margens. O verbo era crescer, sempre. E, com frequência, crescer significava ignorar. Ignorar o impacto ambiental, as assimetrias sociais, os riscos éticos. Esse tempo chegou ao fim. O planeta deixou de ser pano de fundo e passou a ser protagonista — e o mesmo se aplica às pessoas. É neste contexto que o ESG — Environmental, Social and Governance — deixa de ser um apêndice opcional e se torna parte estrutural da narrativa empresarial. 

Hoje, um ESG Roadmap não é um gesto de boas intenções, é uma bússola. Princípios ESG bem integrados traduzem-se em eficiência energética, descarbonização estratégica, práticas laborais dignas, diversidade real, processos de decisão transparentes e estruturas de supervisão robustas. Deixou de ser ética — passou a ser estratégia. 

Estudos da McKinsey revelam que as empresas com políticas ESG sólidas obtêm retornos financeiros superiores, com menor volatilidade e melhor reputação junto dos mercados. E a Comissão Europeia obriga, desde 2024, à apresentação de relatórios de sustentabilidade detalhados, através da CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), com impacto em mais de 50 mil empresas na Europa.  

 

Da retórica ao rigor 

Mas atenção: num mercado saturado de palavras bonitas, o risco do greenwashing é real. Não basta dizer que se é verde, justo ou responsável — é preciso provar. Com métricas claras e verificáveis, relatórios públicos e linguagem compreensível. Transparência deixou de ser uma escolha estética para se tornar a base da credibilidade. 

É aqui que o ESG Roadmap faz a diferença. Quando bem estruturado, permite mapear a pegada ecológica, medir o impacto social, garantir que a governação não é uma simulação de ética, mas uma arquitetura funcional. Fala-se de indicadores como o consumo energético por unidade de produção, a proporção de mulheres e minorias em cargos de liderança, a responsabilidade fiscal, entre outros. E sobretudo, da capacidade de olhar a cadeia de valor como um corpo vivo: do fornecedor ao consumidor final, passando por quem colhe, quem transporta, quem transforma e quem vende. A construção de um negócio sustentável e ético exige, por isso, um compromisso profundo.  

Como escreveu Hannah Arendt, «a promessa é o fio que atravessa o tempo». Um ESG Roadmap é uma promessa feita com consciência do futuro.  

No fim, tudo isto é uma questão de visão. E de coragem.

A coragem de construir negócios que não só resistem ao tempo, mas que fazem sentido dentro dele.

Porque o futuro, esse que todos projetam, não será verde por acaso. Será verde porque alguém o construiu com as mãos limpas, os olhos abertos e o coração inteiro. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 30 da revista Líder, cujo tema é ‘Enfrentar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leading Brands, Notícias

Como preparar as empresas para lidar com as tecnologias emergentes

15 Julho, 2025 by Marcelo Teixeira

Os executivos precisam de antecipar as rápidas mudanças tecnológicas — que têm um impacto cada vez maior nos negócios — e identificar novos mercados, oportunidades e parcerias. O Índice de Disrupção Global da Accenture, que mede mudanças económicas, sociais, geopolíticas, climáticas, tecnológicas e de consumo, revela que o ritmo destas mudanças é hoje cinquenta vezes superior ao de há cinco anos. Como, então, podem os líderes empresariais preparar-se para esse cenário?

Ao antecipar e adotar tecnologias disruptivas, os executivos protegem as operações da estagnação e abrem caminho para crescimento, eficiência e inovação. Isso permite às organizações aumentar a produtividade, otimizar processos, melhorar a experiência do cliente e tomar decisões mais estratégicas com base em dados.

Exemplos não faltam! A Amazon foi pioneira no comércio eletrónico, apostou em infraestrutura digital e logística. A Apple revolucionou a indústria em 2007 com o iPhone, intoduziu o ecrã tátil, aplicações móveis e uma experiência de utilizador integrada. A Netflix alterou os modelos tradicionais de televisão e aluguer com o streaming, e a Uber transformou o setor dos transportes ao permitir viagens via app. Todas estas empresas souberam identificar e explorar tecnologias emergentes para gerar novas oportunidades, conquistar mercado, aumentar receitas e consolidar a sua reputação como líderes inovadores.

No entanto, novas tecnologias são notoriamente imprevisíveis — seja pelo custo, pela facilidade de adoção, pelo valor percebido ou por padrões emergentes. E eventos inesperados, como a pandemia de COVID-19, podem tornar obsoletas previsões cuidadosamente planeadas.

Adotar novas tecnologias, cedo, pode trazer desafios: há quem sobrevalorize a informação disponível ou hesite em abandonar investimentos que já não fazem sentido. O sucesso nesta área exige infraestruturas e produtos complementares, numa rede de interdependências complexa. Por isso, os decisores corporativos precisam de estar bem informados sobre as tecnologias emergentes e saber distinguir as que têm verdadeiro impacto.

Ninguém é um “vidente tecnológico” infalível, mas é possível criar um ecossistema organizacional que valorize a aprendizagem, a resiliência e a inovação. Para isso, é essencial adotar uma estratégia multifacetada que incorpore consciência tecnológica, envolvimento ativo e agilidade. Quatro capacidades são especialmente importantes para identificar e aproveitar tendências tecnológicas:

 

  1. Monitorizar e explorar novas tecnologias

Mais do que seguir tendências pontuais, é crucial adotar uma abordagem contínua e estruturada para analisar o panorama tecnológico. Para isso, pode-se criar uma equipa dedicada à prospeção, focada em identificar, avaliar e testar inovações com potencial real para o negócio — idealmente em parceria com centros de investigação e startups. O foco deve estar na geração de valor, com indicadores que avaliem o impacto da equipa.

Como alternativa, pode-se montar uma equipa virtual com líderes de diferentes áreas. Manter-se atualizado com relatórios, eventos e redes de contactos, bem como promover sessões internas e testes práticos, ajuda a preparar a organização para tirar partido das novas tecnologias.

 

  1. Promover uma cultura de curiosidade

Fomentar uma cultura de inovação vai além de incentivar os colaboradores a manterem-se atualizados. É preciso criar um ambiente onde o pensamento criativo e a tomada de riscos sejam valorizados. Pode-se, por exemplo, criar um espaço próprio, onde todos são convidados a experimentar novas tecnologias e partilhar os resultados. Esta abordagem facilita a identificação de tecnologias que possam ser postas em prática.

Eventos internos com a presença de fornecedores tecnológicos ajudam a gerar confiança nas soluções e estimulam a experimentação. Outra ferramenta útil é o Nível de Maturidade Tecnológica, criado pela NASA, que permite avaliar a prontidão das tecnologias para adoção prática.

 

  1. Usar um mapa tecnológico e plano de cenários

Estar preparado para múltiplos futuros requer planeamento e flexibilidade. Equipas multifuncionais, combinando conhecimento técnico e visão de negócio, podem usar dados e análises para criar planos adaptáveis e revistos com regularidade. Para cada nova tecnologia, é essencial refletir sobre: Será bem aceite pelos colaboradores? Resolve um problema real da empresa? Pode ser explicada facilmente aos utilizadores? É financeiramente viável?

É recomendável manter um documento atualizado para cada tecnologia emergente com uma breve descrição e a sua relevância para o negócio. Partilhar esse documento com parceiros, fornecedores e clientes pode também fortalecer relações e demonstrar visão estratégica.

 

  1. Estabelecer parcerias

Nenhuma empresa, por mais recursos que tenha, consegue acompanhar sozinha todos os avanços tecnológicos. Estabelecer uma rede de parceiros — desde grandes fornecedores até startups, instituições académicas e empresas do setor — garante acesso a conhecimento e inovação de ponta.

Estas parcerias podem surgir sob várias formas: colaboração em investigação, participação em consórcios ou mesmo investimento em fundos de capital de risco focados em novas tecnologias. Converse com fornecedores sobre os seus planos e ofereça-se para testar novas soluções. Se conseguir resolver um problema real com essas tecnologias, ganha prioridade na relação e acelera o processo de adoção — e o melhor: o parceiro é quem gere e mantém a solução.

Além disso, empresas com processos formais para avaliar e integrar inovações externas, combinando-as com competências internas, tendem a obter melhores resultados.

A revolução digital exige que os líderes se mantenham atentos à evolução tecnológica e estejam um passo à frente das tendências disruptivas. Monitorizar, experimentar, mapear e colaborar são passos fundamentais para garantir que a sua organização não só acompanha a mudança, mas lidera o processo.

 

Arquivado em:Opinião

A nossa sociedade pós-alfabetizada

14 Julho, 2025 by Marcelo Teixeira

Um dos prazeres de ler um jornal como o Financial Times está nos textos de colunistas de qualidade superior, isto é, textos que nos ajudam a pensar e a formar opinião. Não há ali pregadores a tentar doutrinar o povo. Sarah O’Connor é um desses colunistas. Há uns meses interpelou-nos: estaremos a construir uma sociedade pós-alfabetizada?

De acordo com inquéritos internacionais, a resposta afirmativa é plausível. Uma percentagem significativa das pessoas tem dificuldade em ler textos mais longos e complexos. Como já aqui referi a propósito de um artigo de Rose Horowitch na Atlantic (The elite college students who can’t read books), mesmo as supostas elites têm perdido competências básicas. Olhemos em volta: quantas pessoas vê a ler um livro, um jornal ou uma revista? Citando o autor Neil Postman, O’Connor lembra-nos duas coisas importantes: (1) a inteligência humana é das coisas mais frágeis da natureza; (2) os governos autoritários já não têm que queimar livros para assegurar que as pessoas não os leem – há muitas maneiras de cultivar a estupidez.

Contrariar esta tendência é fácil: é uma questão de ler – incluindo em papel (livros, jornais). Para começar e no âmbito deste tema, temos aí A Geração Ansiosa de Jonathan Haidt (Dom Quixote) e de A Fábrica de Cretinos Digitais, de Michel Desmurget (Contraponto). Não sei se ainda vamos a tempo, mas não custa tentar contrariar a onda. Talvez um dia o papel seja redescoberto, como foi o vinil. Aproveitemos o Verão: boas leituras!

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Diversidade e inclusão para lá do arco-íris do calendário

14 Julho, 2025 by Marcelo Teixeira

A bandeira sobe em junho, multiplicam-se as declarações institucionais, as logomarcas ganham cor — e depois? Para lá da celebração simbólica do mês do Orgulho (o mês passado), os dados mostram que a inclusão da comunidade LGBTQIA+ no mundo do trabalho continua longe de ser uma realidade estruturada.

Segundo o estudo Diversity at Work, do ManpowerGroup, 64% das pessoas LGBTQIA+ afirmam ter-se tornado mais produtivas depois de assumirem a sua orientação sexual ou identidade de género no trabalho. Um número revelador, que aponta para um dos efeitos práticos de um ambiente inclusivo. Mas o mesmo estudo também mostra que apenas 25% das empresas têm políticas efetivas de inclusão LGBTQIA+. Ou seja, a maioria ainda opera com boas intenções, mas sem estratégia.

A urgência do tema não é nova, mas ganha outra dimensão quando se olha para o futuro: metade da Geração Z prefere trabalhar em empresas com políticas claras de diversidade. E isso é mais do que um detalhe cultural — é uma questão de talento, recrutamento e sustentabilidade organizacional.

Para lá dos discursos de ocasião, o ManpowerGroup sugere três caminhos concretos para que a inclusão seja efetiva, contínua e visível ao longo do ano — e não apenas entre posts coloridos de junho.

1. Recrutar sem enviesamentos e com ferramentas ao serviço da equidade

O primeiro passo passa por rever com frequência os processos de recrutamento. Desde o texto dos anúncios até à composição dos painéis de entrevista, tudo deve ser pensado para eliminar barreiras implícitas. Linguagem neutra, equipas diversas na seleção e formação em DEIB (Diversidade, Equidade, Inclusão e Sentimento de Pertença) são essenciais. A tecnologia pode ajudar — IA e Machine Learning podem reduzir enviesamentos, desde que alimentados com dados diversos e objetivos. Segundo o Global Insights AI Whitepaper, 66% dos empregadores portugueses reconhecem o impacto positivo destas tecnologias no recrutamento.

Mas nem tudo se resolve com algoritmos: é no cruzamento entre dados e sensibilidade humana que se joga a diferença entre o “politicamente correto” e o verdadeiro compromisso com a inclusão.

2. Medir, ajustar e liderar com o exemplo

A inclusão precisa de metas claras, responsáveis designados e liderança ativa. Não basta incluir ‘diversidade’ no organograma ou nas sessões de team building. É preciso acompanhar resultados, ouvir os trabalhadores, ajustar medidas e, acima de tudo, implementar mudanças visíveis no quotidiano das equipas — desde casas de banho neutras até à utilização correta de nomes e pronomes escolhidos. A formação contínua em temas LGBTQIA+ também é central, não como ação isolada, mas como prática regular de cultura organizacional.

Se a inclusão for só uma palavra bonita num slide de PowerPoint, perde-se a oportunidade de criar equipas seguras, coesas e produtivas. E essa perda é de toda a empresa.

3. Criar redes e dar palco à representatividade

Mais do que criar estruturas formais, é preciso fomentar comunidades internas, redes de apoio e espaços de partilha para profissionais LGBTQIA+. As iniciativas lideradas por colaboradores e as parcerias com associações externas podem ser decisivas para gerar conhecimento, empatia e políticas mais ajustadas à realidade.

A representatividade em cargos de liderança também conta — e muito. Em Portugal, 67% das pessoas LGBTQIA+ em cargos seniores assumem abertamente a sua identidade no trabalho. Entre os restantes profissionais, esse número desce para 44%. A leitura é clara: quando há espelhos, há menos medo.

Arquivado em:LGBTQIA+

Menos portugueses fazem férias de verão em 2025 — e o motivo já não surpreende

14 Julho, 2025 by Marcelo Teixeira

Em 2025, a maioria dos portugueses continua a planear gozar férias durante o verão, mas em menor número do que no ano passado. Segundo o estudo Observador Cetelem, 66% afirmam ter intenções de sair para férias, o que representa uma queda de 11 pontos percentuais face a 2024. A descida quebra a tendência de recuperação registada desde os anos de pandemia, mas está ainda assim acima dos valores observados entre 2020 e 2022.

O dado mais expressivo talvez seja o aumento do número de portugueses que assumem não ter qualquer intenção de fazer férias de verão este ano: duplicou e atinge agora os 15%. A principal razão, sem surpresas, é a falta de condições financeiras, mencionada por 43% dos inquiridos. A par disso, regista-se também uma redução daqueles que tencionam passar férias fora de casa – são agora 66%, menos sete pontos percentuais do que no ano anterior. A contenção orçamental parece estar de volta — ou talvez nunca tenha chegado a ir de férias.

Portugal continua a liderar como destino preferido para os veraneantes nacionais, com o Algarve a manter a habitual primazia. Ainda assim, 35% da população portuguesa tenciona rumar ao estrangeiro, sendo Espanha (35%), França (17%) e Itália (12%) os países mais mencionados. O fator económico continua a ser o mais decisivo na escolha do destino: 40% dos inquiridos indicam o custo como principal critério, seguido da proximidade a familiares e amigos (24%).

O dinheiro que sobra para gelados e espreguiçadeiras

O valor médio que os portugueses planeiam gastar nas férias de verão de 2025 é de 966 euros — uma quebra de cerca de 40 euros face ao ano anterior. A estadia representa a fatia mais significativa do orçamento (475€), seguida da viagem (350€) e das refeições (250€). O lazer, por sua vez, surge no fim da lista, com uma média de 160€, o que poderá sugerir uma maior contenção nas despesas acessórias e um foco no essencial: descansar, mudar de ares e pouco mais.

Para Hugo Lousada, Diretor de Marketing do Cetelem – BNP Paribas Personal Finance Portugal, os números confirmam que a vontade de usufruir do verão se mantém firme, mas mais comedida. «As condições financeiras e o incremento dos preços nos meses de verão são dos principais fatores apontados, pelo que há já um número significativo de portugueses que indicam preferir ir de férias noutra altura do ano», afirma.

A fotografia de 2025 parece clara: a maioria ainda sonha com férias, mas fá-lo com cautela. O verão mantém-se, mas o modo de o viver está mais contido — e cada vez mais adaptado às exigências de um contexto onde o descanso continua essencial, mas nem sempre garantido.

Arquivado em:Lazer, Notícias, Sociedade

Ligar o mundo: a importância da mediação intercultural

14 Julho, 2025 by Marcelo Teixeira

A mediação intercultural consiste na intervenção em contextos de coexistência de comunidades culturalmente diversas, com vista à facilitação comunicativa, à integração de minorias e à resolução de possíveis conflitos ditados por diferenças de hábitos, crenças e culturas.

Vivemos num mundo que é não só um mosaico colorido de povos e de culturas, mas também, e cada vez mais, um mosaico dinâmico em que os seres humanos se deslocam incessantemente, desafiando distâncias e obstáculos. Não sendo esta uma situação verdadeiramente nova na vida da humanidade, que sempre oscilou entre a vontade da segurança sedentária e o impulso de ver o que está do outro lado da colina, as circunstâncias próprias do nosso tempo dão-lhe contornos muito particulares e uma dimensão nunca antes ocorrida. De forma acentuada, estas deslocações ocorrem motivadas pela busca de uma vida melhor, por parte de muitos seres humanos que fogem da pobreza, da fome, da instabilidade política e económica, da guerra. É neste contexto genérico das chamadas migrações que se faz sentir a necessidade da mediação intercultural.

As comunidades migrantes são, logo à partida, caraterizadas por inúmeras fragilidades. Para além dos problemas que motivaram a sua deslocação para outras paragens e, em muitos casos, das conturbações decorrentes dessa mesma deslocação, ao chegarem a um território que funcione como lugar de acolhimento estão necessariamente marcadas, aos olhos dos cidadãos autóctones, por uma diferença ou por uma estranheza.

Ainda que dessa perceção estejam ausentes sentimentos de hostilidade e que as comunidades de acolhimento estejam genericamente dispostas a aceitar no seu seio os recém-chegados, seria ingénuo pensar que a integração dos migrantes se faria automaticamente, sem percalços nem conflitos. Frequentemente, o primeiro, e enorme, problema decorre do facto de as comunidades migrantes não falarem a língua do país de acolhimento – o que condiciona imediatamente uma comunicação que possa estabelecer ligações e clarificar problemas. Consequentemente, condiciona e dificulta todos os aspetos inerentes à integração numa sociedade, na vida profissional, nos procedimentos administrativos, no acesso à educação e à saúde, nas circunstâncias práticas da vida quotidiana.

O segundo grande problema decorre da “bagagem” cultural transportada pelas comunidades migrantes. É nos hábitos de interação social, nos comportamentos quotidianos em questões tão básicas como o modo de vestir ou a alimentação, nas crenças religiosas e nos valores tradicionais de conduta ética que mais visivelmente se concentram a diferença e a estranheza. Mais ainda, quando qualquer um desses vetores choca com os pressupostos culturais do contexto de acolhimento, a incompreensão mútua e a não-aceitação correm o risco de se intensificar, levando por vezes a conflitos de gravidade variável.

Assim, a intervenção de mediadores interculturais torna-se imprescindível numa diversidade de situações que exigem o diálogo entre migrantes e instituições ou cidadãos do país de acolhimento. Atentos às questões que envolvem os contextos de migração, com sólidos conhecimentos linguísticos e culturais e habituados a gerirem eficazmente situações de mau entendimento ou de conflito, estes profissionais assumem-se como um apoio direto aos migrantes, minimizando as suas dificuldades; contudo, estabelecendo um contacto eficaz entre migrantes e autóctones, permitem também a estes últimos compreender a diferença e atenuar a estranheza. Daí a presença cada vez mais visível dos mediadores nas escolas, nos hospitais e centros de saúde, nos tribunais, nos serviços públicos, numa infinidade de contextos em que o diálogo inequívoco e a intercompreensão façam falta.

Assim, a mediação intercultural não resulta senão da consciência de uma só humanidade, diferenciada nos seus elementos, sem dúvida, mas destinada a uma vida comum, numa sociedade que se quer aberta e solidária.

Arquivado em:Opinião

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 117
  • Página 118
  • Página 119
  • Página 120
  • Página 121
  • Interim pages omitted …
  • Página 180
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.